segunda-feira, 18 de novembro de 2013

MEU MAIS NOVO LIVRO: "Antes do entardecer: Os quatro melhores dias de minha vida"



Amados, a paz do Senhor para todos.

Muito em breve estarei disponibilizando meu segundo livro, cujo o gênero literário é romance. Foi baseado em fatos reais a história de Duas pessoas que tiveram ao longo de uma década várias idas e vindas e em dado momento tomaram um rumo para suas vidas. 

O ponto principal que eu gostaria de destacar é que NÃO DESISTA DO SEU AMOR!

Deus tem reservado um destino maravilhoso para cada um de nós. Basta estarmos atento aos seus sinais. Medo, insegurança e incredulidade muitas vezes faz com que agente perca aquilo que poderia ser nosso.

recomendo a casais de namorados, noivos e casados pois alguns podem até estar vivenciando as mesmas situações que os personagens do livro.  em breve trarei mais novidades!


Daniel Werneck

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Como Ser Forte na Tempestade

Imagem cedida por: mensagemdasemana.blogspot.com

Quando Jesus e os discípulos iam pelo caminho, um homem disse a Jesus: —Eu estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for. Então Jesus disse: —As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar. Aí ele disse para outro homem: —Venha comigo. Mas ele respondeu: —Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai. Jesus disse: —Deixe que os mortos sepultem os seus mortos. Mas você vá e anuncie o Reino de Deus. Outro homem disse: —Eu seguirei o senhor, mas primeiro deixe que eu vá me despedir da minha família. Jesus respondeu: —Quem começa a arar a terra e olha para trás não serve para o Reino de Deus. (Lucas 9:57-62)

Naquela mesma ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a Deus. Então Jesus disse: —Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. (Lucas 13:1-5)

Então Jesus contou esta parábola: —Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?” Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la.” (Lucas 13: 6-9)

Certa vez uma grande multidão estava acompanhando Jesus. Ele virou-se para eles e disse: —Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar. Se um de vocês quer construir uma torre, primeiro senta e calcula quanto vai custar, para ver se o dinheiro dá. Se não fizer isso, ele consegue colocar os alicerces, mas não pode terminar a construção. Aí todos os que virem o que aconteceu vão caçoar dele, dizendo: “Este homem começou a construir, mas não pôde terminar!” Se um rei que tem dez mil soldados vai partir para combater outro que vem contra ele com vinte mil, ele senta primeiro e vê se está bastante forte para enfrentar o outro. Se não fizer isso, acabará precisando mandar mensageiros ao outro rei, enquanto este ainda estiver longe, para combinar condições de paz. Jesus terminou, dizendo: Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem. (Lucas 14:25-33)

Vocês lembram o temporal que caiu naquele dia? Todos nós estávamos conversando sobre a analogia das “árvores”, sobre como aquelas que não se dobraram são aquelas que não resistiram quando os ventos fortes vieram. As árvores rígidas, que não se dobraram, as inflexíveis, essas foram destruídas pela tempestade. Recentemente presenciei uma ocasião em que uma mulher contava a outras pessoas sobre o crescimento que ela tinha percebido em sua vida ao longo dos anos. Ela compartilhou com todos uma definição de orgulho que descobriu ser bem útil ao desejo de crescer e mudar. A definição que ela deu foi que orgulho é reservar para si mesmo o direito de ter a última palavra ou a decisão final; é se dar “o direito” de tomar a decisão final. Essa foi a definição de orgulho. E, claro, as Escrituras dizem em pelo menos três lugares que “Deus se opõe ao orgulhoso e dá graça ao humilde.” Deus é inimigo dos orgulhosos. E se orgulho é “reservar para si o direito de tomar a decisão final”, se orgulho for isso, então há muitas pessoas que pensam ser amigas de Deus mas que de fato são inimigas Dele, por Sua própria definição.

Considerem aquela atitude de ser rígido, ser orgulhoso, egocêntrico, independente e inflexível. É orgulho quando se vive um tipo de vida comodista, na qual tomamos nossas próprias decisões, estamos no controle de nossas coisas, mimamos nossa própria carne e sorrimos procurando viver pelo menor denominador comum. “Que posso fazer? Como posso agir? Como posso me apresentar? O que eu poderia dizer ou fazer para conseguir ‘escapar de fininho’ sem que ninguém seja capaz de perceber algo de errado em mim? Ou pelo menos, se disserem alguma coisa, vou poder sair ileso? Como posso escapar com o mínimo de auto-sacrifício ou crucificação do meu próprio bem, crucificação de minhas necessidades, meus direitos, meu tempo, ou de qualquer outra coisa?” Se essas forem nossas atitudes, Jesus disse que as tempestades virão. E quando esses temporais chegarem, se não estivermos construindo sobre a rocha da obediência a Deus, mas ao invés disso em cima da areia do “ir levando”, então nós seremos arrancados e não vai haver nenhum fruto. O “mais um ano” vai se esgotar e a coisa vai ser atirada ao fogo.

Sua Graça

Ora, eu não acho que Jesus foi legalista, o que vocês acham? Alguém aqui de fato acredita que Jesus era um legalista? “Como é que Ele se atreve a dizer tudo aquilo! Que coisa mais rude e cruel: ‘odeie seu pai, mãe, irmão, irmã’. Não posso nem dizer adeus à minha família. Poxa, Jesus. Você é legalista!” Conheço muita gente que chamaria tudo isso aí de legalismo. Mas parece que de algum jeito, já que rebaixamos as Escrituras ao nível de simples “poesia”, nós nem mesmo aceitamos o fato de que Jesus É que é Senhor, que é Rei, e que está voltando para aqueles que estão vestindo Sua camisa, ponto final.

Parece que de algum jeito nós criamos “um boneco de cera de Jesus”, um que quando você dá corda nele, quando puxa a cordinha, Ele diz coisas mas elas não significam nada. Se alguém dissesse qualquer daquelas palavras hoje, gente nos quatro cantos do mundo iria gritar: “legalismo, legalismo!” Mas isso É Jesus. Esse é o único Jesus que existe. E Ele não está sendo legalista. Ele não é um mestre cruel. Para aquele homem, naquele instante, não havia qualquer outra Esperança. O “uma coisa ainda falta” de cada um pode ser diferente. O “jovem rico” tinha um problema de apego ao dinheiro, aparentemente, em vez do apego à família biológica que Jesus disse que outras pessoas teriam que resolver. Deus não é nem “anti-dinheiro” nem “anti-família”, se essas questões estiverem totalmente debaixo do Senhorio Dele em todas as áreas de obediência, emoção e decisão. Jesus é ANTI tudo e qualquer coisa que poderia fazer alguém não obedecê-Lo imediatamente porque as cordinhas do coração, os preconceitos, os confortos e o orgulho estão presos em algo menos do que ELE, nesta nossa presente era decaída. Ele está dizendo que se você não viver desse jeito, satanás vai ter um gancho em você e você será arrancado. Isso não é legalismo. Isso é graça.

“Estou dando a você uma chance. Estou oferecendo Minha mão a você. Estou trazendo Verdade em sua vida para poder libertar você da escravidão do medo, dos desejos próprios, do medo da morte, do medo de temporais, do medo da pobreza, do medo da doença, do medo de perder os entes queridos.” E se você não viver assim, vai ser derrubado. Porque satanás vai encontrar um jeito de acabar com você. Se você der a ele qualquer alvo que não estiver debaixo da graça e do conhecimento de Deus, seu compromisso total com Ele e morte do bem próprio (“tome a SUA cruz e siga-Me” e “negue-se a si mesmo”, “até a morte”); se der a ele qualquer alvo, satanás vai achar e enganar você.

Isso não é legalismo! Jesus não é legalista como alguns se apressariam em chamá-Lo se Ele estivesse em carne e osso dizendo essas coisas a tais pessoas, coisas sobre áreas de suas vidas que não tivessem rendidas a Ele. Jesus NÃO é legalista quando diz que você deve renunciar às afeições e prioridades de seu coração que não sejam ELE. Ele simplesmente sabe como esta “geração má e perversa” pode enganar qualquer homem, mulher ou adolescente que pense que “dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo.” Pelo contrário, isso vai devorá-LOS. Perceba a linguagem de Jesus... não é “legalismo” mas “Eu estou dizendo a você que Sei como tudo isso funciona! Me escute! Não dá para você abraçar o mundo e a própria vida, os desejos, as muletas e os confortos com as pernas e não terminar indo morar na casa do Meu inimigo.” Isso é Jesus dizendo: “Não construa essa torre sem calcular o custo. Não entre nisso sem saber que vai custar tudo que você tem para conseguir chegar até o fim.” Essa é a natureza do Cristianismo. “Você não pode me seguir. Você não vai ser capaz de continuar a me seguir sem esse compromisso.” Isso não é legalismo. Ele está dizendo que você não vai conseguir a menos que isso seja quem você é, e quem você deseja ser. Qualquer um pode sentar num banco de igreja, ou num sofá e ficar se enganando com orações bonitinhas, sermões, idéias e lanches improvisados. Mas, uma VIDA que não é totalmente entregue a Ele, com todas as suas afeições e prioridades, todo seu tempo, recursos e amores, que não é consumida pelos Propósitos DELE e não pelos próprios, então esta pessoa já falhou ou vai falhar. Assim disse o Senhor. “Esta deve ser a qualidade de sua decisão de me seguir: Você abandone tudo.

Você não tem que sepultar seu pai, você não precisa criar desculpas para ir dizer adeus à família. Me seguir exigirá tudo de você. Você deixa as redes lá, cheias de peixe, e você vem.”
Ele está dizendo que esse tem que ser o seu coração e a sua atitude. Não é legalismo, algo tipo: “Faça isso... ou então, não pode me seguir!” É mais: “Se você não abandonar isso, se essas coisas ainda dominam você de alguma maneira, você está tentando viver duas vidas ao mesmo tempo. Nesse caso, satanás vai encontrar um jeito de enganá-lo.” Esse é o preço. Ele já sabe o custo de segui-­Lo, Ele sabe o que vai acontecer se você não der a Ele todo seu coração, alma, mente e força. E Ele está dizendo: “Tome cuidado! Estou dando a você um conhecimento do mundo invisível e de como o inimigo opera. Se você der abertura a ele, cedo ou tarde ele vai achá-la.” Jesus não é nem um pouco legalista. Ele nos deu tudo que pertence à vida e à piedade.

Seu Reino, Suas Regras

Repetir as palavras de Jesus não faz de você um legalista. Repetir as palavras de Jesus não faz de mim um legalista. Repetir as palavras de Jesus é dizê-las como elas são, porque todo o resto é engano. Aquilo que Jesus não disse é engano. Quero deixar isso bem claro! Tudo o que Jesus disse é Verdade, e qualquer coisa que não se mantenha à altura do padrão que Jesus estabeleceu é engano. Será que dá pra eu dizer isso sem me meter em muita confusão? Jesus é quem faz as regras. Este é Seu Reino, e ponto final. Existem outros reinos por aí. Existe coceira nos ouvidos a rodo aí fora. E existe um bom número de professores querendo dizer algo a você diferente daquilo que Jesus de Nazaré disse. Eles falam de um reino alternativo, um universo paralelo que tem algo do mesmo vocabulário, mas que não é Real, que não tem substância em si.

E Jesus disse que se você tentar viver nesse reino alternativo, aquele reino de imitação, falsificado, que possui o vocabulário mas onde tudo não passa de cópias de cera, se você tentar viver nesse reino, o inimigo vai enganar você. Isso foi uma advertência de Jesus que precisa ser real em nossos corações. Não tem meio-termo. Não dá para tentar ir levando com o menor denominador comum, com aquilo que imaginamos vai deixar todo mundo contente. “Opa, não mexa comigo! Tudo bem, vou fazer isso aqui e aquilo lá e tentar tirar todo mundo do meu encalço.” Não é bem assim. Precisa vir do coração. Tem que vir do coração. Deus sabe se eu vivo por fé no Filho de Deus ou se eu vivo pelo meu próprio bem. Deus sabe a diferença, não sabe? E adivinha qual é o outro que também sabe? Satanás também sabe. É como aconteceu com os sete filhos de Ceva. Satanás conhecia a diferença entre Paulo e Jesus e esses outros sujeitos que só estavam utilizando o vocabulário. Ele sabia a diferença e não teve medo de alguém que usou o vocabulário mas que não vivia pela fé no Filho de Deus.

Quero chamar a atenção de todos nós para a seriedade de uma qualidade de vida no homem interior que ninguém pode dar a você. Tentar esconder qualquer coisa de meros humanos, como todos nós somos, não traz nenhum benefício a você. Talvez você consiga “passar de fininho”... talvez você se esconda em algum outro lugar. Existe todo tipo de alternativa. Mas a verdade é, todos nós vamos comparecer perante Jesus. E essas são Suas palavras, e eu quero viver assim porque Ele falou! Para mim não faz nenhum sentido tentar alterar o significado das palavras de Jesus ou me esconder atrás de outras palavras que Jesus disse. Ele disse estas também. Acredito em todas as palavras que Ele disse. E estas palavras também são verdade, e eu quero viver desse modo. Não existe uma espécie de “nova aliança” que exclui os ensinamentos de Jesus. Jesus não é um profeta da velha aliança; Ele é a personificação da Nova Aliança. Essas coisas são verdadeiras. Elas continuam verdadeiras hoje e continuarão verdadeiras para sempre. Isso é a personificação da Verdade. Ele é a Verdade! Não existe maneira de contornar isso. Não há meio de pular por cima disso, e não existe meio de criar uma nova aliança onde essas coisas não se apliquem mais. Jesus é a Verdade. Não existe caminho até o Pai exceto por Ele e através Dele.

Qual a Qualidade do Seu Coração?

Se ainda há áreas do seu coração que você entregou ao tempo para que ele resolva e pensou que está tudo bem... contanto que ninguém diga qualquer coisa, e, mesmo que diga, você simplesmente fica enrolando até que elas desapareçam. Se seu coração é assim, então você está deixando de perceber algo muito, muito importante aqui. Você não está percebendo o fato de que Jesus quer que você vá até o fim com Ele. E, se você não viver dessa maneira, então satanás vai destruir você. O fato é que os temporais estão vindo. Temporais muito maiores estão se aproximando, muito mais ferozes, fatais, potencialmente muito piores do que tudo que já passamos até aqui. E a maneira como satanás faz as coisas... é sempre com truques de espelhos onde ele trapaceia, engana, justifica e acusa os outros para justificar o próprio eu. Você fica muito vulnerável a essas coisas se não viver exatamente como Jesus disse para viver aqui, adotando a Verdade do jeito que Jesus disse para adotarmos.
Se existe qualquer ponto “fraco” no seu coração por causa de alguma coisa à qual você está se segurando, algo a que você está se prendendo, que você está justificando para si mesmo ou em relação ao qual você se compara a outras pessoas, então satanás vai descobrir você. Os temporais virão e aí, nessa hora, eles vão mostrar o quanto você vale. E fique certo de que sempre vai ser culpa de “outra pessoa” pois satanás vai garantir que você se sinta dessa maneira em relação a tudo. Ele vai enviar um bom número de “sábios” para dizer a você o que seus ouvidos estão coçando para ouvir. E, de fato, Paulo disse que se você não ama a Verdade, se você não amar a Verdade com amor ágape, mas preferir outras coisas, ele disse que o próprio Deus enviará uma poderosa sedução para que você acredite na mentira.

Deus não quer nenhum meio-termo. Se você não ama a Verdade o bastante a ponto de aplicá-la a seu próprio coração e viver uma vida crucificada, se o que você deseja é um tipo alternativo de Cristianismo, então o próprio Deus enviará uma poderosa sedução para que você acredite na mentira (2Ts 2). A natureza disso é sobrenatural, não é como geografia ou química onde há apenas um certo conjunto de fatos que ou você conhece, ou não conhece. A Verdade Espiritual não funciona bem assim. Se seu coração é duro, se sua consciência está cauterizada com ferro quente, se você prefere a mentira, se você quer qualquer outra verdade além daquela que Jesus de Nazaré ensinou, então Deus vai assegurar que você acredite nela com todo seu coração. Você nem precisa ser um hipócrita pois Deus vai garantir que você acredite na mentira. Ele enviará um engano para fazer com que você acredite na mentira.

Tudo isso está ligado à qualidade do seu coração, não à sua habilidade intelectual para compreender e classificar, filtrar e processar. Está resumido na qualidade do seu coração. Você quer ser um doulos, um escravo? Você quer entregar sua vida? Você está disposto a dizer: “que os mortos enterrem seus próprios mortos”? Você está disposto a odiar sua mãe, irmão, irmã? Está disposto a deixar terras, posses e coisas para trás? Você está disposto a largar seus direitos, ou será que você precisa dar a palavra final? Você quer reservar para si o direito de tomar a decisão final? Você precisa disso? Porque se você precisa, então você tem “mais um ano”. E eu oro para que você use ele bem.

É Para Adorar!

“Isso não nada a ver COMIGO!” E eu fico muito feliz! Isso tem a ver com Deus, e Seu poder. Eu só preciso decidir entregar minha vida a Ele e deixá-Lo fazer Seu trabalho, e aí sim, “morrer é lucro”. Eu não tenho que viver, eu mesmo, minha “própria” vida.

Esse pensamento é bastante libertador. Ele nos livra de vários cativeiros, do medo e do peso que teríamos que carregar se tudo isso tivesse a ver com nós mesmos. Eu lembro em João 4 o que Jesus, bem cedo em Sua caminhada visível no planeta terra, falou sobre adoração. Ele disse: “Meu pai procura adoradores.” Bom, essa provavelmente foi a última vez em que Ele usou a palavra, que eu saiba, pelo resto de sua vida física neste planeta. Ele falou que as pedras ao longo da estrada gritariam de louvor se Seu povo não o fizesse, e outras poucas coisas desse tipo. Mas esta é uma afirmação muito importante: “Meu Pai procura adoradores.” Isso soa muito universal, muito abrangente. É como se tudo mais tivesse a ver com isso. E tudo isso, de fato, tem a ver com adoração! Mas então POR QUE Jesus passou tanto tempo dizendo: “a menos que renuncie a tudo quanto tem, você não pode ser meu discípulo. A menos que perca sua vida, você nunca a encontrará. A menos que negue a si mesmo, a menos que pare de reservar para si próprio o direito de tomar a decisão final e de ter a palavra final, a menos que pare de fazer isso... Você não pode ser Meu seguidor! Você não pode ser um Cristão.” Por que razão Ele ficava dizendo esse tipo de coisa, se tudo “tem a ver” com adoração?
Bem, a verdade é que adorar é “oferecer seu corpo como um sacrifício vivo”, como Paulo concluiu para nós mais tarde. E isso bem depois que ele disse para considerar a profundidade, a largura, a majestade de Deus... “considerem Seus caminhos que estão além da compreensão ...”, uma afirmação cheia de adoração. E daí Paulo segue em frente e diz: “portanto, por causa da misericórdia de Deus, ofereçam seus corpos como um sacrifício vivo. Parem de se conformar aos padrões do mundo”. Ele foi bem prático conosco outra vez!

A essência de viver uma vida de adoração que é aceitável a Deus, “adoração aceitável”... o caminho para ser livre do fardo que faz da adoração hipocrisia ou uma auto-ilusão, ou alguma mera declaração teológica, mas não algo que flui abundantemente de um coração livre, é que nós morramos para o mundo e o mundo para nós. Nós, em realidade, colocamos aquelas coisas diante Dele e renunciamos àquilo que possui uma influência em nossas vidas. Nós paramos de adorar essas coisas. Nós paramos de adorar nossa carne e nosso conforto; nós paramos de adorar o que nos traz segurança nas tempestades, e o ronco do estômago, a fome; nós paramos de adorar nossos filhos e nossos parentes; nós paramos de adorar nossa educação, nossa formação acadêmica e nossa necessidade de sobrevivência; paramos de adorar nossa necessidade de estar certos e nossa necessidade de ser inteligentes, nossa necessidade de ser amados. Nós cessamos de adorar todas essas coisas, e, pela primeira vez, somos livres para adorar a Deus.

É por isso que Jesus falou tantas coisas que parecem “legalismo”. Aquilo não era legalismo! Ele estava dizendo: “Vocês precisam abrir mão dessas coisas para ter meu Pai. Vocês não podem ter as duas coisas ao mesmo tempo.” “Eu não terei outros deuses perante Mim.” “Eu sou um Deus ciumento.” Ele está à procura de um coração que pertença única e exclusivamente a Ele, e que não esteja agarrado à Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, querendo ser como Deus, exigindo nossos direitos, privilégios, espaço, opinião e mimos para a carne. Deus está à procura de nossa disposição para renunciar a tudo aquilo e confiar Nele, despidos e sem qualquer vergonha diante do Pai. Sem necessidade de coisa alguma, verdadeiramente sem necessidade de qualquer coisa exceto da comunhão com Ele e de Sua amizade. Impelidos continuamente por isso e continuamente entregues a isso, fundamental e simplesmente controlados em todos os aspectos de nossas vidas pela comunhão com o Pai. Adorar tem a ver com isso.

E a razão por que Jesus disse todas aquelas coisas difíceis de ouvir é porque elas estão intimamente relacionadas à verdadeira adoração. De fato, a única forma de ter adoração verdadeira é ter apenas um Deus. “O Senhor Seu Deus é o Único Deus.” “E amarás o Senhor Seu Deus de todo seu coração, toda sua alma, força e mente.” E esse é o único modo, ó Israel, pelo qual vocês podem verdadeiramente ver e amar o Único Deus. “Felizes os puros de coração, pois verão a Deus.” “Sem santidade ninguém verá o Senhor.” Isso é uma afirmação bastante absoluta. Não dá para ser mais absoluto do que isso. Sem a qualidade de ser separado, sem uma vida separada para o Pai e longe de todo o lixo, você não vai ver o Senhor. Você não pode vê-Lo. Você não consegue ver o Reino, e você não vai ser capaz de ver Deus nem de experimentar Sua presença em sua vida do jeito que Ele desejaria.

Não fique se Contorcendo porque o Negócio é BOM!

“Meu Pai procura adoradores.” E agora eu vou passar o resto de minha vida, Jesus disse, mostrando a vocês como serem livres das coisas que vocês vêm adorando, para que vocês possam experimentar o amor Dele e se jogar nos Seus braços. Isso é uma coisa boa, não ruim. É um privilégio; é um “posso participar” e não um “precisa ser”. É uma oportunidade que a face da terra nunca viu antes pois eles só se importavam com a satisfação de sua própria carne. Eles eram escravos de sua carne e escravos da conseqüência dessa escravidão, cativos do pecado e da pena pelo pecado. E eles eram sem esperança no mundo, como Paulo disse. Mas então Deus, rico em misericórdia, abriu o caminho por onde nós podemos ser livres da carne. Jesus disse aos Fariseus: “Vocês não têm espaço para Mim em seus corações.” E também foi Ele quem passou seus três anos de sua vida pública dizendo: “Eu quero mostrar a você que vale à pena ser livre, e que você pode ser livre porque Eu vou viver isso bem na frente de você.” E é isso que Ele nos chamou e nos deu a oportunidade de fazer, e nos deu o privilégio e o equipamento necessário para sermos capazes de fazê-lo.

Mas existem algumas decisões que precisamos tomar. Ele não passou tanto tempo aqui ensinando a troco de nada. Ele poderia ter andado por aí com uma varinha mágica, não é mesmo? “Você aí, você tá livre. Agora você, e você também tá livre.” Ele passou aquele tempo todo ensinando porque nós fomos feitos à semelhança de Deus, recebendo a oportunidade de crescer no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A nós foi dada a oportunidade de crescer no entendimento. As contínuas orações de Paulo eram para que o Pai desse entendimento, para que o Pai desse revelação, A FIM DE QUE nós pudéssemos viver uma vida que é digna Dele. Digna do chamado que traz prazer ao Pai, e uma herança para Jesus.

Ele nos traz entendimento porque somos feitos em Sua imagem e então livres para escolher. Ele nos traz entendimento para que possamos ver coisas como Ele vê e assim nos lançamos voluntariamente em Seus braços, deixando para trás os cuidados e as preocupações do mundo e o engano das riquezas, e não amar o mundo, amar a nós mesmos e a necessidade de ter o direito de tomar a decisão final. Ele nos dá a oportunidade, e com Sua graça e bondade abre o caminho para nos deixar conhecê-Lo, experimentá-Lo e viver em comunhão com Ele sem sermos controlados pelo lixo do resto. É assim que essas coisas são reconciliadas. É uma oportunidade que Ele nos traz, e Ele nos mostra os obstáculos e as ervas daninhas que nós voluntariamente, por nosso próprio livre-arbítrio, podemos arrancar.

“Ouve, ó Israel, o Senhor Seu Deus é o Único Deus. Único Deus.” Portanto, amai-O de todo o vosso coração, alma, mente e forças. Adorem-No. Somos separados para adorá-Lo em Espírito e em Verdade. Se o Espírito de Deus está apagado dentro de você, então tudo o que pode fazer é repetir palavras e obter uma sensação emocional para si mesmo. Se não for algo baseado na Verdade, então é engano. Assim, adorá-Lo em Espírito e em Verdade significa viver a vida que Jesus viveu. Como o Apóstolo João disse, sessenta anos depois: “Qualquer um que diz que vive Nele deve andar como Jesus andou.” É essa a oportunidade que Ele colocou diante de nós. Eu quero viver isso junto com vocês.

Pai nosso, pedimos a Você que nos ajude. Com imensa gratidão em nossos corações, reconhecemos o favor que Você tem nos mostrado. Nós éramos mortos em nossas transgressões e em nossos pecados, sem esperança no mundo. Escarnecedores cegos e ignorantes, vivendo em rebelião e descrença; isso era tudo que nós éramos. Tudo o que tínhamos a oferecer era tolice. E, mesmo assim, Você tocou nossos corações tornando-os em carne apesar da nossa própria habilidade, da nossa força de vontade, do convencimento ou persuasão de meros humanos ao nosso redor. Você, Você mesmo, estendeu Sua mão para dentro de nossos corações, nos tocou, nos tornou sensíveis transformando nossos corações de pedra em corações de carne e nos dando a oportunidade de ver e conhecer Você.
 
Agora nós queremos ir além de simplesmente experimentar a Sua salvação. Queremos passar para o reino dos que são Seus adoradores, amando Você e sendo separados para Seus propósitos e separados para Seu prazer. Ajude-nos a ver como é possível viver tudo isso. Pai, nós não estamos presos por qualquer lei. Nós não estamos presos a qualquer julgamento exterior. Nós não estamos presos às opiniões dos homens ou por um sistema legal. Nós estamos presos a uma aliança de amor e a um desejo de devolver a Você o amor que Você primeiro nos mostrou, tirando-nos da escuridão em primeiro lugar. Embora estivéssemos mortos em nossas transgressões e pecados, Você nos amou e sacrificou a Si mesmo por nós. E amor maior que esse ninguém possui, que dar a própria vida por seu amigo. Como Você tenha feito isso por nós, queremos fazer isso por Você e uns pelos outros. Queremos renunciar à nossa própria vida e a todas as exigências que temos dessa vida, para colocar isso em Suas mãos onde tudo certamente vai guardar seguro até o último dia. Amém
 
FONTE: www.aosseuspes.com/Como-Ser-Forte-na-Tempestade

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Questionamento do poder papal dividiu a Igreja e mudou a História 31 de outubro, comemoramos a Reforma ou o Halloween?


Imagem cedida por: www.sergiomissão.blogspot.com
No dia 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, o monge agostiniano Martinho Lutero aproveitou a grande procura das pessoas pelas missas comemorativas e divulgou sua proposta de reforma da Igreja Católica.
Ele literalmente pregou nas portas da Igreja do Castelo, em Wittenberg sua 95 teses, questionando as práticas do papado, sua doutrina e a venda de indulgências.   Como a igreja ficava na rua principal de Wittenberg, suas portas funcionava como uma espécie de quadro de avisos públicos.
Com esse gesto de questionar publicamente o papa, Lutero deu início a uma batalha teológica que posteriormente se tornaria uma guerra religiosa que dividiria países e mudaria para sempre a história.  
O principal argumento de Lutero era o ensinamento das Escrituras que “o justo viverá pela fé”. Estabeleceu então a doutrina da “justificação pela fé”, ou seja, a justificação do pecador diante de Deus não vem pelo esforço pessoal, mas trata-se de algo recebido por todos que creram na obra de Cristo na cruz.
Como o nome indica, a Reforma desejava mudar a Igreja, não dividi-la. Contudo, os argumentos de Lutero e seus aliados atingia o centro do poder: o Vaticano.  Entre suas críticas, Lutero negava a infabilidade papal, sua autoridade para tirar almas do Purgatório, negava que o pontífice possuía as chaves do céu. Queria ainda que fosse abandonado o culto aos ídolos (santos).
Escreveu muitos tratados teológico, que foram impressos e distribuídos ao povo nos meses seguintes, acabaram se espalhando por toda a Europa. Ao mesmo tempo traduzia a Bíblia para a língua falada pelo povo, para que todos pudessem entender a mensagem divina, que só foi impressa em setembro de 1522.
Foi chamado ao Vaticano para se retratar perante o Papa. Ameaçado de morte, entrou abertamente em conflito com a Igreja Católica. Em 1520, referiu-se pela primeira vez ao Papa como “anticristo”. Ele e seus aliados foram excomungados pelo papa Leão X, através da bula papal Decet romanum pontificem, em  janeiro de 1521.  Alegava-se que ele incorria em “heresia notória”.
A maioria das igrejas evangélicas do Brasil não gosta de ser chamada de Protestante ou Reformada, termos comuns em outras partes do mundo. Com exceção das igrejas luteranas e de outras denominações mais tradicionais, o dia 31 de outubro sequer é lembrado ou mencionado.  Por outro lado, a festa do Halloween, também comemorada no dia 31 de outubro tem crescido em influência no país a cada ano.
Dentro de quatro anos, ocorrerão as comemorações dos 500 anos da Reforma Protestante. Na semana passada, representantes da Federação Luterana Mundial procuraram o papa Francisco e ouviram que “Católicos e luteranos podem pedir perdão pelo mal que causaram uns aos outros e pelas culpas cometidas diante de Deus, e invocar o dom da unidade. As dificuldades não faltam e não faltarão e serão necessários, paciência, diálogo, e compreensão recíproca”. Também foi publicado recentemente um texto da Comissão luterano-católica para a unidade, chamado “Do conflito à comunhão. A interpretação luterano-católica da Reforma em 2017”.    
Essas são as 95 teses que deram origem à Reforma:
1. Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I Coríntios XII.
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!” sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Verdades Fundamentais – David Brainerd

Imagem ceddia por: notasdejano.blogspot.com

Minha alma, em certa medida, foi fortalecida em Deus nas devoções matinais, de tal modo que fui liberto do receio trêmulo e da aflição. Preguei para minha gente com base na parábola do semeador, em Mateus 13, e desfrutei de alguma ajuda divina em todas as horas do dia. Pude dirigir-me à minha gente com alguma liberdade, afeto e fervor; anelei que Deus tomasse conta de seus corações, tornando- os espiritualmente vivos. De fato, eu tinha tanta coisa para dizer-lhes que não sabia como parar de falar.
Isto sucedeu no último domingo em que Brained dirigiu um culto público em Kaunaumeek. Esses foram os últimos sermões que pregou aos índios dali. Os métodos que adotara, em busca da salvação deles, foram descritos em uma carta que escreveu ao Pastor Pemberton, de Nova York. – Jonathan Edwards:

“Em meus labores com eles, a fim de ‘tirá-los das trevas para a luz’, estudei o que era mais claro e fácil, e melhor adaptado às suas capacidades. Esforcei-me por expor-lhes, com certa freqüência, na medida que eram capazes de absorver, as verdades mais importantes e necessárias do cristianismo, como aquelas que diziam respeito à uma imediata conversão a Deus; verdades que eu pensava tendiam ser meios para efetuar uma gloriosa transformação nas vidas deles. Mais especificamente, fiz de escopo e roteiro de todos os meus trabalhos, levá-los a uma total familiaridade com estas duas questões:

1)      A pecaminosidade e a miséria do estado em que se achavam naturalmente; a maldade de seus corações, a corrupção de suas naturezas; a pesada culpa sob a qual estavam, e como estavam sujeitos à punição eterna. E também a total incapacidade deles salvarem-se a si mesmos, quer de seus pecados quer das suas misérias, as quais são a justa punição dos pecados; de seu não-merecimento de misericórdia da parte de Deus, diante de qualquer coisa que eles mesmos pudessem ter feito para obter o favor de serem salvos.

2)      Ainda, por muitas vezes procurei mostrar-lhes a plenitude, a toda-suficiência e a liberdade da redenção operada pelo Filho de Deus, com base em sua obediência e sofrimentos, em favor de pecadores que estão perecendo, como essa sua provisão ajusta-se a todas as carências deles; e como Ele os chamava e convidava a aceitarem a vida eterna gratuitamente, não obstante toda a pecaminosidad

Q   (…) Quando minha gente já se acostumara com muitas das verdades mais simples do cristianismo, de tal modo que agora eram capazes de receber e entender outras verdades, dei-lhes um relato histórico sobre o trato de Deus com seu antigo povo, os judeus, com alguns dos ritos e cerimônias que eles eram obrigados a observar, como seus sacrifícios, etc., e o que essas coisas simbolizavam; e também alguns dos surpreendentes milagres operados por Deus com vistas à salvação deles, enquanto nEle confiassem. Também mencionei os duros castigos que algumas vezes lhes sobrevieram, quando esqueciam-se de Deus e pecavam contra Ele. Posteriormente, passei a dar-lhes um relacionamento entre o nascimento, vida, milagres, sofrimentos, morte e ressurreição de Cristo, como também sua ascensão e a maravilhosa efusão do Espírito Santo que em conseqüência, ocorreu mais tarde. (…)”

Fonte: A vida de David Brainerd – Jonathan Edwards
& http://tiagolinno.wordpress.com/2011/10/23/verdades-fundamentais-%E2%80%93-david-brainerd/

Em discurso na ONU, primeiro-ministro de Israel afirma que “as profecias bíblicas estão se cumprindo nos nossos dias”

Imagem cedida por: veja.abril.com.br

No dia 1º de Outubro, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas apresentando como principais assuntos a relação entre Israel e a Palestina e o temor de um iminente ataque por parte do Irã. Em suas colocações sobre o Irã, Netanyahu ressaltou os perigos da existência de um programa nuclear iraniano e afirmou que “as profecias bíblicas estão se cumprindo nos nossos dias”.
Durante seu discurso, que durou cerca de meia hora, Benjamin Netanyahu criticou o recente discurso conciliador apresentado pelos representantes do Irã, negando a existência de um programa nuclear armamentista no país. Ele falou diretamente também do novo presidente iraniano, Hassan Rohani, ressaltando que quando o atual presidente foi chefe do Supremo Conselho Nacional de Segurança do Irã, entre 1989 e 2003, deu o aval do governo a atentados terroristas que dizimaram centenas de pessoas.
- Ele é um lobo que acha que pode colocar lã em cima dos olhos da comunidade internacional – afirmou sobre Rohani.
- Hoje a nossa esperança para o futuro é desafiado por um Irã com armas nucleares que procura nossa destruição – ressaltou o primeiro ministro israelense, ressaltando que “nos últimos três anos, o Irã tem ordenado, planejado e perpetrado ataques terroristas em 25 cidades nos cinco continentes”.
- Há dois anos, agentes iranianos tentaram assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, e apenas três semanas atrás, um agente iraniano foi preso tentando coletar informações sobre possíveis ataques contra a embaixada americana em Tel Aviv – citou.
- Senhoras e senhores, instalações nucleares subterrâneas, reatores de água pesada, centrífugas avançadas, mísseis balísticos intercontinentais. Veja, não é que é difícil encontrar provas de que o Irã tem um programa nuclear, um programa de armas nucleares; é difícil encontrar evidências de que o Irã não tem um programa de armas nucleares – completou o primeiro ministro, que afirmou ainda que se as outras nações não desejam enfrentar o Irã de maneira rígida, Israel está pronto para se defender sozinho.
Netanyahu afirmou ainda a intenção do estado de Israel em ter paz com os palestinos, mas ressaltou que para isso é necessário que haja “reconhecimento mútuo, no qual um Estado palestino desmilitarizado reconhece o Estado judeu de Israel”.
Ao fim de seu discurso, ele disse que o povo de Israel, antes um “povo espancado”, se transformou em uma nação próspera e totalmente capaz de se defender, afirmando que estamos presenciando o cumprimento de uma profecia bíblica sobre Israel.
- No nosso tempo estão sendo cumpridas as profecias bíblicas. Como disse o profeta Amós [9:14-15], Eles construirão de novo as cidades que estavam em ruínas e morarão nelas. Farão plantações de uvas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão as suas frutas. Plantarei o meu povo na terra que lhes dei, e eles nunca mais serão arrancados dali – afirmou o primeiro ministro, que finalizou seu discurso dizendo, em hebraico: – Senhoras e senhores, o povo de Israel voltou para casa para nunca mais ser arrancado dela novamente.

FONTE: http://noticias.gospelmais.com.br/em-discurso-na-onu-primeiro-ministro-de-israel-afirma-que-as-profecias-biblicas-estao-se-cumprindo-nos-nossos-dias.html

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Julio Severo entrevista Dep. Marco Feliciano: Como uma oposição gayzista colossal catapultou o nome dele à fama, tornando-o o político evangélico mais proeminente do Brasil

Marco Feliciano se tornou o líder evangélico mais proeminente na política brasileira. Sua fama ocorreu involuntariamente. Como deputado federal, ele foi nomeado como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em março passado. Imediatamente, toda a esquerda começou uma campanha em massa contra sua nomeação. Artistas, políticos e até ministros do governo socialista da presidente Dilma Rousseff o queriam fora da presidência da comissão.


Até mesmo entre líderes evangélicos, havia oposição feroz. Dois importantes pastores reformados esquerdistas, o Rev. Marcos Amaral e o Rev. Ariovaldo Ramos, participaram de campanhas nacionais para remover Feliciano.
Sob tal oposição feroz, as chances de Feliciano permanecer no cargo eram irrisórias. Ninguém queria ficar com ele.
Eu estava entre a minúscula minoria de líderes cristãos que o estavam apoiando, apesar de seu passado. Como Ariovaldo Ramos e muitos evangélicos e católicos esquerdistas, Feliciano apoiou a eleição da presidente socialista Dilma. Mas meus contatos pró-vida católicos me garantiram que a ajuda dele foi fundamental em muitas batalhas pró-vida no Congresso do Brasil. Além disso, essas fontes me informaram que o apoio dele à socialista Dilma ocorreu meramente por causa de sua ingenuidade. Diferente de Ariovaldo e Marcos Amaral, que são militantes ideológicos e apoiaram Hugo Chavez e governos socialistas no Brasil, continuando a apoiá-los mesmo depois que começaram a promover o aborto e a homossexualidade, Feliciano parou de apoiar Dilma por causa dessas questões. Aliás, a oposição em massa à sua nomeação aconteceu devido às suas sólidas posturas contra o aborto e a homossexualidade.
Marco Feliciano é o presidente da Catedral do Avivamento, uma igreja ligada a Assembleia de Deus no Brasil. Sua fama catapultou porque ele permaneceu, apesar da sistemática hostilidade socialista, como o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Antes de sua nomeação, durante muitos anos essa comissão, que era controlada por socialistas poderosos, havia aprovado alocações de verbas para grupos homossexuais. Desde 2010, mais de 300 mil reais foram alocados para a agenda gay. Com Feliciano no cargo, esses enormes recursos financeiros estão sendo destinados a legitimas necessidades de direitos humanos.
Grupos esquerdistas em toda a sociedade brasileira estão furiosos com as perdas gays. Mas os verdadeiros direitos humanos estão ganhando.
Tenho o privilégio de entrevistar o deputado federal Marco Feliciano para deixar você saber sobre a batalha colossal dele para sustentar valores pró-família na política brasileira — que é dominada por socialistas determinados a impor a cultura da morte no Brasil.
Julio Severo: Sua nomeação à presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDHM) provocou revolta no governo do PT e nas esquerdas. Nunca vi um político evangélico tão atacado quanto você. Por que o PT e as esquerdas fizeram isso?
Marco Feliciano: As esquerdas brasileiras odeiam a tudo e a todos que servirem de bloqueio aos seus nefastos projetos progressistas. Desde que fui eleito em 2010, honrando os votos do meu segmento cristão, me dobrei diante dos temas que me eram interessantes e para minha surpresa encontrei quase 200 projetos que transformavam gays em uma super-raça. Hoje num pente fino bem apurado, descobri tramitando pela Câmara dos Deputados mais de 900 projetos que ferem a família tradicional, as igrejas e a liberdade de expressão. Tornei-me uma espécie de “guarda-costas” da família. Bem antes da CDHM eu já havia, por exemplo, pedido o impeachment de um ministro do STF por ter antecipado o voto sobre o aborto dos bebês anencéfalos. Fiz isso junto com o já falecido Dom Bergonzini, bispo de São Paulo. Fui também autor de um PDC de plebiscito sobre o casamento homossexual. Tive várias batalhas em comissões e no plenário quando o assunto era orientação sexual, e desde então me transformaram em inimigo público. Quando meu nome foi indicado para CDHM, a oposição surtou. Afinal, não era um deputado numa mísera comissão sem expressão. Era o deputado conservador, alguém basicamente de direita assumindo uma comissão criada exclusivamente pela e para a esquerda.
Marco Feliciano com líderes católicos pró-vida
Julio Severo: Ariovaldo Ramos, Rev. Marcos Amaral e outros representantes da esquerda evangélica se uniram aos protestos contra você. Por que eles fizeram isso contra você e nunca contra as políticas abortistas e homossexualistas do governo do PT?
Marco Feliciano: Um belo dia recebi uma ligação de alguém ligado ao Ariovaldo, dizendo que ele queria me ouvir antes de se pronunciar. Confesso, nunca antes havia ouvido falar dele. Segui a ordem bíblica: “segui a paz com todos.” Fui ao encontro desse senhor que me recebeu com vários outros senhores que compunham a diretoria da Aliança Evangélica. Por mais de uma hora dei minhas explicações, denunciei como as coisas funcionavam em Brasília, falei das centenas de projetos que ameaçavam a liberdade de culto e a destruição da família tradicional, etc. Contudo, fui questionado como eu me comportaria diante das reivindicações dos índios, dos pobres, questões sociais, e então percebi que estes senhores, amigos do peito do governo esquerdista, nada se preocupavam com as minhas preocupações. Eram apenas ativistas, preocupados em não provocar uma “guerra” santa, me aconselhando a não ser intolerante, me doutrinando sobre o perfeito governo de Lula e os bons relacionamentos com o Ministro da Casa Civil Gilberto de Carvalho. Um dos meus assessores que me acompanhava, me confidenciou: esse cidadão (Ariovaldo) não é dos nossos… Dias depois vi que essa palavra se cumprindo: Ariovaldo e os outros já haviam assinado um documento público contra mim, antes da reunião, e depois dela não deram uma nota sequer.
Julio Severo: Em seu desespero, você chegou a procurar ajuda da ANAJURE, uma associação evangélica criada recentemente para defender os direitos civis dos cristãos. Qual foi a resposta?
Marco Feliciano: Era desespero mesmo. Fazia quase 30 dias que eu estava sob fogo cruzado e até então pouquíssimos saíram ao meu socorro. Lembrei-me da ANAJURE. Lembrei-me também do pedido desesperado que esses nobres juristas “cristãos” fizeram à Frente Parlamentar Evangélica dizendo que a ANAJURE só seria reconhecida se houvesse a aprovação dos parlamentares. Afinal, era para isso que estavam criando essa entidade: para proteger os parlamentares evangélicos em suas lutas pela liberdade religiosa e pela família. Liguei para o então presidente* da ANAJURE que estava na França. Falei com ele mais de uma vez, e o que ele me disse era que estava do meu lado e que a ANAJURE iria me defender juridicamente. Papo furado! Balela! Dias depois uma nota destes santos juristas me espancou e me aconselhou a sair da CDHM porque eu não era uma pessoa qualificada. Após esse episódio, a ANAJURE perdeu alguns de seus membros fundadores mais importantes, inclusive nossa guerreira da fé em Brasília, Dra. Damares.
Julio Severo: Na época da grande perseguição contra você, o presidente da ANAJURE lançou um comunicado nacional alertando que sua presença na Comissão de Direitos Humanos iria “dividir, ainda mais, a própria igreja evangélica… Tudo isso porque os projetos pessoais estão acima dos valores da Verdade do Evangelho de Cristo”. Por que, em vez de ajudar você, o presidente da ANAJURE optou por tal comunicado público?
Marco Feliciano: Por ser covarde, porque não era conveniente aliar a imagem de sua instituição a um “cão leproso” como eu naquele momento. Eu era um vexame para eles. Pouquíssimos acreditavam que eu conseguiria aguentar a pressão. Ele apostou na minha saída, na minha queda. Mas o Senhor através da oração da igreja me sustentou.
Julio Severo: O que você sofreu com tanta oposição, vinda da mídia e da esquerda secular e evangélica?
Marco Feliciano: Perseguição, ameaças de morte, ataques físicos e humilhações públicas. Minha esposa contraiu uma doença psicossomática da qual ainda não se recuperou. Minhas filhas menores (10 e 11 anos) precisaram de apoio psicológico, pois em um culto os ativistas gays subiram sobre o meu carro, expondo seus órgãos sexuais, aos gritos, xingamentos, cusparadas, enquanto minhas crianças estavam no carro, aos gritos e prantos. Eu emagreci 10 quilos, pois não conseguia me alimentar nem dormir. A mídia foi cruel, editando mensagens que preguei há mais de 15 anos atrás e todos dias estampavam em seus jornais e TV. A mídia social foi terrível. Criaram perfis fakes no Facebook. Por causa disso, a Xuxa me chamou de monstro. Eu ia processá-la, mas aí li a citação dela, e vi que ela citava algo que eu nunca havia dito. Procurei e encontrei um perfil fake com mais de 100 frases racistas supostamente ditas por mim. As igrejas se amedrontaram e não tiro a razão em alguns casos. Fiquei 4 meses sem poder pregar. Tenho um ministério de igrejas com pouco mais de 5 anos de trabalho. Os ativistas gays depredaram nossos templos e fizeram campanha na porta de algumas igrejas proibindo as pessoas de entrarem. Em algumas cidades pequenas a tormenta foi tão grande que os membros não tinham mais coragem de ir à igreja, porque ao chegarem lá encontravam os ativistas gays fumando, se drogando, bebendo e dançando seminus. Fechamos algumas congregações. E até hoje fazem terrorismo. Descobrem onde vou estar pregando e pela mídia social ameaçam ir com milhares de pessoas para frente das igrejas com trios-elétricos. Você deve ter visto na net o vídeo do avião (link: http://bit.ly/18jf9zm), e outros mais.
Protesto contra Marco Feliciano
Julio Severo: A pressão da militância gay afetou sua vida do dia-a-dia? Como?
R: Sim. Hoje, raramente ando em locais públicos. Quando o faço, se alguém me chama pelo nome, ou se aproxima abruptamente, meu coração dispara, pois não sei o que vai acontecer e qual será a intenção da pessoa. Por isso não vou mais a restaurantes, shoppings, e quando vou me descaracterizo para tentar passar despercebido.
Julio Severo: Sua família chegou a sofrer ameaças por causa das pressões gayzistas?
Marco Feliciano: A minha filha primogênita, 18 anos, teve que trancar sua matricula escolar aqui no Brasil, pois o sobrenome Feliciano pesou. Tive que mandá-la para fora do Brasil. Hoje ela está nos EUA estudando.
Julio Severo: Os militantes gays têm xingado e ameaçado você. Você também os tem xingado e ameaçado?
Marco Feliciano: Meu perfil é de paz e tranquilidade. Tenho equilíbrio emocional. Nunca xingo. Nunca ameaço. Até mesmo quando tenho o amparo legal para iniciar um processo, não o faço. Sou cristão, não apenas nominal, mas praticante.
Julio Severo: O que você pensa do comportamento homossexual? É medicamente saudável? É moralmente saudável?
Marco Feliciano: É um fenômeno comportamental que está longe de ser compreendido. É um assunto que precisa ser estudado, mas a militância gay mundial fez com que psicólogos abandonassem o assunto e dessem por encerrado. O que é lamentável e por que não dizer criminoso. Transformaram em “moda”, e quem irá pagar por isso serão as próximas gerações. O comportamento gay trás transtornos, angustias, tristezas e desespero. Sinto muito por eles.
Julio Severo: O que você pensa das condenações que Deus faz na Bíblia ao comportamento homossexual?
Marco Feliciano: Não questiono Deus nem seus pensamentos. O Velho Testamento aponta proibições no intuito de preservação da espécie. Por exemplo, a circuncisão, alimentos como carne de porco ou frutos do mar. Hoje sabemos como a separação do povo dessas práticas alimentares bem como a circuncisão davam sobrevida ao povo. Era para mantê-los saudáveis. Vejo a condenação ao ato homossexual por Deus por vários aspectos, a preservação da espécie. Se você colocar 500 gays em uma ilha por 70 anos, no fim a ilha ficará deserta. O coito anal é anti-higiênico. Doenças como HPV e AIDS se proliferam com facilidade entre a comunidade GLBTT, e temos a questão do pecado, que é tudo aquilo que ofende e entristece Deus. Lembrando que as condenações eram no VT, na dispensação da Lei. Com Cristo no Novo Testamento a condenação ficou para a alma, na eternidade. A lei do olho por olho foi trocada pelo ama o próximo como a ti mesmo. Por isso amo os homossexuais, mas abomino o ato homossexual. 
Marco Feliciano é apoiado na Marcha pela Família em junho
Julio Severo: O que você pensa do PLC 122?
Marco Feliciano: O PLC 122 é o cadeado que lacrará para sempre a liberdade de expressão e castigará fortemente a igreja cristã verdadeira.
Julio Severo: Você concorda com a atitude do governo, com a cumplicidade dos meios de comunicação, de forçar as crianças e adolescentes a serem expostos à doutrinação homossexual nas escolas e outros ambientes?
Marco Feliciano: Sou contra e pago um alto preço por isso. A assim chamada “nova estrutura familiar” é desonesta, macabra, pútrida, desgraçada e implacável! Pais cuidem de seus filhos!
Julio Severo: Antes de você, o que acontecia na Comissão de Direitos Humanos? É verdade que muito dinheiro era canalizado para financiar projetos homossexuais? Pode mencionar algum projeto financiado?
Marco Feliciano: A CDHM foi criada quase 20 anos atrás e era usada como plataforma de visibilidade ao movimento LGBTT. Nos últimos 18 anos estima-se que algo em torno de 350 milhões de reais foram destinados a este grupo. Há inúmeras denúncias que, quando apuradas, esbarram numa redoma política. O Ministério da Cultura tem uma espécie de sub-ministério só para os gays. Em São Paulo com apoio do governo estadual criou-se o museu gay. As marchas de orgulho gay têm apoio legal dos cofres públicos, e por vai.
Julio Severo: E agora sob sua presidência, como a Comissão de Direitos Humanos canaliza os recursos? Para onde vai o dinheiro do povo?
Marco Feliciano: Uma comissão não pode mandar dinheiro, mas indica onde as verbas deveriam ser empregadas. Isso acontece no fim do ano. Ainda não o fiz, mas quando o fizer, fiquem tranquilos que indicarei os que realmente precisam do dinheiro do povo.
Julio Severo: Você acha que a imensa revolta da militância gay contra sua presidência na Comissão de Direitos Humanos tem a ver com a perda milionária de recursos que o movimento gay sofreu?
Marco Feliciano: É claro que sim. E também com a perda da visibilidade na própria Câmara dos Deputados. Embora este ano eles apareceram mais na mídia, o que deveria ser bom pra eles, foi um verdadeiro tiro no pé. As pessoas estão acordando e percebendo o que eles fazem de fato.
Julio Severo: No passado, você apoiou politicamente Lula e Dilma. O que fez você mudar de posição? Entre valores éticos, especialmente contra o aborto e o homossexualismo, e apoio ao PT, por que você preferiu valores éticos?
Marco Feliciano: Em 2010 estávamos entre a cruz e o punhal. De um lado, no segundo turno, estava o PSDB e José Serra, que assumiu publicamente que era a favor do aborto. Do outro, Dilma, que assinou um documento público dizendo que era contra o aborto e que em seu governo não o aprovaria. O que você faria? Eu escolhi o menos pior, o candidato que tinha um documento físico que poderia ser usado para cobrar a promessa feita. Apoiei Dilma. Arrependi-me. Para esta esquerda que ai governa, valores só existem quando é dinheiro.
Julio Severo: Por que Ariovaldo Ramos e outros representantes da esquerda evangélica, que também apoiaram Lula e Dilma, preferiram se unir ao PT e à militância gay contra você na presidência na Comissão de Direitos Humanos? Valores éticos, especialmente contra o aborto e o homossexualismo, não são importantes para eles?
Marco Feliciano: Quem sabe? Com certeza deve ter algum ganho especial que desconhecemos. Cito aqui o velho poeta, “Entre o céu a terra existem mais mistérios que a nossa vã filosofia de viver”… Eu não consigo acreditar em uma igreja que prefere o erro, mas não a verdade. Não consigo compreender o que leva um pastor a apoiar um sistema maligno do que ficar ao lado do seu simples e fraco irmão. Não entendo mesmo.
Julio Severo: Você passou por uma grande prova de fogo. Com tanta oposição à sua nomeação para a presidência da Comissão de Direitos Humanos, parecia que você não ia conseguir durar muito tempo. Como foi sua experiência com Deus nesse período?
Marco Feliciano: Não me lembro de ter ficado tão perto de Deus antes. Foi profundo. A dependência dEle foi total. A oração tinha um foco virtuoso. Eu que já ouvia falar dEle, O conheci de verdade. Depois de 40 dias vi os cristãos se levantarem em meu socorro. Evangélicos, católicos e, pasme, até espíritas, babalorichás e ateus conservadores se uniram na internet, nas ruas, em oração, em programas de TV e rádio. A manifestação promovida pelo Pr. Silas Malafaia em Brasília foi uma benção. Vi Deus mover a nação cristã em oração.
Julio Severo: Depois de imensa oposição, sua permanência como presidente da Comissão de Direitos Humano é um milagre. Você sente que Deus tinha esse propósito para você? Jean Wyllys, o deputado gayzista, diz que foi colocado na política pelos orixás. E no seu caso? Você tem um chamado de Deus para a política?
Marco Feliciano: Quando me candidatei a deputado federal, foi um choque para muitos. Poucos entenderam o que eu fazia naquele momento. Eu tive um sonho espiritual. Fui movido por Deus para atuar como político. Minha vida na política despertou a mente de boa parte da igreja. Provei que é possível ser politico e continuar cheio do Espirito Santo. Continuo sendo pastor e pregador. Meus princípios permanecem. No ano que vem a igreja mostrará sua força nas urnas. Tenho certeza que Deus está neste negócio. Eu creio que Deus ainda tem “Josés e Daniéis” para governos. Lembrando que o profeta do Velho Testamento era a consciência política dos reis.
Marco Feliciano
Julio Severo: Muitos gostariam de votar em você para presidente no próximo ano, pois possivelmente todos os candidatos serão pró-aborto e pró-homossexualismo. Nem a socialista Marina Silva, que está buscando o voto evangélico, é confiável nessas questões. Ela tem o apoio de muitos esquerdistas, inclusive evangélicos, que fizeram oposição sistemática a você. Você seria a única opção eleitoral para os cristãos. Por que você não se candidata a presidente?
Marco Feliciano: Eu também me decepcionei com a nossa “irmã” Marina. Marina é tão de esquerda que o próprio PT não foi radical o suficiente pra ela. Vejam os que estão ao lado dela na construção da Rede e entenderão o que falo. Se hoje um partido com tempo de TV me desse a legenda, eu me candidataria sem medo. Se não for dessa vez, quem sabe na próxima. Estou em oração. Tenho muito que aprender. Tenho 40 anos de idade e iniciando minha vida política, lembrando que nunca fui nem vereador. Tenho convicção de que não estou 100% preparado, mas para isso existem assessorias, ministérios, etc. É um sonho. Vamos sonhar. Sonhemos com o dia em que ao ouvir a Voz do Brasil, o jornalista dirá: Com a palavra sua excelência o presidente da Republica Federativa do Brasil, e o presidente iniciará seu discurso assim: EU CUMPRIMENTO OS COMPATRIOTAS BRASILEIROS COM A PAZ DO SENHOR!
* Uziel Santana.
FONTE: http://networkedblogs.com/PnoR9

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