terça-feira, 21 de junho de 2011

Apreciando o Caráter do Puritanismo - Mark Johnston

Imagem cedida por: http://henriquepesch.blogspot.com/2011/02/pureza.html


Examinando grande parte dos livros e afirmações a respeito dos puritanos — até pelos evangélicos — percebemos que seus autores tendem a ser criticados pela imprensa. De fato, o título “puritano” foi criado originalmente como um pejorativo, e muitos ainda o vêem assim em nossos dias. Em um sentido, não é difícil identificar erros, falhas e incoerências naqueles que levavam este nome, nos séculos XVI e XVII, bem como naqueles que são os descendentes espirituais deles. No entanto, focalizar-se nisso equivaleria a ignorar as realizações incríveis destes homens em muitos aspectos da vida.

J. I. Packer entendeu o significado e a relevância dos puritanos, ao compará-los com as sequóias do Norte da Califórnia: “Assim como as sequóias são atraentes aos olhos, porque sobrepujam o topo das outras árvores, assim também a santidade e a firmeza dos grandes puritanos resplandecem como um farol, sobrepujando a estatura da maioria dos crentes, em muitas épocas e, especialmente, nesta época de coletivismo urbano angustiante, quando os crentes do Ocidente sentem-se e, às vezes, assemelham-se a formigas em um formigueiro e marionetes em atividade... Nesta situação, o ensino e o exemplo dos puritanos têm muito a dizer-nos”.

Isso nos deixa admirados. Qual era, então, o caráter do puritanismo, que lhe deu tão amplo alcance e importância duradoura? Podemos selecionar cinco das principais características dignas de consideração:
1.A OPINIÃO DELES A RESPEITO DE DEUS
Tudo em que os puritanos criam originava-se de sua opinião a respeito de Deus. (Isso também a verdade no que concerne aos seus precursores na Reforma, tanto na Europa como na Inglaterra.) Isto é ilustrado pelo fato de que o primeiro apelido depreciativo vinculado a esses homens foi “os precisos” ou “os precisionistas”.

Quando um nobre perguntou a Richard Rogers (um ministro em Wetherfield, Essex) o que o tornava tão preciso, ele respondeu: “Senhor, eu sirvo a um Deus preciso”.

Veja o que está errado em muitas igrejas hoje: os crentes aceitam um ponto de vista sobre Deus que tem sido distorcido em nome do cristianismo popular. Nos anos 1950, J. B. Phillips expressou isso em um livrete intitulado Your God is Too Small (Seu Deus é Pequeno Demais). A restauração de saúde e vigor às igrejas está vinculada à necessidade de resgatarmos uma opinião elevada a respeito de Deus.
2.A ESTIMA DAS ESCRITURAS
Essa consideração das Escrituras é expressa com concisão na Pergunta 2, do Breve Catecismo de Westminster: Que norma Deus nos tem dado a respeito de como podemos glorificá-Lo e desfrutar dEle? Resposta: a Palavra de Deus, contida nas Escrituras do Antigo e Novo testamento, é uma norma verdadeira para nos guiar em como podemos glorificá-Lo e desfrutar dEle. Ao fazer esta afirmação e colocá-la em seu catecismo, estes homens estavam apenas reiterando o princípio Sola Scriptura, que estava no âmago da Reforma Protestante, e protegendo a essência tanto do evangelho como da igreja. O problema de nossos dias não é somente que as Escrituras são rivalizadas com muitas outras formas de revelação, mas também que, muito freqüentemente, elas estão subordinadas à razão. Se o espírito do não-conformismo tem de sobreviver, ele não deve prostrarse nem à nova revelação, nem à erudição, mas somente à Palavra de Deus.
3.O ENTENDIMENTO DA SALVAÇÃO
É comum na teologia contemporânea — pelo menos na teologia popular — imaginar a salvação como “o ponto de conversão”. Mas isso significa perder de vista os horizontes mais amplos da salvação. Thomas Manton nos dá um vislumbre do entendimento bem estruturado da doutrina da salvação, um entendimento que era característico de seus colegas puritanos e moldava a opinião deles sobre o evangelho:

“O resumo do evangelho é isto: todos aqueles que, por meio de arrependimento e fé, abandonarem a carne, o mundo e o diabo, entregando-se ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como seu Criador, Redentor e Santificador, encontrarão a Deus como o Pai que os recebe como filhos reconciliados, que perdoa os seus pecados, por amor a Jesus, e lhes dá graça, por meio de seu Espírito. E, se perseverarem neste caminho, Ele os glorificará no final e lhes outorgará a felicidade eterna”.

Este entendimento amplo da salvação explica o uso que os puritanos faziam do termo “regeneração” e sua riquíssima compreensão do evangelismo. Também explica a disparidade entre as expectativas referentes à conversão em nossos dias e a maneira como elas se cumprem, uma disparidade que resulta de nosso entendimento restrito da salvação.

4. A APRECIAÇÃO DA IGREJA
Se existe um elemento que pode ser identificado como o principal catalizador para o surgimento dos puritanos, esse elemento era a preocupação deles com a reforma da igreja. Eles tinham um conceito elevado da igreja. Isto começou a se tornar evidente no criticismo deles em relação aos decretos religiosos de Elizabeth.

Muitos dos puritanos jovens eram graduados de Cambridge e entraram no ministério da Igreja Anglicana a fim de pressionar por uma reforma permanente que afetaria cada igreja local. O individualismo pós-iluminista que se tornou a característica peculiar da igreja do século XXI nos roubou este conceito dos puritanos, os quais viam a igreja como o corpo glorioso e a noiva radiante de Cristo — a doutrina da igreja é a Cinderela da teologia.
5. A PREOCUPAÇÃO PELO MUNDO COMO UM TODO
O quinto distintivo digno de ser ressaltado a respeito dos puritanos é o ponto de vista deles sobre a vida e a comunidade como uma unidade integrada. Os puritanos criam que Deus havia sancionado a vida solidária na sociedade. Isso se refletiu nos ousados (mas imperfeitos) esforços deles na esfera política, alcançando seu zênite na Revolução Gloriosa e no estabelecimento do Commonwealth.

Embora os puritanos diferissem quanto à natureza do relacionamento entre a Igreja e o Estado, eles sustentavam a convicção de que a igreja tinha um papel, dado por Deus, em referência à vida da comunidade como um todo, um papel que ia além da necessidade de evangelismo.

A reação contra as aberrações do que se tornou conhecido como o Evangelho Social, na primeira metade do século XX, levou, em muitos casos, à negligência de uma responsabilidade social mais ampla, em muitas igrejas não-conformistas. Contudo, parte significativa da herança puritana ainda se mantém preocupada em que a verdade de Deus seja aplicada aos interesses políticos e sociais, capacitando os crentes a agirem como sal e luz em um mundo de trevas e deterioração.

O problema de grande parte do ressurgimento do interesse pelos puritanos, ressurgimento esse que varreu a Inglaterra na metade do século passado, é que ele aceitou apenas a soteriologia puritano-reformada — uma soteriologia que não assimila a grandeza e a integridade do ponto de vista de nossos antepassados espirituais, que consideram o mundo como parte da vida. (Admiravelmente, isto se contrasta com o ressurgimento correspondente que aconteceu nas igrejas dos Estados Unidos.) Se tem de haver um futuro para o não-conformismo, na misericórdia de Deus, precisamos apreciar novamente o caráter deste movimento, desde os seus primeiros dias. 
FONTE: http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=212

TESTEMUNHO: 15 Idas ao Inferno e 7 Idas ao Céu - Pastora Yonara Santo

Imagem cedida por: http://verdadedocristianismo.blogspot.com/2010/11/o-inferno-e-necessario.html

Comunidade Cristã Fogo Santo
Manaus / AM



Informações resumidas da pessoa e do vídeo (as informações postadas aqui são de inteira responsabilidade dos seus autores. O conteúdo das informações estão postados com o intuito de se conhecer os fatos, e onde cremos que Deus pode sim revelar seus segredos aos seus servos, mas não devemos ser guiados por sonhos e visões, mas sim pela palavra de Deus ):


Eu fui levada a Deus depois de: 19 anos de Homossexualismo. 11 anos de drogas e um período contadora do tráfico. 1 overdose. 1 vez ressuscitada.
Levada pelo Senhor ao inferno 3 vezes, depois de alguns anos Deus completou a visão e me levou mas 12 vezes ao inferno, e depois 7 vezes ao céu.
Também fazia satanismo via internet, dentro de muitas salas de bate papos, levando um maior número de pessoas a imoralidade sexual do mais baixo nível.
Hoje moro em Brasília no Distrito Federal, de onde estou alcançando vários estados e as nações da Terra com esse testemunho.
Já tenho DVD DUPLO rodando em vários estados brasileiros.
Essas sao as bases das revelações que tive em relação ao inferno e ao céu, anti-cristo e apos rebatamento confira:
Deus não só lhe deu a libertação, mas lhe entregou um ministério levando a sua mais profunda viagem, ao verdadeiro inferno, onde ela viu coisas tenebrosas e horripilantes, das quais os seus olhos jamais pensarão ver, ouviu mais de 30 pessoas e viu milhares delas ardendo num fogo que nunca apaga e sendo comido por um verme que nunca morre. Eles estão em vales que se estendem por quilômetros, onde a sua vista parecia ser infinitos.
Todos em vales diferenciados e torturas das mais diversas. Para cada tópico aqui mencionado a um vale de quilômetros.
*Pastores e Lideres Evangélicos que em vida brincavam de servir a Deus, profetas mentirosos, líderes que amaram mais aos filhos e cônjuges do que a Deus.
*Lideres Religiosos de outras denominações.
*Vale dos Cantores chamados por muitos de (Levitas).
*Vale dos Desviados. *Vale dos Suicidas.
*Vale dos Idolatras.
*Vale dos Feiticeiros e Satanistas. Obs. (Esses foram os piores lugares de torturas que eu fui).
* Políticos: Ímpios e Evangélicos.
*Apresentadores de TV. Donos de Canais de TV.
*Advogados, Promotores, juizes, Sábios.
*Presidente da Republica que foram Reis na terra.
*Prostitutas, escarnecedores de Deus.
*Vale dos Homossexuais. Traficantes. (Lugar que em que ela mais foi quando estava no inferno, 6x).
*Anti-Cristo já está na terra, preparação para a sua aparição e aceitação.
*As Pragas dos últimos dias. (Revelações Bombásticas no mundo inteiro).
*As Revelações do Céu, e o que Deus tem preparado para aqueles que suportarem até fim.
*O Arrebatamento da igreja e a grande tribulação e o Reinado do Anti-Cristo no mundo inteiro, a preparação para unificação de uma única religião em todo o mundo, já está sendo terminada a bíblia universal de toda a terra.
Esses assuntos e outros mais serão revelados em 4 DVDS que já estão sendo preparados como uma bomba que irá explodir no inferno e no mundo inteiro.
Se você tem interesse de ajuda a sua Igreja em relaçao ao fim dos tempo entre em contato conosco.
Apoio Missionário a Nivél de Missões.
Pastor: Deivison Carvalho.
(Éx catatau do Comando Vermelho, hoje Pastor a 25 Anos, e um dos representantes das Missõs Portas Abertas) Ele tem na Africa uma Igreja de 25 Mil Membros, e algumas Igrejas em várias partes do Mundo. Estado de Goiás.
Fone: (062) 9998-1424.
Minha Pastora Presidente: Jeane Brito Pereira.
Fone: (092) Manaus. AM. 3667-4230. SEDE MANAUS.
Fone: Pastora: (092). 9142-6340.
Caso queira, falar direto com a missionária pelos fones:
Fone: (061) Brasilia DF. Yonara Santo.
(061) 9623-5711. VIVO.
(061) 8144-7655. TIM.
(061) 8573-3533. BRASIL TELECON.
E-mail: yonara.santo@hotmail.com
OBS. Não cobramos para pregar em sua cidade, entre em contato conosco e juntos vamos saquear o inferno e povoar o céu. paz do Senhor. Faça a maior divulgação desse testemunho ao maior número de pessoas que você conhece. 

Vídeo 1:
http://www.youtube.com/watch?v=78oPcJh9e9M&feature=related 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Equatoriana esteve morta por 23 Horas e viu O Reino dos Céus e o Inferno

grande testemunho dessa jovem que teve uma experiência com Deus. Vale a pena assistir.

Parte 2:


Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=WCxhKTwJ7Vg&feature=related

Parte 4:
http://www.youtube.com/watch?v=fB4QxAY3JTE&feature=related
Parte 5:
http://www.youtube.com/watch?v=41VtMejSdW4&feature=related


FONTE: www.youtube.com


Desenvolvei a Salvação - Thomas Watson

Imagem cedida por: http://br.olhares.com/escadas_para_o_ceu_foto1453410.html


Precisamos desenvolver nossa salvação por causa da:

Em primeiro lugar por causa da dificuldade desse trabalho

Este é um trabalho que pode fazer-nos trabalhar até que o sol de nossas vidas se ponha. Ora, a dificuldade no trabalho do desenvolvimento da salvação aparecerá de quatro diferentes maneiras.

Primeiro, a natureza do trabalho. Há uma metamorfose a ser operada. O coração precisa ser mudado, pois ele é a verdadeira sementeira do pecado. É o depósito onde todas as armas da injustiça estão armazenadas. Ele é um pequeno inferno. O coração está cheio de antagonismo contra Deus. E uma zanga contra a graça salvadora. Quanto trabalho temos pela frente, visto que o coração precisa ser mudado! Quanto precisamos implorar a Cristo, Aquele que transformou água em vinho, que possa transformar a água, ou melhor o veneno, da natureza, no vinho da graça!

Segundo, a vida atual deve ser alterada. Para que o fluir do pecado, que antes corria tão forte, possa ser mudado, isso não é fácil. Para que o pecador, que antes estava indo em direção ao inferno, não precisando nem de vento nem de correnteza que o carregasse, possa agora alterar seu curso e navegar para um novo porto, isso é realmente um grande trabalho! Foi por um milagre que o rio Jordão retrocedeu. Ver o homem natural se tornar espiritual, ver o pecador andar contrário a si mesmo em direção aos caminhos de Cristo e à santidade, é tão estranho quanto ver a terra girar ao contrário ou o boliche correr em direção oposta ao seu próprio arremesso.

Desenvolver a salvação é difícil, considerando-se os enganos a respeito do trabalho. O coração está pronto para assumir qualquer ponto em falso nesse desenvolver da salvação. Ele tem engano próprio, como aqueles que pensam poder ludibriar a morte. Por isso Agostinho exclamou: "O coração é um grande abismo." O coração está pronto para ser enganado duplamente sobre esse desenvolvimento da salvação:

1. Ele freqüentemente faz o homem confundir moralidade por graça. Moralidade é nada mais do que natureza refinada, é o velho Adão vestido com melhores roupas. Um homem moralizado não é nada mais do que um diabo manso! Pode ser uma correnteza límpida de civilidade fluindo e ainda assim existir muito verme do orgulho e ateísmo permanecendo no fundo. O refinamento da moral não é nada mais do que uma coroa de flores colocada sobre um defunto. Como é fácil iludir-se quanto ao assunto da salvação e, como fez Ixião, abraçar a nuvem ao invés de Juno! Civilidade não é graça, embora seja um bom caramanchão sob o qual se plantar a vinha da graça.

2. O coração estará pronto para nos enganar no desenvolvimento da salvação e nos fazer tomar um simulacro da graça por graça autêntica. Plínio disse que há uma pedra de berilo que se assemelha ao verdadeiro diamante. Assim sendo, existe alguma coisa que parece graça mas que não é graça. Existem duas graças que ajudam muito o desenvolvimento da salvação e nós facilmente nos enganamos com elas.

Primeiro, arrependimento. Verdadeiro arrependimento acontece quando choramos pelo pecado como pecado, quando choramos por ele porque é uma coisa que mancha. Ele apaga a imagem de Deus e mancha a pureza da alma. Como ele é um ato de crueldade, é um soco contra o peito que nos amamentou. Ora, como é fácil prevaricar nisso!

A. Muitos acham que se arrependem quando não é a ofensa e sim a penalidade que os perturba; não a traição, e sim o instrumento punitivo dessa traição.

B. Eles acham que se arrependem quando derramam apenas algumas lágrimas, no entanto, embora esse gelo comece a derreter-se, este congela-se novamente e eles continuam andando no pecado. Muitos choram por causa de seus maltrates com Deus, como Saul em sua maldade para com Davi. Então disse Saul: "Pequei; volta, meu filho Davi, porque não mandarei fazer-te mal; porque foi hoje preciosa a minha vida aos teus olhos. Eis que procedi loucamente, e errei grandissimamente." (I Sam. 26:21). E assim os homens podem levantar suas vozes e chorar por causa do pecado e ainda continuarem nele. Eles são como cobras que trocam sua pele, mas conservam sua picada. Existe tanta diferença entre a verdadeira e a falsa lágrima quanto entre o canal de água e o manancial.

Segundo, outra graça que conduz à salvação é a fé, entretanto quão facilmente os homens são enganados com uma pérola falsificada! Há um engano a respeito da fé: quando os homens reivindicam as promessas da Palavra, porém não os seus preceitos. A promessa é salvação, o preceito é "desenvolvimento." Eles aceitarão o primeiro, contudo não o outro, como se o médico pudesse prescrever duas receitas ao seu paciente, uma prescrevendo pílulas e outra prescrevedo bebida alcoólica. Ele irá tomar a bebida porque lhe é agradável, mas não a pílula. Muitos quererão Cristo como Salvador, todavia O recusarão como Príncipe; recebem Seus benefícios, mas não submetem-se às Suas leis. Isto é separar aquilo que Deus juntou. Assim sendo, em virtude de tais enganos e decepções a respeito deste desenvolver da salvação, devemos ser o mais cautelosos e alertas quanto possível nesse trabalho.

Terceiro, a dificuldade em desenvolver a salvação vem dos impedimentos e dos obstáculos. Estes obstáculos são (1) interiores, a saber, a carne. Esta é um inimigo astuto. A carne clama por tranqüilidade: "e cobiça contra o espírito". (Gal. 5:17). Temos a ordem para crucificar a carne, (Gal. 5:24), entretanto quantos golpes precisamos dar com a espada do Espírito até que a carne esteja perfeitamente crucificada!

(2) Neste trabalho nos deparamos com obstáculos que são exteriores às tentações. Austin afirmou que toda a nossa vida é uma tentação. Caminhamos por entre armadilhas. Há uma armadilha nas festas, sim, nossa mesa é geralmente uma armadilha. Satanás ainda está tentando pescar nossas almas. Quão freqüentemente ele joga sobre nós uma série de tentações para destruir nossa fortaleza de graça? O apóstolo nos fala destes dardos inflamados. (Ef. 6:16). As tentações são chama das de dardos pela sua velocidade, elas são disparadas em alta velo cidade, e inflamadas por causa de seu terror. Elas são disparadas como rajadas de fogo em direção à alma, a qual se assusta e se assombra, e isto não retardaria o desenvolvimento da salvação e o dificultaria?

(a) Das reprovações. "... é corrente a respeito desta seita que por toda parte é ela impugnada. " (Atos 28:22). A velha serpente está sempre cuspindo seu veneno contra a religião e aqueles que a professam. Quero mencionar aquele versículo em I Cor. 10:1: "... nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem..." Todos os santos do passado foram para o céu debaixo de uma nuvem de palavras rudes e reprovações. O mundo os colocou em seu livro negro enquanto Deus os colocou em Seu livro com letras garrafais! A garganta do ímpio é um sepulcro aberto para enterrar o bom nome daqueles que foram os baluartes da religião e carregaram suas cores.

(b) Às vezes eles foram difamados e injuriados. Paulo foi considerado um homem sedicioso. (II Tm. 2:9). Os papistas remistas difamaram Calvino e o culparam por ensinar que Deus era o autor do pecado, e disseram que ele morreu blasfemando, embora Beza, que foi testemu­nha ocular e escreveu sua vida e morte refutasse tal injúria, e relatou que final abençoado ele teve. Martin Bucer, aquele homem abençoado que gritou em santo triunfo: "Eu sou de Cristo e o diabo nada tem a ver comigo" foi caluniado pelos papistas que afirmaram ter ele negado que Cristo fosse o Messias encarnado. Mas aquele que foi o orador em seu funeral testemunhou pelo seu caráter sob juramento. Os Jesuítas na Burgundia cometeram a mesma calúnia a respeito de Beza, aquele santo homem. Eles disseram que ele, sentindo que a morte estava próxima, renunciara à sua profissão do evangelho e se reconciliara totalmen te com a igreja de Roma. Isso era tão falso que o próprio Beza, que viveu ainda após tal calúnia ser espalhada, a refutou com grande indignação.

Freqüentemente os santos sofreram o açoite das zombarias. (Heb. 11:36). Cipriano foi chamado, sarcasticamente, de Copriano; Atanásio, de satanásio; Davi foi a canção dos bebedores de bebidas fortes, (Sal. 69:12). Eu não tenho dúvidas de que Noé foi vítima de amarga zombaria quando estava construindo a arca muitos anos antes do dilúvio. Eles riram dele e o censuraram como a um velho tolo, caduco, que na realidade foi o mais sábio comparado a todos os do seu tempo. Por conseguinte, quando virmos o dilúvio da ira de Deus vindo sobre o mundo e começarmos a construir a arca e a "desenvolver nossa salvação ", os homens darão vazão ao seu desdém e escárnio: "O quê? Vocês serão mais santos do que os outros? Vão fazer além do necessário?" Tudo isso serve para retardar e dificultar o desenvolvi­mento da salvação.

(c) Um terceiro obstáculo neste desenvolvimento é a violência declarada: "Mas, como então aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também agora. " (Gal. 4:29). Tão logo um homem se renda a Cristo e seriamente comece a desenvolver sua salvação, o mundo levanta seus bandos treinados e manda toda a milícia do inferno contra ele. A Igreja de Cristo é como a ovelha de Abraão presa numa touceira de espinhos.

Dêem testemunho as dez perseguições nos dias de Nero, Domiciano, Trajano, etc. Um homem que seja realmente santo é o alvo favorito para as críticas. Se a música do mundo não prevalecer, então ele tem sua fornalha acesa. (II Tm. 3:12). Estejam certos de que Cristo e Sua cruz nunca se separam. Ela está conosco em nossa preparação para o céu assim como esteve com os judeus na sua reconstrução do muro: "...cada um com uma mão fazia a obra e na outra tinha as armas. " (Ne. 4:17). Portanto não somente devemos ser construtores, e sim também guerreiros. Com uma mão devemos trabalhar, e com a outra segurar uma arma, a saber, a espada do Espírito, e combater o bom combate da fé. Este é também outro obstáculo ao desenvolvimento. Tão logo nos pomos a caminho do céu: "...me esperam prisões e tribulações. " (Atos 20:23). O mundo faz soar um alarme e não haverá trégua até à morte.

Quarto, aquilo que torna difícil o desenvolvimento da salvação é o trabalho não confiável. Olhem ".. .por vós mesmos para não per derdes aquelas coisas as quais temos obtido. " (II João v. 8) Este trabalho é derrubado quase tão rapidamente como é construído. Um artífice, quando está trabalhando, encontra seu trabalho na manhã do dia seguinte da mesma forma que o deixou na noite anterior, mas isto não acontece conosco. Quando estamos desenvolvendo nossa salvação pela oração, jejum, e meditação, e interrompemos este trabalho por al­gum tempo, ao voltarmos a ele não mais o encontraremos como deixa mos. Uma grande parte do nosso trabalho terá sido derrubada nova­mente.

Precisamos estar continuamente alertas. "Sê vigilante e confirma os restantes que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. " (Ap. 3:2). Tão logo um cristão seja tirado do fogo do santuário, ele estará pronto para esfriar e congelar nova­mente na segurança. Ele é como um relógio de pulso: quando lhe dão corda em direção ao céu, ele rapidamente desenrola-se para a terra e para o pecado novamente. Quando o ouro é purificado na fornalha, ele se mantém puro, porém isso não acontece com o coração. Deixe-o aquecer com uma ordenança, deixe-o purgar no fogo da aflição. Ele não se mantém puro mas rapidamente junta óleo e corrupção. Nós raramente permanecemos bem dispostos por muito tempo. Tudo isso mostra o quanto é difícil desenvolver a salvação. Não somente devemos trabalhar, mas também vigiar.

FONTE: http://www.mayflower.com.br/2010/04/desenvolvei-salvacao-thomas-watson.html

domingo, 19 de junho de 2011

TULIP - Os Cinco Pontos do Calvinismo

Imagem cedida por: http://ministeriobbereia.blogspot.com/2011/03/dez-efeitos-de-se-crer-nos-cinco-pontos.html


Embora o calvinismo não seja resumido somente aos famosos 5 Pontos (tulip), creio que uma idéia resumida dos principais pontos quanto à soteriologia (doutrina da salvação) da teologia reformada (calvinista) possa dar uma ajuda aos interessados. Eis aqui, então, um resumo dos famosos cinco pontos do calvinismo dispostos no histórico acróstico TULIP.

TULIP

Acróstico formado pelas iniciais, em inglês, das cinco doutrinas reformadas da salvação, conhecidas também como as Doutrinas da Graça.
  • Depravação Total (Total Depravity)
  • Eleição Incondicional (Unconditional Election)
  • Expiação Limitada (Limited Atonement)
  • Graça Irresistível (Irresistible Grace)
  • Perseverança dos Santos (Perseverance of the Saints)

Depravação Total

A Bíblia diz que Deus criou o primeiro homem, Adão, à Sua imagem e semelhança. Deus fez um pacto com esse homem a fim de que, através da obediência aos Seus mandamentos, este pudesse obter vida. Contudo, o homem falhou desobedecendo a Deus deliberadamente, fazendo uso do seu livre-arbítrio, rebelando-se contra o seu Criador. Este pecado inicial de desobediência (conhecido como a Queda do Homem) resultou em morte espiritual e ruptura na ligação de sua alma com Deus, o que mais tarde trouxe também sua morte física. Sendo Adão o representante de toda a raça humana, todos caímos com ele e fomos afetados pela mesma corrupção do pecado. Tornamo-nos objetos da justa ira de Deus e a morte passou a todos os homens.

Toda a humanidade herdou a culpa do pecado de Adão e por isso todos nascemos totalmente depravados e espiritualmente mortos. A morte espiritual não quer dizer que o espírito humano esteja inativo, mas sim que o homem é culpado (tem um passado manchado) e corrupto (possui uma natureza má). A depravação total não quer dizer que os homens são intensivamente maus (que somos tão maus quanto poderíamos ser), mas sim que somos extensivamente maus (todo o nosso ser, intelecto, emoções e vontade estão corrompidos pelo pecado).

A depravação total também significa que o homem possui uma inabilidade total para restaurar o relacionamento com seu Criador. Por causa da depravação, o homem natural, por si mesmo, é totalmente incapaz de crer verdadeiramente em Deus. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas espirituais. Desde a Queda o homem perdeu o seu livre-arbítrio e passou a ser escravo de sua natureza corrompida e por isso ele é incapaz de escolher o bem em questões espirituais. Todas as falsas religiões são tentativas do homem de construir para si um deus que lhe seja propício. Porém, todas essas tentativas erram o alvo, pois o homem natural por si mesmo não quer buscar o verdadeiro Deus.

Devido ao estado de depravação do homem, se Deus não tomasse a iniciativa de salvá-lo, ele continuaria morto eternamente. O homem natural sem o conhecimento de Deus jamais chegará a este conhecimento se Deus não ressuscitá-lo espiritualmente através de Jesus Cristo.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Gn 2:17; Gn 6:5; Gn 8:21 / 1Rs 8:46 / Jo 14:4 / Sl 51:5 / Sl 58:3 / Ec 7:20 Is 64:6 / Jr 4:22; Jr 9:5-6; Jr 13:23; Jr 17:9 / Jo 3:3; Jo 3:19; Jo 3:36;Jo 5:42; Jo 8:43,44 / Rm 3:10-11; Rm 5:12; Rm 7:18, 23; Rm 8:7 /1Co 2:14 / 2Co 4:4 / Ef 2:3 / Ef 4:18 / 2Tm 2:25-26 / 2Tm 3:2-4 / Tt 1:15

Eleição Incondicional

Devido ao pecado de Adão, seus descendentes entram no mundo como pecadores culpados e perdidos. Como criaturas caídas, elas não têm desejo de ter comunhão com o seu Criador. Deus é santo, justo e bom, ao passo que os homens são pecaminosos, perversos e corruptos. Deixados à sua própria escolha, os homens inevitavelmente seguem seu coração corrupto e criam ídolos para si. Conseqüentemente, os homens têm se desligado do Senhor dos céus e têm perdido todos os direitos de Seu amor e favor. Teria sido perfeitamente justo para Deus ter deixado todos os homens em seus pecados e miséria e não ter demonstrado misericórdia a quem quer que seja. É neste contexto que a Bíblia apresenta a eleição.

A eleição incondicional significa que Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos dentre todos os membros decaídos da raça humana e os predestinou para serem o objeto de Seu imerecido amor e para trazê-los ao conhecimento de Si mesmo. Esses, e somente esses, Deus propôs salvar da condenação eterna. Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (pois Ele tinha o poder e a autoridade para fazer isso), ou Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (pois Ele não tem a obrigação de mostrar misericórdia a quem quer que seja), porém não fez uma coisa nem outra. Ao invés disso, Ele escolheu salvar alguns e excluir (preterir) outros. Sua eterna escolha de determinados pecadores para a salvação não foi baseada em qualquer ato ou resposta prevista da parte daqueles escolhidos, mas foi baseada tão somente no Seu beneplácito e na Sua soberana vontade. Desta forma, a eleição não foi condicionada nem determinada por qualquer coisa que os homens iriam fazer, mas resultou inteiramente do propósito determinado pelo próprio Deus.

Os que não foram escolhidos foram preteridos e deixados às suas próprias inclinações e escolhas más para serem punidos pelos seus pecados. Não cabe à criatura questionar a justiça do Criador por não escolher todos para a salvação. Deve-se ter em mente que, se Deus não tivesse graciosamente escolhido um povo para Si mesmo e soberanamente determinado prover-lhe e aplicar-lhe a salvação, ninguém seria salvo.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Dt 4:37; Dt 7:7-8 / Pv 16:4 / Mt 11:25; Mt 20:15-16; Mt 22:14 / Mc 4:11-12 Jo 6:37; Jo 6:65; Jo 12:39-40; Jo 15:16 / At 5:31; At 13:48; At 22:14-15 /Rm 2:4; Rm 8:29-30; Rm 9:11-12; Rm 9:22-23; Rm 11:5; Rm 11:8-10 /Ef 1:4-5; Ef 2:9-10 / 1Ts 1:4; 1Ts 5:9 / 2Ts 2:11-12; 2Ts 3:2/ 2Tm 2:10,19/1 Pe 2:8 / 2 Pe 2:12 / Tt 1:1 / 1Jo 4:19 / Jd 1:3-4 / Ap 13:8; Ap 17:17

Expiação Limitada

Embora Deus tenha resolvido salvar da condenação um certo número de homens, Sua santidade e justiça exigem que o pecado seja punido. Como os escolhidos de Deus são pecadores, uma expiação completa e perfeita era necessária. Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, suportou o castigo merecido pelos pecadores e obteve a Salvação para os Seus eleitos.

A eleição em si não salvou ninguém; apenas destacou alguns pecadores para a salvação. Os que foram escolhidos por Deus Pai e dados ao Filho precisavam ser redimidos para serem salvos. Para assegurar sua redenção, Jesus Cristo veio ao mundo e tomou sobre Si a natureza humana para que pudesse identificar-se com os Seus eleitos e agir como seu representante ou substituto. Cristo, agindo em lugar do Seu povo, guardou perfeitamente a lei de Deus e dessa forma produziu uma justiça perfeita a qual é imputada aos eleitos ou creditada a eles no momento em que são trazidos à fé nele. Através do que Cristo fez, esse povo é constituído justo diante de Deus. Os eleitos são libertos da culpa e condenação como resultado do que Cristo sofreu por eles. Através do Seu sacrifício substitutivo, Jesus sofreu a penalidade dos pecados dos eleitos e assim removeu a culpa deles para sempre. Por conseguinte, quando Seu povo é unido a Ele pela fé, é-lhe creditada perfeita justiça pela qual ficam livres da culpa e condenação do pecado. São salvos não pelo que fizeram ou irão fazer, mas tão somente pela fé na obra redentora de Cristo.

A obra redentora de Cristo foi definida em desígnio e realização. Foi planejada para render completa satisfação em favor de certos pecadores específicos e, de fato, assegurou a salvação para esses indivíduos e para ninguém mais. A salvação que Cristo adquiriu para o Seu povo inclui tudo que está envolvido no processo de trazê-los a um correto relacionamento com Deus, incluindo os dons da fé e do arrependimento. Deus não deixou aos pecadores a decisão se a obra de Cristo será ou não efetiva. Pelo contrário, todos aqueles por quem Cristo morreu serão infalivelmente salvos. A redenção, portanto, foi designada para cumprir o propósito divino da eleição.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: 1Sm 3:14 / Is 53:11-12 / Mt 1:21; Mt 20:28; Mt 26:28 / Jo 10:14-15 /Jo 11:50-53; Jo 15:13; Jo 17:6,9,10 / At 20:28 / Rm 5:15 / Ef 5:25 / Tt 3:5 /Hb 9:28 / Ap 5:9

Graça Irresistível

Cada membro da Trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – participa e contribui para a salvação dos pecadores eleitos. Deus Pai, antes da fundação do mundo, selecionou aqueles que iriam ser salvos e deu-os ao Filho para serem o Seu povo. Na época oportuna o Filho veio ao mundo e assegurou a redenção desse povo. Mas esses dois grandes atos – a eleição e a redenção – não completam a obra da salvação, pois está incluída no plano divino para a recuperação do pecador perdido a obra renovadora do Espírito Santo, pela qual os benefícios da obediência e da morte de Cristo são aplicados ao eleito. A Graça Irresistível ou Eficaz significa que o Espírito Santo nunca falha em trazer à salvação aqueles pecadores que Ele pessoalmente chama a Cristo. Deus aplica inevitavelmente a salvação a todo pecador que tencionou salvar, e é Sua intenção salvar todos os eleitos.

O apelo do evangelho estende uma chamada à salvação a todo que ouve a mensagem. Ele convida a todos os homens, sem distinção, a beber da água da vida e viver. Ele promete salvação a todo que se arrepender e crer. Mas essa chamada geral externa, estendida igualmente ao eleito e ao não eleito, não trará pecadores a Cristo. Por que? Porque os homens estão, por natureza, mortos em pecado e debaixo de seu poder. Eles são, por si mesmos, incapazes de abandonar os seus maus caminhos e se voltarem a Cristo, para receber misericórdia. Nem podem e nem querem fazer isso. Conseqüentemente, o não regenerado não vai responder à chamada do evangelho para arrepender-se e crer. Nenhuma quantidade de ameaças ou promessas externas fará um pecador cego, surdo, morto e rebelde se curvar perante Cristo como Senhor e olhar somente para Ele para a salvação. Tal ato de fé e submissão é contrário à natureza do homem.

Por isso, o Espírito Santo, para trazer o eleito de Deus à salvação, estende-lhe uma chamada especial interna em adição à chamada externa contida na mensagem do evangelho. Através dessa chamada especial, o Espírito Santo realiza uma obra de graça no pecador que inevitavelmente o traz à fé em Cristo. A mudança interna operada no pecador eleito o capacita a entender e crer na verdade espiritual.

No campo espiritual, são lhe dados olhos para ver e ouvidos para ouvir. O Espírito Santo cria no pecador eleito um novo coração e uma nova natureza. Isto é realizado através da regeneração (novo nascimento), pela qual o pecador é feito filho de Deus e recebe a vida espiritual. Sua vontade é renovada através desse processo, de forma que o pecador vem espontaneamente a Cristo por sua própria e livre escolha.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Jr 24:7 / Ez 11:19-20; Ez 36:26-27 / Mt 16:17 / Jo 1:12-13; Jo 5:21; Jo 6:37; Jo 6:44-45 / At 16:14; At 18:27 / 1Co 4:7 / 2Co 5:17 / Gl 1:15 / Rm 8:30 / Ef 1:19-20 / Cl 2:13 / 2Tm 1:9 / 1Pe 2:9; 1Pe 5:10 / Hb 9:15

Perseverança dos Santos

Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu. A perseverança dos santos não significa que todas as pessoas que professam a fé cristã estão garantidas para o céu. Somente os santos – os que são separados pelo Espírito – é que perseveram até o fim. São os crentes – aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo – os que estão seguros e salvos nele. Muitos que professam a fé cristã desistem no meio do caminho, mas eles não desistem da graça, pois nunca estiveram na graça. A perseverança dos santos está diretamente ligada à santificação, que é o processo pelo qual o Espírito Santo torna os eleitos cada vez mais semelhantes a Jesus Cristo em tudo o que fazem, pensam e desejam. A luta dos crentes contra o pecado dura toda a vida e, às vezes, eles podem cair em tentações e cometer graves pecados, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a afastar-se de Cristo.A Bíblia diz que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. São guardados pelo poder de Deus mediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS: Is 54:10 / Jr 32:40 / Mt 18:14 / Jo 6:39; Jo 6:51; Jo 10:27-29 / Rm 5:8-10; Rm 8:28-32, Rm 8:34-39; Rm 11:29 / Gl 2:20 / Ef 4:30 / Fp 1:6 / Cl 2:14 /2Ts 3:3 / 2Tm 2:13,19 / Hb 7:25; Hb 10:14 / 1Pe 1:5 / 1Jo 5:18 / Ap 17:14


Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/calvinismo/tulip-cinco-pontos-calvinismo.html#ixzz1Pl6YxWBc

O valor das doutrinas

Imagem cedida por: http://frasesprotestantes.blogspot.com/2008/03/citaes-variadas-lviii-doutrina.html
Quando paramos de levar a sério as verdades históricas da igreja, enfraquecemos nosso testemunho, geralmente com grandes consequências.

Por Charles Colson e Anne Morse:
“Nós caímos em um abismo no qual a reafirmação do óbvio é o primeiro dever do homem inteligente”. Escritas em 1939, as palavras de George Orwell parecem ser endereçadas aos líderes da igreja biblicamente iletrada de hoje.
A coisa mais óbvia a ser dita sobre o Cristianismo é que ele se apóia em fatos históricos: a Criação, a Encarnação, e a Ressurreição. Desde que nossas doutrinas sejam uma reivindicação da verdade, elas não podem ser meros simbolismos. É importante lembrar a forma como celebramos a Ressurreição, que geralmente é ofuscada pelo esplendor da Páscoa.
Para mim, é evidente que a doutrina é importante. Há alguns anos, eu visitei o Sri Lanka, logo depois de o bispo anglicano David Jenkins ter rejeitado a doutrina da Ressurreição como uma “brincadeira mágica com os ossos” (mais tarde foi revelado que ele havia citado um texto erroneamente). O líder do nosso ministério, que me acompanha palas prisões do país, disse que a notícia custou muitas conversões, porque budistas e hindus usaram isso para convencer as pessoas de que o Cristianismo é baseado em uma simples travessura.
Claramente, quando nós paramos de levar a sério as verdades históricas da igreja, nós enfraquecemos nosso testemunho, geralmente com grandes consequências. Por exemplo, grupos de estudantes islâmicos fazem proselitismo afirmando que os cristãos adoram três Deuses: Pai, Mãe, e Filho. De onde eles tiraram essa ideia? Dos cristãos egípcios do século VII, que abandonaram a Bíblia e abraçaram essa heresia.
Um estudo do Pew Forum on Religion and Public Life, feito a alguns anos,revelou uma excessiva ignorância doutrinária entre os cristãos americanos. 57% das pessoas acreditam que pessoas que seguem outras religiões poderão usufruir a vida eterna. O resultado foi tão inesperado que o fórum repetiu o estudo, perguntando questões mais específicas. As respostas permaneceram inalteradas. Surpreendentemente, cerca da metade disse que qualquer um, inclusive ateus, irão para o céu. Céu para o ateu? Essa é a antiga heresia do universalismo.
A indiferença às verdades do evangelho é percebida em outras esferas também, como entre as pessoas que é defendem os “fatos, e não a crença”, e na infinita discussão sobre as novas formas de “entender” ou “fazer” teologia. Alguns aderem à antigas heresias, que dizem que as doutrinas devem ser extraídas de experiências íntimas, de sentimentos pessoais. Isso é uma versão do Gnosticismo.
Há aqueles que querem adaptar o Cristianismo a era pós-moderna, ou desenvolver sua teologia publicamente com não-cristãos, ajudando a formular o resultado. Sim, nós precisamos contextualizar a mensagem para que as pessoas do nosso tempo e cultura entendam a verdade que nós proclamamos. Mas isso é radicalmente diferente de mudar a verdade cristã que os pais da igreja definiram em seus concílios.
Como um repórter noticiou, mesmo quando os cristãos conhecem as doutrinas verdadeiras, eles temem dizer a verdade com receio de ofender os outros. Por quê eu deveria impor minha verdade aos outros? É um pensamento que define muitos de nossos crentes.
É por isso que J. I. Packer, no seu octogésimo aniversário, disse que o grande desafio dos evangélicos é recatequizar nossas igrejas. Mais do que nunca, os cristãos precisam ter a capacidade de falar corajosamente sobre a esperança que eles escondem dentro de si.
É claro que a fé pessoal é importante, mas não é suficiente. E sim, a doutrina tem sido ensinada de forma seca e insatisfatória. Mas como Dorothy Sayers notou, uma vez que nós entendemos o que as doutrinas cristãs ensinam, “O dogma é o drama”.
A determinação de restaurar a fé ortodoxa – a fé que “de uma vez por todas foi entregue” (Jd 1.3) – nos leva a Reforma, de quem nós somos herdeiros. Uma nova ênfase na doutrina ortodoxa poderia, também, transformar a igreja e a cultura atual.
Há alguns anos eu visitei Atenas e escalei uma rocha chamada Monte de Marte. Eu fiquei no lugar onde eu imaginava que Paulo tinha se confrontado no Areópago, o sábio homem no centro cultural do mundo. Paulo desafiou os atenienses referindo-se à sua própria cultura e seus falsos altares, e depois pregou o evangelho, proclamando que Deus havia ressuscitado Jesus dentre os mortos.
É a mesma mensagem que eu prego nas prisões hoje em dia. Eu penso que é bem mais divertido permanecer em uma crença que dura dois mil anos do que pular de uma para outra.
Poucas pessoas aceitaram o convite que Paulo fez naquele dia para seguirem Cristo. Mas bilhões seguiram Paulo desde aquela época porque Cristo tem um poder inevitável. Ele tem o poder de impedir que Satanás controle nossas almas e de transformar alegremente nossas vidas.
Orwell estava certo: em uma crise, nós geralmente temos o dever de reafirmar o óbvio. E a Páscoa é um bom momento para os cristãos reverem sua confusão doutrinária, irmã das verdades óbvias do Cristianismo.
O maior desafio dos cristãos atuais é não reinventar o Cristianismo, mas descobrir seus ensinamentos mais importantes.
FONTE: http://paoevinho.org/?p=6766

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