segunda-feira, 5 de março de 2012

AGRADECIMENTO: 14 anos atras, o dia da minha decisão por cristo!

Imagem cedida por: ligadosadoradores.blogspot.com

Quero aqui externar meus agradecimentos ao Deus todo poderoso por estes catorze anos passados que resolvi entregar minha vida a jesus. Isso aconteceu na Igreja Batista renovada El-Shaday, no dia 21 de Fevereiro de 1998.

Como o tempo passa rápido!. muitas lutas, bençãos, conquistas, e até aqui tem me ajudado o Senhor!

Minha oração neste momento: "Deus, altíssimo tremendo e digno; obrigada por tudo! por ter chego até aqui, por me guardar, me dares livramento e saúde e por permitir também que eu faça a tua obra! perdoa os meus pecados e conserva o meu nome para sempre no livro da vida. Te agradeço pela vida dos meus pastores que cuidaram de mim.  hoje e sempre e eternamente, no nome de Jesus.....Amém!

Daniel Werneck


sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Falsa Santificação - Thomas Watson (1620-1686)

Imagem cedida por: http://iurdangola.net


Há coisas que parecem santificação, mas não são.


a.      A primeira imitação da santificação é a virtude moral

Ser justo, temperante, de bom comportamento, não ter a fama manchada com um escândalo vergonhoso é bom, mas não é o suficiente, não é santificação. Um campo florido é diferente de um jardim. Pagãos se apegaram à moralidade, como Catão, Sócrates e Aristides.90 A boa educação é somente uma natureza refinada, não há nada de Cristo nela, o coração pode ser impuro e abominável. Debaixo dessas folhas de boa educação, o verme da descrença pode estar escondido. Uma pessoa virtuosa tem uma antipatia secreta contra a graça, odeia o vício e também a graça tanto quanto o vício. A serpente tem uma bela cor, mas pica. Uma pessoa enfeitada e alimentada com uma virtude moral pode ter um afeto secreto contra a santidade. Os estóicos, que eram os principais pagãos moralistas, foram os inimigos implacáveis de Paulo (At 17.18).

b.      A segunda imitação da santificação é a devoção supersticiosa

Isso é abundante no papado. As adorações, as imagens, os altares, as vestimentas e a água benta, coisas que eu entendo como frenesi religioso, e que estão longe da santificação. Nada disso acrescenta nenhum bem intrínseco ao homem, não faz o homem melhor. Se as purificações e as lavagens da lei, que eram orientações do próprio Deus, não fizeram daqueles que as praticaram mais santos, e os sacerdotes que vestiram vestimentas santas e tiveram óleo derramado sobre si só eram santos com a unção do Espírito, então, certamente, as inovações supersticiosas na religião, que Deus nunca orientou, não podem contribuir para qualquer santidade dos homens. Uma santidade supersticiosa não custa muito, não há nada do coração nela. Se santidade fosse dizer orações com uso de um rosário, curvar-se diante de uma imagem, benzer-se com água benta, e tudo aquilo que é requerido daqueles que crêem nessas coisas para salvação, então o inferno estaria vazio, ninguém entraria lá.

c.       A terceira imitação da santificação é a hipocrisia

Hipocrisia é fingir uma santidade que se não tem. Assim como um cometa pode brilhar e se parecer com uma estrela ou como um lustre pode brilhar em seu lugar a tal ponto de ofuscar os olhos dos que o contemplam. "Tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder" (2Tm 3.5). São lâmpadas sem óleo, sepulcros caiados como os templos egípcios que eram bonitos do lado de fora, mas dentro havia todo tipo de podridão. O apóstolo fala da santidade verdadeira em Efésios 4.24, implicando que há uma santidade que é espúria e fingida. "Tens nome de que vives e estás morto" (Ap 3.1), são como quadros e estátuas destituídas de um princípio vital: "Nuvens sem água" (Jd 12). Fingem estar cheios do Espírito, mas são nuvens vazias. Isso mostra a santificação como uma auto-alucinação. Quem pega o cobre no lugar do ouro engana a si mesmo. Os santos mais falsos enganam os outros enquanto vivem, mas enganam a si mesmos quando morrem. Fingir a santidade quando não há nenhuma é uma coisa vã. Que vantagens levaram as virgens néscias que tinham lâmpadas fulgurantes quando precisaram de azeite? Qual é a utilidade de uma lâmpada sem o azeite da graça salvadora? Que consolo uma demonstração de santidade trará no final? Será que algo pintado com a cor de ouro pode enriquecer? A pintura de água pode refrescar aquele que está com sede? Ou a santidade imaginária será um sofrimento na hora da morte? Não se deve acomodar com uma pretensa santificação. Muitos navios que tinham o nome de Esperança, Triunfo e Vigilante foram lançados contra as rochas, assim, muitos que tiveram o nome de santos foram lançados no inferno.

d.      A quarta imitação da santificação é a graça suprimida

Isso acontece quando os homens se abstêm do vício, embora não o odeiem. O lema de um pecador pode ser assim: "Eu estaria disposto, mas não tenho coragem". O cão só pensa no osso, mas tem medo do bastão, assim os homens têm a mente para a luxúria, mas suas consciências se posicionam como aquele anjo com uma espada flamejante e, assim, ela os amedronta: eles têm a mente para a vingança, mas o medo do inferno é como um freio de cavalo que os adverte. Não há mudança de coração, o pecado é freado, mas não exterminado. Um leão pode estar enjaulado, mas ainda é um leão.

e.       A quinta falsificação da santificação é a graça comum

É uma obra tênue e passageira do Espírito, mas que não ajuda na conversão. Há um pouco de luz em um julgamento, mas não o é para a humilhação pessoal. Alguns têm peso na consciência, mas não acordam.

Parece santificação, mas não é. Os homens têm as convicções formadas neles, mas abrem mão dessa convicção, como o animal que, ao ser flechado, livra-se da flecha. Depois da convicção, os homens vão à casa da alegria, pegam a harpa para expulsar o espírito de tristeza e tudo morre e não se chega a nada.

FONTE: www.josemarbessa.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Uma contenda constante contra o pecado - John Owen (1616-1683)

Imagem cedida por: http://www.discernimentobiblico.net


Quando o pecado é forte e vigoroso, a alma não consegue fazer grande progresso espiritual. A não ser que constante-mente lutemos contra o pecado, ele crescerá forte e vigorosa-mente, e nosso progresso espiritual será constantemente impedido. Há três coisas importantes no contendermos com o pecado. São as seguintes:

a)      Precisamos conhecer nosso inimigo e estar determinados a destruí-lo por todos os meios possíveis. Temos que lembrar que estamos num conflito acirrado e árduo, um conflito que tem sérias consequências. Precisamos estar alertas "conhecendo cada um a chaga do seu coração" (1 Reis 8:38). Precisamos guardar-nos de pensar levianamente nessa chaga. E de se lamentar que muitos tenham tão pouco conhecimento do grande inimigo que levam com eles nos seus corações. Isso os torna dispostos a se justificarem e a ficarem impacientes com qualquer reprovação ou admoestação, não se apercebendo de que estão correndo perigo (veja 2 Cron. 16:10).

b)      Precisamos nos esforçar para aprender os modos de agir de nosso inimigo, suas estratégias e os métodos de combate que ele emprega, as vantagens que ele procura obter e, até mesmo, detectar as ocasiões quando o seu ataque é mais bem sucedido. Quanto mais soubermos estas coisas, melhor estaremos preparados para lutar e contender com o pecado. Por exemplo: se observarmos que o inimigo repetidamente se aproveita de nós, e leva vantagem, em determinada situação, então procuraremos evitar essa situação. Precisamos buscar a sabedoria do Espírito contra as ciladas do pecado que habita em nós, para que possamos rapidamente discernir as sutilezas do nosso inimigo e frustrar seus planos maus contra nós.

c) Precisamos empenhar-nos diariamente para utilizar todos os meios que Deus ordenou para ferir e destruir o nosso inimigo (alguns desses serão mencionados mais adiante). Jamais devemos permitir que sejamos conduzidos a uma falsa segurança, pensando que nossos desejos pecaminosos já estão mortos devido estarem quietos. Em vez disso precisamos aplicar-lhes novos golpes e surras todos os dias (vejaCol. 3:5).

3. Sucesso na nossa oposição e no nosso conflito com o pecado que habita em nós. Quando há frequente sucesso contra qualquer desejo mau, isso é uma outra evidência da mortificação do pecado. Por sucesso queremos significar uma vitória sobre ele, acompanhada da intenção de dar sequência a essa vitória e atacar novamente. Por exemplo: quando o coração detecta as ações do pecado que habita em nós (procurando nos seduzir, nos atiçar, influenciar nossa imaginação, etc) ele imediatamente ataca o pecado, o expõe à lei de Deus e ao amor de Cristo; ele o condena e o executa.

Quando uma pessoa experimenta tal sucesso e sabe que a raiz do desejo mau foi, na verdade, enfraquecida, e que sua atividade foi contida de modo que não pode mais impedi-lo de cumprir o seu dever ou interromper sua paz como acontecia antes, então o pecado foi, em considerável medida, mortificado.

Este enfraquecimento da raiz do desejo mau é realizada principalmente pela implantação, continuidade e cultivo constante da vida espiritual da graça, que se coloca em oposição direta ao desejo mau, e lhe é destruidora (compare com o capítulo 4, pág. 110, item 2). Desse modo, pela implantação e pelo crescimento da humildade, o orgulho será enfraquecido. Da mesma maneira, a paciência tratará da paixão; a pureza da mente e da consciência cuidará da impureza; a mente celestial porá fim ao amor deste mundo, e assim por diante.

FONTE: www.josemarbessa.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que o Pecado Original perverteu? – Thomas Watson (1620-1686)

Extraído do site: www.uniol.com.br

I. O pecado original perverteu o intelecto. Como na criação, "havia trevas sobre a face do abismo" (Gn 1.2), o mesmo sucede com o entendimento: a escuridão está sobre a face desse abismo. Assim como há sal em cada gota d'água do oceano, amargor em cada galho do absinto, assim há pecado em toda faculdade humana. A mente está escurecida, por isso sabemos pouco de Deus. Desde que Adão comeu da árvore do conhecimento e seus olhos foram abertos, perdemos nossa faculdade de ver.

Além da ignorância da mente, há erro e engano; não fazemos um julgamento honesto das coisas, trocamos o amargo pelo doce, e vice-versa (Is 5.20). Mais ainda, há muito orgulho, arrogância e preconceito, além de muito raciocínio carnal: "Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?" (Jr 4.14).

II. O pecado original corrompeu o coração. O coração é extremamente perverso (Jr 17.9). É um pequeno inferno. No coração há legiões de concupiscências, de obstinação, de infidelidade, de hipocrisia e de comoções pecaminosas que, à semelhança do mar, agitam-se com ira e com vingança: "o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem" (Ec 9:3). O coração é a oficina do diabo, em que toda a maldade é planejada.

III. O pecado original corrompeu a vontade. A desobediência é o trono da rebelião. O pecador contraria a vontade de Deus para cumprir a sua própria. "Queimaremos incenso à Rainha dos Céus" (Jr 44.17). Há, na vontade, uma inimizade enraizada contra a santidade; é como um tendão de aço que recusa se dobrar diante de Deus. Onde está, então, a liberdade da vontade, pois está cheia não somente de indisposição, mas de oposição ao que é espiritual?

IV. O pecado original corrompeu os afetos. Estes, como as cordas de uma harpa, estão desafinados. Eles são as pequenas engrenagens, levadas com força pela vontade, a engrenagem principal. Nossos afetos se estabelecem sobre alicerces errados. Nosso amor está alicerçado sobre o pecado, nossa alegria sobre a criatura. Nossos afetos são tão naturais como o apetite de um homem doente, que deseja coisas que lhe são prejudiciais e nocivas; febril, ele pede vinho. Temos luxúria em lugar de santos anseios.
FONTE: www.josemarbessa.com

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nova Mensagem Subliminar da Skol: O dragão no carnaval símbolo de satanás!

Extraído do site: www.youtube.com
A paz do Senhor amados!


Que o mundo jás no malígno, isso não temos dúvidas, mas que as mensagens subliminares e divulgação da NOVA ORDEM MUNDIAL estão ficando cada vez mais explícitas em propagandas de refrigerante, cerverja e entre outras tantas, isso tem se tornado um fato concreto a cada dia. Já expomos aqui uma mensagem subliminar da Skol em uma propaganda recente (veja no link http://www.assembleianospuritanos.blogspot.com/2011/12/mensagem-subliminar-na-nova-propaganda.html) e nessa também percebi algumas coisas interessantes.... 


Gostaria de destacar minhas observações através de alguns pontos:

1. No início do vídeo, você vê o puxador da escola de samba dizendo: -Olha o DRAGÃO chegando ai gente! e a câmera se vira e mostra o dragão de frente inclinando a cabeça pra cima....

Análise: A primeira coisa que veio na minha mente ao ver essa propaganda foi oque a bíblia diz em apocalipse:


(Apocalipse 13:4) -  E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? 

Quando a bíblia fala de Dragão no apocalipse, se refere ao própio satanás! veja:


(Apocalipse 20:2) -  Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 

Veja! e logo de início o dragão aparece erguendo seu rosto na avenida....

2º) você pode ver na foto que existe uma pessoa ao fundo como se estivesse em cima do dragão... e emana luz o seu traje...arrodeado por um arco Azul.... e esta mais alto que o dragão....

Análise: pela Beleza desse traje, ou dessa fantasia, será pode ser uma alusão ao próprio Lucifer que é conhecido como Querubin úngido antes de sua queda? veja:


(Ezequiel 28:14) -  Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. 

estranho não?  e reparem na letra da música! ela parece estimular um determinado sentido a qual se refere... a um tipo de condicionamento a algo (poderemos falar isto em outra postagem onde vou estudar mais este caso)

3º) Interessante que a caixa de cerveja da skol, pela sua cor, lembra muito bem a arca da aliança! repare que apartir dos 10 segundos do comercial os 3 amigos (os 3 formam uma trindade... um triunvirato.... e uma TROIKA!.... estranho não?) se preocupam com a "caixa deixada lá... 9mas quem a deixou? pois só pode entrar na avenida os blocos que estão desfilando, que estão autorizados... como ela apareceu lá?)

Compare as duas fotos (claro que não são a mesma coisa mas perceba o sentido da propaganda!


Interessante é que o Dragão cospe fogo sobre a arca (o diabo tentando destruir a igreja ou tentando destruir os Judeus da velha aliança?) dando pausa no vídeo a imagem mostra que o fogo parece sair da arca... igual ao da foto abaixo.... mas o sentido é que o dragão quer destruir essa arca.... e essa caixa tem as mesmas cores... e quase o mesmo brilho... por que o dragão estaria tentando destruir essa caixa? (medite)

eu pensei nisso:


(Apocalipse 12:17) -  E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo


As pessoas que fazem parte da escola de samba, no meu intendimento, simbolizam aqueles que acompanham o dragão, seus anjos, pois ele não trabalho só, como diz a bíblia. 


(Apocalipse 12:7) -  E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos

4º) no vídeo, você pode ver as pessoas alegres e se divertindo com as mãos levantadas... contentes com o Dragão e o seu bloco! essas pessoas me lembram estas:

(Apocalipse 13:4) -  E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? 

5º) quando eles decidem ir em busca deste recipiente, um deles cruza com uma mulher e diz: -Opa, da licença senhora, ela se vira, volta e continua a dançar e sorrir... veja a foto:
www.youtube.com
Repare na mulher: Perolas, ouro, joias, enfeites.... essa mulher símboliza a mulher a igreja apóstata! os falsos cristãos conformados com o mundo! veja oque me veio na mente ao ver essa mulher:

(Apocalipse 17:4) - E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; 

e por fim... os 3 amigos... todos pretos por causa de terem sido queimados pelo dragão dançando e tomando Skol..... amigos... esses não simbolizam os três judeus jogados na fornalha como diz no livro de Daniel no capítulo 3... a esses três me veio isso:

(Apocalipse 19:20) -  E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. 

Amigos... chego a concluir  que esta propaganda pode ter muitos mais detalhes que não postei e meu tempo não permite, porém entendo que a mesma é uma afronta escancarada as coisas de Deus. de maneira sutiu os adeptos da nova Ordem mundial disseminam seus planos e intenções em propagandas como estas! vigiemos!

Aguardo comentários. 

Daniel werneck

FONTE: www.youtube.com 

Thomas Chalmers (1780-1847) e a Vitória sobre o Mundanismo


Imagem cedida por: http://www.geology.19thcenturyscience.org

Thomas Chalmers (1780-1847) foi um dos homens mais notáveis do seu tempo - um matemático, teólogo evangélico, economista, clérigo, político e reformador social, tudo em um. Seu sermão mais famoso foi publicado sob o controverso título: "O Poder Expulsivo de uma Nova Afeição". Nele, expôs uma visão de importância permanente para a vida cristã: não se pode destruir o amor pelo mundo mostrando, simplesmente, a sua vacuidade. Mesmo se pudéssemos fazê-lo, isso só nos levaria à desesperança. O primeiro amor de nossos corações centrado no mundo, só pode ser expulso por uma nova afeição – por Deus e de Deus. O amor do mundo e o amor do Pai não podem viver juntos no mesmo coração. Mas o amor do mundo só pode ser expulso pelo amor do Pai. Daí o título do sermão de Chalmers.

A verdadeira vida cristã, santa e correta, exige, em sua dinâmica, uma nova afeição para com o Pai. Essa nova afeição é parte do que William Cowper chamou de "a bem-aventurança que conheci no momento em que vi o Senhor" - um amor pelo sagrado que parece golpear mortalmente nossas afeições carnais no início da vida cristã. Logo, porém, descobrimos que, apesar de termos morrido para o pecado em Cristo, o pecado não morreu em nós, de modo algum. Às vezes, sua influência contínua nos surpreende, e parece até mesmo nos submergir em algumas de suas manifestações. Descobrimos que nossas "novas afeições" para com as coisas espirituais devem ser renovadas constantemente em por toda a nossa peregrinação. Se perdermos o primeiro amor, nos encontraremos em sério perigo espiritual.


Às vezes, cometemos o erro de substituí-lo por outras coisas. Entre as favoritas, aqui, estão as atividades e a aprendizagem. Nos tornamos ativos no serviço de Deus, eclesiasticamente (ganhamos posições anteriormente ocupadas por aqueles que admirávamos, e medimos nosso crescimento espiritual em termos de posições alcançadas); nos tornamos ativos evangelisticamente e no processo, medimos a força espiritual em termos da crescente influência; ou nos tornamos ativos socialmente em campanhas políticas e moral, medindo o crescimento em termos de participação. Alternativamente, reconhecemos o fascínio intelectual e o desafio do evangelho, e nos dedicamos a entendê-lo, talvez por ele mesmo, talvez para comunicá-lo aos outros. Medimos nossa vitalidade espiritual em termos da compreensão, ou em termos da influência que ele nos dá sobre os outros. Mas nenhuma posição, influência, ou desenvolvimento pode expulsar o amor pelo mundo dos nossos corações. Podem ser, na verdade, manifestações desse mesmo amor.

Outros de nós cometemos o erro de substituir as amorosas afeições pelo pai por regras de devoção: "Não manuseie! Não prove! Não toque!" Esses métodos têm sobre eles um ar de santidade, mas na verdade não têm poder para restringir o amor pelo mundo. A raiz do problema não está na minha mesa, ou no meu bairro, mas no meu coração. A mundanidade ainda não foi expulsa.

É muito possível, nestas diferentes formas, ter a aparência de genuína devoção (quão sutis são os nossos corações!) sem o seu poder. O amor pelo mundo não terá sido expurgado, mas simplesmente afastado. Apenas um novo amor é suficiente para expulsar o antigo amor. Apenas o amor por Cristo, com tudo o que ele envolve, pode colocar para fora o amor a este mundo. Somente aqueles que anseiam pela vinda de Cristo serão libertados da deserção ‘estilo Demas’, causada pelo amor a este mundo.

Como podemos recuperar a nova afeição por Cristo e por seu reino que tão poderosamente impactou nossa permanente mundanidade, e na qual crucificamos a carne com suas paixões?

O que foi que, de qualquer modo, criou esse primeiro amor? Você se lembra? Foi a nossa descoberta da graça de Cristo no reconhecimento de nosso próprio pecado. Não somos naturalmente capazes de amar a Deus por ele mesmo; na verdade, o odiamos. Mas ao descobrirmos isso sobre nós mesmos, e ao tomarmos conhecimento do amor sobrenatural de Deus por nós, o amor pelo Pai nasceu. Em muito perdoados, muito amamos. Nos regozijamos na esperança da glória, no sofrimento, até mesmo no próprio Deus. Esta nova afeição parecia primeiro superar o nosso mundanismo, em seguida, dominá-lo. As realidades espirituais - Cristo, a graça, as Escrituras, oração, comunhão, serviço, viver para a glória de Deus - preencheram a nossa visão e nos pareceram tão grandes, tão desejáveis, que as demais coisas, por comparação, pareceram encolher em tamanho, se tornando insípidas ao paladar.

A forma pela qual mantemos o "poder expulsivo de uma nova afeição" é a mesma pela qual o descobrimos. Somente quando a graça ainda é "surpreendente" para nós é que poder reter seu poder em nós. Apenas quando mantemos uma percepção de nossa própria e profunda pecaminosidade é que podemos reter uma percepção da percepção da benevolência da graça.

Muitos de nós partilhamos das tristes perguntas de Cowper: "Onde está a bem-aventurança que experimentei quando vi o Senhor pela primeira vez? Onde está a visão de Jesus e Sua palavra que significavam refrigério para a alma?” Lembremo-nos da altura de onde caímos, arrependamo-nos e retornemos às primeiras obras. Seria triste se uma profunda análise de nosso cristianismo mostrasse a ausência de uma percepção do pecado e da graça. Isto sugeriria que pouco experimentamos do poder expulsivo de uma nova afeição, se é que o experimentamos. Mas não há vida reta que dure sem ele.

Sinclair B. Ferguson

FONTE: www.josemarbessa.com
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Muito bom. excelente este testemunho.
Daniel werneck


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Governo alemão confirma: Berlim quer ocupar Atenas e talvez Lisboa

Imagem cedida por: http://www.ionline.pt/


O número dois do governo alemão defendeu ontem que se os gregos não cumprirem os objetivos, então terá de ser imposta de fora uma liderança, a partir da União Europeia. Na véspera da cimeira europeia, Philipp Roesler tornou-se no primeiro membro do governo alemão a assumir a paternidade da ideia segundo a qual a troco de um segundo programa da troika, um comissário europeu do orçamento seria investido de funções governativas em Atenas, retirando ao governo legítimo funções essenciais.

Numa entrevista ao jornal “Bild”, o número dois de Merkel afirma: “Precisamos de maior liderança e monitorização relativamente à implantação das reformas. Se os gregos não estão a ser capazes de conseguir isto, então terá de haver uma liderança mais forte vinda de fora, por exemplo, da União Europeia”.

O governo grego ficou em estado de choque com a ameaça da próxima ocupação. O ministro grego das Finanças pediu à Alemanha para não acordar fantasmas antigos – a Grécia esteve ocupada pelas tropas nazis durante a II Guerra. “Quem põe um povo perante o dilema de escolher entre assistência econômica e dignidade nacional está a ignorar algumas lições básicas da História”, disse Venizelos, lembrando “que a integração europeia se baseia na paridade institucional dos estados-membros e no respeito da sua identidade nacional e dignidade”. “Este princípio fundamental aplica--se integralmente aos países que passam por períodos de crise e têm necessidade de assistência dos seus parceiros para o benefício de toda a Europa e zona euro em particular”.

O documento que defende a ocupação de Atenas foi divulgado pelo “Financial Times”. Está lá escrito que para ter acesso ao segundo programa de resgate, a Grécia terá de ser obrigada “a transferir a soberania nacional para a União Europeia, em matéria de orçamento, durante algum tempo”. O texto sugere que “um novo comissário do orçamento nomeado pelo euro grupo ajudará a implementar reformas”. “O comissário terá largas competências sobre a despesa pública e um direito de veto contra decisões orçamentais que não estejam em linha com os objectivos orçamentais e a regra de dar total prioridade ao serviço da dívida”.

Segundo a Reuters, esta tentativa alemã de governar Atenas pode ser estendida a outros países, como Portugal. Uma fonte do governo alemão disse à agência que esta proposta não se destina apenas à Grécia, mas a outros países da zona euro em dificuldades que recebem ajuda financeira e não são capazes de atingir os objectivos que acordaram.
Imagem cedida por: http://www.guiadooeste.pt

A verdade é que Angela Merkel chega hoje à cimeira em Bruxelas com uma crescente pressão interna para não continuar a emprestar à Grécia o dinheiro dos contribuintes alemães. A proposta para ocupar Atenas é vista como uma resposta à cada vez maior resistência dentro do seu partido ao financiamento da crise do euro. “Se os gregos não avançarem com o programa de reformas, não pode haver mais ajuda”, disse Horst Seehofer, o líder bávaro da CSU, parceiro da CDU de Merkel.

Ontem, o deputado europeu Paulo Rangel admitiu que em Portugal todos os riscos são possíveis. “Quando vemos os sinais de alarme crescerem, o que eles documentam não é tanto a ideia de que Portugal pode entrar em bancarrota, é mais profundo do que isso. Se não houver uma solução sistémica para a zona euro, os países mais vulneráveis, entre os quais Portugal, vão sofrer e pode-se gerar uma situação de descontrolo”, disse. Rangel reagiu violentamente à “ideia de propôr a nomeação de um comissário para tratar das matérias orçamentais da Grécia”.
“Seria o princípio do fim, e insustentável para a democracia europeia, a nomeação de um governador para um território do império, como fez Napoleão”, disse. Rangel defendeu o avanço para o federalismo: “Precisamos de caminhar para uma federação que trate os Estados em paridade, porque o que temos hoje é uma constituição aristocrática, de uns países com mais peso do que outros”.

Comentário

Percebam que as medidas que estão sendo tomadas pela Alemanha em relação a U.E estão pegando muita gente de surpresa. A soberania dos países esta em jogo e mais uma vez a TROIKA esta em ação. continuemos acompanhando o desdobrar desses acontecimentos pois como viemos alertando desde há quase dois anos, a crise Europeia começou na Grécia e não tem data pra acabar. Esta se formando o cenário perfeito para o Super líder Europeu se levantar e criar um sistema de governo como nunca antes visto. A cada dia, muitas profecias vão se cumprindo diante de nossos olhos. Maranata!
Daniel Werneck 

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