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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Jesus aparece a refugiados que cruzavam mar e acalma tempestade


Refugiados sobreviveram à perigosa e se converteram 

O testemunho de Erick Schenkel, diretor-executivo do Projeto Filme Jesus tem surpreendido muitas pessoas na Europa. Ele conta que sua missão está trabalhando no discipulado de um grupo de refugiados que afirmam ter visto Jesus no mar Egeu.

Eles estavam em um barco como as dezenas que atravessam do norte da África para a Grécia todos os meses. O vento forte e as ondas altas ameaçavam virar a embarcação cheia de imigrantes fugindo do Médio Oriente. Todos sabiam que muitos outros nas mesmas condições morreram na travessia.

Os refugiados estavam com medo e a beira do desespero. “Mas as pessoas do barco começaram a clamar a Deus em voz alta. De repente, uma “figura divina brilhante” apareceu a eles”, relata Schenkel. “O barco inteiro sabia que era Jesus”, insiste, acrescentando que eles o ouviram dar um comando e as águas se acalmaram imediatamente, salvando suas vidas.

“A partir desse ponto, o mar ficou calmo e tranquilo, e eles chegaram em segurança em terra”, ressalta Schenkel. Semanas depois, os refugiados foram atendidos por cristãos que, ouvindo o relato, começaram a fazer grupos de discipulado e de estudo da Bíblia. O responsável pelas aulas é um ex-jihadista, que também teve uma forte experiência de conversão.

Para o líder do Projeto Filme Jesus, o relato surpreendente ecoa o episódio relato nos Evangelhos quando o Messias acalmou uma tempestade no Mar da Galileia (Mateus 4:37). Embora não tenha dado mais detalhes sobre quem eram esses refugiados, insiste que havia um propósito pois todos que estavam ali queriam se tornar seguidores daquele que tem todo o poder. Com informações de Christian Post

FONTE: https://noticias.gospelprime.com.br/jesus-refugiados-mar-acalma-tempestade/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Profeta que ‘faz chover, cura leprosos e faz paralítico andar’ prevê catástrofe no Brasil e prega o arrependimento dos brasileiros

           Profeta David Owuor

Profeta David Owuor

Desse a mídia tida como 'grade imprensa', seja cibernética, televisiva ou radiofônica, não fala. Embora devesse. 


Ele não cobra para pregar, não prega prosperidade ou ganhos materiais. Muito pelo contrário, segundo os ensinamentos do profeta David Owuor, a humanidade precisa dar um freio no consumismo e atentar para a prosperidade espiritual. E com urgência! Segundo o profeta, o fim do mundo como conhecemos, sem que anuncie datas, como muitos têm se aventurado, está próximo e as pessoas precisam se preparar espiritualmente para a segunda vinda de Jesus Cristo. Os que não duvidam de David Edward Owuor creditam a ele pelo menos 67 profecias cumpridas no mundo todo. Mas, agora um dos focos do líder espiritual é o Brasil. Ele, orientado por Deus, através de visões, conforme diz em vídeos, avisa aos pastores e cristãos de todas as denominações, que se unam em prol do arrependimento, pois sobre o Brasil teve uma visão duma terrível catástrofe a acontecer em nosso país, que atingirá toda a America do Sul.

“Dr. David Edward Owuor é um profeta do Quênia. Ele largou a carreira de cientista médico para dedicar-se a pregar o Evangelho de acordo com o chamado de Deus na sua vida. O Senhor apresentou-se a ele várias vezes e de diversas maneiras, em uma delas ele lhe mostrava a arca do Senhor no céu, e então em um lado estava Elias, no outro Moisés, em outro Daniel, e a voz do Senhor lhe falava "já tenho meu quarto Profeta". Apenas depois ele foi entender que ele era o quarto profeta a quem a voz do Senhor se referia. Ele tem pregado Arrependimento e Santidade, a mensagem do fim dos tempos, que é totalmente separada do dinheiro”, explica o site Apocalipse e o Arrebatamento.
                         Alguns dos vídeos mais vistos do profeta David Owuor são os quais onde ele pede chuva, sob um pleno céu azul, e Deus atende imediatamente sua oração. Por causa disso, ele é conhecido como 'o profeta da Chuva'
 Alguns dos vídeos mais vistos do profeta David Owuor são os quais onde ele pede chuva, sob um pleno céu azul, e Deus atende imediatamente sua oração. Por causa disso, ele é conhecido como 'o profeta da Chuva'.

O Profeta esteve no Brasil em março de 2014 e em sua profecia falou sobre uma calamidade, onde "milhões e milhões de insetos mordiam os brasileiros", que os que creem acreditam se tratar do Zika Vírus. Na oportunidade, ele repreendeu o dinheiro na igreja, o evangelho da prosperidade, a imoralidade, o modernismo, e os falsos profetas, entre outros pecados. A profecia mais recente de David para nosso país está na visão de um forte terremoto vindo à América do Sul. Na visão, ele diz que a bandeira do Brasil era a primeira a ser vista.

A próxima vinda de David Owuor ao país, será para uma Cruzada de Milagres, que, ainda com data a ser definida, acontecerá nos estados do Maranhão e Minas Gerais. É o que diz o site Arrependimento e Santidade, outro dos poucos veículos que dissemina a mensagem do profeta.
Com o ministério ativo há mais de 10 anos, apesar de a imprensa nacional ou internacional nada dizer a seu respeito, entre as profecias já cumpridas, estão o Furacão Katrina, o terremoto do Haiti, com 300 mil mortes, o terremoto e tsunami do Japão e os terremotos do Nepal e do Chile. David Edward Owuor, que mostra, em vídeos, o antes e depois - desde o aviso à consumação da profecia, diz da liberação dos 4 Cavalos do Apocalipse, de 2004 a 2011.
Em 2007, noutra visão, ele diz que o Senhor lhe mostrou o Relógio de Deus no céu faltando 1 minuto para a Meia-Noite, as alianças de casamento prontas, e a Ceia das Bodas do Cordeiro. Agora, a expectativa é pelo "Grande e Terrível Dia do Senhor", com a abertura do 6º Selo, e a Vinda do Messias nas nuvens, conforme a Bíblia.

Em seguida, os 7 anos de Tribulação vão iniciar após a Guerra Nuclear Israel-Irã e o Arrebatamento. Detalhe: o território do Irã mede 1.648.000 Km ², enquanto o de Israel mede apenas 20.770². E jamais nenhuma nação prevaleceu contra Israel, que, nanico desse jeito, já venceu uma guerra contra 3 grandes países apoiados por outros 6 duma só vez. A chamada Guerra dos Seis Dias. De acordo com os ensinamentos do profeta, o Apocalipse está em pleno curso e as igrejas do mundo todo, sobretudo as do Brasil, país que ele classifica como “o mais pecador do mundo” precisam acordar e estar capacitadas para a guerra espiritual que se inicia. Para provar a força de suas palavras, fenômenos climáticos estão presentes em suas pregações. Alguns dos vídeos mais vistos do profeta David Owuor são os quais onde ele pede chuva (foto), sob um pleno céu azul, e Deus atende imediatamente sua oração. Por causa disso ele é conhecido como “o profeta da Chuva”. O fenômeno já se repetiu em varias ocasiões e em diferentes nações.
“Não tenho dúvida alguma que esse homem trás uma mensagem das Alturas. Quando o vi pela primeira vez, com base no cuidado que as Escrituras nos manda ter, sobre os falsos profetas que surgiriam, fiquei reticente; mesmo que impressionado. Então orei a Deus, que me dissesse alguma coisa sobre ele. E na mesma noite tive uma visão onde, sem conseguir ver quem me falava, ouvi uma voz me dizer a palavra Avisa; e em seguida a voz disse: Daniel, 7; 8; 9. E imediatamente contei isso à minha esposa, para não esquecer. Quando abri as passagens, nos 03 capítulos, em Daniel, encontro o profeta, a 2.600 anos atrás, descrevendo duas visões onde Deus lhe anuncia acerca da Volta de Jesus. E x a t a m e n t e como este homem está fazendo mundo a fora: Avisando. Essa foi a resposta que tive de Deus. E para desconcertar os corações incrédulos, ele faz isso acompanhado de milagres incontestáveis advindos do Senhor, como cura de leprosos, de paralíticos, de aidéticos, libertação de endemoniados, entre outros”. Diz o diretor do portal, Antonio Franco Nogueira, convertido à fé cristã, desde 11 de abril de 2015.
 FONTE: http://www.camacarifatosefotos.com.br/todos-os-fatos/3-destaque/41732-profeta-que-faz-chover-cura-leprosos-e-faz-paralitico-andar-preve-catastrofe-no-brasil-e-prega-o-arrependimento-dos-brasileiros.html

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Questionamento do poder papal dividiu a Igreja e mudou a História 31 de outubro, comemoramos a Reforma ou o Halloween?


Imagem cedida por: www.sergiomissão.blogspot.com
No dia 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, o monge agostiniano Martinho Lutero aproveitou a grande procura das pessoas pelas missas comemorativas e divulgou sua proposta de reforma da Igreja Católica.
Ele literalmente pregou nas portas da Igreja do Castelo, em Wittenberg sua 95 teses, questionando as práticas do papado, sua doutrina e a venda de indulgências.   Como a igreja ficava na rua principal de Wittenberg, suas portas funcionava como uma espécie de quadro de avisos públicos.
Com esse gesto de questionar publicamente o papa, Lutero deu início a uma batalha teológica que posteriormente se tornaria uma guerra religiosa que dividiria países e mudaria para sempre a história.  
O principal argumento de Lutero era o ensinamento das Escrituras que “o justo viverá pela fé”. Estabeleceu então a doutrina da “justificação pela fé”, ou seja, a justificação do pecador diante de Deus não vem pelo esforço pessoal, mas trata-se de algo recebido por todos que creram na obra de Cristo na cruz.
Como o nome indica, a Reforma desejava mudar a Igreja, não dividi-la. Contudo, os argumentos de Lutero e seus aliados atingia o centro do poder: o Vaticano.  Entre suas críticas, Lutero negava a infabilidade papal, sua autoridade para tirar almas do Purgatório, negava que o pontífice possuía as chaves do céu. Queria ainda que fosse abandonado o culto aos ídolos (santos).
Escreveu muitos tratados teológico, que foram impressos e distribuídos ao povo nos meses seguintes, acabaram se espalhando por toda a Europa. Ao mesmo tempo traduzia a Bíblia para a língua falada pelo povo, para que todos pudessem entender a mensagem divina, que só foi impressa em setembro de 1522.
Foi chamado ao Vaticano para se retratar perante o Papa. Ameaçado de morte, entrou abertamente em conflito com a Igreja Católica. Em 1520, referiu-se pela primeira vez ao Papa como “anticristo”. Ele e seus aliados foram excomungados pelo papa Leão X, através da bula papal Decet romanum pontificem, em  janeiro de 1521.  Alegava-se que ele incorria em “heresia notória”.
A maioria das igrejas evangélicas do Brasil não gosta de ser chamada de Protestante ou Reformada, termos comuns em outras partes do mundo. Com exceção das igrejas luteranas e de outras denominações mais tradicionais, o dia 31 de outubro sequer é lembrado ou mencionado.  Por outro lado, a festa do Halloween, também comemorada no dia 31 de outubro tem crescido em influência no país a cada ano.
Dentro de quatro anos, ocorrerão as comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante. Na semana passada, representantes da Federação Luterana Mundial procuraram o papa Francisco e ouviram que “Católicos e luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas diante de Deus, e invocar o dom da unidade. As dificuldades não faltam e não faltarão e serão necessários, paciência, diálogo, e compreensão recíproca”. Também foi publicado recentemente um texto da Comissão luterano-católica para a unidade, chamado “Do conflito à comunhão. A interpretação luterano-católica da Reforma em 2017”.    
Essas são as 95 teses que deram origem à Reforma:
1. Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I Coríntios XII.
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!” sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

História das perseguições nos países baixos (Holanda) - Capítulo 11


Image cedida por: http://pt.wikipedia.org/

Tendo-se estendido com êxito a luz do Evangelho pelos Países Baixos, o Papa instigou o imperador a iniciar uma perseguição contra os protestantes; muitos caíram então mártires sob a malícia supersticiosa e o bíblico fanatismo, entre os que os mais notáveis foram os seguintes:

Wendelinuta, uma piedosa viúva protestante, foi apreendida por causa de sua religião, e vários monges tentaram, sem êxito, que se desdissesse. Como não podiam prevalecer, uma dama católico-romana conhecida dela desejou ser admitida na masmorra onde estava prisioneira, prometendo esforçar-se por induzi-la a abjurar da religião reformada. Quando foi admitida na cela, fez o possível para executar a tarefa que havia empreendido;mas ao ver inúteis seus esforços, disse: "Querida Wendelinuta, se não abraças nossa fé, mantém pelo menos em segredo as coisas que tu professas, e trata de prolongar tua vida". 

Ao qual a viva respondeu: "Senhora, você não sabe o que diz; porque com o coração cremos para justiça, mas com a boca se faz confissão para a salvação". Como recusara rotundamente desdizer-se, seus bens foram confiscados, e ela foi condenada à fogueira. No lugar da execução, um monge lhe apresentou uma cruz, e a convidou a beijá-la e a adorar a Deus. a isto ela respondeu: "Não adoro eu nenhum Deus de madeira, senão o Deus eterno que está no céu". Então foi executada, mas por mediação da dama católico-romana, foi-lhe concedido o favor de ser estrangulada antes de pôr-se fog na lenha.
Dois clérigos protestantes foram queimados em Colen; um comerciante de Amberes, chamado Nicolas, foi amarrado num saco, lançado num rio e afogado. E Pistorius, um erudito estudante, foi levado ao mercado de um povo holandês numa camisa de força, e ali lançado numa fogueira.

Dezesseis protestantes foram sentenciados à decapitação e sem ordenou que um ministro protestante assistisse à execução. Este homem executou a função de seu ofício com grande propriedade, exortando-os ao arrependimento, e lhes deu consolação nas misericórdias de seu Redentor. Tão logo como os dezesseis foram decapitados, o magistrado gritou ao carrasco: "Falta ainda que assestes um golpe, verdugo; deves decapitar o ministro; nunca poderá morrer em melhor momento que este, com tão bons preceitos em sua boca, e uns exemplos tão louváveis diante dele". Foi então decapitado, ainda que muitos dos próprios católico-romanos reprovaram então este gesto de crueldade pérfida e desnecessária.

Jorge Scherter, ministro de Salzburgo, foi apreendido e encerrado em prisão por instruir sua greoi no conhecimento do Evangelho. Enquanto estava em seu encerro, escreveu uma confissão de sua fé. Pouco depois disso foi condenado, primeiro a ser decapitado, e depois a ser queimado. De caminho ao lugar da execução disse aos espectadores: "Para que saibais que morro como cristão, dar-vos-ei um sinal". E isto se verificou de uma forma mais que singular, porque depois que lhe for cortada a cabeça, o corpo jazeu durante um certo tempo com o ventre para abaixo, porém girou-se repentinamente sobre as costas, com o pé direito cruzado sobre o esquerdo, e também o braço direito sobre o esquerdo; e assim permaneceu até ser lançado no fogo.

Em Louviana, um erudito homem chamado Percinal foi assassinado em prisão; Justus Insparg foi decapitado por ter em seu poder os sermões de Lutero.

Giles Tilleman, um faqueiro de Bruxelas, era um homem de grande humanidade e piedade. Foi apreendido entre outras coisas por ser protestante, e os monges se esforçaram muito por persuadi-lo a desdizer-se. Teve uma vez, acidentalmente, uma boa oportunidade para fugir, e ao perguntar-se-lhe por que não a havia aproveitado, disse: "Não queria fazer tanto dano a meus carcereiros como lhes teria acontecido, caso tiverem de responder acerca de minha ausência, se eu escapasse". Quando foi sentenciado à fogueira, deu fervorosamente graças a Deus por dar-lhe a oportunidade, por meio do martírio, de glorificar Seu nome. Vendo no lugar da execução uma grande quantidade de lenha, pediu que a maior parte da mesma fosse entregue aos pobres, dizendo: "Para queimar-me a mim será suficiente com um pouco". O carrasco se ofereceu para estrangulá-lo antes de acender o fogo, mas ele não quis consentir, dizendo-lhe que desafiaria as chamas, e desde logo expirou com tal compostura em meio delas que apenas se parecia sensível a seus efeitos.

Nos anos de 1543 e 1544, a perseguição se abateu sobre Flandes da forma mais violenta e cruel. Alguns foram condenados à prisão perpétua, outros desterro perpétuo; porém a maioria eram mortos, bem enforcados, bem afogados, emparedados, queimados, mediante o potro, ou enterrados vivos.

João de Boscane, um zeloso portanto, foi apreendido por sua fé na cidade de Amberes. Em seu juízo professou firmemente ser da religião reformada, o qual o levou a sua imediata condena. Mas o magistrado temia executá-lo publicamente, porque era popular devido a sua grande generosidade e quase universalmente querido por sua vida pacífica e piedade exemplar. Decidindo-se uma execução privada, se deu ordem de executá-lo na prisão. Por isso, o verdugo o colocou numa grande banheira; porém debatendo-se Boscane, e tirando a cabeça fora da água, o carrasco o apunhalou várias vezes com uma adaga, até expirar.

João de Buisons, outro protestante, foi apreendido secretamente, na mesma época, em Amberes, e executado privadamente. Sendo grande o número de protestantes naquela cidade, e muito respeitado o preso, os magistrados temiam uma insurreição, e por esta razão ordenaram sua decapitação na prisão.

No ano do Senhor de 1568, três pessoas foram apreendidas em Amberes, chamadas Scoblant, Hues y Coomans. Durante seu encerro se comportaram com grande fortaleza e ânimo, confessando que a mão de Deus se manifestava no que lhes havia acontecido, e inclinando-se ante o trono de Sua Providência. Numa epístola a alguns dignitários protestantes, se expressaram com as seguintes palavras: "Por quanto é a vontade do Onipotente que soframos por Seu nome e que sejamos perseguidos por causa de Seu Evangelho, nos submetemos pacientemente, e estamos gozosos por esta oportunidade; embora a carne se rebele contra o espírito, e ouça o conselho da velha serpente, contudo as verdades do Evangelho impedirão que seja aceito seu conselho, e Cristo esmagará a cabeça da serpente. Não estamos sem consolo no encerro, porque temos fé; não tememos a aflição, porque temos esperança; e perdoamos a nossos inimigos, porque temos caridade. Não tenhais temor por nós, estamos felizes no encerro graças às promessas de Deus, nos gloriamos em nossas correntes, e exultamos por sermos considerados dignos de sofrer por causa de Cristo. Não desejamos ser libertados, senão abençoados com fortaleza; não pedimos liberdade, senão o poder da perseverança; e não desejamos mudança alguma em nossa condição, senão aquela que coloque uma coroa de martírio sobre nossas cabeças".

Scoblant foi julgado primeiro. Ao persistir na profissão de sua fé, recebeu a sentença de morte. Ao vltar à prisão, pediu seriamente a seu carcereiro que não permitisse que o visitasse nenhum frade. Disse assim: "Nenhum bem podem fazer-me, porém podem perturbar-me muito. Espero que minha salvação já esteja selada no céu, e que o sangue de Cristo, no qual deposito minha firme confiança, tenha-me lavado de minhas iniqüidades. Vou agora lançar de mim estas roupas de barro para ser revestido de uma veste de glória eterna, por cujo celeste resplendor serei liberado de todos os erros. Espero ser o último mártir da tirania papal; que a Igreja de Cristo tenha repouso aqui, como seus servos o terão no além". No dia de sua execução se despediu pateticamente ed seus companheiros de prisão. Amarrado na estaca orou fervorosamente a oração do Senhor, e cantou o Salmo 40; depois encomendou sua alma a Deus, e foi queimado vivo.

Pouco depois Hues morreu em prisão, e por esta circunstância Coomans escreveu a seus amigos: "Estou agora privado de meus amigos e companheiros; Scoblant sofreu o martírio, e Hues morreu pela visitação do Senhor; todavia, não estou sozinho: tenho comigo o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó; Ele é o meu consolo, e será meu galardão. Orai a Deus que me fortaleça até o fim, porquanto espero a cada momento ser liberado desta tenda de barro".
Em seu juízo confessou árvore do conhecimento do bem e do mal ser da religião reformada, respondeu com fortaleza varonil a cada uma das acusações que lhe formulavam, e demonstrou com o Evangelho o Escriturário de suas respostas. O juiz disse que as únicas alternativas eram a retratação ou a morte, e terminou dizendo: "Morrerás pela fé que professas?" A isto Coomans replicou: "Não só estou disposto a morrer, senão também a sofrer as torturas mais cruéis por ela; depois, minha alma receberá sua confirmação de parte do próprio Deus, em meio da glória eterna". Condenado, se dirigiu cheio de ânimo ao lugar da execução, e morreu com a mais corajosa fortaleza e resignação cristã.

Guilherme de Nassau caiu vítima da perfídia, assassinado aos cinqüenta e um anos de idade por Baltasar Gerard, natural do Franco Condado, na província da Borgonha. Este assassino, com a esperança de uma recompensa aqui e no além por matar um inimigo do rei da Espanha e da religião católica, empreendeu a ação de matar o Príncipe de Orange. Procurando-se armas de fogo, o vigiou enquanto passavas através do grande vestíbulo de seu palácio para a comida, e lhe pediu um passaporte. A princesa de Orange, vendo que o assassino falava com voz oca e confusa, perguntou quem era, dizendo que não gostava de seu rosto. O príncipe respondeu que se tratava de alguém que pedia um passaporte, que lhe seria prontamente dado.
Nada mais aconteceu antes da comida, porém ao voltar o príncipe e a princesa pelo mesmo vestíbulo, acabada a comida, o assassino, oculto tudo quanto podia atrás de um dos pilares, disparou contra o príncipe, entrando as balas pelo lado esquerdo e penetrando no direito, ferindo em sua trajetória o estômago e órgãos vitais. Ao receber as feridas, o príncipe somente disse: "Senhor, tem misericórdia de minha alma, e desta pobre gente", e depois expirou imediatamente.

As lamentações pela morte do Príncipe de Orange foram gerais por todas as Províncias Unidas, e o assassino, que foi apreendido de imediato, recebeu a sentença de ser morto da forma mais exemplar, mas tal era seu entusiasmo, ou contra-senso, que quando lhe desgarravam as carnes com pinças candentes, dizia friamente: "Se estiver livre, o faria de novo".

O funeral do Príncipe de Orange foi o maior jamais visto nos Países Baixos, e talvez a dor pela sua morte a mais sincera, porque deixou trás e sim o caráter que honradamente merecia, o de pai de seu povo.

Para concluir, multidões foram assassinadas em diferentes partes de Flandes; na cidade de Valence, em particular, cinqüenta e sete dos principais habitantes foram brutalmente mortos num mesmo dia por recusarem abraçar a superstição romanista; e grandes números foram deixados enlanguescer na prisão até morrer pelo insano das masmorras.

FONTE:  Extraído do "livro dos mártires" de John Fox (todos os créditos a editora CPAD) 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Katharina Von Bora (Esposa de Martinho Lutero)


http://pt.wikipedia.org/wiki/Catarina_von_Bora

Por James I. Good

Uma das figuras femininas mais importantes da Reforma Protestante do Século XVI foi, sem dúvida, Katharina Von Bora. Não que ela tenha praticado qualquer grande ato heróico, se envolvido pessoalmente em grandes controvérsias ou sido martirizada em virtude da sua fé. No dizer de um de seus biógrafos: “ela não escreveu nenhum livro nem jamais pregou um único sermão, mas seu inestimável auxílio possibilitou que seu marido fizesse tudo isso como poucos na história da igreja.” Estamos falando da Sra. Lutero.
Katharina nasceu em 1499, filha de um nobre alemão que passava por dificuldades financeiras. Aos 3 anos de idade, perdeu sua mãe, e seu pai a levou para estudar na escola do convento Beneditino, onde vivia sua tia Madalena Von Bora. Aos 9 anos, entrou para o convento propriamente dito, tornando-se freira aos 16 anos de idade.

Quando Lutero fixou as suas famosas 95 teses nos portões da Capela de Wittemberg, Katharina estava com 18 anos de idade. Entretanto, ela e outras freiras do convento ouviram falar do ensino bíblico de Lutero, e crendo no que ele pregava, desejaram abandonar a clausura. Escreveram a seus pais, mas eles não tomaram nenhuma atitude no sentido de libertá-las. Decidiram então escrever a Lutero, tendo a carta sido redigida pela própria Katharina. Quando o reformador tomou conhecimento do fato, encorajou um amigo negociante a ajudá-las a escapar. Esse homem, Leonardo Koppe, ia frequentemente ao convento, levando alimentos e todo tipo de mantimentos para abastecer o mosteiro, e uma noite em 1523, ajudou-as a fugir, transportando as 12 noviças em um barril de peixes! Muitas retornaram às suas famílias. Lutero procurou auxiliar a todas, ajudando-as a encontrar moradias, maridos e empregos. Dois anos após a fuga, todas haviam seguido seu destino, exceto Katharina, que morou por um curto período de tempo na casa do pintor Lucas Cranach, autor de seu famoso retrato.

Em 1524, com a aprovação e recomendação de Lutero, Katharina foi cortejada por um dos alunos de Wittemberg, mas seu pai se opôs ao casamento. Neste mesmo ano, Lutero arrumou-lhe um novo pretendente, o Pastor Glatz, mas ela recusou-se a desposá-lo. Ela costumava dizer: “Só me casarei com o Dr. Lutero ou com alguém muito parecido com ele”. Lutero ria ao ouvir isso, pois apesar de, já àquela altura, condenar o celibato, não tinha intenção de casar-se: “nunca farão com que eu me case!”, afirmou ele. Alguns garantem que ele chegou a interessar-se por outra ex-freira, Ave Von Schonfeld, mas o relacionamento parece não ter prosperado.

Porém, gradualmente, tanto pela convivência, como por insistência dos seus amigos e seu pai, Lutero acabou propondo casamento à Katharina. Eles ficaram noivos em 13 de junho de 1525 e casaram no dia 25 de junho daquele mesmo ano, ou seja, doze dias depois! A decisão parece ter causado surpresa, pois o próprio Melanchton, escrevendo a um amigo, declarou: “Inesperadamente, Lutero desposou Bora sem querer mencionar seus planos ou consultar seus amigos”. Muitos foram contra o casamento, pelos motivos mais variados. Primeiramente porque, àquela altura, ainda não se admitia que os religiosos contraíssem matrimônio: tratava-se de um escândalo! Segundo, pela grande luta que o reformador vinha travando conta Roma: na condição de herege e proscrito, sua vida estava em constante perigo. Outra razão era a diferença de idade: quando casaram, Lutero estava com 42 anos e Katharina com 26! Ela também sofreu difamações pela união com o reformador, mas, felizmente, o casamento ocorreu e eles viveram felizes por cerca de 21 anos, até a morte do reformador. São curiosos alguns escritos de Lutero sobre esse período inicial de sua vida matrimonial. Escrevendo a um amigo ele declarou: “Existem algumas coisas com as quais precisamos nos acostumar no primeiro ano de casamento; o sujeito acorda de manhã e encontra um par de tranças postiças no travesseiro, onde antes não havia nada!” Entretanto, após um ano de casado, escreveu: “Minha Kathe é, em tudo, tão dedicada e encantadora que eu não trocaria minha pobreza pelas maiores riquezas do mundo”. E mais tarde: “Não há na terra um laço tão doce, nem uma separação mais amarga como a que ocorre num bom casamento”. Finalmente, é bem conhecida sua declaração: “Não há relação mais bela, mais amável e mais desejável, nem comunhão e companhia mais agradável do que a de marido e mulher num casamento feliz”.
Imagem cedida por: http://de.wikipedia.org

O príncipe Frederico havia dado de presente a Lutero o prédio do mosteiro agostiniano em Wittemberg, e foi para lá que a família se mudou em 1525. Katharina reformou o mosteiro e o administrou, o que veio a permitir que Lutero gozasse de relativa paz e ordem em sua vida privada. Ela dirigia e administrava as finanças da família, para que ele pudesse dedicar-se às tarefas que essencialmente lhe competiam: escrever, ensinar e pregar. Ela foi uma esposa dedicada e diligente, a quem Lutero freqüentemente se referia como “Kathe, minha patroa (no inglês, my lord)”. Eles tiveram 6 filhos, dos quais 4 sobreviveram até à idade adulta. Além disso, cuidavam de uma parente de Katharina e, em 1529, com a morte da irmã do reformador, mais 6 crianças – agora órfãs – se juntaram à família. Além dos familiares e de um cachorro de estimação, era comum haver mais de 30 pessoas no mosteiro, entre hóspedes, viajantes em trânsito e estudantes (eles costumavam receber estudantes, que pagavam pelos seus estudos, ajudando assim a equilibrar o orçamento doméstico). Desse modo, sua rotina diária era bastante atarefada: ela tinha uma horta, um orquidário, confeccionava material para pescaria, e acabaram, posteriormente, adquirindo uma pequena fazenda onde criavam gado, galinhas e fabricavam cerveja caseira. Ela também gostava de ler e de bordar. Lutero costumava chamá-la de “a estrela da manhã de Wittemberg”, já que diariamente levantava às 4 horas da madrugada para dar conta de suas muitas responsabilidades. Com muita freqüência, o reformador caía enfermo, e Katharina cuidava dele não simplesmente como esposa, mas quase como enfermeira, devido aos grandes conhecimentos médicos que possuía. 

Entretanto, sua vida não era somente dedicada a coisas materiais. Seu marido a encorajava em seus estudos bíblicos devocionais e sempre sugeria algumas passagens particulares para que memorizasse. Quando ele se encontrava deprimido, era a sua vez de ajudá-lo: sentava-se ao seu lado e lia a Bíblia para ele, edificando o seu coração. Conta-se que, certa vez, Lutero estava bastante deprimido. Não se alimentava e passava os dias trancafiado em seu quarto. Estava cheio de dúvidas sobre se o que fazia era ou não da vontade de Deus. Katharina vestiu-se de preto e entrou subitamente no aposento. Lutero tomou grande susto, pensando que alguém tinha morrido. Katharina respondeu: “Ao que parece, Deus morreu!” A reação de Lutero foi imediata: levantou-se e saiu do quarto, agradecendo à esposa por fazê-lo retornar à vida.
Em termos de recreação, Lutero gostava de participar de jogos ao ar livre com a família, e também apreciava os jogos de mesa, como o xadrez, além de jardinagem e música. Ele e Katharina eram pais diligentes, “disciplinando seus filhos, em amor”. Seu lar era famoso pela vitalidade e felicidade ali reinantes. Dessa forma, a família do reformador tornou-se um modelo para as famílias cristãs alemãs por muitos anos. Lutero considerava o casamento como a melhor escola para moldar o caráter e a vida familiar um método excelente e apropriado para treinar e desenvolver as virtudes cristãs da firmeza, paciência, bondade e humildade.

Lutero faleceu em 1546, e Katharina ainda viveu por mais 6 anos. Ela chegou a ver seus filhos atingirem a idade adulta, alcançando posições de influência na sociedade, exceto aqueles que morreram na infância, causando grande sofrimento as pais: sua primeira filha (Elizabeth) que morreu aos 8 meses de idade, e a segunda filha (Madalena) que faleceu aos 13 anos. Para termos uma idéia desses sofrimentos, segue um breve relato. Quando Madalena adoeceu gravemente, Lutero orou: “Senhor, eu amo muito a minha filha, mas seja feita a tua vontade”. Ajoelhando-se junto à cabeceira de sua cama, falou: “Madalena, minha menina, eu sei que você gostaria de permanecer aqui com seu pai, e também sei que gostaria de ir encontrar-se com o seu Pai no céu. Ela, sorrindo, respondeu: “Sim, papai, como Deus quiser”. Finalmente, depois de alguns dias, ela faleceu em seus braços, e no seu sepultamento, Lutero disse chorando: “Minha querida e pequena Lena, como você está feliz! Você ressurgirá e brilhará como o Sol e as estrelas... É uma cosa esquisita – eu saber que ela está feliz e em paz, e ainda assim, me sentir tão triste!”
Quanto aos outros filhos, o mais velho (Hans) estudou Direito e tornou-se conselheiro da corte. O segundo (Martin), estudou Teologia. O terceiro (Paul), tornou-se um médico famoso, e a terceira filha (Margareth) casou-se com um rico prussiano. A título de curiosidade: os descendentes de Lutero que ainda vivem, descendem de sua filha Margareth, dentre eles, o ex-presidente da Alemanha, Paul Von Hindenburg.
No mesmo ano da morte de Lutero (1546), Katharina deixou Wittemberg e fugiu para Dessau, devido à guerra smalkaldiana e, em 1552, viajou para Torgau, fugindo de uma peste que grassara em Wittemberg. Ela morreu em 20 de dezembro de 1552 na cidade de Torgau.

Encerro esse breve relato sobre a vida de Katharina citando o último testemunho do seu esposo. Escrevendo, certa vez, a um amigo, ele disse: “Minha querida Kate me mantém jovem, e em boa forma também... Sem ela, eu ficaria totalmente perdido. Ela aceita de bom grado minhas viagens e quando volto, está sempre me aguardando com alegria. Cuida de mim nas minhas depressões e suporta meus acessos de cólera. Ela me ajuda em meu trabalho, e acima de tudo, ama a Cristo. Depois Dele, ela é o maior presente que Deus já me deu nesta vida. Se algum dia, vierem a escrever a historia de tudo o que já tem acontecido (a Reforma), espero que o nome dela apareça junto ao meu. Eu oro por isso...”.
Ao tomar conhecimento dessa declaração, Katharina respondeu: “Tudo o que tenho feito se resume a simplesmente duas coisas: ser esposa e mãe, e tenho certeza que uma das mais felizes de toda a Alemanha!”.
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Texto extraído do livro Grandes Mulheres da Reforma, de James I. Good (editada por Lays Anglada) – Knox Publicações

FONTE: http://ospuritanos.blogspot.com.br

domingo, 18 de novembro de 2012

Visão de Acontecimentos Futuros (Completa) - David Wilkerson

Amados, esta é a versão completa da revelação que o Pastor David Wilkerson (Em memória) teve há mais ou menos 30 anos. Eu acredito nele. Leiam atentamente e veja se isso não esta se cumprindo em nossos dias... 
Imagem cedida por: http://estudandopalavra.blogspot.com.br/

Recebi de Deus uma visão tão espantosa que me deixou com a mente dando voltas. Tenho querido esquecê-la, porém não foi possível. Deus quer advertir-nos da hora de perseguição que está para vir.

O Espírito Santo me é testemunha de que hoje lhes estou advertindo sobre a hora da perseguição que vem para todo o crente cheio do Espírito Santo.

Terão de preparar-se para ser odiados, repelidos e escarnecidos. “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos”. Atos 2:17

Tive apenas duas visões em minha vida. A primeira aos quinze anos, e tudo o que vi naquela ocasião já se cumpriu. Desta vez tenho estado cheio de temor e não tenho querido revelar esta visão, porém agora venho fazê-la. Vi cinco calamidades terríveis que virão sobre todo o mundo.

Em primeiro lugar uma confusão econômica que afetará o mundo todo. Vi que se passarão alguns anos de prosperidade e em seguida virá essa crise econômica que afetará o modo de viver de toda a pessoa sobre a terra.  


Os economistas mundiais não poderão explicar o que está acontecendo. Começará na Alemanha, se estenderá ao Japão e por fim aos Estados Unidos. Corporações grandes, sérias, bem conhecidas, desmoronarão, irão á falência.  

Muitas igrejas sofrerão bancarrota e muitos projetos missionários desaparecerão. Uma das mensagens mais claras que recebi de Deus em minha vida é esta “Usa os anos bons que restam, preparando-te para a crise financeira. Põe tua casa em ordem porque vêm tempos difíceis”.

A segunda coisa que vi foi a natureza com dores de parto. É uma crise que envolve a natureza. Sinais e mudanças sobrenaturais inexplicáveis para o homem. Os desastres mundiais que estamos presenciando agora, eu os vi como se fossem dores de parto da natureza e que serão mais frequentes á medida que nos aproximamos do estabelecimento do reino de Deus.  

Vi terremotos nos Estados Unidos. Fome no mundo inteiro, especialmente na China, Índia e Rússia. Vi a provisão alimentícia do mundo esgotada, provocando a morte de milhares de pessoas.  

Vi que aparecia um novo tipo de tempestade como se fosse um fogo no céu, deixando um rasto como um vapor. Furacões, granizo e inundações chegando á terra com tal intensidade e violência que toda a humanidade terá que admitir que o mundo está sitiado por algo sobrenatural, cercado por forças 
sobrenaturais.

A terceira coisa que vi: um batismo de imundícia nos EUA. Vi a profecia de Naum cumprida em um futuro muito próximo. “E lançarei sobre ti coisas abomináveis, e te envergonharei, e por-te-ei como espetáculo ” (Naum 3:6).  Isto quer dizer que os programas de televisão serão da pior espécie. Também quer dizer que as bancas de revistas estarão saturadas de revistas imundas. Também quer dizer que a educação sexual nas escolas será reanimada com filmes demonstrando detalhes do ato matrimonial.  Satanás vomitará toda a imundícia do inferno em tão grande grau que será como nos dias de Ló. 

A quarta coisa é a rebelião no lar. O problema número um na América e no mundo com respeito á juventude é o ódio que nutrem pelos pais. A Bíblia diz: “E os inimigos do homem serão seus familiares”(Mt. 10:36.) Os pais serão traídos.  Pais e filhos viverão debaixo do mesmo teto porém como inimigos de 
guerra.

Será pior do que o problema das drogas, pior que o álcool, maior do que o abuso do sexo ou qualquer outro problema da juventude.  Em uma pesquisa recente de 5.000 crianças feita em 12 das principais 
cidades dos Estados Unidos, mais de 45% disse: “Odeio a meus pais”.

A quinta coisa é a perseguição contra os cristãos que verdadeiramente são cheios do Espírito Santo e que amam a Jesus Cristo
Jesus disse que o Espírito Santo desceria sobre nós. Ele prometeu poder do alto, porém Ele também predisse perseguição aos crentes fiéis.  Lendo João 15:19 e 20 “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo por isso é que o mundo vos aborrece” – “Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa”. 
O que diz em Mateus 10:21 a 23: “E o irmão entregará á morte o irmão, e o pai ao filho; e os filhos se levantarão contra os pais e os matarão.  “E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim será salvo.  

O propósito que vejo nesta perseguição que virá é separar os crentes verdadeiros dos falsos. O tempo já está terminando e o Evangelho ainda tem que ser pregado em todas as nações antes da volta de Jesus Cristo. 

O Espírito Santo está sendo derramado sobre milhares, porém ainda há aqueles discípulos cantando e regozijando-se e compartilhando uns com os outros, unicamente entre si. Entre nós há, aqueles que falam em outras línguas e todavia vivem de modo reprovável. O Senhor separará o trigo do joio e espalhará sua semente aos quatro cantos da terra.  

A palavra de Deus escrita em 2 Timóteo 3:12 será cumprida. ‘‘E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”. 

O que o Espírito Santo me revelou em visão quanto a perseguição: vejo uma onda de perseguição a um grau que a humanidade jamais experimentou. Vejo-a subir como se fora um monstro do mar. Revela-se em um tempo quando a liberdade de religião aparenta ter chegado ao seu auge. Se estenderá pelos Estados Unidos, Canadá, o mundo inteiro e por fim será como uma espécie de loucura

Esta loucura já está presente. O espírito do Anticristo está entrando nos corações de alguns homens no governo e no sistema judicial, provocando malefícios espirituais, e que logo chegará além dessas posições oficiais, até nas igrejas, entre missionários e ministros. 

Vejo que se avizinha o tempo quando a maioria dos projetos missionários, programas de rádio e televisão, as sociedades missionárias, serão admoestadas e vigiadas tão severamente por agências do governo que terão temor de prosseguir em suas atividades. 

Vejo levantar-se uma superigreja mundial. Vejo que se forma um concílio de uma superigreja mundial, composto de uma união entre os protestantes ecumênicos liberais e a igreja católica romana. Unificando-os politicamente para criar uma das forças religiosas, mais poderosas de toda a terra. Esta superigreja visível será espiritual somente no nome, utilizando o nome de Jesus Cristo livremente, porém na realidade será anticristã e política em muitas das suas atividades. Essa igreja terá muitas atividades sociais e ministérios 
filantrópicos. Seus líderes falarão de estarem suprindo as necessidades da humanidade.  

De repente haverá uma cadeia de acontecimentos misteriosos. Precisamente no tempo quando se acreditar que o movimento ecumênico chegou ao fim, aparecerá esta cadeia de acontecimentos como o meio para esta união. 
Roma insistirá em receber privilégios da parte dos líderes protestantes ecumênicos. O papa se considerará como um líder político em vez de um líder espiritual nesta união da igreja. Vejo um exército de profissionais invadindo os postos influentes nesta superigreja. 

Serão gente ímpia, povo do AntiCristo, obcecados com a ideia de que esta superigreja chegará a ser uma grande ser uma grande força política apta para enfrentar quem se oponha á sua ação.  Vejo que esta superigreja dará as boas-vindas aos homossexuais. Porém não se contentarão apenas em dar-lhes as boas-vindas, mas ainda os animarão a continuarem as suas práticas. Homossexuais serão ordenados ministros e 
investidos de autoridade. Será anunciado que são uma nova raça de pioneiros evangelistas introduzindo novos conceitos de amor e evangelismo.  

A literatura da igreja, da escola dominical distribuída a seus filhos conterá ensinamentos que indique a homossexualidade como algo normal e aceitável como prática na vida cristã.  Em algumas dessas igrejas haverá algumas pessoas que dançarão despidas. Os homens se tornarão adoradores da criatura em vez de adoradores do Criador. Deus entregará estes adoradores ao seu próprio pecado.

Como resultado terão mentes condenadas, provocando uma nova espécie de enfermidade mental que não responderá a nenhum tipo de tratamento. Outra coisa será a prática do ocultismo dentro da igreja. Creio que esta superigreja mundial aceitará certo tipo de práticas ocultas. Em algumas das igrejas mais conhecidas da América, reuniões do tipo espiritista tomarão o lugar das reuniões de oração.

Em alguns lugares isso já está acontecendo. Muitos ministros ficarão impressionados com as pretensões sobrenaturais dos grupos espiritistas e satânicos. Vejo aproximar-se o dia e que muitos ministros que nunca estiveram perto de Jesus estarão então muito junto do Diabo. Satanás se apresentará como anjo de luz para enganar se possível até os escolhidos.  Logo vejo que se levanta outra superigreja. Uma igreja invisível e 
sobrenatural. A união dos verdadeiros seguidores de Jesus Cristo que prosseguem com a vida espiritual, unidos por meio do Espírito Santo e sua confiança mútua em Jesus Cristo e sua palavra.  

Esta igreja sobrenatural dos verdadeiros crentes será um tipo de igreja clandestina. Será composta de cristãos de todas as denominações. Jovens e velhos, brancos e negros, de todas nações. E enquanto a superigreja visível aumenta em potência política, o corpo invisível de Cristo crescerá em poder de 
uma forma tremenda. - Esse poder virá como resultado da perseguição. A perseguição que está por vir á terra provavelmente maior união entre Jesus Cristo e Seu povo.
 
Haverá menor interesse quanto a denominações e maior ênfase na volta de Jesus. O Espírito Santo unirá o povo para fazê-lo um só. Esta igreja sobrenatural receberá grande unção do Espírito Santo e poder para pregar o evangelho pelos quatro cantos da terra. 

Vejo agora a perseguição á pregação do evangelho feita através dos meios de divulgação. Atualmente há muita liberdade. Jamais as portas estiveram tão abertas para falar de Cristo, curar enfermos, pregar o evangelho. Porém, cuidado, porque a perseguição já começou. Já se escuta no ar uma nota de mudança.  

Os programas cristãos serão o alvo do ataque das forças satânicas que estão determinadas a remover tudo isso do ar. As portas que se encontram tão abertas, vão ser fechadas lenta, porém seguramente. Portanto, os ministros que trabalham por esse meio devo dizer, pelo Espírito Santo, que “trabalhem enquanto 
é dia porque a noite vem quando ninguém pode trabalhar”.

Logo virá a perseguição através de Hollywood. Observem como Hollywood se apressará a atacar com seus filmes a verdadeira religião. Os ministros e evangelistas serão considerados charlatões. As igrejas e ministros que preguem o verdadeiro evangelho sofrerão ataques particulares, enquanto que o ocultismo e a 
feitiçaria serão glorificados.

Logo vem a perseguição através da ridicularizarão nas comédias pela televisão. Os programadores transformarão tudo em blasfêmia e milhares de incrédulos sentar-se-ão diante de seus televisores escarnecendo dos temas que antes consideravam sagrados.  Por toda a parte se verão coisas que degradam a Cristo e Seu Sangue a glorificação ao Diabo.  

Lgo virá a perseguição por meio dos impostos sobre as igrejas. Sim, virá o tempo em que as igrejas ou qualquer organização com elas relacionadas terão  que pagar impostos. Vejo isto chegando com algo insignificante, um pequeno imposto, porém logo será um monstro que levará algumas igrejas independentes e sociedades missionárias á bancarrota. 

A ducação cristã será minada. As escolas e universidades cristãs não escaparão a esta hora de perseguição.  Primeiro haverá repetidos ataques políticos e problemas agudos de finanças. Em segundo lugar o corpo estudantil estará de uma maneira inexplicável inquieto. De maneira muito marcante faltarão com respeito aos seus líderes. Em terceiro lugar a faculdade estará infiltrada por professores que serão armas nas mãos de Satanás para minar os fundamentos da Fé. Satanás tentará arrancar a direção dessas escolas e instituições das mãos dos verdadeiros homens de Deus e colocá-las nas mãos de liberais que os levarão ao agnosticismo. 

Os líderes das instituições educacionais cristãs devem preparar-se para tempos difíceis, tanto monetária como espiritualmente. Vem o tempo quando não será popular pertencer a Jesus Cristo. A perseguição vem para separar as ovelhas das cabras. 

Os que estão só buscando emoção regressarão às suas drogas, outros a praticar o ocultismo. Esta juventude de adoradores de Satanás está começando a criar clubes de “ódio a Cristo”. Atualmente já existem alguns.  Tu que fazes parte da revolução de Jesus Cristo prepara-te para a perseguição 
que enfrentarás através dos clubes que odeiam a Cristo e que se encontram em tuas escolas. Em muitos lugares esta juventude que segue proclamando a Jesus Cristo será apedrejada por outros de sua mesma idade.  

Esta revolução contra Jesus, será dirigida pessoalmente pelo Diabo e por aqueles que estão entregues a adorá-lo. Os ataques contra os seguidores de Jesus aumentarão e se estenderão a um grau tal que a juventude cristã se endurecerá como aço e prosseguirá testificando, ou desmoronará e negará sua fé.  
  Vejo que virá um departamento espiritual por detrás da cortina de ferro e bambu. Enquanto os países livres experimentarão uma onda de perseguições, os países da cortina de ferro e bambu experimentarão um curto período de avivamento espiritual.  

O Espírito de Deus romperá a cortina de ferro e de bambu e buscará e encontrará os corações famintos na Rússia, China e Europa Oriental. Deus prometeu derramar seu Espírito sobre toda a carne, não excluiu estas nações. O derramamento que existe agora na Finlândia está destinado a estender-se até a parte norte da Rússia. Enquanto as portas começam a fechar-se deste lado da cortina, do outro lado se abrirão. Depois de um curto período de liberdade e avivamento espiritual, repentinamente se cerrarão as portas, e essas nações serão lançadas sob horrível perseguição.  

Os cristãos japoneses e coreanos serão usados por Deus para alcançar milhões de vidas na China. O derramamento do Espírito Santo na Alemanha Ocidental alcançará a Alemanha Oriental. Finalmente, e o mais importante de tudo, porque atinge a todo o pastor e todo o cristão, haverá uma guerra de difamação, de maledicências. Sei que Satanás declarou guerra contra todo ministro de Jesus Cristo. Ele utilizará todos  
os meios para fazer naufragar todo o homem de Deus que esteja determinado a permanecer fiel em suas convicções.  

Aqueles ministros que acreditava não ter nenhum inimigo ficarão espantados ao descobrirem que pessoas estão falando mal deles. Os pastores das igrejas, em particular, enfrentarão murmurações maliciosas. As esposas dos ministros, de igual modo enfrentarão difamação maliciosas. Mentiras e falsos testemunhos serão proclamados em lugares vários e virão diretamente do inferno. Legiões de espíritos mentirosos estarão soltos no mundo com o propósito único de acusar os cristãos. 

Esta guerra de maledicências não estará dirigida somente contra os ministros, mas também contra todo o crente cheio do Espírito Santo. Até a juventude conhecerá o que é enfrentar mexericos e intrigas.  Agora vem minha última palavra da parte do Senhor. Tenho sido um pregador positivo. Não costumo pregar sobre o juízo. Porém amigos é impossível pregar, falar sobre a volta de Jesus antes que teus olhos sejam abertos e contemples tudo o que está acontecendo á nossa volta, o Senhor disse: “Ora, quando estas coisas 
começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção esta próxima” (Lucas 21:28). 

Quando recebi esta visão de calamidades, me espantei de tal maneira que meus olhos estavam fixos Deus e passei noites em claro. Surgiram várias perguntas: “Como vamos fazer tudo o que devemos quando há tantos que Te estão deixando e estão se escondendo por temer que o barco afunde?”  Que faremos, Senhor? Entregamos este mundo inteiro ao Diabo e deixaremos que ele faça o que quiser? Pagamos nossas contas e compramos um pequeno rancho e escapamos esperando que passe a tormenta e venham dias 
melhores? Simplesmente nos damos por vencidos?”

Amados, é necessário que saibais o que o Espírito Santo me disse; apenas sete palavras, porém tão poderosas que despertaram em mim uma gloriosa esperança e tanta fé que acordei gritando. Estas palavras es tão queimadas em meu coração: “DEUS TEM TUDO DEBAIXO DE SEU CONTROLE”. 

Ele tem a natureza debaixo de Seu controle. Quando ouvimos falar de terremotos, fomes, epidemias, inundações, parece que a natureza está fora de controle. Porém a Palavra de Deus nos diz claramente que tudo isto acontecerá. Filho de Deus, para os dias que virão, o Espírito Santo te diz, “Não temas a 
fúria da natureza. Deus também é Rei das inundações, e tu contemplarás as inundações e os terremotos e as tormentas e dirás: é meu Deus que está falando! Está falando, está advertindo e está dizendo, “prepara-te!.” 

Até o Diabo está debaixo de Seu controle. O poder do Diabo é limitado e todo o cristão pode fazê-lo fugir por meio da Palavra e do clamor pelo Sangue de Cristo. Está escrito: “Resisti ao Diabo e ele fugirá de vós”. ( Tiago 4 - 7). Tu eu, e tudo o que nos rodeia, tudo está debaixo de seu controle, não importa como se 
encontrem as coisas neste mundo, pois todas estão operando para o bem daqueles que amam a Deus.  

O futuro está debaixo de Seu controle. Deus sabe exatamente em que momento regressará Jesus Cristo. Agora podes dizer ao teu coração, “Deus tem tudo debaixo de Seu controle”.  

Terminou a minha visão. Muitos querem continuar sentados diante de uma televisão, ir a alguns cultos e aplaudir, e cantar sobre as boas coisas de Deus. Porém amados, é tempo de reconhecer que o fim do mundo está as portas. Esta é a hora sobre a qual tens ouvido pregar. 

Muitos estão acomodados não sabendo nem o que está se passando. Amados, Jesus já vem. Jesus Cristo já vem, e está pondo sua casa em ordem”.  

FONTE: Publicado em janeiro de 1974. Traduzido por Stella Martha Ribeiro do Valle e 
adaptado por Gospel Prime. (www.gospelprime.com.br)

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