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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Profeta que ‘faz chover, cura leprosos e faz paralítico andar’ prevê catástrofe no Brasil e prega o arrependimento dos brasileiros

           Profeta David Owuor

Profeta David Owuor

Desse a mídia tida como 'grade imprensa', seja cibernética, televisiva ou radiofônica, não fala. Embora devesse. 


Ele não cobra para pregar, não prega prosperidade ou ganhos materiais. Muito pelo contrário, segundo os ensinamentos do profeta David Owuor, a humanidade precisa dar um freio no consumismo e atentar para a prosperidade espiritual. E com urgência! Segundo o profeta, o fim do mundo como conhecemos, sem que anuncie datas, como muitos têm se aventurado, está próximo e as pessoas precisam se preparar espiritualmente para a segunda vinda de Jesus Cristo. Os que não duvidam de David Edward Owuor creditam a ele pelo menos 67 profecias cumpridas no mundo todo. Mas, agora um dos focos do líder espiritual é o Brasil. Ele, orientado por Deus, através de visões, conforme diz em vídeos, avisa aos pastores e cristãos de todas as denominações, que se unam em prol do arrependimento, pois sobre o Brasil teve uma visão duma terrível catástrofe a acontecer em nosso país, que atingirá toda a America do Sul.

“Dr. David Edward Owuor é um profeta do Quênia. Ele largou a carreira de cientista médico para dedicar-se a pregar o Evangelho de acordo com o chamado de Deus na sua vida. O Senhor apresentou-se a ele várias vezes e de diversas maneiras, em uma delas ele lhe mostrava a arca do Senhor no céu, e então em um lado estava Elias, no outro Moisés, em outro Daniel, e a voz do Senhor lhe falava "já tenho meu quarto Profeta". Apenas depois ele foi entender que ele era o quarto profeta a quem a voz do Senhor se referia. Ele tem pregado Arrependimento e Santidade, a mensagem do fim dos tempos, que é totalmente separada do dinheiro”, explica o site Apocalipse e o Arrebatamento.
                         Alguns dos vídeos mais vistos do profeta David Owuor são os quais onde ele pede chuva, sob um pleno céu azul, e Deus atende imediatamente sua oração. Por causa disso, ele é conhecido como 'o profeta da Chuva'
 Alguns dos vídeos mais vistos do profeta David Owuor são os quais onde ele pede chuva, sob um pleno céu azul, e Deus atende imediatamente sua oração. Por causa disso, ele é conhecido como 'o profeta da Chuva'.

O Profeta esteve no Brasil em março de 2014 e em sua profecia falou sobre uma calamidade, onde "milhões e milhões de insetos mordiam os brasileiros", que os que creem acreditam se tratar do Zika Vírus. Na oportunidade, ele repreendeu o dinheiro na igreja, o evangelho da prosperidade, a imoralidade, o modernismo, e os falsos profetas, entre outros pecados. A profecia mais recente de David para nosso país está na visão de um forte terremoto vindo à América do Sul. Na visão, ele diz que a bandeira do Brasil era a primeira a ser vista.

A próxima vinda de David Owuor ao país, será para uma Cruzada de Milagres, que, ainda com data a ser definida, acontecerá nos estados do Maranhão e Minas Gerais. É o que diz o site Arrependimento e Santidade, outro dos poucos veículos que dissemina a mensagem do profeta.
Com o ministério ativo há mais de 10 anos, apesar de a imprensa nacional ou internacional nada dizer a seu respeito, entre as profecias já cumpridas, estão o Furacão Katrina, o terremoto do Haiti, com 300 mil mortes, o terremoto e tsunami do Japão e os terremotos do Nepal e do Chile. David Edward Owuor, que mostra, em vídeos, o antes e depois - desde o aviso à consumação da profecia, diz da liberação dos 4 Cavalos do Apocalipse, de 2004 a 2011.
Em 2007, noutra visão, ele diz que o Senhor lhe mostrou o Relógio de Deus no céu faltando 1 minuto para a Meia-Noite, as alianças de casamento prontas, e a Ceia das Bodas do Cordeiro. Agora, a expectativa é pelo "Grande e Terrível Dia do Senhor", com a abertura do 6º Selo, e a Vinda do Messias nas nuvens, conforme a Bíblia.

Em seguida, os 7 anos de Tribulação vão iniciar após a Guerra Nuclear Israel-Irã e o Arrebatamento. Detalhe: o território do Irã mede 1.648.000 Km ², enquanto o de Israel mede apenas 20.770². E jamais nenhuma nação prevaleceu contra Israel, que, nanico desse jeito, já venceu uma guerra contra 3 grandes países apoiados por outros 6 duma só vez. A chamada Guerra dos Seis Dias. De acordo com os ensinamentos do profeta, o Apocalipse está em pleno curso e as igrejas do mundo todo, sobretudo as do Brasil, país que ele classifica como “o mais pecador do mundo” precisam acordar e estar capacitadas para a guerra espiritual que se inicia. Para provar a força de suas palavras, fenômenos climáticos estão presentes em suas pregações. Alguns dos vídeos mais vistos do profeta David Owuor são os quais onde ele pede chuva (foto), sob um pleno céu azul, e Deus atende imediatamente sua oração. Por causa disso ele é conhecido como “o profeta da Chuva”. O fenômeno já se repetiu em varias ocasiões e em diferentes nações.
“Não tenho dúvida alguma que esse homem trás uma mensagem das Alturas. Quando o vi pela primeira vez, com base no cuidado que as Escrituras nos manda ter, sobre os falsos profetas que surgiriam, fiquei reticente; mesmo que impressionado. Então orei a Deus, que me dissesse alguma coisa sobre ele. E na mesma noite tive uma visão onde, sem conseguir ver quem me falava, ouvi uma voz me dizer a palavra Avisa; e em seguida a voz disse: Daniel, 7; 8; 9. E imediatamente contei isso à minha esposa, para não esquecer. Quando abri as passagens, nos 03 capítulos, em Daniel, encontro o profeta, a 2.600 anos atrás, descrevendo duas visões onde Deus lhe anuncia acerca da Volta de Jesus. E x a t a m e n t e como este homem está fazendo mundo a fora: Avisando. Essa foi a resposta que tive de Deus. E para desconcertar os corações incrédulos, ele faz isso acompanhado de milagres incontestáveis advindos do Senhor, como cura de leprosos, de paralíticos, de aidéticos, libertação de endemoniados, entre outros”. Diz o diretor do portal, Antonio Franco Nogueira, convertido à fé cristã, desde 11 de abril de 2015.
 FONTE: http://www.camacarifatosefotos.com.br/todos-os-fatos/3-destaque/41732-profeta-que-faz-chover-cura-leprosos-e-faz-paralitico-andar-preve-catastrofe-no-brasil-e-prega-o-arrependimento-dos-brasileiros.html

terça-feira, 29 de abril de 2014

Quanto custa ser um homem? Pastor Paul Washer


Imagem cedida por: valedebaca.blogspot.com

O problema da perda da masculinidade nos nossos dias. Nas escrituras e em muitas civilizações havia esta noção de que o macho ou era um menino ou era um homem. Não há muitos jovens que gostam de ser chamados de meninos. Então, havendo apenas duas opções, um jovem iria se esforçar para se tornar um homem, pois não quer ser um menino. Mas esta falsa idéia de “modelos evolucionários” trouxe uma terceira categoria: adolescentes.

Então agora quando um garoto atinge a idade de onze, doze anos, ele é chamado de adolescente. E é dito a ele que ele tem que se auto-descobrir, buscar autonomia, ser rebelde, etc.
Mas a bíblia não ensina que exista um período assim. E esta fase é perfeita para o cara preguiçoso, que quer experimentar os privilégios de um homem, mas não quer assumir as responsabilidades de um homem, e continua agindo como um menino, até a idade de trinta anos. A responsabilidade primordial de um homem santo é gerar homens santos. A responsabilidade primordial de um pai é investir sua vida, a todo custo, para criar seus filhos, de maneira que eles cheguem a idade de 17 ou 18 anos e possam assumir o título de homem.

Alguns jovens me perguntam: “Quando eu devo começar a namorar?”. O namoro é algo recente, cultural, que nasceu nos últimos cem anos para cá. É algo recreacional. Você quer sair com uma garota… por que? Porque você quer os privilégios de ter uma parceira ao seu lado mas sem assumir as responsabilidade de ter uma parceira. Então, quando eu posso começar a me relacionar com alguém do sexo oposto? Quando você se tornar um homem.
E o que quer dizer se tornar um homem? De acordo com as escrituras, em primeiro lugar, é ser capaz de ser o líder espiritual de uma mulher e de uma casa. Antes disso, biblicamente, você não é considerado um homem.

Não é apenas ter a capacidade de fazer isto, mas é assumir a responsabilidade, o peso nos seus ombros, de guiar espiritualmente sua família, ensinando e sendo exemplo.
Além disso, você estar pronto para proteger sua família. Não significa ser cheio de músculos, mas ter o caráter forte e necessário para enfrentar as adversidades que batem a porta. Não é obrigação da sua esposa fazer isto. É sua responsabilidade se colocar na porta para que sua mulher nunca tenha que enfrentar os problemas e seus filhos tenham um lugar seguro para crescer e se desenvolver.

Quando um rapaz pode iniciar um relacionamento? Quando ele pode ser um provedor para aquela pessoa. Por exemplo, se seu pai e sua mãe ainda pagam suas contas, você não tem o direito de pensar em alguém do sexo oposto. Apenas porque você atingiu certa idade não quer dizer que pode participar de tudo o que diz respeito a um homem. Você pode ter vinte e um anos e ser ainda um menino. A bíblia sempre trata com homens: “e por esta razão o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir a mulher”.

Esta idéia de namoro recreacional, “estou com ela porque gosto dela”, não existe na bíblia, nem mesmo nas culturas dos povos, exceto na cultura moderna ocidental. Os cristãos tem pelo menos cinco relacionamentos antes de se casarem, então quando chegam no altar, cinco partes deles estão espalhadas por aí. Eles não são uma pessoa completa. Você não pode entrar em um relacionamento, de qualquer tipo de intimidade, sem deixar uma parte de você mesmo para trás.

Não existe na bíblia a idéia de um garoto, debaixo do teto de seus pais, se alimentando da mesa deles, sustentado por eles, irá sair e se divertir com alguém do sexo oposto. Ela diz que para estar junto com alguém você deve deixar seu pai e sua mãe.
Então, tudo o que conhecemos terá que ser mudado? Exatamente. Mas se você é jovem, você crescerá rápido e se disser: “Eu não posso mais ser um garoto ou brincar com as coisas de garoto, e ao mesmo tempo esperar ter a permissão de participar nos privilégios de homens”.

Pais, é sua principal responsabilidade que quando seus garotos atingirem 18 anos, eles sejam homens. E por que a masculinidade bíblica se perdeu nos dias de hoje? Eu perguntava para um grupo de garotos: “Vocês estão no ensino médio. Vocês já escutaram seus amigos conversando sobre como crescer e se tornar um homem de verdade, desenvolver o meu caráter, ser capaz de tomar conta de mim mesmo, depois encontrar um esposa e criar uma família santa?” Não, eles estão todos brincando com Playstations e coisas assim.

Eu morei em uma tribo no Peru por muitos anos. Lá, quando um garoto tem 14 anos ele pode se casar, porque ele pode construir sua casa, pode fazer uma plantação, pode lutar para defender sua tribo de outras tribos. Mas na nossa cultura, a época do colégio é pura diversão, sem essa noção de “Eu tenho que me tornar um homem”. Depois, vem a universidade, que nada mais é que um colégio com pessoas mais velhas, onde o mesmo espírito permanece: “Vamos pra festa! Vamos andar poraí com nossos amigos! Vamos continuar a nos divertir”. E alguns, quando saem da universidade, continuam: “Ótimo, agora eu tenho dinheiro, posso comprar mais Playstations! Posso ter mais hobbies e comprar brinquedos mais caros”. E claro, eles querem sexo, então entram em um relacionamento. Mas, mesmo após o casamento, nunca assumem a responsabilidade de seu relacionamento. Pois não sabem que estão casando com uma esposa, acham que estão casando com uma “mãe”, então querem que o tratamento de “mãe” continue.

Os pais tem essa idéia de que quando seus filhos atingem a idade de 12 anos, 11 anos (e a idade continua diminuindo), e começam a pensar sobre o sexo oposto é chegada a hora deles entrarem em relacionamentos. Este não é o sinal de Deus de que seu filho deve entrar em um relacionamento, mas é o sinal de Deus que é hora de começar a trabalhar a sua masculinidade, para que com o tempo ele se torne um homem e possa entrar em um relacionamento. O mesmo vale para as meninas. A idéia de ter garotos e garotas de 12 e 13 anos se relacionando é doente.

O pior erro que você pode cometer é chegar para um de meus garotos e dizer: “Você é jovem, bonito, porque você não arranja umas namoradinhas?”. Eu vou lhe parar no mesmo instante e lhe manter distante dos meus filhos. Jovens garotos devem estar construindo castelos, lutando contra dragões e lendo Crônicas de Narnia.
O que acontece é que quando aquela faísca aparece, não há ninguém para direcioná-lo. Quem lhe ensina sobre isto é a televisão, revistas e outros garotos como você. É gasto muito tempo conversando sobre garotas, e jogos, e passeando por shoppings, e todo aquele tempo que deveria ser usado para desenvolver masculinidade e feminilidade é jogado fora.
Nos anos 60 e 70, nós quisemos dar ouvidos a grupos de feministas e homossexuais que queriam nos ensinar a como criar nossos filhos. Nós deveríamos ter ido nas escrituras, nas veredas antigas, nos caminhos do Senhor.

Houve o tempo em que os homens eram respeitados por colocarem comida na mesa. Agora, isto não é suficiente, você deve colocar dois carrões na garagem. E muitos homens e mulheres estão trabalhando e não é para colocar comida na mesa, é para comprar todos os brinquedos que a sociedade compra, pagar pelos seus hobbies e a crianças são esquecidas.

Sua obrigação não é dar as crianças todas as coisas que você nunca teve, pois foram as coisas que você nunca teve que fez de você o homem que você é hoje, e são estas coisas que você nunca teve e que você dá aos seus filhos que estão transformando-os em inúteis. Não devemos dar as nossas crianças tudo o que não tivemos, devemos dar a elas nós mesmos, um mentor, um pai, um líder.
Verso 19 de Gênesis 3 diz: “Do suor da tua face tu comerás o pão…”. Há tempos atrás, apenas pessoas milionárias viviam em mansões. Mas, na nossa sociedade moderna, achamos que qualquer pessoa que trabalhe meio-período tem o direito de morar em uma casa destas. Achamos que merecemos tudo, e que temos o dever de viver o estilo de vida que os ricos famosos vivem.
Não, não caiam na falsa idéia de que merecemos uma vida fácil, com várias férias, podendo viajar quando bem quisermos, que podemos terminar nosso trabalho no final do dia, trazer comida para casa, depois sentar na poltrona e ficar ali como um tronco de madeira morto, porque você merece. Isto está errado. Você deve viver do suor do seu trabalho. Esta é sua vida como homem. Você tem muitas obrigações a cumprir e pouco tempo para descansar. Sinto muito, isto é masculinidade.

Em suma, devemos acordar bem cedo, ir trabalhar, voltar para casa, e então nosso real trabalho começa. Temos uma esposa em casa para cuidar que precisa de muito mais do que apenas trazermos comida. E temos crianças que precisam ser discipuladas e mentoreadas. Então, desabamos na cama, para acordar no dia seguinte e fazer tudo de novo. Esta é a razão pela qual a mulher deve cuidar da casa e viver para seu marido, pois a vida dele é viver para eles.

Nossa cultura prega que devemos ter uma vida fácil. Quando a queda aconteceu, no jardim, a vida fácil foi embora. Muitos homens trabalham, e eles odeiam isso, e eles ficam com suas famílias apenas suficiente para fazer o mínimo, e então podem fugir de seus trabalhos e de suas famílias para fazer algo que realmente gostem, e suas vidas ficam sempre nestes hobbies, nos esportes, em descansar, e outras coisas.

A única maneira de achar contentamento nesta vida é vendo o seu trabalho e suas responsabilidades nesta terra como ordenanças de Deus e aguardando sua recompensa no céu, realizando o trabalho que lhe é proposto e tirando sua alegria do fato de agradar a Deus ao assumir a responsabilidade de sua masculinidade.
Então não podemos praticar esportes ou descansar? Podemos, mas não tanto quanto gostaríamos, ou tanto quanto meus amigos, que não são casados ou não tem filhos.

Existem fases diferentes em nossas vidas. Onde está seu coração? A verdadeira alegria não está em continuar sendo um menino eternamente, apenas com brinquedos mais caros e continuamente sendo cuidado por uma mãe, seja ela sua mãe mesmo ou sua esposa.

A alegria e o contentamento vem de assumir sua responsabilidade que lhe foi proposta por Deus, de prover para sua família, e não apenas coisas físicas, pois isso é apenas uma pequena parte da provisão.

A pessoa mais importante na face da terra para um homem deve ser sua esposa. E vice-versa. Uma terrível ilustração para isto é que, se eu estiver em um barco com minha mulher e meus filhos, e o barco estiver afundando, e apenas eu souber nadar e for capaz de salvar apenas uma pessoa, eu devo salvar minha esposa. Você já deve ter escutado: “Não há amor como o de mãe”, isso é errado, a bíblia fala que não há amor como o amor de um pai.
Você sabe porque tantas mulheres são tão ligadas as seus filhos?

Porque suas necessidades emocionais que deveriam ser supridas por seu marido não o são, então elas buscam esse suporte emocional nos seus filhos. O problema é que as crianças não foram feitas para nutrir emocionalmente os pais. Se o marido amar a esposa mais do que tudo, as crianças olharão e dirão: “Meu pai ama minha mãe mais do que tudo neste mundo. Este lar está seguro como uma rocha, papai não vai a lugar nenhum”. E a filha dirá: “Então é assim que um homem deve tratar uma mulher. Meu pai trata minha mãe como se fosse uma rainha. Eu não irei aceitar nada menos do que isto”.

FONTE: http://visaoapocaliptica.blogspot.com.br/2014/04/quanto-custa-ser-um-homem-pastor-paul.html 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sermão Puritano: Um Novo Modelo de Exposição- Joseph Pipa


Imagem cedida por: www.iveraldopereiragmail.blogspot.com 
A multidão estava emocionada na Igreja de Santa Maria quando John Cotton subiu ao púlpito para pregar. Ele era tão famoso que muitos vieram para ouvi-lo pregar aquele sermão para a Universidade, pois mesmo ainda jovem já demonstrava muita habilidade e conhecimento. Já havia demonstrado que era um orador poderoso. No seu sermão anterior, pregado na Universidade, tinha deixado o povo “eletrificado” através de seu estilo e da sua eloqüência. Por isso, muitos tinham vindo ouvi-lo com aquele expectativa de ver “fogos de artifício” de eloqüência. Mas, quando ele começou a pregar, uma onda de desapontamento começou a varrer a multidão presente porque este mestre em retórica estava pregando no estilo simples e direto dos puritanos.  
O que havia acontecido com John Cotton? No período entre estas suas duas pregações John Cotton havia se convertido através da pregação do grande puritano Richard Sibbes. Sua conversão afetou sua forma de pregar. Seu biógrafo, Cotton Mather, da Nova Inglaterra, diz o que aconteceu com John Cotton: “Mr Cotton, após sua conversão, resolveu que sempre pregaria de forma direta um sermão que, de acordo com sua consciência, fosse o mais agradável a Cristo”. Esta não foi uma decisão fácil, pois se ele pregasse como os puritanos estaria, supostamente, trazendo vergonha para a causa de Deus. Existe este ditado de que a religião faz com que os estudiosos se transformem em tolos, o que, pela graça de Deus, esperamos que não ocorra. Por outro lado John Cotton sentiu que era sua obrigação pregar de forma direta como convinha aos oráculos de Deus. Pois o propósito da Bíblia era converter os homens e não simplesmente fazer ostentação teatral. Este conflito que John Cotton passou nos permite analisar a filosofia da pregação dos puritanos.  
Quando Cotton pregou este segundo sermão em 1610, a pregação puritana já havia sido caracterizada e marcada com seu estilo bem definido. Este estilo de pregação não era apenas a marca característica de um grupo, mas havia sido resultado de convicções essencialmente teológicas - pregar de forma direta a Palavra.
Os puritanos usavam o novo método reformado e direto de pregar. Este novo método reformado era um tipo especial de estrutura, de esboço de sermão. Quando lemos os sermões dos puritanos ou o sermão de Jonathan Edwards, “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”, percebemos sua estrutura. O sermão começa com uma análise do contexto, seguida de uma breve explicação exegética e, desta exegese, o pregador extrai as doutrinas que ele vai pregar. Logo ele desenvolve estas doutrinas com provas e argumentos. Finalmente faz a aplicação à congregação, o que chamavam de “usos”. Além disso, na forma da pregação, eles usavam o estilo de comunicação que era muito diferente dos demais pregadores britânicos da época.
Muitos hoje concebem o estilo de pregação puritano como sendo cheio de muitas palavras, monótono e escolástico. Entretanto, apesar disso, nos seus próprios dias, a pregação puritana com todo esse estilo revolucionou a Inglaterra. 
Para que compreendamos este novo método reformado, vamos inicialmente entender o estado ou a forma como se pregava na segunda parte do século XVI. Na época da Reforma havia basicamente dois tipos de sermão em uso. Muitos, como Calvino, usavam aquilo que se chama de forma antiga. É chamada de antiga porque historicamente se liga até aos primeiros grandes pregadores da história da Igreja como João Crisóstomo. A forma antiga de pregação não tinha nenhuma estrutura elaborada de organização. Se lermos os comentários de Calvino perceberemos que ele simplesmente segue a ordem do texto fazendo a exegese e trazendo a aplicação. Outros usavam uma forma semelhante à moderna, o que se vê hoje. Na verdade, o que chamamos de forma “moderna” vinha desde a Idade Média. Era um estilo de pregação que se desenvolveu com base na oratória de Cícero e, nas mãos dos pregadores da Idade Média, havia se tornado uma forma muito laboriosa e florida de se pregar. Mas os reformadores tomaram esta forma de pregação e eliminaram toda sua ornamentação, e passaram a usar aquele tipo de sermão clássico, muito próximo ao sermão que encontramos nos clássicos livros de homilética. Ou seja, introdução, divisão do texto, pregação de pontos em sucessão e a conclusão. Para alguns pregadores ingleses esse tipo de pregação se tornou uma arma potente em suas mãos. Mas, muitos dos pregadores ingleses daquela época haviam voltado ao método escolástico de pregação. Estavam tão influenciados pela retórica e dialética de Aristóteles que o sermão em suas mãos se tornou simplesmente uma dissecação minuciosa, fria e sem vida do texto, além de não ter aplicação prática à vida. O problema foi que eles, ao invés de desenvolverem uma filosofia própria de pregação, consideraram a pregação como uma subdivisão da retórica e dialética clássica. Nos dias de hoje se faz algo muito parecido. Mas os reformadores insistiram que a homilética, a arte de pregar, deveria ser uma ciência que tivesse existência própria. Sem dúvida ajudada pela retórica e dialética, mas não baseada nestas coisas.  
Nos dias modernos, teorias de comunicação têm tomado o lugar da retórica. Cada vez mais os seminários estão falando de formas como comunicar em lugar de como pregar. Aqui existe uma diferença profunda. Hoje perdemos a ciência, a arte bíblica da homilética. A pregação pública perdeu a sua dimensão bíblica e o seu poder bíblico. Nas mãos dos pregadores ingleses este estilo se tornou um instrumento que fazia com que as convicções retóricas do pregador fossem inseridas nos seus sermões, o que naturalmente afetava e alterava o sentido do texto. Mas isso não os preocupava pois seguiam as idiossincrasias da igreja primitiva em termos de exegese. Seus sermões eram cheios de alegorias. Cito um exemplo de um pregador britânico. Seu texto era Lucas 23:28 quando há o relato das mulheres chorando quando Jesus levava a cruz. Ele começa descrevendo os 4 tipos de mulheres que estavam ali chorando. Após fazer a introdução à sua passagem, divide o texto em 8 partes como segue: Nesta passagem podemos observar tantas palavras se referindo a tantos lugares. São oito expressões com oito partes. A primeira expressão: “não chores”; a segunda: “chorai”; a terceira: “não chore mas chore”; a quarta: “por mim”; a quinta: “por vós mesmas”; a sexta: “por mim e por vocês mesmas”; a sétima: “não chorai por mim”; a oitava: “chorai por vocês mesmas”. É patético mas esta era a divisão do sermão. Isso é apenas uma ilustração de como os pregadores ingleses daquela época estavam dividindo e fazendo o esboço de seus sermões. 
Naturalmente, além de usar esta forma, este método de esboço, eles usavam muito pouca aplicação. E quando faziam uma aplicação, era mais de uma maneira genérica. Esta perspectiva nasceu da sua filosofia de pregação. Eles não criam que o sermão era o meio principal de graça. Não criam na centralidade da pregação no culto. Na opinião deles a celebração dos sacramentos deveria ter tanto efeito na mente das pessoas quanto o sermão. Assim, a teologia deles influenciava o esboço, a estrutura do sermão e o estilo de suas pregações. O sermão de pessoas com estas convicções são exemplos de fantasias poéticas. A eloqüência artificial que eles demonstravam era conseguida através da rima que faziam nas palavras e frases. Faziam jogo de palavras; usavam palavras com duplo sentido. Seus sermões estavam cheios de citações de grego e latim para demonstrar erudição. O propósito destes pregadores era eletrizar a sua audiência, não com a verdade da Palavra de Deus, mas com sua eloqüência. O paralelo moderno deste tipo de sermão é aquela pregação cheia de piadas e estórias, anedotas, ilustrações humorísticas. Nos Estados Unidos temos pregadores que a cada ponto do seu sermão contam dez estórias diferentes. Mas na realidade o que está por trás é esta visão do sermão: a teoria da comunicação.
Estou falando sobre isto porque acredito que é muito relevante estes exemplos que tiramos da história da pregação. Precisamos ver isto para podermos localizar e entender de que forma os puritanos viam a pregação. Sem dúvida alguma os puritanos estavam completamente insatisfeitos com a forma e o estilo do sermão dos anglicanos. Por isso citei a experiência de John Cotton. Os puritanos rejeitaram o estilo anglicano de pregação e no seu lugar introduziram o novo método reformado com seu estilo direto de pregar.  
Teologia Puritana da Pregação
Os puritanos consideravam a pregação como a função principal do pastor e fundamentavam esta convicção no fato de a pregação ter sido o trabalho principal de Cristo e dos apóstolos. Portanto, aderiram firmemente ao princípio da centralidade da pregação no culto. Para os puritanos, durante a pregação uma “transação” especial estava ocorrendo. Seguindo a tradição dos apóstolos e João Calvino, os puritanos acreditavam que quando um homem ordenado (pela Igreja) para pregar, expunha a Palavra de Deus, Cristo estava falando através dele. Pela pregação, a Palavra escrita se torna a Palavra viva de Deus. O puritano William Perkins escreveu: “Porque quando as promessas da misericórdia de Deus são oferecidas ao Seu povo através da pregação da Palavra por um ministro ordenado, é como se o próprio Cristo, em pessoa, estivesse falando através das Suas ordenanças”.

Este é um ensino claramente expresso no NT. Isso precisa ser redescoberto nos nossos dias. É a base teológica pela qual podemos entender porque a pregação tem de ser central no culto. Tudo que fazemos no culto é importante, e quando estamos adorando no culto estamos falando a Deus. Mas o nosso culto atinge o clímax quando Deus em resposta nos fala. Por isso a pregação era algo tão importante para os puritanos e deve ser, pela mesma razão, importante para nós. Baseados nesta compreensão que eles tinham da natureza da pregação os puritanos consideravam a pregação como o meio principal de graça. Para eles, era através da pregação que Deus primariamente haveria de converter e santificar os pecadores. Eles pregavam com este propósito em mente. O grande alvo dos puritanos era mudar as pessoas e equipar o povo de Deus para trabalhar para a glória de Deus. Eles queriam que o povo percebesse o quanto precisavam de pregação 
Um grande pregador puritano chamado Henry Smith, disse: “Queridos, se vocês considerarem que não podem ser nutridos para a vida eterna senão pelo leite da Palavra de Deus, vocês prefeririam que seus corpos estivessem sem alma do que ter as suas igrejas sem pregadores”. Em outro sermão, para enfatizar a importância do pregador, ele disse: “Vocês precisam que lhes ensine porque Paulo fazia tanta questão de ter pregadores. É porque os pregadores são como lâmpadas (candeeiros) que se consomem a si mesmos para dar luz aos outros e se consomem para trazer luz até vocês; eles são como a galinha que protege os seus pintinhos contra os gaviões; também eles nos protegem da serpente enganadora; e porque eles são como um grito que derrubou as muralhas de Jericó, assim também derrubam as muralhas do pecado; porque são como aquela coluna de fogo que conduzia os israelitas até a terra da promessa, da mesma forma os pregadores vão adiante de vocês levando-os à terra da promessa; porque os pregadores são como André que chamou seu irmão para verem o Messias, assim também eles chamam vocês para venham ver o Messias; portanto, tenham os pregadores em alta estima”.
Com base na compreensão puritana da natureza teológica da pregação foram desenvolvidas o que podemos classificar como sendo as cinco marcas do verdadeiro sermão. 
1. Se Cristo vai nos falar através do sermão, ele tem de ser bíblico.
A Diretório de Culto de Westminster nos diz: “De forma geral, o tema de um sermão tem de ser um texto da Escritura expondo alguns princípios básicos da religião e que são adaptados ou que são úteis a determinadas ocasiões, ou então o pregador pode pregar expositivamente através de um capítulo, de uma parte de um livro ou de um salmo da Escritura”. A primeira coisa que notamos aqui é que para os puritanos o conteúdo da pregação deveria ser primeiramente a Palavra de Deus. E mesmo que seja um sermão tópico seu objetivo deve ser expor o conteúdo da Escritura. Qualquer parte de um sermão tem de ser baseado na Palavra de Deus. Cada pregador deve perguntar: Será que posso dizer que meus sermões são bíblicos? Com relação ao método, os puritanos recomendavam e praticavam, em termos gerais, a pregação expositiva. 
 
2. A pregação deve atingir a mente. Deve ser lógico.
Os puritanos estavam convencidos que o pregador deve se aproximar do coração de sua audiência através de suas mentes. Portanto, o sermão devia ser intensamente lógico, expondo a verdade, linha por linha, preceito por preceito. Por causa disso os sermões puritanos eram cheios de argumentos, provas e demonstrações que partiam das Escrituras. Eles eram “experts” na persuasão e, talvez o maior de todos eles tenha sido Jonathan Edwards.
 
3. A pregação deve ser de fácil memorização.
O povo deve ser capaz de lembrar-se do que o pastor pregou. De acordo com a maneira puritana de pensar, embora o sermão devia operar quando no próprio ato da pregação, ele deveria continuar a sua obra de edificação à medida que o povo levava o sermão para casa. Portanto, os pregadores puritanos encorajavam as pessoas para que elas meditassem em casa sobre o sermão pregado, sobre o que se havia dito. Encorajavam as pessoas a tomarem nota e decorarem os pontos principais do esboço do sermão; que não somente no culto doméstico, mas também na escola, a congregação deveria repetir o sermão do domingo. Se o povo fizesse tudo isso precisava de alguma coisa sólida em que se firmar.

O tipo de pregação que encontramos hoje e que exerce uma pressão apenas sobre a consciência não é passível de memorização. Se o sermão vai ser decorado pela congregação deve ter uma estrutura clara que facilite esta memorização e a estrutura do sermão puritano capacitava o povo a memorizar. Isso ainda é verdade hoje. Quando acabamos de pregar nos dias de hoje, a nossa congregação deveria ser capaz de ir para casa levando em suas mentes pelo menos o esboço do que foi dito. No último dia do Senhor tive uma experiência singular com respeito a esta verdade. Às margens do rio Amazonas, em uma fazenda, tive o privilégio de pregar pela manhã daquele domingo através de um intérprete a muitos que não sabiam ler. Mas, porque o sermão foi claro e direto, muitos puderam compreender e memorizar. No culto da noite um motorista de caminhão ficou de pé e recitou o meu sermão para a congregação, apenas porque a estrutura do sermão tinha sido simples, fácil de memorizar.
Lembremos: o sermão deve ser bíblico, lógico e fácil de memorizar. 
4. Mas o sermão deve ser claro.
Não deve haver nada no sermão que faça com que as pessoas se desviem da verdade, que distraia a atenção para outra coisa além da verdade. O sermão deve ter uma linguagem popular, com um vocabulário simples e “crucificado”, sem chamar atenção para o ego. Naturalmente que nem todos irão compreender a verdade, mas de qualquer forma a verdade deve ser proclamada numa linguagem de todos. 
 
5. O sermão deve ser transformador.
O grande propósito do sermão puritano era transformar a vida das pessoas e equipá-las para viver para a glória de Deus. Portanto deveria ser apresentado com aplicação e ajuda.

Este é um breve sumário da teologia da pregação puritana. Começamos dando uma olhada no estado geral da pregação na segunda metade do século XVI e a reação puritana contra essa situação que se expressa na sua própria teologia da pregação.
Método Puritano de Pregação.
Este método chegou a ser conhecido como novo método reformado, e o mentor deste tipo de pregação e que o desenvolveu foi William Perkins. Perkins “encarnava” toda a teologia puritana em seu pastorado e pregação. Era um pregador poderoso e fiel. John Cotton disse que no dia que ouviu as badaladas do sino da igreja chamando para o funeral de William Perkins, secretamente ele vibrou de alegria. Por quê? Porque a sua consciência havia sido severamente ferida debaixo da pregação poderosa de Perkins. Ele disse: “Agora que o atormentador morreu, posso escapar desta convicção de pecado que sempre vinha de seus sermões”. Mas a experiência de John Cotton não é um evento isolado. A pregação de Perkins teve uma influência incalculável em muitas pessoas nos seus dias. Seu biógrafo diz que ele era capaz de se comunicar com pessoas de todos os níveis sociais, desde o operário e o comerciante até o professor de Universidade. Ele podia pregar de forma eficaz e não somente aos perdidos, mas aos crentes. Williams Ames nos diz que quando ele foi a Cambridge, dez anos depois da morte de Perkins, a cidade ainda estava cheia de referências a William Perkins. 
 
Com o propósito de reformar a Igreja e levá-la para dentro daquele programa puritano de reforma, Perkins escreveu um livro: “A Arte de Profetizar”. Ele usava a palavra profetizar no sentido de pregar. O propósito era dar aos pregadores ingleses um livro de Homilética para usarem no preparo dos seus sermões. É interessante que desde a Reforma até a publicação deste livro (1592), nenhum livro havia sido publicado dentro da igreja da Inglaterra a respeito de pregação. Perkins havia procurado suprir esta necessidade. Ele percebia que os pastores não tinham treinamento apropriado para pregar. Seu livro tem duas partes principais. Depois de dar o contexto inicial, ele trata da estrutura do sermão e a proclamação deste sermão. Nesta primeira parte ele falava do esboço do sermão e tratava dos seus princípios teológicos. Ele tem um capítulo final onde trata da questão de como o pastor deve dirigir a congregação em público.  
É verdade que Perkins desenvolve a estrutura do sermão baseado numa teoria de comunicação. Isto é importante para nós, pois ele acreditava que a maneira de alcançar as emoções e a vontade das pessoas era indo através do intelecto. Ele estava aplicando as teorias e os métodos pedagógicos de Tirano. Perkins acreditava que o pregador se dirigia primeiro ao intelecto usando verdades irrefutáveis, princípios irrefutáveis da exegese e, se houvesse necessidade, estes princípios poderiam ser repetidos através de demonstração e argumentação. Uma vez que a pessoa havia aceito a verdade que estava sendo proclamada, ela estava em condições de aplicar à sua vida e ao seu pensamento aquilo que o pastor estava falando. Não é somente se dirigir ao intelecto da congregação, mas persuadir as pessoas intelectualmente da verdade da Escritura. Sobre este fundamento ele partia para a aplicação. Isso está bem colocado nas cinco marcas que apresentamos acima.  
O centro da estrutura do sermão é chamado de o “esquema triplo”, que consistia de (a) doutrina, (b) demonstração e (c) usos. Na doutrina o pastor declarava a verdade doutrinária que se encontrava na passagem. A demonstração consistia em trazer de outras partes da Escritura textos que reforçassem aquilo que o pastor havia falado para que a verdade exposta se tornasse irrefutável. Finalmente, os usos eram as aplicações que se fazia à congregação à partir da doutrina que tinha acabado de ser estabelecida. Algumas vezes poderia haver uma ou mais doutrinas e nesse caso, cada doutrina seria desenvolvida e conseqüentemente aplicada. Ele partia de uma doutrina e continuava na próxima. Mas, em geral havia no desenvolvimento do sermão apenas uma doutrina.
Não foi Perkins que inventou este estilo de pregação, mas estava convencido de que esta era a melhor maneira de se ter a pregação ideal. Por causa de seu próprio exemplo como pregador e do livro que escreveu, ele acabou transformando o estilo de pregação da época. No fim do século XVI era a única maneira que os puritanos conheciam de pregar.
Doutrina e demonstração.
No fim do seu livro, Perkins dá a ordem e o sumário de seu método. 
 
1. O pastor tem de ler o texto diretamente das Escrituras Canônicas.  
2. Dar o sentido e a compreensão do que está sendo lido pela própria Escritura e tirar do texto o seu sentido natural, retirando alguns pontos úteis da doutrina e aplicá-los à vida das pessoas numa forma simples e direta.
Se você já leu algum sermão puritano, espero que esteja agora em condições de reconhecer o que ali está presente.
A primeira coisa que o pregador puritano nos dá é o contexto da passagem.
A segunda coisa é nos dar uma breve exposição exegética do texto escolhido. Geralmente divide o texto fazendo um esboço exegético e, a partir daí, ele expõe a doutrina ali contida.
Seguindo este método o puritano mostra de forma clara à sua congregação, que a doutrina que está pregando vem diretamente de uma exegese da Escritura. Então, desenvolve a doutrina que extraiu da Escritura através de demonstrações e argumentos.
Finalmente ele leva tudo isso às consciências dos ouvintes através de uma aplicação direta.  
Portanto, segundo Perkins, a doutrina a ser demonstrada no sermão deveria partir de uma exegese da Escritura. Como Calvino e os demais reformadores, eles acreditavam que um texto tem apenas um único sentido. Perkins continua procurando mostrar e dar algumas regras de interpretação úteis ao pregador. Dá os seguintes métodos que acredita serem necessários para se interpretar a Bíblia corretamente.  
1. Ter um conhecimento geral de toda doutrina bíblica. Por isso o pregador necessita da Confissão de Fé e dos Catecismos. Calvino enfatizou que, se alguém tem um conhecimento claro da verdade, ele está habilitado a ser um intérprete fiel da Palavra de Deus. Se ele conhece o todo pode interpretar parte.           
2. Em segundo lugar, Perkins recomendava que se lesse a Escritura numa seqüência especial usando análise gramatical, retórica e lógica para entender o texto.  
3. Fazer uso de comentários escritos por exegetas ortodoxos. Por isso devemos sempre indicar bons livros.
4. Manter um registro do que está lendo. Os puritanos chamavam a isto de “livro de registro de leitura” (dos textos). Era um livro que registrava as passagens lidas, os pontos principais e um esboço do que pregavam.  
5. Não esquecer que toda interpretação bíblica deve ser feita em oração. Isso, porque o Espírito Santo é o interprete da Palavra de Deus.
Havendo estabelecido estes princípios de interpretação básicos ele vai mais adiante e coloca mais três princípios específicos que são baseados naquele maior de que a Escritura interpreta a Escritura: 
1. Analogia da fé. A Bíblia é uma unidade. Uma vez que você conhece toda doutrina bíblica percebe que não há nenhuma contradição. Portanto, não se pode interpretar o texto de forma a contradizer o que a Bíblia diz em outro lugar. 
2. O texto deve ser interpretado à luz do seu próprio contexto.  
3. Comparar Escritura com Escritura.
Todos estes princípios estão operando por detrás da maneira como os puritanos desenvolvem sua exegese do texto. Tudo está sumariado no Diretório de Culto de Westminster. Se o texto escolhido para a pregação é longo como em histórias ou parábolas o pastor deve dar um breve resumo dele. Se, ao contrário, o texto é curto, o pastor deve fazer uma paráfrase do texto. O propósito é que, de uma forma ou de outra, se possa olhar e compor o contexto do texto e demonstrar as doutrinas principais que devem ser extraídas daquele texto. Fazendo a análise e organização do texto escolhido, deve-se levar mais em consideração a ordem do assunto do que a ordem das palavras.
Assim feito, o puritano passavam para a exposição da doutrina. Como dissemos, a doutrina nada mais é do que a verdade extraída do texto e exposta de uma forma adaptada à edificação do povo de Deus. O pregador deveria falar de forma tão clara que aqueles que ouvissem, com prazer recebessem a Palavra de Deus.
William Perkins sempre falava de “extrair” uma verdade de um texto. Havia dois métodos de se fazer isto. 
1) Anotação e 2) Coleção (ajuntamento).  
1) Anotação é usado quando a doutrina está claramente explícita no texto. O que o pregador faz é simplesmente observar aquilo que o texto está dizendo de forma clara. Um exemplo é o Sermão do Monte, quando Cristo diz que aquele que olhar para uma mulher com uma intenção impura, no seu coração comete adultério com ela. Daí, Perkins extrai a seguinte verdade: O texto não somente está afirmando isto, mas dele se deriva a verdade de que o sentido daquele ensino é proibir toda ocasião para o adultério. 
2) Coleção (ajuntamento) é o método usado quando a doutrina está implícita no texto. Neste caso a verdade tem de ser deduzida por inferência. Ou seja, a verdade quando não é declarada explicitamente pode estar obviamente contida na passagem. Como exemplo temos a passagem de Sofonias 2:2, quando encontramos a expressão “examinai-vos a vós mesmos”. Baseado nesta expressão Perkins desenvolve a doutrina da necessidade de arrependimento. Isso, porque todo arrependimento deve começar com auto-exame e todo auto-exame deve levar a arrependimento. Uma vez que a doutrina é derivada do texto ela deve ser demonstrada. No desenvolver da doutrina a verdade deve ser claramente demonstrada. Uma vez que isso é feito, os ouvintes estarão prontos para ouvir a aplicação.
Esta é uma idéia do método puritano de preparar um sermão, não somente por causa do contexto histórico, mas porque nos traz lições importantes.
Agora vamos ver algumas implicações práticas.  
1) Primeiro, o estudo do método e estrutura do sermão puritano nos ajuda a entender de que maneira a Confissão de Fé de Westminster interpreta o Velho e o Novo Testamento. Lemos no capítulo I. p. VI, desta Confissão: “Todo conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela...”.
Portanto, quando vemos o método que Perkins usava quando organizava as demonstrações bíblicas para provar seu texto escolhido, podemos entender o mesmo tipo de exegese que encontramos na própria Confissão de Fé. Isso também explica a relação entre os textos de demonstração e a doutrina que os puritanos extraíam destes textos.  
2) A segunda lição prática é que, se entendermos a estrutura do sermão puritano, poderemos ler de forma mais proveitosa estes sermões. Perceberemos onde eles querem chegar e como chegarão. Nos ajudarão, nos sermões muito elaborados e floridos, o que devemos desprezar.  
3) Com tudo isso veremos a ênfase na necessidade de pregar exclusivamente a Palavra de Deus. Se o nosso povo vai ser mudado pela pregação, ele também deve ser convencido da verdade da Palavra de Deus. O seu propósito como pregador é ajudá-lo a ver qual a verdade das Escrituras e que é isso que Deus está dizendo. Existem várias opiniões sobre os propósitos do sermão: persuadir, motivar, instruir, mas sempre com aquele propósito principal, qual seja, explicar a Palavra de Deus. Quero que meu povo vá para casa, depois do sermão do Domingo, tendo uma idéia mais clara do sentido do texto usado. Provavelmente eles esquecerão o que disse, mas na próxima vez que abrirem a Bíblia naquele texto pregado, sem dúvida terão uma compreensão mais clara.           
Mas este tipo de pregação que estamos defendendo exige trabalho árduo. O pastor deve ser um exegeta fiel das Escrituras. Deve trabalhar duro nos seus estudos porque somente através deste trabalho árduo e em oração, a “Bíblia se abre” para nós. Como intérpretes devemos tratar o texto de forma fiel. É vergonhoso saber que nós, que temos esta visão da Bíblia como de fato a Palavra de Deus, somos, algumas vezes, exegetas tão desleixados. João Calvino podia dizer do seu ministério que até quanto ele sabia, nunca, conscientemente, interpretou mal a Palavra de Deus. Você pode dizer isto?
Além disso devemos construir e estruturar nossos sermões de forma cuidadosa e não deixar para a última hora. Se o sermão tem de ser lógico e deve ser memorizado pela congregação, ele precisa ser elaborado com cuidado.
Uma palavra dirigida aos presbíteros. Vocês devem dar apoio e encorajamento aos seus pastores para que eles estudem; protejam os pastores! Exija deles este tipo de pregação e estudo.  
Aos membros da igreja digo: Este tipo de sermão vai exigir alguma coisa de vocês. Você não vai à igreja apenas para ser entretido; deve se apropriar da Palavra de Deus através de sua mente e fazê-la descer ao coração e nele leve esta Palavra para casa e para que nele surta efeito onde estiver. Para isso tem de ser um ouvinte atencioso. Não culpe o pastor se não tirou nada de um sermão preparado zelosamente. É sua responsabilidade tirar proveito, porque não foi à igreja para se entreter ou se divertir, mas para ser instruído na Palavra e ter Deus tratando com seu coração. 
Lembrem-se das cinco marcas do sermão puritano. Não vamos desenvolvê-las como os puritanos desenvolveram; algumas vezes a estrutura do sermão puritano continha muitas palavras e quando havia a tendência de derivar muitas doutrinas de um único texto, o sermão perdia sua unidade; ficava uma colcha de retalhos. Mas a lição é que não devemos seguir os puritanos como robôs, mas “pegar” a visão que eles tinham.
Lembre-se! O sermão deve ser:  
1) Bíblico; 2) Lógico; 3) Fácil de ser memorizado; 4) Direto; 5) Transformador.
Amém.

FONTE: http://www.monergismo.com/textos/pregacao/sermaopuritano2.htm 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Como Ser Forte na Tempestade

Imagem cedida por: mensagemdasemana.blogspot.com

Quando Jesus e os discípulos iam pelo caminho, um homem disse a Jesus: —Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for. Então Jesus disse: —As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar. Aí ele disse para outro homem: —Venha comigo. Mas ele respondeu: —Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai. Jesus disse: —Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Mas você vá e anuncie o Reino de Deus. Outro homem disse: —Eu seguirei o senhor, mas primeiro deixe que eu vá me despedir da minha família. Jesus respondeu: —Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus. (Lucas 9:57-62)

Naquela mesma ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a Deus. Então Jesus disse: —Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. (Lucas 13:1-5)

Então Jesus contou esta parábola: —Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?” Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la.” (Lucas 13: 6-9)

Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse: —Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!” Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. Jesus terminou, dizendo: Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem. (Lucas 14:25-33)

Vocês lembram o temporal que caiu naquele dia? Todos nós estávamos conversando sobre a analogia das “árvores”, sobre como aquelas que não se dobraram são aquelas que não resistiram quando os ventos fortes vieram. As árvores rígidas, que não se dobraram, as inflexíveis, essas foram destruídas pela tempestade. Recentemente presenciei uma ocasião em que uma mulher contava a outras pessoas sobre o crescimento que ela tinha percebido em sua vida ao longo dos anos. Ela compartilhou com todos uma definição de orgulho que descobriu ser bem útil ao desejo de crescer e mudar. A definição que ela deu foi que orgulho é reservar para si mesmo o direito de ter a última palavra ou a decisão final; é se dar “o direito” de tomar a decisão final. Essa foi a definição de orgulho. E, claro, as Escrituras dizem em pelo menos três lugares que “Deus se opõe ao orgulhoso e dá graça ao humilde.” Deus é inimigo dos orgulhosos. E se orgulho é “reservar para si o direito de tomar a decisão final”, se orgulho for isso, então há muitas pessoas que pensam ser amigas de Deus mas que de fato são inimigas Dele, por Sua própria definição.

Considerem aquela atitude de ser rígido, ser orgulhoso, egocêntrico, independente e inflexível. É orgulho quando se vive um tipo de vida comodista, na qual tomamos nossas próprias decisões, estamos no controle de nossas coisas, mimamos nossa própria carne e sorrimos procurando viver pelo menor denominador comum. “Que posso fazer? Como posso agir? Como posso me apresentar? O que eu poderia dizer ou fazer para conseguir ‘escapar de fininho’ sem que ninguém seja capaz de perceber algo de errado em mim? Ou pelo menos, se disserem alguma coisa, vou poder sair ileso? Como posso escapar com o mínimo de auto-sacrifício ou crucificação do meu próprio bem, crucificação de minhas necessidades, meus direitos, meu tempo, ou de qualquer outra coisa?” Se essas forem nossas atitudes, Jesus disse que as tempestades virão. E quando esses temporais chegarem, se não estivermos construindo sobre a rocha da obediência a Deus, mas ao invés disso em cima da areia do “ir levando”, então nós seremos arrancados e não vai haver nenhum fruto. O “mais um ano” vai se esgotar e a coisa vai ser atirada ao fogo.

Sua Graça

Ora, eu não acho que Jesus foi legalista, o que vocês acham? Alguém aqui de fato acredita que Jesus era um legalista? “Como é que Ele se atreve a dizer tudo aquilo! Que coisa mais rude e cruel: ‘odeie seu pai, mãe, irmão, irmã’. Não posso nem dizer adeus à minha família. Poxa, Jesus. Você é legalista!” Conheço muita gente que chamaria tudo isso aí de legalismo. Mas parece que de algum jeito, já que rebaixamos as Escrituras ao nível de simples “poesia”, nós nem mesmo aceitamos o fato de que Jesus É que é Senhor, que é Rei, e que está voltando para aqueles que estão vestindo Sua camisa, ponto final.

Parece que de algum jeito nós criamos “um boneco de cera de Jesus”, um que quando você dá corda nele, quando puxa a cordinha, Ele diz coisas mas elas não significam nada. Se alguém dissesse qualquer daquelas palavras hoje, gente nos quatro cantos do mundo iria gritar: “legalismo, legalismo!” Mas isso É Jesus. Esse é o único Jesus que existe. E Ele não está sendo legalista. Ele não é um mestre cruel. Para aquele homem, naquele instante, não havia qualquer outra Esperança. O “uma coisa ainda falta” de cada um pode ser diferente. O “jovem rico” tinha um problema de apego ao dinheiro, aparentemente, em vez do apego à família biológica que Jesus disse que outras pessoas teriam que resolver. Deus não é nem “anti-dinheiro” nem “anti-família”, se essas questões estiverem totalmente debaixo do Senhorio Dele em todas as áreas de obediência, emoção e decisão. Jesus é ANTI tudo e qualquer coisa que poderia fazer alguém não obedecê-Lo imediatamente porque as cordinhas do coração, os preconceitos, os confortos e o orgulho estão presos em algo menos do que ELE, nesta nossa presente era decaída. Ele está dizendo que se você não viver desse jeito, satanás vai ter um gancho em você e você será arrancado. Isso não é legalismo. Isso é graça.

“Estou dando a você uma chance. Estou oferecendo Minha mão a você. Estou trazendo Verdade em sua vida para poder libertar você da escravidão do medo, dos desejos próprios, do medo da morte, do medo de temporais, do medo da pobreza, do medo da doença, do medo de perder os entes queridos.” E se você não viver assim, vai ser derrubado. Porque satanás vai encontrar um jeito de acabar com você. Se você der a ele qualquer alvo que não estiver debaixo da graça e do conhecimento de Deus, seu compromisso total com Ele e morte do bem próprio (“tome a SUA cruz e siga-Me” e “negue-se a si mesmo”, “até a morte”); se der a ele qualquer alvo, satanás vai achar e enganar você.

Isso não é legalismo! Jesus não é legalista como alguns se apressariam em chamá-Lo se Ele estivesse em carne e osso dizendo essas coisas a tais pessoas, coisas sobre áreas de suas vidas que não tivessem rendidas a Ele. Jesus NÃO é legalista quando diz que você deve renunciar às afeições e prioridades de seu coração que não sejam ELE. Ele simplesmente sabe como esta “geração má e perversa” pode enganar qualquer homem, mulher ou adolescente que pense que “dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo.” Pelo contrário, isso vai devorá-LOS. Perceba a linguagem de Jesus... não é “legalismo” mas “Eu estou dizendo a você que Sei como tudo isso funciona! Me escute! Não dá para você abraçar o mundo e a própria vida, os desejos, as muletas e os confortos com as pernas e não terminar indo morar na casa do Meu inimigo.” Isso é Jesus dizendo: “Não construa essa torre sem calcular o custo. Não entre nisso sem saber que vai custar tudo que você tem para conseguir chegar até o fim.” Essa é a natureza do Cristianismo. “Você não pode me seguir. Você não vai ser capaz de continuar a me seguir sem esse compromisso.” Isso não é legalismo. Ele está dizendo que você não vai conseguir a menos que isso seja quem você é, e quem você deseja ser. Qualquer um pode sentar num banco de igreja, ou num sofá e ficar se enganando com orações bonitinhas, sermões, idéias e lanches improvisados. Mas, uma VIDA que não é totalmente entregue a Ele, com todas as suas afeições e prioridades, todo seu tempo, recursos e amores, que não é consumida pelos Propósitos DELE e não pelos próprios, então esta pessoa já falhou ou vai falhar. Assim disse o Senhor. “Esta deve ser a qualidade de sua decisão de me seguir: Você abandone tudo.

Você não tem que sepultar seu pai, você não precisa criar desculpas para ir dizer adeus à família. Me seguir exigirá tudo de você. Você deixa as redes lá, cheias de peixe, e você vem.”
Ele está dizendo que esse tem que ser o seu coração e a sua atitude. Não é legalismo, algo tipo: “Faça isso... ou então, não pode me seguir!” É mais: “Se você não abandonar isso, se essas coisas ainda dominam você de alguma maneira, você está tentando viver duas vidas ao mesmo tempo. Nesse caso, satanás vai encontrar um jeito de enganá-lo.” Esse é o preço. Ele já sabe o custo de segui-­Lo, Ele sabe o que vai acontecer se você não der a Ele todo seu coração, alma, mente e força. E Ele está dizendo: “Tome cuidado! Estou dando a você um conhecimento do mundo invisível e de como o inimigo opera. Se você der abertura a ele, cedo ou tarde ele vai achá-la.” Jesus não é nem um pouco legalista. Ele nos deu tudo que pertence à vida e à piedade.

Seu Reino, Suas Regras

Repetir as palavras de Jesus não faz de você um legalista. Repetir as palavras de Jesus não faz de mim um legalista. Repetir as palavras de Jesus é dizê-las como elas são, porque todo o resto é engano. Aquilo que Jesus não disse é engano. Quero deixar isso bem claro! Tudo o que Jesus disse é Verdade, e qualquer coisa que não se mantenha à altura do padrão que Jesus estabeleceu é engano. Será que dá pra eu dizer isso sem me meter em muita confusão? Jesus é quem faz as regras. Este é Seu Reino, e ponto final. Existem outros reinos por aí. Existe coceira nos ouvidos a rodo aí fora. E existe um bom número de professores querendo dizer algo a você diferente daquilo que Jesus de Nazaré disse. Eles falam de um reino alternativo, um universo paralelo que tem algo do mesmo vocabulário, mas que não é Real, que não tem substância em si.

E Jesus disse que se você tentar viver nesse reino alternativo, aquele reino de imitação, falsificado, que possui o vocabulário mas onde tudo não passa de cópias de cera, se você tentar viver nesse reino, o inimigo vai enganar você. Isso foi uma advertência de Jesus que precisa ser real em nossos corações. Não tem meio-termo. Não dá para tentar ir levando com o menor denominador comum, com aquilo que imaginamos vai deixar todo mundo contente. “Opa, não mexa comigo! Tudo bem, vou fazer isso aqui e aquilo lá e tentar tirar todo mundo do meu encalço.” Não é bem assim. Precisa vir do coração. Tem que vir do coração. Deus sabe se eu vivo por fé no Filho de Deus ou se eu vivo pelo meu próprio bem. Deus sabe a diferença, não sabe? E adivinha qual é o outro que também sabe? Satanás também sabe. É como aconteceu com os sete filhos de Ceva. Satanás conhecia a diferença entre Paulo e Jesus e esses outros sujeitos que só estavam utilizando o vocabulário. Ele sabia a diferença e não teve medo de alguém que usou o vocabulário mas que não vivia pela fé no Filho de Deus.

Quero chamar a atenção de todos nós para a seriedade de uma qualidade de vida no homem interior que ninguém pode dar a você. Tentar esconder qualquer coisa de meros humanos, como todos nós somos, não traz nenhum benefício a você. Talvez você consiga “passar de fininho”... talvez você se esconda em algum outro lugar. Existe todo tipo de alternativa. Mas a verdade é, todos nós vamos comparecer perante Jesus. E essas são Suas palavras, e eu quero viver assim porque Ele falou! Para mim não faz nenhum sentido tentar alterar o significado das palavras de Jesus ou me esconder atrás de outras palavras que Jesus disse. Ele disse estas também. Acredito em todas as palavras que Ele disse. E estas palavras também são verdade, e eu quero viver desse modo. Não existe uma espécie de “nova aliança” que exclui os ensinamentos de Jesus. Jesus não é um profeta da velha aliança; Ele é a personificação da Nova Aliança. Essas coisas são verdadeiras. Elas continuam verdadeiras hoje e continuarão verdadeiras para sempre. Isso é a personificação da Verdade. Ele é a Verdade! Não existe maneira de contornar isso. Não há meio de pular por cima disso, e não existe meio de criar uma nova aliança onde essas coisas não se apliquem mais. Jesus é a Verdade. Não existe caminho até o Pai exceto por Ele e através Dele.

Qual a Qualidade do Seu Coração?

Se ainda há áreas do seu coração que você entregou ao tempo para que ele resolva e pensou que está tudo bem... contanto que ninguém diga qualquer coisa, e, mesmo que diga, você simplesmente fica enrolando até que elas desapareçam. Se seu coração é assim, então você está deixando de perceber algo muito, muito importante aqui. Você não está percebendo o fato de que Jesus quer que você vá até o fim com Ele. E, se você não viver dessa maneira, então satanás vai destruir você. O fato é que os temporais estão vindo. Temporais muito maiores estão se aproximando, muito mais ferozes, fatais, potencialmente muito piores do que tudo que já passamos até aqui. E a maneira como satanás faz as coisas... é sempre com truques de espelhos onde ele trapaceia, engana, justifica e acusa os outros para justificar o próprio eu. Você fica muito vulnerável a essas coisas se não viver exatamente como Jesus disse para viver aqui, adotando a Verdade do jeito que Jesus disse para adotarmos.
Se existe qualquer ponto “fraco” no seu coração por causa de alguma coisa à qual você está se segurando, algo a que você está se prendendo, que você está justificando para si mesmo ou em relação ao qual você se compara a outras pessoas, então satanás vai descobrir você. Os temporais virão e aí, nessa hora, eles vão mostrar o quanto você vale. E fique certo de que sempre vai ser culpa de “outra pessoa” pois satanás vai garantir que você se sinta dessa maneira em relação a tudo. Ele vai enviar um bom número de “sábios” para dizer a você o que seus ouvidos estão coçando para ouvir. E, de fato, Paulo disse que se você não ama a Verdade, se você não amar a Verdade com amor ágape, mas preferir outras coisas, ele disse que o próprio Deus enviará uma poderosa sedução para que você acredite na mentira.

Deus não quer nenhum meio-termo. Se você não ama a Verdade o bastante a ponto de aplicá-la a seu próprio coração e viver uma vida crucificada, se o que você deseja é um tipo alternativo de Cristianismo, então o próprio Deus enviará uma poderosa sedução para que você acredite na mentira (2Ts 2). A natureza disso é sobrenatural, não é como geografia ou química onde há apenas um certo conjunto de fatos que ou você conhece, ou não conhece. A Verdade Espiritual não funciona bem assim. Se seu coração é duro, se sua consciência está cauterizada com ferro quente, se você prefere a mentira, se você quer qualquer outra verdade além daquela que Jesus de Nazaré ensinou, então Deus vai assegurar que você acredite nela com todo seu coração. Você nem precisa ser um hipócrita pois Deus vai garantir que você acredite na mentira. Ele enviará um engano para fazer com que você acredite na mentira.

Tudo isso está ligado à qualidade do seu coração, não à sua habilidade intelectual para compreender e classificar, filtrar e processar. Está resumido na qualidade do seu coração. Você quer ser um doulos, um escravo? Você quer entregar sua vida? Você está disposto a dizer: “que os mortos enterrem seus próprios mortos”? Você está disposto a odiar sua mãe, irmão, irmã? Está disposto a deixar terras, posses e coisas para trás? Você está disposto a largar seus direitos, ou será que você precisa dar a palavra final? Você quer reservar para si o direito de tomar a decisão final? Você precisa disso? Porque se você precisa, então você tem “mais um ano”. E eu oro para que você use ele bem.

É Para Adorar!

“Isso não nada a ver COMIGO!” E eu fico muito feliz! Isso tem a ver com Deus, e Seu poder. Eu só preciso decidir entregar minha vida a Ele e deixá-Lo fazer Seu trabalho, e aí sim, “morrer é lucro”. Eu não tenho que viver, eu mesmo, minha “própria” vida.

Esse pensamento é bastante libertador. Ele nos livra de vários cativeiros, do medo e do peso que teríamos que carregar se tudo isso tivesse a ver com nós mesmos. Eu lembro em João 4 o que Jesus, bem cedo em Sua caminhada visível no planeta terra, falou sobre adoração. Ele disse: “Meu pai procura adoradores.” Bom, essa provavelmente foi a última vez em que Ele usou a palavra, que eu saiba, pelo resto de sua vida física neste planeta. Ele falou que as pedras ao longo da estrada gritariam de louvor se Seu povo não o fizesse, e outras poucas coisas desse tipo. Mas esta é uma afirmação muito importante: “Meu Pai procura adoradores.” Isso soa muito universal, muito abrangente. É como se tudo mais tivesse a ver com isso. E tudo isso, de fato, tem a ver com adoração! Mas então POR QUE Jesus passou tanto tempo dizendo: “a menos que renuncie a tudo quanto tem, você não pode ser meu discípulo. A menos que perca sua vida, você nunca a encontrará. A menos que negue a si mesmo, a menos que pare de reservar para si próprio o direito de tomar a decisão final e de ter a palavra final, a menos que pare de fazer isso... Você não pode ser Meu seguidor! Você não pode ser um Cristão.” Por que razão Ele ficava dizendo esse tipo de coisa, se tudo “tem a ver” com adoração?
Bem, a verdade é que adorar é “oferecer seu corpo como um sacrifício vivo”, como Paulo concluiu para nós mais tarde. E isso bem depois que ele disse para considerar a profundidade, a largura, a majestade de Deus... “considerem Seus caminhos que estão além da compreensão ...”, uma afirmação cheia de adoração. E daí Paulo segue em frente e diz: “portanto, por causa da misericórdia de Deus, ofereçam seus corpos como um sacrifício vivo. Parem de se conformar aos padrões do mundo”. Ele foi bem prático conosco outra vez!

A essência de viver uma vida de adoração que é aceitável a Deus, “adoração aceitável”... o caminho para ser livre do fardo que faz da adoração hipocrisia ou uma auto-ilusão, ou alguma mera declaração teológica, mas não algo que flui abundantemente de um coração livre, é que nós morramos para o mundo e o mundo para nós. Nós, em realidade, colocamos aquelas coisas diante Dele e renunciamos àquilo que possui uma influência em nossas vidas. Nós paramos de adorar essas coisas. Nós paramos de adorar nossa carne e nosso conforto; nós paramos de adorar o que nos traz segurança nas tempestades, e o ronco do estômago, a fome; nós paramos de adorar nossos filhos e nossos parentes; nós paramos de adorar nossa educação, nossa formação acadêmica e nossa necessidade de sobrevivência; paramos de adorar nossa necessidade de estar certos e nossa necessidade de ser inteligentes, nossa necessidade de ser amados. Nós cessamos de adorar todas essas coisas, e, pela primeira vez, somos livres para adorar a Deus.

É por isso que Jesus falou tantas coisas que parecem “legalismo”. Aquilo não era legalismo! Ele estava dizendo: “Vocês precisam abrir mão dessas coisas para ter meu Pai. Vocês não podem ter as duas coisas ao mesmo tempo.” “Eu não terei outros deuses perante Mim.” “Eu sou um Deus ciumento.” Ele está à procura de um coração que pertença única e exclusivamente a Ele, e que não esteja agarrado à Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, querendo ser como Deus, exigindo nossos direitos, privilégios, espaço, opinião e mimos para a carne. Deus está à procura de nossa disposição para renunciar a tudo aquilo e confiar Nele, despidos e sem qualquer vergonha diante do Pai. Sem necessidade de coisa alguma, verdadeiramente sem necessidade de qualquer coisa exceto da comunhão com Ele e de Sua amizade. Impelidos continuamente por isso e continuamente entregues a isso, fundamental e simplesmente controlados em todos os aspectos de nossas vidas pela comunhão com o Pai. Adorar tem a ver com isso.

E a razão por que Jesus disse todas aquelas coisas difíceis de ouvir é porque elas estão intimamente relacionadas à verdadeira adoração. De fato, a única forma de ter adoração verdadeira é ter apenas um Deus. “O Senhor Seu Deus é o Único Deus.” “E amarás o Senhor Seu Deus de todo seu coração, toda sua alma, força e mente.” E esse é o único modo, ó Israel, pelo qual vocês podem verdadeiramente ver e amar o Único Deus. “Felizes os puros de coração, pois verão a Deus.” “Sem santidade ninguém verá o Senhor.” Isso é uma afirmação bastante absoluta. Não dá para ser mais absoluto do que isso. Sem a qualidade de ser separado, sem uma vida separada para o Pai e longe de todo o lixo, você não vai ver o Senhor. Você não pode vê-Lo. Você não consegue ver o Reino, e você não vai ser capaz de ver Deus nem de experimentar Sua presença em sua vida do jeito que Ele desejaria.

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“Meu Pai procura adoradores.” E agora eu vou passar o resto de minha vida, Jesus disse, mostrando a vocês como serem livres das coisas que vocês vêm adorando, para que vocês possam experimentar o amor Dele e se jogar nos Seus braços. Isso é uma coisa boa, não ruim. É um privilégio; é um “posso participar” e não um “precisa ser”. É uma oportunidade que a face da terra nunca viu antes pois eles só se importavam com a satisfação de sua própria carne. Eles eram escravos de sua carne e escravos da conseqüência dessa escravidão, cativos do pecado e da pena pelo pecado. E eles eram sem esperança no mundo, como Paulo disse. Mas então Deus, rico em misericórdia, abriu o caminho por onde nós podemos ser livres da carne. Jesus disse aos Fariseus: “Vocês não têm espaço para Mim em seus corações.” E também foi Ele quem passou seus três anos de sua vida pública dizendo: “Eu quero mostrar a você que vale à pena ser livre, e que você pode ser livre porque Eu vou viver isso bem na frente de você.” E é isso que Ele nos chamou e nos deu a oportunidade de fazer, e nos deu o privilégio e o equipamento necessário para sermos capazes de fazê-lo.

Mas existem algumas decisões que precisamos tomar. Ele não passou tanto tempo aqui ensinando a troco de nada. Ele poderia ter andado por aí com uma varinha mágica, não é mesmo? “Você aí, você tá livre. Agora você, e você também tá livre.” Ele passou aquele tempo todo ensinando porque nós fomos feitos à semelhança de Deus, recebendo a oportunidade de crescer no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A nós foi dada a oportunidade de crescer no entendimento. As contínuas orações de Paulo eram para que o Pai desse entendimento, para que o Pai desse revelação, A FIM DE QUE nós pudéssemos viver uma vida que é digna Dele. Digna do chamado que traz prazer ao Pai, e uma herança para Jesus.

Ele nos traz entendimento porque somos feitos em Sua imagem e então livres para escolher. Ele nos traz entendimento para que possamos ver coisas como Ele vê e assim nos lançamos voluntariamente em Seus braços, deixando para trás os cuidados e as preocupações do mundo e o engano das riquezas, e não amar o mundo, amar a nós mesmos e a necessidade de ter o direito de tomar a decisão final. Ele nos dá a oportunidade, e com Sua graça e bondade abre o caminho para nos deixar conhecê-Lo, experimentá-Lo e viver em comunhão com Ele sem sermos controlados pelo lixo do resto. É assim que essas coisas são reconciliadas. É uma oportunidade que Ele nos traz, e Ele nos mostra os obstáculos e as ervas daninhas que nós voluntariamente, por nosso próprio livre-arbítrio, podemos arrancar.

“Ouve, ó Israel, o Senhor Seu Deus é o Único Deus. Único Deus.” Portanto, amai-O de todo o vosso coração, alma, mente e forças. Adorem-No. Somos separados para adorá-Lo em Espírito e em Verdade. Se o Espírito de Deus está apagado dentro de você, então tudo o que pode fazer é repetir palavras e obter uma sensação emocional para si mesmo. Se não for algo baseado na Verdade, então é engano. Assim, adorá-Lo em Espírito e em Verdade significa viver a vida que Jesus viveu. Como o Apóstolo João disse, sessenta anos depois: “Qualquer um que diz que vive Nele deve andar como Jesus andou.” É essa a oportunidade que Ele colocou diante de nós. Eu quero viver isso junto com vocês.

Pai nosso, pedimos a Você que nos ajude. Com imensa gratidão em nossos corações, reconhecemos o favor que Você tem nos mostrado. Nós éramos mortos em nossas transgressões e em nossos pecados, sem esperança no mundo. Escarnecedores cegos e ignorantes, vivendo em rebelião e descrença; isso era tudo que nós éramos. Tudo o que tínhamos a oferecer era tolice. E, mesmo assim, Você tocou nossos corações tornando-os em carne apesar da nossa própria habilidade, da nossa força de vontade, do convencimento ou persuasão de meros humanos ao nosso redor. Você, Você mesmo, estendeu Sua mão para dentro de nossos corações, nos tocou, nos tornou sensíveis transformando nossos corações de pedra em corações de carne e nos dando a oportunidade de ver e conhecer Você.
 
Agora nós queremos ir além de simplesmente experimentar a Sua salvação. Queremos passar para o reino dos que são Seus adoradores, amando Você e sendo separados para Seus propósitos e separados para Seu prazer. Ajude-nos a ver como é possível viver tudo isso. Pai, nós não estamos presos por qualquer lei. Nós não estamos presos a qualquer julgamento exterior. Nós não estamos presos às opiniões dos homens ou por um sistema legal. Nós estamos presos a uma aliança de amor e a um desejo de devolver a Você o amor que Você primeiro nos mostrou, tirando-nos da escuridão em primeiro lugar. Embora estivéssemos mortos em nossas transgressões e pecados, Você nos amou e sacrificou a Si mesmo por nós. E amor maior que esse ninguém possui, que dar a própria vida por seu amigo. Como Você tenha feito isso por nós, queremos fazer isso por Você e uns pelos outros. Queremos renunciar à nossa própria vida e a todas as exigências que temos dessa vida, para colocar isso em Suas mãos onde tudo certamente vai guardar seguro até o último dia. Amém
 
FONTE: www.aosseuspes.com/Como-Ser-Forte-na-Tempestade

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