quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ame seu Intercessor - Thomas Watson (1620-1686)


Imagem cedida por: http://pt.dreamstime.com/fotos-de-stock-royalty-free-jesus-brilhante-no-c-eacuteu-image16672878

1.      Visto que Cristo se apresenta a nosso favor no céu, então devemos nos apresentar a favor dele na terra. Cristo não tem vergonha de carregar nossos nomes em seu peito. Deveríamos ter vergonha de sua verdade? Ele lida com nossa causa, não deveríamos nos levantar a favor de sua causa? Que argumento forte a favor de nos levantarmos pela honra de Cristo em tempos de apostasia. Cristo está intercedendo por nós. Ele apresenta nossos nomes no céu, não deveríamos professar seu nome na terra?

2.      Cristo apresenta todo o seu interesse por nós no trono da graça, assim devemos apresentar todo o nosso interesse por ele. "Será Cristo engrandecido no meu corpo" (Fp 1.20). Que os teus talentos sejam para a glória de Deus. Ninguém tem algum talento que possa trocar pela glória de Deus, nem um ensino ou um bem material. Prefira a glória de Deus. Invista e se desgaste para ele e por ele. Que o seu coração estude para Cristo, suas mãos trabalhem para ele, sua língua fale para ele. Se Cristo é nosso advogado no céu, deveríamos ser agentes dele na terra, cada um em sua área deveria agir fortemente a seu favor.

3.      Creia nessa gloriosa intercessão de Cristo, pois agora intercede por nós. Creia que por sua causa Deus nos aceitará, como diz o texto: "Intercede por nós". Se não cremos, desonramos a intercessão de Cristo. Se um pobre pecador não pode chegar a Cristo como seu sumo sacerdote, crendo em sua intercessão, então nós, cristãos, estamos em uma condição pior sob o evangelho que os judeus que estavam sob a lei? Quando pecavam tinham um sumo sacerdote para fazer a expiação; não deveríamos ter nosso sumo sacerdote? Cristo não é nosso Arão, que apresenta seu sangue e seu incenso no propiciatório? Olhe com fé para a intercessão de Cristo. Cristo não somente orou por seus discípulos e seus apóstolos, mas pe
los mais fracos dos crentes.
4. Ame seu intercessor. "Se alguém não ama o Senhor, seja anátema" (ICo 16.22). A bondade convida ao amor. Você tem um amigo no tribunal, alguém que quando você for questionado por delinquência ou por dívida apelará ao juiz a seu favor e o livrará de seus problemas. Você não amaria esse amigo? Quantas vezes Satanás apresenta suas acusações contra nós no tribunal? Contudo, Cristo está à mão direita do juiz, ele se senta com o Pai para interceder por nós e promover a paz para nós. Então, quanto nossos corações deveriam estar inflamados com o amor de Cristo. Bernardo disse assim: "Ame-o com um amor sincero e superlativo acima de bens materiais e relacionamentos, mais que suas posses e sua família". Nosso ardor de amor deveria ser como um fogo no altar, que nunca se apaga (Lv 6.13).
 
FONTE:josemarbessa.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sou Alagoas, por isso valorizo o meu Estado - Daniel Werneck

Imagem cedida por: mapeandoimpressoes.wordpress.com
Amigos, leitores do blog e companheiros: A paz do Senhor para todos!
venho aqui declarar através dessa postagem um amor que tenho pelo Estado em que moro e que vivo há mais de 24 anos e que sempre tem acolhido aqueles que vêm para cá: Alagoas!

É um Estado que possui as mais belas praias do Brasil (que por sinal acho as mais bonitas, como a praia do Gunga, pontal do coruripe, Francês, e etc...) e grandes personalidades políticas e esportivas que marcaram  a história de nosso país.
Maceió, a capital do Estado. imagem cedida por: http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/10/31/orgulho-de-ser-alagoano

E importante lembrar também que grandes homens de Deus evangélicos saíram e tiveram ministérios marcantes em nosso Estado como também foi uma região pioneira do fogo pentecostal das assembléias de Deus no país. 

Imagem cedida por: http://girassolfutsal.blogspot.com/2010/08/federacao-alagoana-futsal-defene-os.html
  Não é uma matéria específica, não uma reportagem apologêticaou geográfica, mas apenas uma expressão de gratidão, paixão e amor por todas as conquistas, realizações, bençãos e amizades que cultivei nessa região que posso considerar a mais bela do Brasil.

- Alagoas, eu te amo e que Deus te abençõe e te faça ser uma luz para a federação de nosso país e a unidade nacional; que de tí saia muitos missionários e homens e mulheres cheio do Espírito Santo que venham a impactar o mundo com o poder do evangelho!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Seja um missionário autêntico

Imagem cedida por: http://congressomissionario2008.blogspot.com

Fazer missões não é nada fácil, porém também não é difícil. Existem muitos livros ensinando técnicas e maneiras de como evangelizar, ganhar almas, etc (muitos são bons livros mesmo, porém não é tudo), mas uma coisa tem me chamado a atenção ultimamente, que para que evangelizemos com sucesso e consigamos resultados para o reino de Deus, precisamos ter uma coisa que só conseguimos na pratica: Ser autêntico

Segundo o dicionário, se diz:

autêntico (latim authenticus, -a, -um
adj.

1. Legalizado juridicamente.

2. Certificado por testemunho solene.
3. Que se tem de boa fonte.

4. Que é o verdadeiro. 

Ser autêntico, no sentido que estou falando é ser uma pessoa verdadeira, se apresentar realmente como é, SEM MASCARAS. Um verdadeiro evangelista e missionário começa pela sua casa, vizinhança, e seu bairro antes de "voar" mais longe e isso tem se tornado um fator bastante importante no quanto as pessoas observavam sua vida em relação a palavra de Deus. 

É preciso que muitos homens e mulheres de Deus ao visitar um bairro, um povoado e uma região mais afastada da sua, procure sempre agir naturalmente em relação ao trato da palavra de Deus e também se "aculturar" aos costumes e necessidades limitadas das pessoas daquela região.  Se você, por exemplo, tem algumas preferências por cardápios refinados, hábitos ecêntricos, esqueça tudo isso ao lidar com pessoas de condições mais humildes.

Sinta as necessidades de teu próximo, crie laços de amizade, e aja como Jesus agiria. Se não tiver aguá mineral, tome água daquilo que eles tem (se encanada, se da Quartinha, se fervida e colocada na geladeira, etc), se não tem cadeira, sente no chão com eles. Se não tem como sentar, fique em pé. se ele te contar um problema, ouça e lhe apresente a solução. essas coisas, por exemplo, quebram barreiras antes intransponíveis e fazem com que você ganhe a confiança e o respeito das pessoas, principalmente aquelas de condição humilde. 

lembre-se sempre: O fruto do justo é árvore de vida, E quem é sábio ganha almas. (Provérbios 11:30) 

A maneira como você vai ganhar almas vai ser de acordo com o talento que Deus te deu. O que não pode muitas vezes é agente querer aplicar o nosso sistema, sem muitas vezes sentir a dor nem a necessidade dos outros.
Imagem cedia por: http://csantosonline.blogspot.com/2010/05/missoes-na-africa.html

Lembre-se do que Jesus disse: Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.   Gálatas 6:2.  

Aquilo que esta "pesando"  nas costas de teu irmão, muitas vezes o peso precisa ser dividido contigo. eles também tem necessidades, e você como um missionário e embaixador de Cristo na terra, precisa dar esse testemunho autêntico perante eles. Como diz sempre meu pastor: Pregue, se preciso for, use palavras!

Resumindo: sua vida tem que ser um testemunho, ou melhor, tem que ser autêntica! guarde isso no teu coração. assim eles vão ver jesus em você! Deus te abençõe!

GUERRA A VISTA: Israel pode atacar o Irã no começo de 2012

Importante reportagem
Possíveis locais de ataque. foto ilustrativa cedida pelo site: http://pbrasil.wordpress.com

Segundo 'Daily Mail', fontes do governo britânico prevêm ofensiva até o 'começo de 2012'

Citando fontes da "cúpula do governo" britânico, o jornal Daily Mail noticiou nesta quinta-feira, 10, que, segundo os cálculos de Londres, Israel lançará um ataque ao Irã em aproximadamente dois meses. A informação - qualificada de "duvidosa" pela imprensa israelense - vem à tona um dia após a agência atômica da Organização das Nações Unidas (ONU) nos de tentar fabricar uma bomba.
Na quinta, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, alertou que um ataque ao Irã pode ter "um sério impacto" involuntário na região. "É preciso ser cuidadoso com as consequências não desejadas (de uma ação contra Teerã). Elas poderiam não só fracassar em impedir que o Irã faça o que quer fazer, mas também ter um sério impacto sobre as forças americanas na região."
Integrantes do gabinete do primeiro-ministro David Cameron teriam sido avisados para aguardar um ataque de Israel ao Irã "em breve". "Esperamos que algo aconteça já no natal ou no começo do ano", teria afirmado uma fonte da Chancelaria britânica, citada pelo Daily Mail. Autoridades britânicas da área de inteligência teriam confirmado a informação.
Há duas semanas, o jornal israelense Yediot Ahronot noticiou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu estava tentando convencer seu gabinete a aprovar um amplo ataque contra instalações nucleares iranianas. Ele teria o apoio do ministro da Defesa, Ehud Barak.
Mas os chefes dos setores de inteligência e das Forças Armadas se oporiam ao uso da força contra Teerã. Em meio às especulações na imprensa, o Irã disse que "o regime sionista mia como um gato quando quer rugir como um leão". Na quinta, o mesmo Yediot Ahronot colocou em dúvida a "veracidade" da reportagem britânica.
O relatório publicado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na quarta-feira faz duas acusações principais contra o Irã. Primeiro, o órgão da ONU afirma que iranianos não respeitaram as salvaguardas impostas e não colaboraram totalmente com os inspetores. Segundo, que cientistas iranianos podem estar desenvolvendo uma instalação para testes nucleares, detonadores atômicos e modelos virtuais para ogivas - ações que, se confirmadas, demonstrariam o objetivo militar do programa de Teerã.
Potências divididas
A República Islâmica reagiu furiosamente ao documento da AIEA. Segundo o chanceler iraniano, Ali Asghar Soltanieh, o relatório "não é profissional" e foi "ditado por Washington". Ele ainda acusou o diretor-geral da AIEA, o japonês Yukiya Amano, de ter violado o estatuto da agência atômica, ao revelar informações que haviam sido passadas pelo Irã sob condição de sigilo.
EUA e países europeus afirmam que o relatório apresentado esta semana deve levar à adoção de medidas adicionais contra o governo iraniano. A União Européia já estuda a possibilidade de adotar mais medidas unilaterais. Rússia e China, entretanto, já deram sinais de que não permitirão novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Teerã.

FONTE: revelacaofinal.com

Reflexão:

Essa informação é muito importante.. e lenbro me de ter postado sobre isso no mes de Abril de 2011 o seguinte texto na parte de revelações sobre um sonho que tive:

http://assembleianospuritanos.blogspot.com/2011/06/sonhos-e-visoes-para-o-tempo-do-fim.html

2º ponto dessa crise... Israel irá atacar uma nação de prova preventiva (creio ser o Irã).. o ataque não dará muito certo.. os países protestam contra Israel O conflito ganha proporções. no Brasil é baixado um decreto proibido reuniões públicas, encontros entre entidades reliigosas, sindicatos etc. o país, atraves do governo. vota contra Israel. Muitos brasileiros que desobedecerão as ordens do decreto irão para centros de detenção espalhados onde ninguem saberá o paradeiro de muitos entes.. irão em Onibus (parecido com aqueles negócios do FEMA americano). Irão presos políticos, militantes e também "fanáticos religiosos" que assim serão chamados. enquanto isso continuará acontecer, outros eventos paralelos estarão acontecendo. 

Bom... só o tempo dirá mas creio piamente que israel vai atacar sim o Irã...desencadeando um grande conflito que terá proporções globais...(...)
vamos continuar acompanhando as notícias do oriente médio!
Daniel Werneck

PARCERIA DE SUCESSO: Assembleianos Puritanos e SMC Notícias

Imagem cedida por: http://bbel.uol.com.br


A paz do Senhor Jesus para todos! pois bem, fico muito feliz em comunicar aos amados leitores  que teremos um grande parceiro linkado conosco, que é o site smcnotícias.com, cujo o amigo Hugo Leonardo é a mola desse belíssimo site de informação, on de você poderá encontrar informações interessantes,  transmissão de eventos importantes ligados a Assembleia de Deus em nosso Estado
www.smcnoticias.com

o site também trata de assuntos ligados ao esporte, tecnologias, economia, política e marketing. Notícias do estado e também do mundo bastante atuais e atualizadas constantemente. 

Que Deus abençõe nosso amigo, que também é servo de Deus e Diácono da assembléia de Deus na cidade de Sao Miguel dos campos. 

Fiquem plugados nesse site! Deus abençõe a todos. 

Daniel Werneck


domingo, 20 de novembro de 2011

Escolhidos desde o Princípio - A. W. Pink

Imagem cedida por: comunidadeboasemente.com


"Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade" (2 Ts 2.13).

Aqui se destacam três coisas que merecem nossa atenção. Primeiro, diz-se expressamente que os eleitos de Deus são escolhidos "para a salvação". A linguagem não poderia ser mais clara. Essas palavras destroem de maneira sumária os sofismas e equívocos de todos aqueles que pretendem que a eleição se refira a nada mais do que privilégios externos ou hierarquias no serviço! Para a própria "salvação" é que Deus nos escolheu. Segundo, somos advertidos de que a eleição para a salvação não desconsidera o emprego de meios apropriados: a salvação é atingida "pela santificação do Espírito e fé na verdade". Não é correto dizer que, por ter Deus escolhido certa pessoa para a salvação, ela será salva, quer queira, quer não, quer creia, quer não.

Em trecho algum as Escrituras apresentam desse modo a situação. O mesmo Deus que predestinou o fim, também indicou os meios; o mesmo Deus que "escolheu... para a salvação", decretou que o seu propósito seja concretizado através da obra do Espírito e da fé na Verdade. Terceiro, que Deus nos escolheu para a salvação, é motivo de fervoroso louvor de nossa parte. Note quão enfaticamente o apóstolo exprime essa verdade — "Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação". Ao invés de recuar horrorizado, perante a doutrina da predestinação, o crente, percebendo que se trata de uma verdade revelada na Palavra, descobre motivos para gratidão e ação de graças, que não poderia encontrar em nada mais exceto no inefável dom do próprio Redentor.

"Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça, que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" (2 Tm 1.9).

Como a linguagem das Escrituras Sagradas é clara e precisa! É o homem que, com suas palavras, escurece os desígnios de Deus (Jó 38.2). É impossível expressar o fato com clareza ou vigor maiores do que em tais textos. Nossa salvação não é "segundo as nossas obras"; em outras palavras, não é devido a qualquer coisa que haja em nós, não é a recompensa de qualquer coisa que tenhamos praticado; pelo contrário, resulta da "própria determinação e graça" de Deus; e essa graça nos foi concedida em Cristo antes que houvesse mundo. E pela graça que somos salvos, e, no propósito de Deus, essa graça nos foi concedida não somente antes de termos visto a luz, não somente antes da queda de Adão, mas até antes daquele longínquo "princípio" mencionado em Gênesis 1.1. É nisso que reside a inefável consolação do povo de Deus. Se a escolha divina foi determinada desde a eternidade, perdurará por toda a eternidade!

"Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo" (1 Pe 1.2). Uma vez mais, a eleição feita pelo Pai precede a obra do Espírito nos que são salvos, bem como precede a obediência que eles prestam mediante a fé; assim, a questão deixa o terreno da criatura e descansa na soberana vontade do Todo-Poderoso. A "presciência de Deus Pai" não se refere aqui ao conhecimento prévio de todas as coisas; simplesmente significa que os santos estavam todos eternamente presentes em Cristo, diante da mente de Deus. Deus não tinha a "presciência" de que certas pessoas, que ouviriam o evangelho, creriam nEle, à parte do fato de que Ele destinara tais pessoas à vida eterna. O que a presciência divina viu em todos os homens foi amor ao pecado e ódio contra a própria pessoa divina.

A presciência divina alicerça-se nos próprios decretos de Deus, conforme se vê claramente em Atos 2.23: "Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos". Note a ordem de apresentação: primeiramente, o "determinado desígnio" de Deus (o seu decreto); em segundo lugar, a sua "presciência". Isto também se apreende em Romanos 8.28,29: "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho". A primeira palavra aqui usada, "porquanto", diz respeito ao versículo anterior, cuja última cláusula fala "daqueles que são chamados segundo o seu propósito" — são aqueles que Deus "de antemão conheceu" e "predestinou". Finalmente, devemos salientar que, ao lermos nas Escrituras que Deus "conheceu" determinadas pessoas, tal palavra é empregada no sentido de conhecer com aprovação e amor: "Mas se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele" (1 Co 8.3). Aos hipócritas, porém, Cristo dirá: "Nunca vos conheci". Esses nunca foram objetos especiais de seu amor. "Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai", por conseguinte, significa escolhidos por ele como objetos especiais de sua aprovação e de seu amor.

Resumindo os ensinamentos dessas sete passagens, podemos concluir o seguinte: Deus ordenou certas pessoas para a vida eterna e, em conseqüência de tê-las destinado, no seu devido tempo, elas chegam a crer; Deus ordenou a salvação dos eleitos não se fundamentando em qualquer coisa de boa que neles existe, nem em qualquer mérito da parte deles, mas unicamente na graça divina; Deus escolheu, deliberadamente, as pessoas mais improváveis a fim de receberem seus favores especiais, a fim de que "ninguém se vanglorie na presença de Deus"; o Senhor escolheu seu povo em Cristo, antes da fundação do mundo, não porque eles fossem santos, mas a fim de que se tornassem santos e irrepreensíveis perante Ele; e, tendo selecionado certas pessoas para a salvação, Deus igualmente decretou os meios pelos quais tudo seria feito de acordo com o conselho da sua vontade; ainda, a própria graça através da qual somos salvos, de conformidade com os propósitos de Deus, foi "dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos"; e, muito antes de terem sido criados, os eleitos já estavam presentes na mente de Deus, tendo sido conhecidos de antemão por Ele, isto é, já se constituíam objetos definidos do seu eterno amor.

Antes de voltarmos nossa atenção para a segunda divisão deste capítulo, é mister que digamos mais uma palavra sobre o objeto da graça predestinadora de Deus. Insistimos nesse assunto porque é no predestinar certas pessoas para a salvação que a doutrina da soberania de Deus é mais freqüentemente atacada. Os que pervertem essa verdade invariavelmente procuram achar alguma causa fora da vontade de Deus que O teria impulsionado a conceder salvação aos pecadores, ou seja, alguma coisa é atribuída à criatura, conferindo-lhe o direito de receber misericórdia da parte do Criador. Voltamos, então, à pergunta: Por que Deus escolheu aqueles a quem escolheu?

Que havia nos eleitos que os atraiu ao coração de Deus? Deveu-se isso a certas virtudes que possuíam? Tinham o coração generoso, temperamento dócil, eram pessoas que sempre falavam a verdade? Em resumo, foram eleitos por serem "bons"? Não; pois nosso Senhor afirmou: "Ninguém é bom senão um só, que é Deus" (Lc 18.19). Foi por causa de quaisquer boas obras que eles tinham praticado? Não; porquanto está escrito: "Não há quem faça o bem, não há nem um sequer" (Rm 3.12). Foi por que deram evidências de sinceridade e zelo, na busca pelas coisas de Deus? Não; porque igualmente está escrito: "Não há quem busque a Deus" (Rm 3.11). Foi por que Deus previu que os eleitos haveriam de crer? Não; porque como podem crer em Cristo os que estão mortos nos seus "delitos e pecados" (Ef 2.1)? Como Deus poderia ter presciência de que certos homens haveriam de crer, quando a própria fé lhes é algo impossível? As Escrituras ensinam que é "mediante a graça" que se crê (At 18.27). A fé é dom divino, e, à parte desse dom, ninguém jamais poderia crer. Portanto, a causa da escolha feita por Deus se encontra em Deus mesmo, e não nos objetos de sua escolha. Deus escolheu certas pessoas simplesmente porque quis fazer assim.

Somos filhos, porque Deus nos escolheu, Nós, que cremos em Cristo Jesus, Por causa da eterna predestinação Agora, recebemos soberana graça Tua misericórdia, Senhor, Graça e glória nos concede!
(Gospel Magazine, 1777)
FONTE: www.josemarbessa.com

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A santificação do orgulho humano? – John MacArthur


Imagem cedida por: http://geracaojosac.wordpress.com/2011/04/27/humildade-x-orgulho/


Robert Schuller diz que "o 'desejo do amor-próprio' é o mais profundo de todos os desejos humanos". Longe de ser um pecado, ele diz, a paixão do homem pelo amor-próprio é uma coisa boa e deveria ser encorajada, promovida e alimentada. Ele rotula a histórica aversão eclesiástica ao orgulho como "neurótica" e argumenta que o homem deveria ser ensinado a não temer o orgulho humano. Ele escreveu "The cross sanctifies the ego trip " [A cruz santifica a viagem do ego]. Ampliando essa afirmação num programa de entrevistas ele declarou: "Jesus tinha um ego. Ele disse: ' Quando eu for levantado, atrairei todos a mim mesmo'. Puxa, que viagem ao ego ele fez!"


De acordo com Schuller, "o pecado é uma ofensa psicológica a si mesmo". Mais especificamente, "o pecado é qualquer ato ou pensamento que rouba a minha auto-estima ou a de qualquer ser humano", e o inferno é simplesmente a perda do orgulho que se segue a tal ato.


Tais afirmações podem se ajustar aos ensinos bíblicos de que o orgulho foi o primeiro pecado, que resultou na queda de Satanás (cf. Is 14.12-14), bem como na de Adão (Gn 3)? As palavras de Jesus sobre o publicano que lamentou o seu desmerecimento concordam com essas afirmações? Jesus apontou aquele homem como um exemplo de verdadeiro arrependimento (Lc 18.13, 14).


Na teologia da auto-estima, entretanto, "um profundo senso de desmerecimento" não é virtude, é incredulidade.'s Muito mais, conforme essa doutrina, "O pecado mais sério é aquele me leva a dizer: 'Eu não presto. Talvez eu não tenha direito à filiação divina se o meu pior lado for examinado'. Porque uma vez que a pessoa acredite que é um 'desprezível pecador' é questionável se ela pode na verdade, honestamente, aceitar a salvação graciosa que Deus oferece em Jesus Cristo". O Dr. Schuller até mesmo sugere que o "excesso de oração de confissão de pecados e arrependimento destroem a saúde emocional dos cristãos ao alimentar o seu sentimento de desmerecimento".


Aqueles que tomam a Bíblia inteira como verdade, provavelmente conjeturam de uma maneira diferente. Davi orou, "Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus" (SI 51.17). Na primeira das suas bem-aventuranças Jesus disse: "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mt 5.3). Tiago escreveu, "Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.8-10). A Escritura também diz, "Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade" (Pv 18.12; cf. Pv 15.33). "Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte" (IPe 5.5, 6). "Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado" (Mt 23.12).


Em uma recente entrevista de rádio perguntaram ao Dr. Schuller como ele concilia seus ensinos com os versículos acima. Na sua resposta, ele disse que, "só porque isso está na Bíblia não significa que você deva pregá-lo". Apropriando-se de um erro rudimentar da neo-ortodoxia, ele acaba com a autoridade bíblica, estabelecendo uma falsa dicotomia entre a autoridade de Cristo e a autoridade da sua palavra ("Cristo é o senhor das Escrituras e não as Escrituras o senhor de Cristo"... "A Bíblia não deve disputar a glória com o Senhor"). Ele repercute o conceito comum da neo-ortodoxia que diz que as palavras de Jesus são um "terreno mais seguro" para se construir um ministério do que os escritos do apóstolo Paulo". Schuller tem uma aversão particular à expressões como "a ira de Deus": "Nunca vou falar desse modo", disse ao anfitrião de um programa de entrevistas. "Estou interessado em atrair as pessoas e não em afastá-las... Se formos sábios, não usaremos certas expressões em alguns momentos." Por quê ? Porque de acordo com o Dr. Schuller, "a mensagem do Evangelho não é apenas imperfeita, mas potencialmente perigosa se ela rebaixar a pessoa na tentativa de erguê-la".


De fato, Schuller afirma que o "defeito básico" do Cristianismo con¬temporâneo é a nossa "falha em proclamar o Evangelho de uma maneira capaz de satisfazer a necessidade mais profunda de cada pessoa — sua fome espiritual de glória". Ele diz que a igreja deveria glorificar o ser humano e reinterpretar o pecado de uma maneira que não fira a auto-estima da pessoa. "O que precisamos", ele declara, "é de uma teologia de salvação que comece e termine com o reconhecimento da fome de glória de cada um."


E a glória de Deus? De acordo com a nova teologia da auto-estima, esse ponto de partida é errado: "A teologia clássica errou ao insistir que a teologia seja "centrada em Deus" e não "centrada no homem". "Isso é parte do motivo pelo qual a igreja está hoje numa situação desagradável", alega o Dr. Schuller. Na sua consideração "A Teologia da Reforma" [também] falhou ao não afirmar que o âmago do pecado é a falta da auto-estima". Assim, ele convoca um novo ponto de partida para a nossa fé — além das Escrituras, além da doutrina de Deus. Esse novo ponto de partida, ele sugere, deve ser uma ênfase na glória da humanidade. "A 'Dignidade da Pessoa'", escreve Schuller, "será então a nova marca desta linha teológica." "E o resultado será a fé que trará glória para a raça humana."

O que é o homem para que dele te lembres?

Mas seria a glória do homem um objetivo válido? Deus disse, "Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura" (Is 42.8). "Por amor do meu nome, retardarei a minha ira e por causa da minha honra me conterei para contigo, para que te não venha a exterminar. Eis que te acrisolei, mas disso não resultou prata; provei-te na fornalha da aflição. Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória, não a dou a outrem" (Is 48.9-11; ênfase acrescentada). Em outras palavras, Deus estende sua longanimidade, graça e misericórdia à humanidade não porque somos dignos de merecimento, mas por amor do seu nome — por amor da sua própria glória, não da nossa. "Senhor, que é o homem para que dele tomes conhecimento? E o filho do homem, para que o estimes? O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa (SI 144.3, 4, ênfase acrescentada; cf. Jó 7.17; 15.14; SI 8.4; Hb 2.6). Por outro lado, o evangelho de acordo com a teologia da auto-estima diz: "Devemos dizer às pessoas em qualquer lugar, que Deus quer que elas se sintam bem consigo mesmas".


Deus realmente quer que todas as pessoas se sintam bem consigo mesmas? Ou ele primeiro quer que os pecadores reconheçam a total impotência do seu estado? Essa resposta é obvia para aqueles que deixam a Escritura falar por si mesma.
A teologia da auto-estima é forçada a redefinir o pecado de uma maneira que minimiza a ofensa a Deus: "O âmago do pecado é uma auto-estima negativa". Em outras palavras, pecado — de acordo com o evangelho da auto-estima — é uma ofensa contra a glória humana. E uma transgressão contra nós mesmos, contra a nossa própria dignidade — não necessaria¬mente uma ofensa contra Deus ou seus mandamentos. De fato, a definição teológica clássica do pecado como rebelião contra Deus é agora considerada "superficial e insultante".


Robert Schuller vai ainda mais longe quando nega que a natureza humana caída é verdadeiramente má: "Por natureza somos medrosos, não maus... Chame isso de "auto-imagem negativa", mas não diga que a essência da alma humana é má.


FONTE: www.josemarbessa.com

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