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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Revelação: Oque era o espinho na carne de Paulo?- Daniel Werneck

Imagem cedida por: indicetj.com
Boa tarde pessoal! 

Estou no trabalho e agora pouco o Senhor falou comigo e me explicou uma das passagens mais controversas em nosso meio, principalmente por pregadores e teólogos que não sabem ao certo o significado do que iremos tratar agora. mas, irei compartilhar com os irmãos o que o Senhor me disse. 

"E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar." 
                                                                             2 Coríntios 12:7




O que o Senhor me disse, pude compartilhar com alguns irmãos e foi assim:
 
 Estava indo beber água quando o Senhor falou comigo sobre esse versículo. Pude ouvir sua voz. Estou escrevendo para não esquecer. Certa feita um irmão pregou sobre isso na igreja e o que ele falou era mais ou menos o pensamento que eu tinha mas com ressalvas. Porem o senhor me disse o seguinte:

- O espinho na carne de Paulo era UMA PESSOA que desdenhava, desprezava ele. Por causa do testemunho dele sobre essa experiência. Essa pessoa dizia: Não é verdade, é mentira. Ele não foi arrebatado, etc, entre outras coisas mais, diminuindo Paulo perante os outros irmãos. 

Espinho na carne porque essa pessoa o incomodava da mesma forma que uma pessoa é furada sempre que segurasse uma planta com espinhos. Então Paulo não podia se “exaltar” ou se alegrar demasiadamente visto que tinha uma pessoa que se levantava contra ele por causa desse tipo de experiência. Essa pessoa desprezava Paulo.

Então pesquisei algo relativo a isso nas escrituras e o Senhor me levou a algumas passagens:  

E a casa de Israel nunca mais terá espinho que a fira, nem espinho que cause dor, entre os que se acham ao redor deles e que os desprezam; e saberão que eu sou o Senhor DEUS. Ezequiel 28:24

Paulo até orou para que o Senhor desviasse esse espinho dele (2 Co 2:18) e Jesus lhe disse como resposta que a graça de Deus bastava a ele. 

Acredito que Paulo não citou a pessoa na carta para não causar confusão desconforto (e as escrituras foram inspiradas pelo Espírito Santo, logo não sei se ele citando quem era o seu "inimigo" iria edificar a igreja de Corinto).

Também me levou a seguinte passagem:

 Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada. Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos.
                                                                               Hebreus 6:7-9

Esta e outras passagens mostram que existem pessoas que são comparadas a espinheiros. Só fazem ferir as pessoas. 
 
 E tomou os anciãos daquela cidade, e os espinhos do deserto, e os abrolhos; e com eles ensinou aos homens de Sucote.  (Juízes 8:1)

Espinhos são usados para disciplinar as pessoas. Paulo estava sendo disciplinado por Deus, sendo moldado.

Então disse Gideão: Pois quando o Senhor der na minha mão a Zeba e a Salmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto, e com os abrolhos. Juízes 8:7
 
Espinhos muitas vezes são símbolos de disciplina e castigo.

Foi isso que o Senhor falou comigo amados. Não posso ir além para não cair em especulação. Então meditem nessa palavra. 

 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Com tudo o que possuis, adquire a unção - Leonard Ravenhil

Imagem Cedida por: www..bp.blogspot.com



Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais grandiosa sua eloqüência, mais simpática sua aparência, nada disso toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobe aos céus. O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração.”
E. M. Bounds


“Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus.”

João Wesley

“Antes de ocorrer o grande avivamento de Gallneukirchen, Martin Boos passava horas e horas, dias e dias, e até noites em oração, intercedendo sozinho, agonizando perante Deus. Mas quando ele pregava, sua palavra era como fogo, e o coração dos ouvintes, como capim seco.”
D. M. McIntyre, D. D.

Na igreja moderna, a reunião de oração é uma espécie de Cinderela. Essa serva do Senhor é desprezada e desdenhada porque não se adorna com as pérolas do intelectualismo, nem se veste com as sedas da Filosofia, nem se acha ataviada com o diadema da Psicologia. Mas se apresenta com a roupagem simples da sinceridade e da humildade, e por isso não tem receio de se ajoelhar.
O “mal” da oração é que ela não se acha necessariamente associada a grandes façanhas mentais. (Não quero dizer, porém, que se confunda com preguiça mental.) A oração só exige um requisito: a espiritualidade. Ninguém precisa ser espiritual para pregar, isto é, a preparação e pregação de um sermão perfeito segundo as regras da homilética e com exatidão exegética, não requer espiritualidade. Qualquer um que possua boa memória, vasto conhecimento, forte personalidade, vontade, autoconfiança e uma boa biblioteca pode pregar em qualquer púlpito hoje em dia. E uma pregação dessas pode sensibilizar as pessoas; mas a oração move o coração de Deus. A pregação toca o que é temporal; a oração, o que é eterno. O púlpito pode ser uma vitrine onde expomos nossos talentos; o aposento da oração, pelo contrário, desestimula toda a vaidade pessoal.

A grande tragédia de nossos dias é que existem muitos pregadores sem vida, no púlpito, entregando sermões sem vida, a ouvintes sem vida. Que lástima! Tenho constatado um fato muito estranho que ocorre até mesmo em igrejas conservadoras: a pregação sem unção. E o que é unção? Não sei. Mas sei muito bem o que é não ter unção (ou pelo menos sei quando não estou ungido). Uma pregação sem unção mata a alma do ouvinte, em vez de vivificá-la. Se o pregador não estiver ungido, a Palavra não tem vida. Pregador, com tudo que possuis, adquire a unção.
Irmão, nós poderíamos ter a metade da capacidade intelectual que possuímos se fôssemos duas vezes mais espirituais.
A pregação é uma tarefa espiritual. Um sermão gerado na mente só atinge a mente de quem o ouve. Mas gerado no coração, chega ao coração. Um pregador espiritual, sob o poder de Deus, produz mentalidade espiritual em seus ouvintes. A unção não é uma pombinha mansa esvoaçando à janela da alma do pregador; não. Pelo contrário; temos de batalhar por ela e conquistá-la. Também não é algo que se aprenda; é bênção que se obtém pela oração. Ela é o prêmio que Deus concede ao combatente da fé, que luta em oração, e consegue a vitória. E não é com piadinhas e tiradas intelectuais que se chega à vitória no púlpito, não. Essa batalha é ganha ou perdida antes mesmo de o pregador pôr os pés lá.
A unção é como dinamite. Não é recebida pela imposição de mãos, nem tampouco cria mofo se o pregador for lançado numa prisão. Ela penetra e permeia a alma; abranda-a e tempera-a. E se o martelo da lógica e o fogo do zelo humano não conseguirem quebrar o coração de pedra, a unção o fará.

Que febre de construção de templos estamos presenciando hoje. No entanto, sem pregadores ungidos, o altar dessas igrejas não verá pecadores rendidos a Cristo. Suponhamos que todos os dias diversos pescadores saiam para o alto-mar com seus barcos, levando o mais moderno equipamento que existe para o exercício deste ofício, mas retornem sempre sem apanhar um só peixe. Que desculpa poderiam dar para tal fracasso? No entanto é isso que acontece nas igrejas. Milhares delas estão abrindo as portas dominicalmente, mas não vêem conversão. Depois tentam encobrir sua esterilidade interpretando textos bíblicos a seu bel-prazer. Mas a Bíblia diz: “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia...”
E o mais triste em tudo isso é que o fogo que devia haver nesses altares encontra-se apagado ou arde em combustão muito lenta. A reunião de oração está morrendo ou já morreu. Com a atitude que temos em relação à oração, estamos dizendo ao Senhor que o que ele começou no Espírito, nós terminaremos na carne. Qual é a igreja que pergunta a um candidato ao ministério quanto tempo ele passa diariamente em oração? A verdade é que o pregador que não passa pelo menos duas horas por dia em oração, não vale um vintém, por mais títulos que possua.
A igreja hoje se acha como que postada na calçada assistindo, entre aflita e frustrada, à parada dos maus espíritos (...) que marcham pomposamente no meio da rua respirando ameaças contra “tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama”. Além disso, no lugar da regeneração, o diabo colocou a reencarnação; no lugar do Espírito Santo, os espíritos-guias; no lugar do verdadeiro Cristo, o anticristo.

E o que a igreja tem para contrapor aos males da pós-modernidade? Onde está o poder espiritual? A impressão que se tem é que, ultimamente, uma forte sonolência tomou o lugar da oposição religiosa, nos púlpitos e também nas publicações evangélicas. Quem hoje batalha “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”? Onde estão os combatentes divinamente ungidos de nossos púlpitos? Os pregadores, que deviam estar “pescando homens”, parecem estar pescando mais é o elogio deles. Os que costumavam espalhar a semente, agora estão colecionando pérolas intelectuais. (Imagine só, semear pérolas num campo!)
Chega dessa pregação estéril, espiritualmente vazia, que é ineficaz, porque foi gerada num túmulo e não num ventre, e se desenvolveu numa alma sem oração, sem fogo espiritual! É possível alguém pregar e ainda assim se perder; mas é impossível orar e perecer. Se Deus nos chamou para o seu ministério, então, prezados irmãos, insisto em que precisamos de unção.
Com tudo que possuis, adquire a unção, senão os altares vazios de nossas igrejas serão exemplos vivos de nosso intelectualismo ressequido.

FONTE: http://perolasdoevangelho.blogspot.com.br E http://editorabetania.com.br

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fyodor Dostoevsky e a Loucura das loucuras! É a tua?

www.diarialembranca.blogspot.com


Qual é a maior loucura humana? Fyodor Dostoevsky  diz:

“Entre as recordações que cada um de nós guarda, algumas há que só contamos aos amigos. Há ainda outras que nem sequer aos amigos confessamos, que só a nós próprios dizemos e, mesmo assim, no máximo segredo. Finalmente, há coisas que o homem nem sequer se permite confessar a si mesmo. Ao longo da existência, toda a pessoa honesta acumulou não poucas destas recordações. Diria mesmo que a quantidade é tanto maior quanto mais honesto o homem. Eu, em todo o caso, não foi há muito que me decidi a recordar algumas das minhas antigas aventuras; até agora evitava fazê-lo, aliás com um certo desassossego. Porém agora, quando as evoco e desejo mesmo anotá-las, agora vou tirar a prova: será possível sermos francos e sinceros, pelo menos com nós próprios, e dizermo-nos toda a verdade?

Observo, a propósito, que Heine afirma não poderem existir autobiografias exatas e que o homem mente sempre quando fala de si próprio. Em sua opinião, Rousseau enganou-nos à certa nas suas “Confessions”, e até deliberadamente, por vaidade. Tenho a certeza de que Heine tem razão: compreendo muitíssimo bem que nos possamos acusar de crimes abomináveis apenas por vaidade e também compreendo o que pode ser esse sentimento. Mas Heine tinha em vista as confissões públicas; ora, eu escrevo só para mim e declaro duma vez por todas que, se pareço dirigir-me ao leitor, é apenas um processo de que me sirvo para maior facilidade.”

Fyodor Dostoevsky, em 'Cadernos do Subterrâneo

Sem a ação do Espírito Santo, assim como Davi mentiu para si mesmo até que Natã o confrontou contando-lhe uma história que parecia ser de outro, nós mentiremos para nós mesmos.

Isto é evidente diante dos muitos avisos contra o auto-engano contidos nos escritos apostólicos. "Não erreis", é uma advertência muito repetida por Paulo, em sua primeira epístola aos Coríntios. Capítulos 3:16, 6:9; 15:33. Como é impressionante sua linguagem em Gálatas: “Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” - Gálatas 6:3

O apóstolo Tiago segue e mesmo caminho: "Não vos enganeis, meus amados irmãos-Sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos." - Tiago 1:16. Que advertências solenes estão em muitos outros lugares nos chamando a verdadeira auto-análise e no cuidado com a possibilidade do auto-engano: “Examinai-vos a vós mesmos, se se de fatoestais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.” - 2 Coríntios 13:5

Mas o que pode igualar a força e imponência da linguagem do apóstolo e precaução em referência a si mesmo? “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.” - 1 Coríntios 9:25-27

Se um homem, o maior, o mais santo, o membro mais ilustre, ministro e apóstolo da igreja cristã, achou necessário ter cautela tal, qual deve ser a necessidade de nossa parte?

O perigo do auto-engano é também mostrado nas declarações alarmantes de Cristo. Na parábola do semeador, ele dividiu os ouvintes da palavra em quatro classes, das quais apenas uma é composta de crentes sinceros, embora pelo menos duas das três outras, são representados como recebendo a palavra, e professando-a por um tempo como se tivessem sido regenerados quando de fato não foram. Como é solene e nos desperta as suas palavras no sermão do Monte. "Nem todo o que diz a mim, Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus... E então lhes direi: Nunca vos conheci...'' Mat. 7:21-23

Sem a ação do Espírito Santo nós mentiremos para nós mesmos. E até a loucura das loucuras, mentiremos para Deus.

FONTE:  www.josemarbessa.com

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Como o Espírito Santo Vem a Nós e Faz a Sua Obra - John Owen

Imagem cedida por: http://edmilsonjds.blogspot.com.br/


Somente Deus é quem nos dá o Espírito (Lc 11.13; Jo 3.34; 1Jo 3.24). Tal “dádiva” é um ato de autoridade e de liberdade que procede das riquezas da graça de Deus (Lc 11.13; Jo 4.10; 14.17; 1Co 4.7; Tt 3.6; 1Co 12.7). Deus o envia para nós (Sl 104.3; Jo 14.26; 15.26; 16.7). Este “enviar” significa que o Espírito Santo não estava com a pessoa antes de ser enviado a ela, e nos diz que é uma obra especial de Deus a qual ele não havia feito antes.

Deus nos ministra o Espírito (Gl 3.5; Fp 1.19). Isso implica que Deus de contínuo nos supre adicionalmente da sua graça através do seu Espírito. Está dito que Deus põe o seu Espírito em ou sobre o homem (Is 42.1; 63.11). Ele faz isso quando pretende que alguém se beneficie de algum modo do seu Espírito, e.g., Saul, Eldade e Medade (1Sm 10.10; Nm 11.27; Am 7.14;15 e Jr 1.5-7). 

Diz-se que Deus derrama o seu Espírito Santo frequentemente (Pv 1.23; Is 32.15; 44.3; Ez 39.29; Jl 2.28; At 2.17; 10.45). Esta expressão é sempre utilizada com referência à era do evangelho, e implica em comparações que nos remetem a uma outra época ou ato anterior de Deus em que ele deu o seu Espírito, mas não da mesma forma como pretende dá-lo a nós agora. Concede-se, nos dias do evangelho, uma parcela muito maior do Espírito. Essa expressão designa um ato notável da riqueza divina (Jó 36.27; Sl 65.10-13; Tt 3.6; 1Tm 6.17) e o derramar dos dons e das graças do Espírito — não da sua Pessoa (pois onde ele é dado, é dado permanentemente) — e refere-se a obras especiais do Espírito, tais como a purificação e a consolação daqueles sobre quem é ele derramado (Ml 3.2,3; Is 4.4; Lc 3.16; Ez 36.25-27; Jo 7.38,39; Tt 3.4-6; Hb 6.7; Is 44.3; Sl 72.6).

Como age o Espírito Santo 

O Espírito procede do Pai e do Filho (Jo 15.26). Como está pessoalmente relacionado ao Pai e ao Filho desde a eternidade ele, portanto, procede eternamente do Pai e do Filho e, de boa vontade e livremente, atua com vistas a cumprir a obra que lhe cabe.
É-nos dito que ele “vem” (Jo 15.26; 16.7,8; 1Cr 12.18; At 19.6). Devemos orar para que ele venha a nós. Também está dito que ele “cai sobre os homens” (At 10.44; 11.15); que repousa sobre aqueles a quem é enviado (Is 11.2; Jo 1.32,33; Nm 11.25,26; 2Rs 2.15; 1Pe 4.14). Ele se deleita na obra sobre a qual repousa (Sf 3.17) e nela permanece (Jo 14.16).

Diz-se que o Espírito sai de algumas pessoas (1Sm 6.14; 2Pe 2.21; Hb 6.4-6; 10.26-30). Mas ele jamais sairá dos que estão no pacto da graça (Is 59.21; Jr 31.33; 32.39,40; Ez 11.19,20).

Argumenta-se algumas vezes que o Espírito Santo pode ser dividido. Os que assim o dizem apontam para Hebreus 2.4 onde o termo grego para “dons” do Espírito é “distribuição, separação”. Mas o sentido aqui é que o Espírito Santo deu vários dons aos primeiros pregadores do evangelho com o objetivo de que a doutrina deles pudesse ser vista e confirmada por Deus, segundo a promessa de Cristo (Jo 15.26, 27). Assim, os “sinais” eram obras maravilhosas atestando que Deus operava juntamente com eles em sinais e “maravilhas”, eram obras além dos poderes da natureza. 

Eram feitas para encher os homens de espanto e do senso da presença de Deus. “Poderes miraculosos” incluíam abrir os olhos aos cegos e ressuscitar os mortos. Estes são “dons do Espírito Santo”. Todas estas e outras obras de natureza semelhante eram realizadas pelo Espírito Santo (1Co 12.7-11).


FONTE; www.ospuritanos.blogspot.com.br/

domingo, 8 de maio de 2011

A operação da palavra de conhecimento nas escrituras - Por Pastor Kenneth Hagin (em memória)

Imagem cedida por: http://www.lifechangingtruth.org/English/ArticlesEng/KennethHagin/KHMainList.htm

A Palavra de Conhecimento é uma revelação dada pelo Espírito Santo de parte dos fatos que estão na mente de Deus. Deus sabe tudo, mas Ele não revela tudo o que Ele sabe. Ele apenas dá a uma pessoa a palavra de conhecimento. Uma palavra é uma parte fragmentada de uma sentença. Ele apenas dá ao homem o que Ele quer que ele saiba naquela hora. Uma parte do conhecimento que Ele tem. Muitas vezes este dom é confundido com conhecimento natural, mas é conhecimento sobrenatural verdadeiramente. É algo que é revelado ou dado pelo Espírito Santo.
Quando João estava na ilha de Patmos, ele estava no Espírito no Dia do Senhor, como nós lemos no livro de apocalipse. O Senhor deu a ele a palavra de conhecimento sobre sete igrejas diferentes. Aquelas igrejas existiam de fato. Elas podem ter uma aplicação profética para nós, mas elas eram sete igrejas literalmente, que existiram na Ásia Menor naquele tempo.
Enquanto João estava na ilha de Patmos, teria sido impossível no natural para ele saber a condição daquelas igrejas. Isto foi revelado a ele pelo Espírito. Ele tinha conhecimento dado a ele em forma de visão, pelo Espírito Santo, da condição espiritual destas igrejas.
No nono capítulo de Atos, nós temos um exemplo onde o dom da palavra de conhecimento estava em operação na vida de um leigo da igreja. “Havia um certo discípulo...” Ele era um discípulo, ou o que nós chamaríamos de leigo, um seguidor do Senhor. “Disse-lhe o Senhor numa visão: Ananias! Ao que lhe respondeu: Eis-me aqui, Senhor! Então o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas procura por Saulo, apelidado de Tarso, pois ele está orando.”
Embora Ananias não fosse um ministro ou profeta, não fosse um pastor ou evangelista, a palavra de conhecimento estava sendo concedida a ele, contando-lhe que Saulo estava orando e onde, e que Saulo tinha tido uma visão de si mesmo. “Ele viu em uma visão um homem chamado Ananias que vinha e impunha sua mão sobre ele...” Essa foi uma manifestação deste dom espiritual da palavra de conhecimento.
Muitas vezes a palavra de conhecimento é confundida com o profundo conhecimento da Bíblia. Mas nós ganhamos um profundo conhecimento bíblico estudando a palavra de Deus. Isso não é um dom. Se conhecimento da escritura veio através do dom da palavra de conhecimento, não seria necessário estudar. Apenas viria para uma pessoa. Paulo recebeu sua revelação por este método, mas é passado para nós através de seus escritos enquanto nós estudamos a palavra de Deus. “O evangelho ao qual foi pregado por mim não vem de homem, porque eu tão pouco o recebi de homem, nem me foi ensinado, mas por revelação de Jesus Cristo”.
Então outra vez, esta palavra de conhecimento está associada erroneamente com o real conhecimento de Deus que vem por andar com Ele. Assim como no natural nós conhecemos uma pessoa melhor enquanto andamos com essa pessoa e vivemos com ela, então pela andar com Deus nós aprendemos mais sobre Ele. Mas esse tempo de conhecimento vem através da experiência. Este dom é uma revelação sobrenatural que vem no momento. Olhando para as referências das escrituras, nós veremos a diferença.
Quando Samuel, enquanto menino pequeno, estava vivendo com Eli e servindo no templo, Deus falou com ele (1 Sm 3). Mas devido a sua inexperiência com as coisas espirituais, ele não reconheceu a voz do Senhor. Apesar da palavra de conhecimento que veio para a jovem criança, Samuel não tinha tido ainda o resultado do andar junto com Deus por muitos anos. Isto foi uma manifestação sobrenatural do Espírito Santo que pode vir para crianças tão bem quanto para pessoas mais velhas.
Enquanto Pedro estava em Jope orando em um eirado, o Senhor deu-lhe uma visão, revelando seu plano e propósito para os gentios (Atos 10). Depois que a visão desapareceu e Pedro estava espantado como que tudo significava, o Senhor lhe deu uma palavra de conhecimento. “Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei.” (versículos 19-20). Deus sabia que aqueles homens estavam lá para ver Pedro, e revelou isto a ele sobrenaturalmente.
Em 2 Reis 6.9-12 nós lemos onde a palavra de conhecimento foi usada para advertir um rei do pleno do inimigo para destruição. Todo o tempo que o inimigo enviava seus homens para armar emboscadas ao rei de Israel, o profeta de Deus contava ao rei onde a emboscada estava, e os soldados do rei armavam outra emboscada.
O inimigo do rei pensou que eles deviam ter um traidor entre eles, alguém que estava passando seus segredos. Mas quem? Então alguém falou alto e disse: “Ninguém, ó rei, meu senhor, mas o profeta Elizeu, que está em Israel, faz saber ao Rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.”
Uma outra ocasião a palavra de conhecimento foi usada para iluminar e encorajar um servo desencorajado: Elias (2 Reis 6.17)
Quando Elias ficou deprimido a ponto de querer morrer quando a rainha Jezabel ameaçou tirar sua cabeça dentro de 24 horas, a palavra de conhecimento veio para ele dizendo: “também conservei em Israel sete mil homens, cujos joelhos não se dobraram a Baal e cujos lábios não o beijaram. (1 Reis 19.18). Elias não podia saber disso naturalmente. Isto foi uma revelação sobrenatural. Deus deu a ele uma palavra de conhecimento que o fortaleceu e encorajou”.
A palavra de conhecimento é também usada para expor um hipócrita, como no caso do servo de Eliseu, Geazi, mencionado no capítulo anterior.
Um outro exemplo onde a palavra de conhecimento expôs a hipocrisia e corrupção na igreja foi o caso de Ananias e Safira. Nós lemos o quinto capítulo de Atos, onde este casal conspirou junto para declarar que venderam sua propriedade por tanto e deram aquele dinheiro para a igreja, retiveram parte do dinheiro para eles mesmos. Quando Ananias veio e pôs o dinheiro aos pés dos apóstolos, Pedro disse: “Ananias, por que encheu satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?” (versículo 3).
A pior coisa não foi reter parte do dinheiro para si mesmos, mas mentir sobre isso. Pedro disse que eles mentiram para o “Espírito Santo”. Se eles tem dito, “Nós decidimos que daremos 75% do dinheiro e guardaremos 25% para nós mesmos”, isso teria sido um assunto diferente. Mas eles mentiram.
  A conspiração deles foi revelada a Pedro através da palavra de conhecimento. Ananias não seguiu em frente com isto, mas caiu morto imediatamente, e os homens jovens carregaram-no para enterrá-lo. Quando Safira veio três horas depois, sem saber do que acontecera a seu marido, ela confirmou que a terra tinha sido vendida por apenas aquela quantia que ela e seu marido tinham concordado que contariam. Então Pedro contou a ela que os homens que tinham enterrado seu marido, estavam na porta para carregá-la para fora, e ela caiu morta.
A palavra de conhecimento pode ajudar poderosamente no momento da oração, ou para os servos de Deus ou para aqueles em necessidade de ajuda espiritual. Vez após outra o Senhor tem revelado para mim pessoas em necessidade. Essa foi uma palavra de conhecimento que ele me deu sobre meus problemas.
Vários anos atrás um ministro e sua esposa levaram para sua casa um menino de 17 anos. Eles tinham apenas uma filha, e ela estava crescendo em um trabalho missionário. Entretanto, eles acolheram este menino como seu próprio filho.
O rapaz tinha sido salvo embaixo do ministério deles. Ele nunca tinha tido uma mãe ou um lar . Este casal teve um bocado de dificuldades em conservá-lo na direção correta, mas eles tiveram um grande interesse pela vida dele e oraram muito por ele.
Um dia ele saiu para procurar um emprego. Quando ele saiu a mãe estava lavando os pratos. Repentinamente ela sentiu uma incumbência de orar, então ela deixou seus pratos e foi orar. Enquanto ela estava orando, Deus deu a ela a palavra de conhecimento. Em uma visão ela viu este jovem no centro da cidade. Ao invés de ir procurar um emprego, ele parou na entrada de um bar. Ela gritou em oração, “Querido Deus, detenha-o. Não o deixe voltar para seu velho modo de vida e velhos hábitos de pecado”. Na visão ela o viu dar três passos para dentro do bar e parar. Então ela o viu endireitar-se, voltar e sair fora daquele lugar. Ele andou rua abaixo a procura de emprego e conseguiu um.
Um pouco mais tarde ele veio para casa e disse a sua mãe que tinha encontrado um emprego. Então ele disse, “Sabe, eu verdadeiramente tive uma vitória hoje”.
Ela disse: “Sim, eu sei, e eu direi a você o que foi. Você começou a ir para um bar, parou na porta e depois foi embora”.
“Como você soube?” ele perguntou atônito.
Então ela contou a ele que o Senhor tinha lhe dado uma incumbência de orar e então tinha lhe dado uma visão do grande esforço que ele tinha feito.
Pais e mães precisam desta manifestação do Espírito Santo hoje. Deus quer nos dar socorro sobrenatural na criação dos nossos filhos. Muitas vezes nós resistimos desnecessariamente aos problemas e julgamentos. Nós temos o Espírito Santo em nós todo o tempo.
Vamos ficar abertos a Ele para que Ele possa se manifestar para nós. Pela manifestação da palavra de conhecimento a igreja pode ser purificada, o aflito confortado, o santo alegrado, bens perdidos ou pessoas encontradas, o inimigo derrotado e o Senhor Jesus glorificado em tudo.
FONTE: livro o ministério de um profeta. Autor: Kenneth E. Hagin. Graça Editorial.

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