quarta-feira, 23 de maio de 2012

Tua paz é verdadeira ou falsa? - Thomas Watosn



Extraído do site: www.nuvemdeestrelas.blogspot.com.br

Quais são os sinais de uma falsa paz?

I. A falsa paz é a que tem muita confiança em si, ainda que essa confiança seja enganadora. O pecador não duvida da misericórdia de Deus e dessa confiança presunçosa procede quietude para sua mente. A mesma palavra no hebraico, cassai, significa tanto confiança como tolice. De fato, a confiança de um pecador é sua tolice. Como as virgens néscias estavam confiantes.



II. A falsa paz separa o que Deus já reuniu. Deus uniu a santidade e a paz, mas aquele que tem uma falsa paz separa as duas. Ele exige a paz, mas bane a santidade: "Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração, para acrescentar à sede a bebedice" (Dt 29.19). O ímpio é inseguro e vão, e mesmo que agradeça a Deus por ter paz - em sua tola desilusão -tenta extrair saúde do veneno, assim como paz do pecado.



III. A falsa paz não suporta ser testada. Uma mercadoria que não suporta a luz sinaliza ser de má qualidade. Um sinal de que um homem roubou mercadorias é não permitir que sua casa seja revistada. Uma falsa paz não suporta os testes da Palavra. A Palavra fala de uma obra humilde que refina a alma antes de receber a paz. A falsa paz não pode suportar ouvir isso. O mínimo problema abalará essa paz, terminará em desespero. Na falsa paz, a consciência fica adormecida; no entanto na morte, quando esse leão da consciência acordar, rugirá, ele será um terror para ela mesma e estará pronto para pôr mãos violentas sobre ela.

Como podemos saber que a nossa paz é a verdadeira?

I. A verdadeira paz flui da união com Cristo. O implante ou o ramo deve primeiramente ser enxertado na árvore antes que possa receber a seiva ou o alimento dela. Também nós primeiramente devemos ser implantados em Cristo antes que possamos receber a paz dele. Temos paz? Pela santidade somos feitos como Cristo, quando cremos fomos unidos a ele, e estando em Cristo temos paz (Jo 16.33).



II. A verdadeira paz flui da sujeição a Cristo. Onde Cristo dá sua paz, estabelece seu governo no coração: "Para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim" (Is 9.7). Cristo é chamado de aquele que se assenta no trono (Zc 6.13). Cristo, como sacerdote, faz a paz, no entanto é um sacerdote sobre seu trono. Ele leva o coração à sujeição a si mesmo. Se Cristo é nossa paz, ele é nosso príncipe (Is 9.6). Quando Cristo pacifica a consciência, subjuga a luxúria.



III. A verdadeira paz vem depois dos problemas. Primeiramente, Deus liberta o espírito encarcerado, convence e humilha a alma e, depois, ele dá a paz. Muitos dizem que têm a paz, mas essa paz está antes da tempestade ou depois? A verdadeira paz acontece depois do problema. Primeiramente acontece um terremoto, depois o fogo e então vem a calmaria e a voz suave (lRs 19.12). Quem nunca teve um ferimento talvez nunca tenha tido paz. Deus derrama o óleo dourado da paz em corações quebrados.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Enfraquecimento da raiz do desejo mau – John Owen (1616-1683)


www.ocalvinista.com

1. Um enfraquecimento habitual do mau desejo


Toda lascívia (desejo mau) é um hábito depravado, que continuamente inclina o coração para o mal. Em Gênesis 6:5, temos uma descrição de um coração no qual o pecado não foi mortificado: "era continuamente mau todo desígnio do seu coração". Em todo homem não convertido, há um coração que não foi mortificado e que está cheio de uma variedade de desejos ímpios, e cada um desses desejos está continuamente clamando por satisfação.

Concentrar-nos-emos apenas na mortificação de um desses desejos. Este desejo (pense no pecado que mais lhe atrai) é uma disposição forte, habitual, e profundamente enraizada, que inclina a vontade e os sentimentos para certo pecado em particular. Uma das grandes evidências de tal desejo mau é a tendência para se pensar nas diversas maneiras de gratificá-lo (veja Rom. 13:14). Este hábito pecaminoso (ou seja, a lascívia ou desejo mau) opera violentamente. "Fazem guerra contra a alma" (1 Ped. 2:11) e buscam tornar a pessoa um "prisioneiro da lei do pecado" (Rom. 7:23). Ora, a primeira coisa que a mortificação efetua é o enfraquecimento deste desejo mau, de modo que se torna cada vez menos violento nos seus esforços para provocar e seduzir a pecar (veja Tiago 1:14,15).

A esta altura, é preciso que se faça uma advertência. Todos os desejos maus têm o poder de seduzir e provocar alguém a pecar, porém parece que não têm, todos eles, o mesmo poder. Há pelo menos duas razões pelas quais alguns desejos maus parecem ser muito mais fortes do que outros:

a)      Um desejo mau pode ser mais forte do que outros na mesma pessoa e também mais forte do que o desejo numa outra pessoa. Há muitas maneiras pelas quais este poder e vida extras são dados, mas especialmente isso ocorre por meio da tentação.

b)      A ação violenta de alguns desejos maus é mais óbvia do que a de outros. Paulo sublinha uma diferença entre impureza e todos os outros pecados. "Fugi da impureza! Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer, é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo" (1 Cor. 6:18). Isso significa que pecados dessa natureza são mais facilmente discerníveis do que outros. Contudo, uma pessoa com um amor desordenado pelo mundo pode estar debaixo do poder desse desejo mau (embora esse poder não seja tão óbvio) tanto quanto outro homem que é cativado por um desejo mau ou por uma imoralidade sexual.

A primeira coisa, então, que a mortificação efetua é um enfraquecimento gradual dos atos violentos do desejo mau, de modo que seu poder para impelir, despertar, perturbar e deixar a alma perplexa seja diminuído. Isso é chamado de crucificar "a carne, com as suas paixões e concupiscências" (Gál. 5:24). Esta linguagem é muito gráfica, como se pode ver na seguinte ilustração:

Pense num homem pregado numa cruz. A princípio o homem se esforçará, lutará e clamará com grande intensidade e poder. Depois de certo tempo, à medida em que vai perdendo sangue, seus esforços se tornam fracos e seus gritos baixos e roucos. Da mesma maneira, quando um homem se propõe a cumprir seu dever de mortificar o pecado, há uma luta violenta; todavia à medida em que a força e a energia do desejo mau se esvai, seus esforços e gritos diminuem. A mortificação radical e inicial do pecado é descrita em Romanos, capítulo 6, e especialmente no versículo 6:

"Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem" - para qual propósito?  "para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos ao pecado como escravos".

Sem esta mortificação inicial e radical, realizada mediante união com Jesus Cristo, como descrita em Romanos, capítulo 6 (no próximo capítulo diremos mais sobre isto), uma pessoa não pode fazer progresso na mortificação de um único desejo mau. Uma pessoa pode dar pauladas no mau fruto de uma árvore má até ficar esgotada, porém enquanto a raiz permanecer forte e vigorosa nenhum grau de espancamento impedirá que a raiz produza mais frutos maus. Esta é a tolice que muitas pessoas praticam quando se dispõem com todo fervor a quebrar o poder de qualquer pecado em particular, sem realmente atacar e ferir a raiz do pecado (como acontece quando um cristão é unido a Jesus Cristo).

2. Uma contenda e uma luta constante contra o pecado

Quando o pecado é forte e vigoroso, a alma não consegue fazer grande progresso espiritual. A não ser que constante-mente lutemos contra o pecado, ele crescerá forte e vigorosa-mente, e nosso progresso espiritual será constantemente impedido. Há três coisas importantes no contendermos com o pecado. São as seguintes:

a)      Precisamos conhecer nosso inimigo e estar determinados a destruí-lo por todos os meios possíveis. Temos que lembrar que estamos num conflito acirrado e árduo, um conflito que tem sérias consequências. Precisamos estar alertas "conhecendo cada um a chaga do seu coração" (1 Reis 8:38). Precisamos guardar-nos de pensar levianamente nessa chaga. E de se lamentar que muitos tenham tão pouco conhecimento do grande inimigo que levam com eles nos seus corações. Isso os torna dispostos a se justificarem e a ficarem impacientes com qualquer reprovação ou admoestação, não se apercebendo de que estão correndo perigo (veja 2 Cron. 16:10).

b)      Precisamos nos esforçar para aprender os modos de agir de nosso inimigo, suas estratégias e os métodos de combate que ele emprega, as vantagens que ele procura obter e, até mesmo, detectar as ocasiões quando o seu ataque é mais bem sucedido. Quanto mais soubermos estas coisas, melhor estaremos preparados para lutar e contender com o pecado. Por exemplo: se observarmos que o inimigo repetidamente se aproveita de nós, e leva vantagem, em determinada situação, então procuraremos evitar essa situação. Precisamos buscar a sabedoria do Espírito contra as ciladas do pecado que habita em nós, para que possamos rapidamente discernir as sutilezas do nosso inimigo e frustrar seus planos maus contra nós.

c) Precisamos empenhar-nos diariamente para utilizar todos os meios que Deus ordenou para ferir e destruir o nosso inimigo (alguns desses serão mencionados mais adiante). Jamais devemos permitir que sejamos conduzidos a uma falsa segurança, pensando que nossos desejos pecaminosos já estão mortos devido estarem quietos. Em vez disso precisamos aplicar-lhes novos golpes e surras todos os dias (vejaCol. 3:5).

3. Sucesso na nossa oposição e no nosso conflito com o pecado que habita em nós. Quando há frequente sucesso contra qualquer desejo mau, isso é uma outra evidência da mortificação do pecado. Por sucesso queremos significar uma vitória sobre ele, acompanhada da intenção de dar sequência a essa vitória e atacar novamente. Por exemplo: quando o coração detecta as ações do pecado que habita em nós (procurando nos seduzir, nos atiçar, influenciar nossa imaginação, etc) ele imediatamente ataca o pecado, o expõe à lei de Deus e ao amor de Cristo; ele o condena e o executa.

Quando uma pessoa experimenta tal sucesso e sabe que a raiz do desejo mau foi, na verdade, enfraquecida, e que sua atividade foi contida de modo que não pode mais impedi-lo de cumprir o seu dever ou interromper sua paz como acontecia antes, então o pecado foi, em considerável medida, mortificado.

Este enfraquecimento da raiz do desejo mau é realizada principalmente pela implantação, continuidade e cultivo constante da vida espiritual da graça, que se coloca em oposição direta ao desejo mau, e lhe é destruidora (compare com o capítulo 4, pág. 110, item 2). Desse modo, pela implantação e pelo crescimento da humildade, o orgulho será enfraquecido. Da mesma maneira, a paciência tratará da paixão; a pureza da mente e da consciência cuidará da impureza; a mente celestial porá fim ao amor deste mundo, e assim por diante.
FONTE: www.ocalvinista.com

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Como entender as profecias finais com paciência? Daniel Werneck


Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. (tg 5:7)

Amados, venho aqui escrever como que inspirado para alertar alguns que possam estar desanimando na fé e achando que o nosso Senhor esta tardando ao voltar.  Precisamos compreender melhor um pouco como se da o cumprimento de suas promessas baseadas também, naquilo que as escrituras falam. 

A palavra Paciência, segundo o dicionário Michaelis,  é uma palavra derivada do latim Patientia que tem como significados: 1. qualidade de paciente. 2. Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta. 3. qualidade de quem espera com calma oque tarda. 4. Perseverança em continuar um trabalho, apesar de suas dificuldades e demora. 

Concordo com cada uma desas afirmações, e é isto que precisamos ter nestes últimos dias. Meditando nas profecias e revelações do Senhor, comecei a entender que dois fatos importantes precisam ser levados em conta para o cumprimento e identificação de profecias específicas, principalmente as de cunho escatológico. 

Primeiramente, percebi que as profecias de Deus quanto aos assuntos relacionados ao fim dos tempos é PROGRESSIVA, isto é ela progride, faz avanços e se torna cada vez maior.  Estou querendo dizer que tendo como base as profecias do Senhor Jesus relacionadas em Mateus 24 principalmente aquelas que tratam da sua segunda vinda Jesus expôs e tratou eventos que ainda ocorreriam no período apostólico e também eventos que ocorreriam próximo a seu retorno na terra e também concernentes a consumação deste mundo. O detalhe e que Jesus não especificou detalhadamente como esses fatos se dariam, por isso o ministério profético ( Como citado  na igreja de corínto, veja 1 Coríntios 12:28, como o  do profeta Àgabo que profetizou uma grande fome e oque ocorreria com o apóstolo Paulo no livro de Atos, Judas e Silas, que eram profetas, e outros crentes, Atos 15:32, e 13:01, entre outros..) e também as cartas e livros que compõem o novo testamento (exemplo da carta de 1 e 2ª  tessalonicenses e apocalipse) que são livros que mais tratam de assuntos ligados ao retorno do Senhor. 

cabe aqui uma observação: O ministério profético, bem como os profetas a que Deus revela seus segredos são e foram de vital importância para preencher certos detalhes de lacunas e eventos proféticos. É isso pode ser possivel sim em nossos dias (Deus usar alguem profeticamente pra falar de algo escatológico ou transmitir uma revelação escatológica para a igreja impulsionado pelo Espírito Santo). Agora essa revelação não pode ser considerada como extra-bíblica no sentido de se completar aquilo que foi revelado nas escrituras ou esta acima delas. As profecias tem como base exortar, consolar e edificar o povo de Deus.

Então como o livro de apocalipse foi escrito em torno de 50 anos após a assunção de jesus, completou e fechou a lacuna de muitas dúvidas que poderiam surgir de como se daria os eventos proféticos.  A Profecia é progressiva porque novos fatos vão sendo acrescentado ao evento inicial (no caso tendo como base as palavras de Jesus em Mateus 24), e estes eventos listados aqui seriam uma consequência progressiva dos eventos proféticos listados no velho testamento principalmente em relação ao livro de Daniel (que é considerado o livro de apocalipse do velho testamento onde Deus revela aos Judeus os eventos finais e que o mesmo estaria selado para o tempo do fim), e o livro de apocalipse seria o complemento também deste livro profético onde Deus revela os eventos finais para a igreja e é dado uma ordem ao apóstolo João de não selar as palavras deste livro porque o tempo estaria próximo. 

Sendo as profecias progressivas, os novos eventos que vieram a surgir depois das profecias iniciais não vieram a usurpar o lugar o modificar o sentido natural da revelação ou contradize-la. Pelo contrário, veio ACRESCENTAR novos fatos, que foram omitidos em eventos anteriores, sem trazer prejuízo ao seu sentido original, pois Deus usa cada pessoa ou se revela em cada época da história da maneira que bem quer e como quer.

Veja por exemplo, que Jesus falou sobre a grande tribulação. Ele não falou muito sobre este assunto, porém o apóstolo João teve revelações mais profundas do próprio Jesus sobre este período da história e que o mesmo foi orientado a escrever. Muitos detalhes foram escritos e não alterou em nada o sentido original, sendo assim serviu de complemento e esclarecimento. 

para concluirmos e ficar melhor claro este pensamento, irei discorrer do segundo ponto que os irmãos precisam entender para que entenda melhor o cumprimento profético. A profecia bíblica também é SISTEMÁTICA.  essa palavra denota algo conforme um SISTEMA, metódico, ordenado. Feito com intenção determinada. 

ela é sistemática por que uma série de eventos relacionados ao objeto profetizado  precisam acontecer para o pleno cumprimento profético. 

Vou ilustrar melhor com um exemplo: 

" E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre  os milhares de Judá, de ti me sairá oque governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. (Miquéias 5:2)

Essa passagem bem conhecida de todos esta relacionada com a 1ª vinda de Jesus. O profeta Miquéias há mais de 700 anos profetizou o local da onde nasceria o Messias. Repare que não foi dito quanto tempo levaria mais oque aconteceria. sendo assim, outras profecias corelatas e eventos estarem preparados para  se cumprir e para permitir que este versículo se cumprisse.

Precisava o profeta Isaías profetizar também sobre o Messias e o sinal dado por uma mulher virgem engravidar, precisava que o império romano estivesse na terra santa para dominar os Judeus, e que o seu imperador Augusto realizasse um recenseamento para que José e Maria fossem se alistar em Belém para que José empreendesse uma viajem para ,lá, etc! a fora outros eventos não citados aqui apenas relacionados com esta passagem.  Perceba também  que uma parte desta profecia ainda não se cumpriu e se cumprirá no retorno de Jesus!

Então ela é progressiva porque outros eventos posteriores precisam ser acrescentados a este evento, e é Sistemática por ter sido feita com uma intenção determinada e fazer parte de um "sistema" de outros eventos co - relatos para o seu real cumprimento.  Esta formula explicada aqui, também se aplica as demais profecias não  cumpridas.   

Logo, por que o cristão necessita de paciência? por que Jesus esta trabalhando! Existem outros eventos pré determinados por Deus em sua sabedoria que precisam acontecer para que o cenário esteja pronto para a sua vinda. 

Para os dez reis entregarem o poder, o cenário geo político mundial precisa estar pronto pra isso acontecer;
Para que ocorram os juízos de Deus listados em apocalipse, a iniquidade precisa estar no limite máximo (que só Deus sabe);

para que ocorra o arrebatamento da igreja ocorrer também precisa que ocorra antes a 
apostasia e a manifestação do anticristo; (2 Tessalonicenses 2:3)

Enfim, você precisa esperar trabalhando orando, se consagrando por que enquanto os eventos não acontecem concernentes ao retorno gloriosos de Jesus, a vinda de Jesus pode ocorrer individualmente para você com nossa morte. Já pensou nisso? então sossegue, descanse no Senhor e continue pregando que Jesus esta voltando por que os sinais da sua vinda (tantos os progressivos como os sistemáticos) já estão ocorrendo!

Que Deus te abençõe!

Daniel Werneck

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Minha Jornada - Daniel werneck


A paz do Senhor para todos!

Bom amigos, primeiramente gostaria de pedir desculpas aos leitores pelas demoras em relação a atualização das postagens, visto que estes dois meses tem sido muito difícil para mim conciliar muitas tarefas particulares as quais fico feliz em compartilhar com os amados.

Primeiramente quero agradecer a Deus, pela minha filha que nasceu no último dia 13 de março (prematura), em Maceió, e tem passado muito bem onde minha esposa tem cuidado maravilhosamente dela, e com isso termino acumulando algumas funções domésticas (risos)... e por isso também peço as vossas orações pela minha Filhinha Julya (este é o nome dela), para que continue gahando peso e mais saúde para continuar a trazer mais alegria a nossa família (é uma benção de Deus e promessa do Senhor), e se Deus quiser, será uma grande missionária.

Também estou em uma Jornada Semanal viajando muito preocupado com minha segunda graduação (em Direito) e me preparando também para um mestrado. Minha vida tem estado corrida, com muitas lutas e desafios, mas Deus tem permanecido fiel comigo e eu procuro estar fiel também em sua presença. procurarei ser mais diligente com os irmãos. Fico feliz em saber através de carinhos em manifestações pessoais e também pelos chats a benção que este blog tem sido na vida de muitas pessoas! Que Deus continue abençõando a todos!

Orem por mim para que Deus me de força e saúde para colocar todo o meu conheciment oe força em prol da promoção do seu reino. logo logo traremos mais comentários escatologicos e creio que é pertinente isto devido a instabilidade que esta tomando conta do Oriente médio.

Que Deus Abençõe a todos Vocês.  

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Uma marreta sobre a cabeça do orgulho - John Bunyan (1628-1688)

Imagem cedida por: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Bunyan


Já aconteceu de a Palavra vir a mim por meio de uma frase aguçada e penetrante sobre os dons que Deus me deu. Por exemplo: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine" (lCoríntios 13.1, ARA).

Embora o címbalo que retine possa produzir uma melodia que inflame o coração, o címbalo não tem vida; embora possa produzir uma música maravilhosa, pode ser triturado e jogado fora.

Assim é com aquele que tem dons, mas não tem a graça salvadora. Cristo pode usar pessoas talentosas para influenciar almas; no entanto, quando termina de usá-las, pode pendurá-las como objeto sem vida. Essas observações são como marreta sobre a cabeça do orgulho e do desejo de vangloria. "O quê!?", pensei. "Devo orgulhar-me por ser um címbalo que retine? Não seria aquele que possui o mínimo da vida de Deus mais que um desses instrumentos?"
FONTE: www.josemarbessa.com

Abusando da misericórdia de Cristo - Richard Sibbes (1577-1635)

Imagem cedida por: http://creredificil.blogspot.com.br/


E os melhores dentre nós podem cometer escândalo contra essa disposição misericordiosa, caso não estejamos vigilantes contra aquela liberdade que nossa disposição carnal estará pronta para dela tirar. Desse modo, arrazoamos, se Cristo não apagará o pavio que fumega, que necessidade temos de recear que qualquer negligência de nossa parte possa nos trazer para uma condição sem conforto? Se Cristo não apagará, o que poderá fazê-lo?

Tu conheces a interdição do apóstolo, qual seja, “não extingais o Espírito” (1 Ts 5.19). Tais cautelas para não apagar são santificadas pelo Espírito como meio de não apagar. Cristo desempenha seu ofício de não apagar excitando adequados esforços em nós; e ninguém há mais solícito no uso dos meios do que aqueles que estão mais certos de seu bom êxito.

A razão é esta: os meios que Deus reservou para o efetuar de qualquer coisa estão inclusos no propósito que ele tem de fazer aquilo se suceder. E isso é um princípio tido por certo, mesmo nas matérias civis; pois quem, se de  antemão soubesse que este seria um ano frutífero, penduraria pois seu arado e descuidaria da lavoura?

Por isso, o apóstolo estimula-nos a partir da expectativa certa de uma bênção (1 Co 15.57,58), e tal encorajamento, que parte do bom desfecho da vitória, é pensado para nos incitar, e não para nos dissuadir. Se formos negligentes no exercício da graça recebida e do uso dos meios prescritos, permitindo que nossos espíritos sejam oprimidos com muitos e variados cuidados desta vida, e não tivermos cuidado com os desencorajamentos momentâneos, em razão desse tipo de descuido, Deus, em seu sábio cuidado, permite que freqüentemente caiamos em uma condição pior em nossos sentimentos do que aqueles que nunca foram tão iluminados. Todavia, em misericórdia ele não tolerará que sejamos tão inimigos de nós mesmos a ponto de inteiramente negligenciar essas faíscas uma vez acendidas. Caso fosse possível que devêssemos abandonar todo esforço em absoluto, então poderíamos procurar por não outro resultado senão apagar; porém, Cristo tomará o cuidado dessa fagulha e nutrirá essa sementinha, para que ele sempre preserve na alma algum grau de cuidado.


Se fizermos um confortador uso disso, devemos considerar todos aqueles meios pelos quais Cristo preserva a graça iniciada; tais como, primeiro, a santa comunhão, pela qual um cristão aquece outro. “Melhor é serem dois do que um” (Ec 4.9). “Não ardia em nós o nosso coração?”, disse os discípulos (Lucas 24.32). Em segundo lugar, muito mais comunhão com Deus nos santos deveres, tais como meditação e oração, que não apenas acende como agrega um lustre à alma. Em terceiro lugar, sentimos por experiência o sopro do Espírito ir junto com o de seus ministros. Por essa razão o apóstolo entrelaça esses dois versículos em um: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1 Ts 5.19,20). Natã, por poucas palavras, assoprou as centelhas que definhavam em Davi. Em vez de Deus aceitar que seu fogo em nós se extinga, ele enviará algum Natã ou outro, e algo é sempre deixado em nós para juntar com a Palavra, desde que da mesma natureza dela; como um carvão que tem fogo em si rapidamente ajunta mais fogo para si. O pavio que fumega facilmente pegará fogo.

Em  quarto lugar, a graça é fortalecida pelo seu exercício: “Levanta-te, pois, e faze a obra, e o Senhor seja contigo” (1 Cr 22.16), disse Davi a seu filho Salomão. Estimula a graça que está em ti, pois desse modo santas moções viram resoluções, resoluções, prática, e prática, uma preparada prontidão para toda boa obra.

Não obstante, que lembremos que a graça é aumentada, no seu exercício, não em virtude do exercício em si, mas por Cristo, que, pelo seu Espírito, flui na alma e nos traz mais próximos de si próprio, a fonte, assim instilando tal conforto que o coração é mais adiante dilatado. O coração de um cristão é o jardim de Cristo, e suas graças são como tantas doces especiarias e flores as quais, quando seu Espírito sopra sobre elas, emitem um aroma agradável. Portanto, mantenha a alma aberta para acolher o  Espírito Santo, pois ele introduzirá continuamente forças adicionais para vencer a corrupção, e isso, sobretudo, no dia do Senhor. João estava no Espírito no dia do Senhor, precisamente em Patmos, o lugar de seu banimento (Ap 1.10). Então, os golpes de vento do Espírito soprarão de modo mais forte e meigo.

Como vimos, portanto, para o consolo dessa doutrina, que não favoreçamos nossa preguiça natural, mas antes nos exercitemos na piedade (1 Tm 4.7), e labutemos para manter esse fogo sempre queimando sobre o altar de nossos corações. Que preparemos nossas lâmpadas diariamente, e ponhamos dentro óleo novo, e alcemos nossas almas mais e mais alto ainda.

Descansar em uma boa condição é contrário à graça, que não pode senão promover a si para uma medida ainda maior. Que ninguém torne essa graça “em lascívia” (Judas 4). As fraquezas são uma razão de humildade, não uma justificativa à negligência nem um encorajamento à presunção. Longe estejamos de sermos maus, pois que Cristo é bom para que aquelas brasas de amor nos derretam. Logo, aqueles em quem a consideração de tal ternura de Cristo não opera dessa forma bem podem suspeitar de si próprios. Certamente, onde a graça está, a corrupção é “como vinagre para os dentes, como fumo para os olhos” (Pv 10.26). E, por conseguinte, eles labutarão, considerando o seu próprio conforto e, da mesma forma, o mérito da religião e a glória de Deus, para que a luz deles possa irromper. Se uma centelha de fé e amor é tão preciosa, que honra será ser rico em fé! Quem não prefere antes andar na luz, e nos confortos do Espírito Santo, a viver em um estado sombrio, confuso? E a velejar a todo pano para o céu a ser agitado sempre com medos e dúvidas? A presente dificuldade no conflito contra um pecado não é tanta quanto aquela perturbação que qualquer corrupção favorecida trará sobre nós posteriormente. A paz verdadeira está em conquistar, não em se entregar. 

O conforto tencionado neste texto é para aqueles que querem fazer melhor, porém, descobrem que suas corrupções os obstruem; que estão em uma tal bruma, que amiúde não podem dizer o que pensar de si mesmos; que querem acreditar e, todavia, com freqüência temem que não acreditam; e que pensam que não pode ser que Deus seja tão bom para miseráveis tais como eles, e, contudo, não permitem tais receios e dúvidas em si próprios.

FONTE: www.josemarbessa.com

terça-feira, 24 de abril de 2012

Minhas resoluções para o resto da vida - Daniel Werneck



"E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar." Daniel 1:8

Todo mundo conhece a história do profeta Daniel e belíssimo testemunho que deu em meio a um povo pagão e idólatra como os caldeus, e Deus além de o fazer um grande profeta, permitiu que ele atuasse como um dirigente de renome tanto na Babilônia como na pérsia. Quando ele tinha aproximadamente 17 anos de idade, estando entre os cativos de seu povo na corte de Nabucodonosor, decidiu não se contaminar com seus manjares (que muitos eram consagrados aos deuses babilônicos). 

A atitude de Daniel agradou a Deus.  E você? em algum momento da vida decidiu tomar alguma decisão que não viria a prejudicar sua vida espiritual? Daniel ganhou bençãos espirituais da parte de Deus como sabedoria e entendimento em sonhos e visões também (Dn 1:17)

Como nosso destino é feito de nossas escolhas, resolvi tomar algumas decisões que gostaria de cumprir a partir de agora para o resto de minha vida. Levando em conta a brevidade da vida humana e que teremos que prestar contas ao Criador, espero que as minhas decisões seja um espelho daquilo que você almeja ou esteja precisando no momento.

  1. Decidi que por causa da brevidade da vida humana, doenças, acidentes, etc, não vou perder ou desperdiçar meu tempo com coisas fúteis e desnecessárias a vida; 
  2. Decidi dar atenção mais especial a minha família, a qual é a minha coluna e a base da sociedade;
  3. Decidi não dar atenção a filmes, programas, sites, que não me tragam nenhuma edificação ou conhecimento;
  4. Dedicar no mínimo 10% do meu tempo diário a orar, e aumentar progressivamente  esse tempo;
  5. Decidi  a ter um horário regular diário pra estudar as escrituras;
  6. Decidi não perder tempo com amizades ímpias;
  7. Decidi colocar todo meu conhecimento secular, acadêmico e profissional a serviço do reino de Deus;
  8. Decidi não desperdiçar um só segundo da minha vida;
  9. Decidi  ser mais Santo a cada dia;
  10. Decidi Viver todos os dias como se fosse o meu último;
  11. Decidi fazer com que este blog se torne uma benção para muitas pessoas
  12. Decidi morar no céu;
Daniel Werneck

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