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quinta-feira, 29 de maio de 2014

O amor que devemos aprender, 1 Cor 13

www.crianzapositiva.org
Em I Coríntios 13:4-7, a Bíblia nos fala sobre o amor. Ela diz que: "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

No grego antigo, havia três palavras que significavam amor: "eros", "phileo" e "ágape". Eles usavam a palavra de acordo com o tipo de amor a que estavam se referindo.

A palavra "eros" se referia ao amor sexual e, como sabemos, deve existir dentro do casamento.

A 2a palavra "phileo" significava o amor que existia entre pais e filhos, e entre irmãos. Este tipo de amor, que se desenvolve com o tempo, também deve existir no casamento.

Por último, temos o amor "ágape" que é o mais profundo e o mais sublime de todos. Este amor sempre caracterizou Deus. Em João 3:16 a Bíblia nos mostra o tão grande amor do nosso Deus quando diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho..." Existe maior amor do que este? Encontramos também este amor expresso em I Coríntios 13:4-7 . Um casamento fundamentado no AMOR ÁGAPE pode sobreviver a qualquer tipo de tempestade, desencontros, desavenças, etc. Se alicerçamos nosso casamento no AMOR ÁGAPE, a palavra de Deus se torna realidade quando Ele diz: "o amor nunca acaba". Certamente este tipo de amor precisa ser aprendido e esta aprendizagem exige muito esforço e conhecimento. Todos precisamos aprender a amar. Mas, para que um casamento seja feliz é necessário existir estes três tipos de amor.





Em I Coríntios 13:4-7, Deus nos mostra as 15 características do amor que eu e você devemos expressar em nossas vidas:

1. A Bíblia nos diz primeiramente que o amor é SOFREDOR. Se tenho dentro de mim esta qualidade de amar alguém, então custo a ficar zangada, nunca levanto a voz ou perco a calma.

2. Em seguida, aprendemos que o amor é BENIGNO. Se tenho esta tão preciosa característica, então sou uma pessoa bondosa e criativa em pôr minha benignidade em prática. Procuro sempre elogiar em vez de criticar. Vejo sempre, na outra pessoa, algo positivo.

3. A Bíblia nos ensina também que o amor NÃO É INVEJOSO. Se possuo este tipo de amor, não fico com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um emprego melhor do que o meu; não fico insegura se a outra pessoa é mais capacitada ou mais atraente do que eu.

4. O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE. Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que meu noivo ou marido se sinta inferior ou deixado de lado.

5. A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO SE ENSOBERBECE. Se tenho este tipo de amor, então não sou orgulhosa, nem arrogante diante da pessoa que amo. Não espero ser bajulada para fazer o que é de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesma.

6. O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA. Com esta outra característica do amor, não sou grosseira para com a pessoa que amo. Não sou sarcástica nem crítica. Procuro, cada vez mais, demonstrar meu amor com cortesia.

7. Na Palavra de Deus vemos também que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES. Este tipo de amor não é "auto-centralizado" mas "outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim naquele a quem amo, buscando seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando descobrir os interesses dele. Não sou possessiva com aquela pessoa que amo, não vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.

8. Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amo, não me exaspero, nem fico facilmente amargurada. Se amo não procuro ficar sempre na defensiva, nem sou super- sensível.

9. O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar pagando o mal com o mal.

10. A Bíblia nos diz que o amor NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.

11. O amor FOLGA COM A VERDADE. Se é só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também caberia a mim, eu assim mesmo me alegro.

12. Deus nos ensina que o amor TUDO SOFRE. Se amo, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele a quem amo.

13. O amor TUDO CRÊ. Com este amor, confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus.

14. O amor TUDO ESPERA. Se estou realmente amando, creio que Deus está agindo na vida da pessoa que amo, trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro. Nunca desanimo.

15. O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa que amo sou capaz de tudo suportar. Não fico desanimada, nem triste.

Finalmente, podemos dizer que o AMOR ÁGAPE é aquele amor que se dá e se sacrifica pelo mais alto bem da outra pessoa. Tal sublime amor prático é completamente abnegado, ou seja, busca o que é melhor para aquele que ama. O AMOR ÁGAPE também é dedicado, ou seja, continua amando aconteça o que acontecer.

Um excelente treinamento para o casamento: "Mostre amor pelas pessoas da sua família. Lembre-se que você não tem que esperar até 'sentir' amor. Aja agora e procure amá-las. 

FONTE: http://solascriptura-tt.org/DoCoracaoDeValdenira/AmorQDevemosAprender-Valdenira.htm

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

As Quatro Regras de Oração de João Calvino por Joel Beeke


Imagem cedida por: http://espacokoinonia.blogspot.com.br/

Para Calvino, a oração não podia ser realizada sem disciplina. Ele escreveu: “Se não fixarmos certas horas do dia para a oração, ela escapará facilmente de nossa memória”. Ele prescreveu várias regras para orientar os crentes a oferecerem oração fervorosa e eficaz.

1. A primeira é um senso sincero de reverência.

 Na oração, precisamos estar “dispostos de coração e mente, como convém àqueles que entram em conversa com Deus”. Nossas orações devem brotar do “fundo de nosso coração”. Calvino recomendava uma mente e um coração disciplinados, afirmando: “As únicas pessoas que se preparam devida e apropriadamente para orar são aquelas que são movidas de tal maneira pela majestade que, livres dos cuidados e afeições terrenos, se aproximam da oração”.


2. A segunda regra é um senso sincero de necessidade e arrependimento.

Temos de “orar com um senso sincero de carência e arrependimento”, mantendo “a disposição de um pedinte”. Calvino não estava dizendo que os crentes devem orar em favor de cada capricho que surge em seu coração, e sim que devem orar penitentemente, de acordo com a vontade de Deus, tendo em foco sua glória e anelando resposta, “com afeição sincera, e, ao mesmo tempo, desejando obtê-la de Deus”.

Veja o vídeo “Depois da Escuridão, Luz – João Calvino e a Pregação da Palavra

3. A terceira regra é um senso sincero de humildade e confiança em Deus.

A verdadeira oração exige que “abandonemos toda confiança em nós mesmos e supliquemos humildemente o perdão”, confiando somente na misericórdia de Deus para recebermos bênçãos espirituais e temporais, lembrando sempre que a menor gota de fé é mais poderosa do que a incredulidade. Qualquer outra maneira de nos aproximarmos de Deus promoverá o orgulho, que será letal. “Se reivindicarmos algo para nós mesmos, por mínimo que seja”, estaremos em perigo de destruir a nós

mesmos na presença de Deus.

4. A regra final é ter um senso sincero de esperança confiante.

A confiança de que nossas orações serão respondidas não surge de nós mesmos, mas do Espírito Santo agindo em nós. Na vida dos crentes, a fé e a esperança vencem o temor, para que sejamos capazes de pedir “com fé, em nada duvidando” (Tg 1.6). Isso significa que a verdadeira oração é confiante na resposta, por causa de Cristo e do pacto, “pois o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo sela o pacto que Deus estabeleceu conosco”. Assim, os crentes se aproximam de Deus com ousadia e entusiasmo porque essa “confiança é necessária à verdadeira invocação… que se torna a chave que nos abre a porta do reino dos céus”.

Opressivas? Inatingíveis?
Essas regras talvez pareçam opressivas — até inatingíveis — em face de um Deus santo e onisciente. Calvino reconheceu que nossas orações estão repletas de fraqueza e imperfeição. Ele escreveu: “Ninguém jamais cumpriu esse dever com a retidão que lhe era devida”. Mas Deus tolera “até o nosso gaguejo e perdoa a nossa ignorância”, permitindo que ganhemos familiaridade com Ele, em oração, embora esta seja pronunciada de “forma balbuciante”. Em resumo, nunca nos sentiremos como pedintes dignos. Nossa inconsistente vida de oração é frequentemente atacada por dúvidas, mas essas lutas mostram nossa necessidade contínua da oração como uma “elevação do espírito” e nos impele sempre a Jesus Cristo, que “transformará o trono da glória terrível em trono da graça”. Calvino concluiu que “Cristo é o único caminho e o único acesso pelo qual temos permissão de ir a Deus”.

Este trecho é uma adaptação da contribuição de Joel Beeke no livro João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus e www.blogfiel.com.br

domingo, 12 de agosto de 2012

PROGRAMAÇÃO DE TELEVISÃO NO BRASIL NUNCA MUDARÁ PARA MELHOR !




http://ituresiste.blogspot.com.br

Afinal, quando estamos reunidos com a família na sala da nossa casa, assistindo televisão, quem entra nela além do Espírito Santo de Deus? Se você está assistindo programas  de televisão em não conformidade com a Palavra de Deus, concorda que está entrando em sua casa outro tipo de espírito que não é o de Deus? Temos uma sala de televisão, mas não temos uma sala de oração. Mt 6:6, Ex 2:23, Ex 22:23, 1Rs 18:27, Is 65:24, Lc 23:23. Muitos crentes no Senhor e Salvador Jesus Cristo tem trocado a Santificação pela televisão.  1 Ts 4:7,  2 Ts 2:13, Hb 12:14, Rm 12:1, 1 Ts 4:3. 

Na verdade, nós cristãos, nunca iremos mudar a televisão. _Por quê, Missionário Ripari?  Para mudá-la teríamos que mudar o coração de quem faz televisão. Para isso, os proprietários das emissoras de televisão teriam que ter uma experiência pessoal com o Senhor e Salvador Jesus Cristo. Do ponto de vista legal, se considerarmos o Art. 221 da Constituição Brasileira, parágrafo 4, fica claro que as emissoras de televisão no Brasil fazem muitos programas fora da lei. ART-221 “A produção e a programação das 

emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: 

1- Preferência da finalidade educativa, artísticas, culturais e informativas;  
2- Promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua 
divulgação;  
3- Regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei; 4- Respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.”  

“Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, principalmente dos da sua família, negou a fé e é 
pior do que o infiel ( 1 Tm. 5:8.” 

                  Infiel = Incrédulo 
Um cidadão erra em não cumprir a lei, e fica sujeito a ser punido por isso. E nós, que temos conhecimento da Palavra Escrita de Deus e que somos evangélicos, quando ficamos numa sala assistindo 4h. de televisão por dia, 28h. por semana, 1.432h. por ano?  Nunca seremos punidos?  

Se um programa de televisão não está em conformidade com a Palavra de Deus, por que o assistimos? “Deixem de amar este mundo mau e tudo o que ele lhes oferece, pois quando vocês amam estas coisas mostram que realmente não amam a Deus; porque todas estas coisas mundanas, estes maus desejos – a loucura pelo sexo, a ambição de comprar tudo o que atrai vocês e o orgulho que resulta da riqueza e do prestígio – não provêm de Deus, e sim do próprio mundo pecaminoso. E este mundo está perecendo, e estas coisas más e proibidas perecerão com ele. Mas, todo aquele que perseverar em fazer a vontade de 


Deus, viverá para sempre (1 Jo 2:15).” 


Missionário Ripari, então você quer me afirmar que não devo assistir televisão?   _ Irmão leitor, não seja tolo, só os tolos rejeitam a sabedoria; os que não têm juízo são destruídos por estarem satisfeitos consigo mesmos. 

Mas quem me ouvir terá segurança, viverá tranqüilo e não terá motivo para ter medo de nada. (Pv 1:32-33.) Não estou pedindo para que você jogue fora o aparelho de televisão, nem estou propondo-lhe quero que o tempo que você assiste de tevê por oração e o tempo que você ora para assistir tevê.  Estou lhe propondo uma grande oportunidade de você experimentar a sabedoria.  “Para ser sábio é preciso primeiro temer a Deus. Os tolos desprezam a sabedoria e não querem aprender.” Pv 1:7 Minha proposta é que você use a televisão como benção.Dt 7:26 e Dt 11:26-28. Para sermos amigos de Deus, temos que ser inimigos do mal. Estamos criticando as emissoras de televisão ? Estamos difamando alguém? 


_Não! Apenas estamos querendo, como ministério, ajudar você e o crente no Senhor Jesus, elevando-o ao padrão que Deus espera de nós. Fique tranqüilo que não vou pedir-lhe para JEJUAR uma semana sem televisão. (Pois sei que você não faria isso!) 

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.”  2Co 5:17 






FONTE:  Extraído do livro: Televisão Babá eletrônica de Marcos Antônio Ripari

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O retorno do Jedi: Bispo Sérgio Von Helder desmente boato da Canção Nova e da Igreja Católica!

Amados (a paz do Senhor para todos!), tem circulado há um bom tempo, uma certa lenda acerca de um pastor da Igreja universal que chutou uma santa há uns anos atras e se converteu ao catolicismo. Isto é uma mentira da Igreja Romana para evitar a debandada de Fieis. A igreja Romana Nunca testemunhará contra ela mesma. vejam a reportagem e tirem suas dúvidas!
Daniel werneck 
Imagem cedida por: http://pit935.blogspot.com

Resposta dada em outubro de 2011


Essa matéria saiu uns anos atrás na Folha Universal… A matéria não se encontra mais na internet, creio que devido ao novo site da Folha Universal, as matérias antigas foram tiradas do ar (uma perda considerável de um conteúdo de otima qualidade). Segue abaixo a matéria:
IGREJA CATÓLICA PUBLICA INVERDADE SOBRE BISPO DA UNIVERSAL
Von Helde nunca esteve na Rede Vida para falar sobre o assunto
19/04/2004 – Agência Unipress Internacional – Por Deila Malta
EUA – Polêmico por seu teor aparentemente milagroso, a notícia de que o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Von Helder, se converteu ao catolicismo tem surpreendido muitas pessoas já há algum tempo. Sua conversão à igreja católica, no entanto, nunca existiu. “As pessoas não devem se preocupar porque essas mentiras não são novas e não serão as últimas por parte da igreja católica”, afirma Helder.
O bispo continua exercendo normalmente suas atividades na IURD de Nova Iorque, no Queens, onde está há pelo menos sete meses, além de estar fora do Brasil há cinco anos.
Von Helder esclarece também que nunca esteve na Rede Vida para falar sobre o assunto, conforme publicou a revista católica “Pergunte e Responderemos”, edição 497/Nov 2003, de Dom Estevão Bettencourt. A revista cita, inclusive, que a publicação da matéria só aconteceu porque o próprio Von Helder teria participado de um programa na Rede Vida. Mais uma vez, o bispo nega qualquer aparição no programa. Ratifica ainda que continua praticando a fé cristã como evangélico.
Em entrevista ao Portal Arca Universal, o bispo foi taxativo: “Estou há muito tempo fora do Brasil e seria impossível ter ido à Rede Vida para participar do programa. Fiquei 10 meses na Colômbia, depois três anos no México, mais cinco meses na Venezuela e por fim cheguei em Nova Iorque, onde estou há sete meses.”.
Esta semana, um programa de televisão do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) abordou a mesma história como sendo verdade. Circula também na Internet um e-mail contendo uma mensagem relatando sua suposta conversão.
O suposto milagre
O texto conta que, acometido de uma grave doença, Von Helder teria ido aos Estados Unidos para buscar recursos médicos. Tendo sido cuidado com muito zelo por uma excelente equipe e conseguido sua total recuperação, o pastor teria feito uma confraternização com todos aqueles que o ajudaram. O texto ainda narra que Von Helder teria indagado por uma senhora negra que todas as noites lhe prestava assistência. Assustados, todos responderam que não conheciam tal mulher. O texto finaliza dizendo que o pastor teria ficado convencido de que a mulher, na verdade, era a santa Aparecida.
Em seu entendimento, Von Helder acredita que tudo isso não passa de uma manobra da igreja católica para não perder mais fiéis. “Acho que isto é uma artimanha que eles (igreja católica) sempre usaram para enganar as pessoas. Como elas não têm conhecimento de muitas coisas, não assistem à televisão e, quando assistem, só vêem novela, eles se aproveitam da ignorância das pessoas. Eles se aproveitam para tentar mostrar que a igreja católica continua forte e crescendo. Dizem que o Brasil continua sendo o maior País católico do mundo, quando todo mundo sabe que isso é uma mentira. O Brasil já foi o País que tinha o maior número de católicos do mundo. Hoje já não é. As pesquisas mostram que o número de cristãos evangélicos no Brasil é algo crescente e evidente. Muitos se dizem católicos apenas por tradição e costume.”
O pastor também esclarece que nunca esteve doente como tem sido divulgado na mídia. “Eu estou em perfeitas condições. Eu jogo bola, faço exercícios e nunca tive doença nenhuma.
Atualmente, Von Helder pastoreia uma comunidade de cerca de 700 membros, na sua maioria hispânicos. “Visito vários Estados e viajo muito, mas continuo à frente dos cultos. Nossa comunidade é muito fervorosa”. Ele completa dizendo: “Essa idéia que a mídia está colocando é a mesma idéia que a Igreja católica coloca em relação à aparição da virgem, Aparecida, Fátima, que aparecem nas árvores, nas calçadas e vidros das casas. Tudo isso são mentiras para poder trazer pessoas de volta, principalmente aquelas que saíram, e tentar trazer de volta aquelas que estão prestes a sair da igreja católica.”
Ele ainda completa dizendo: “Ninguém se converte ao catolicismo. As pessoas nascem e são obrigadas a serem católicas. Os pais acabam impondo uma religião e impõem o catolicismo. O que eu sei é que as pessoas se convertem a Jesus e ao cristianismo. Isso é uma evidência bem clara no Brasil, principalmente na Igreja Universal do Reino de Deus. Todos os que estão na Igreja Universal saíram do catolicismo e se converterem ao cristianismo; ao Senhor Jesus”.
Vejam a entrevista com o Bispo abaixo e tire suas conclusões!

 Mais fontes que tratam do assunto:

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ame seu Intercessor - Thomas Watson (1620-1686)


Imagem cedida por: http://pt.dreamstime.com/fotos-de-stock-royalty-free-jesus-brilhante-no-c-eacuteu-image16672878

1.      Visto que Cristo se apresenta a nosso favor no céu, então devemos nos apresentar a favor dele na terra. Cristo não tem vergonha de carregar nossos nomes em seu peito. Deveríamos ter vergonha de sua verdade? Ele lida com nossa causa, não deveríamos nos levantar a favor de sua causa? Que argumento forte a favor de nos levantarmos pela honra de Cristo em tempos de apostasia. Cristo está intercedendo por nós. Ele apresenta nossos nomes no céu, não deveríamos professar seu nome na terra?

2.      Cristo apresenta todo o seu interesse por nós no trono da graça, assim devemos apresentar todo o nosso interesse por ele. "Será Cristo engrandecido no meu corpo" (Fp 1.20). Que os teus talentos sejam para a glória de Deus. Ninguém tem algum talento que possa trocar pela glória de Deus, nem um ensino ou um bem material. Prefira a glória de Deus. Invista e se desgaste para ele e por ele. Que o seu coração estude para Cristo, suas mãos trabalhem para ele, sua língua fale para ele. Se Cristo é nosso advogado no céu, deveríamos ser agentes dele na terra, cada um em sua área deveria agir fortemente a seu favor.

3.      Creia nessa gloriosa intercessão de Cristo, pois agora intercede por nós. Creia que por sua causa Deus nos aceitará, como diz o texto: "Intercede por nós". Se não cremos, desonramos a intercessão de Cristo. Se um pobre pecador não pode chegar a Cristo como seu sumo sacerdote, crendo em sua intercessão, então nós, cristãos, estamos em uma condição pior sob o evangelho que os judeus que estavam sob a lei? Quando pecavam tinham um sumo sacerdote para fazer a expiação; não deveríamos ter nosso sumo sacerdote? Cristo não é nosso Arão, que apresenta seu sangue e seu incenso no propiciatório? Olhe com fé para a intercessão de Cristo. Cristo não somente orou por seus discípulos e seus apóstolos, mas pe
los mais fracos dos crentes.
4. Ame seu intercessor. "Se alguém não ama o Senhor, seja anátema" (ICo 16.22). A bondade convida ao amor. Você tem um amigo no tribunal, alguém que quando você for questionado por delinquência ou por dívida apelará ao juiz a seu favor e o livrará de seus problemas. Você não amaria esse amigo? Quantas vezes Satanás apresenta suas acusações contra nós no tribunal? Contudo, Cristo está à mão direita do juiz, ele se senta com o Pai para interceder por nós e promover a paz para nós. Então, quanto nossos corações deveriam estar inflamados com o amor de Cristo. Bernardo disse assim: "Ame-o com um amor sincero e superlativo acima de bens materiais e relacionamentos, mais que suas posses e sua família". Nosso ardor de amor deveria ser como um fogo no altar, que nunca se apaga (Lv 6.13).
 
FONTE:josemarbessa.com

sábado, 5 de novembro de 2011

Erros a Respeito da Conversão – Joseph Alleine (1634 – 1668)

Imagem cedida por: gesoldadosdecristo.blogspot.com


O diabo tem produzido muitas imitações de conversão, iludindo as pessoas, ora com isto, ora com aquilo. Ele possui tamanha habilidade e astúcia que, se possível fosse, enganaria até os próprios eleitos. Agora, para que eu possa curar o erro devastador de alguns que pensam que são convertidos quando não são, bem como remover as inquietações e os temores de outros que pensam que não são convertidos quando na verdade o são, mostrarei a natureza da conversão — tanto o que ela não é quanto o que ela é. Vamos começar com o aspecto negativo.

Conversão não é professar o cristianismo. O cristianismo é mais que um nome. Se dermos ouvidos a Paulo, veremos que o cristianismo não se, fundamenta na palavra, mas no poder (I Corintios 4:20). Se o fato de deixar de ser judeu ou pagão e professar o cristianismo significasse conversão verdadeira — visto que isso é tudo o que alguns dão a entender a respeito dela — quem poderia ser melhores cristãos senão os de Sardo ou Laodicéa? Eram todos cristãos professos, porém apenas de nome; e por serem cristãos só de nome, são condenados por Cristo e ameaçados de serem rejeitados (Apocalipse 3:14-16). Quantos há que invocam o nome do Senhor Jesus mas não se apartam da iniqüidade (II Timóteo 2:19), professando que conhecem a Deus, mas negando-o com suas obras? (Tito 1:16). Será que Deus vai recebê-los como verdadeiros con-vertidos? O quê? Convertidos do pecado enquanto eles ainda vivem em pecado? É uma visível contradição! É claro que se o óleo das lâmpadas da fé não houvesse faltado, as virgens loucas jamais teriam sido impedidas de entrar (Mateus 25:12). Encontramos não apenas cristãos professos rejeitados, mas inclusive pregadores de Cristo e milagreiros,  pois são maus obreiros  (Mateus 7:22-23).

Conversão não é revestir-se das insígnias de Cristo no batismo. Ananias, Safira e Simão Mago foram batizados, assim como as demais pessoas. Quantos caem em erro neste ponto, enganando e sendo enganado; imaginando que a graça eficaz está necessariamente ligada à administração externa do batismo, de modo que toda pessoa batizada é regenerada, não apenas por observar a ordenação, mas também no sentido real e literal da palavra. Assim, os homens imaginam que por haverem sido regenerados por ocasião do batismo, não necessitam de nenhuma outra obra. Mas se fosse assim, então todos os que tivessem sido batizados seriam, necessariamente, salvos, pois a promessa de perdão e salvação é feita em referência à conversão e à regeneração (Atos 3:19; Mateus 19:28). E, de fato, se a conversão e o batismo fossem idênticos, então seria conveniente que os homens levassem um certificado de seu batismo quando morressem, e mediante a apresentação dele não haveria dúvidas quanto à sua admissão no céu.

Em suma, se não há nada mais a acrescentar à salvação ou à regeneração, senão o fato da pessoa ser batizada, isto vai frontal-mente contra o que dizem as Escrituras em Mateus 7:13-14, bem como contra muitas outras passagens. Se isto for verdade, não deveremos mais dizer: "Estreita é a porta, e apertado o caminho", porque se todos os que são batizados são salvos, a porta é excessivamente larga e nós, daqui em diante, deveremos dizer: "Larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à vida". Se isto é verdade, milhares podem entrar lado a lado; e nós não ensinaremos mais que os justos dificilmente serão salvos ou que há necessidade de tanto empenho para apoderar-se do reino dos céus pela violência e de tanto esforço para entrar nele. (I Pedro 4:18; Mateus 11:12; Lucas 13:24). Sem dúvida alguma, se o caminho é tão fácil como muitos supõem, ou seja, que é necessário pouco mais que simplesmente ser batizado e clamar: "Senhor, tem misericórdia", não  precisamos nos empenhar em buscar, bater e lutar, como requer a Palavra de Deus, a fim de obtermos a salvação. Reafirmamos que se isto é verdadeiro, não diremos mais: "Poucos há que a encontram"; será melhor dizermos: "Poucos a perderão". Não diremos mais que, dos muitos que são chamados, "somente alguns são escolhidos" (Mateus 22:14), e que, mesmo do Israel professo, somente um remanescente será salvo (Romanos 9:27). Se esta doutrina é verdadeira, não mais faremos coro com os discípulos: "Quem, então, será salvo?", mas ao invés disso: "Quem, então, não será salvo?". Assim, se alguém for batizado — mesmo que seja um fornicário, ou escarnecedor, ou avarento, ou beberrão — herdará o reino de Deus! (I Corintios 5:11 e 6:9-10).

Alguns irão alegar: aqueles que pecaram depois de terem recebido a graça regeneradora no batismo precisam ser renovados; caso contrário não poderão ser salvos.

Eu respondo: em primeiro lugar, há uma conexão infalível entre regeneração e salvação, como já temos mostrado. Em segundo lugar, o homem precisa nascer de novo novamente — o que é um grande absurdo. Poderíamos, do mesmo modo, supor que o homem nascesse duas vezes fisicamente, bem como duas vezes espiritualmente. Mas, em terceiro lugar e acima de tudo, isso garante o que eu defendo, isto é, não importa o que os homens recebam ou aspirem receber no batismo, se depois disso forem considerados flagrantemente ignorantes, ou profanos, ou formais, ou destituídos de poder espiritual, "precisam nascer de novo" (João 3:7) ou, então, ficarão fora do reino de Deus. Assim, precisam ter mais a argumentar em seu favor do que simplesmente a regeneração batismal.

Bem, como podem ver, nisto todos concordam, isto é, seja o que for que se receba no batismo, se os homens não forem santificados precisam ser renovados por uma mudança total e poderosa ou não escaparão da condenação do inferno. "Não vos enganeis, Deus não se deixa escarnecer." Quer seja o seu batismo ou qualquer outra coisa que aspirem, digo-lhes, da parte de Deus, que se qualquer de vocês for uma pessoa ímpia, ou escarnecedora, ou amante de más companhias (Provérbios 13:20), em suma, se não for um cristão santo, cuidadoso, abnegado, não poderá ser salvo (Hebreus 12:14; Mateus 15:14).

A conversão não se fundamenta na justiça moral. Esta justiça não ultrapassa à dos escribas e fariseus, portanto, não pode conduzir-nos ao reino de Deus (Mateus 5:20). Antes de sua conversão, Paulo era irrepreensível segundo a justiça que há na lei (Filipenses 3:6). O fariseu poderia dizer: "Não sou roubador, injusto, adúltero" etc. (Lucas 18:11). Vocês precisam de alguma coisa além disso para apresentar, ou seja como for que se justifiquem, Deus os condenará. Eu não condeno a moralidade; mas os aconselho a não descansarem nela. A piedade inclui a moralidade, assim como o cristianismo inclui a humanidade, e a graça inclui a razão; mas não devemos confundir as coisas.

A conversão não consiste numa conformidade exterior às normas de piedade. É certo que os homens podem ter uma aparência de piedade, mas sem eficácia (II Timóteo 3:5). Podem fazer longas orações (Mateus 23:14), jejuar freqüentemente (Lucas 18:12), ouvir de bom grado a Palavra de Deus (Marcos 6:20), e serem muito zelosos no serviço de Deus -— ainda que isso lhes seja caro e dispendioso (Isaías 1:11), e, mesmo assim, não serem convertidos. Devem ter alguma coisa a mais para argumentar em seu favor do que simplesmente o fato de ir à igreja, dar esmolas, e fazer uso da oração, para provar que são verdadeiramente convertidos. Não há serviço exterior que um hipócrita não possa fazer, até mesmo dar todos os seus bens para o sustento dos pobres e o seu corpo para ser queimado (I Coríntios 13:3).

A conversão não é apenas o aprisionamento da corrupção mediante a educação, mediante as leis humanas ou pela força da aflição. É comum e fácil confundir-se educação com graça; mas se isto fosse suficiente, que homem haveria melhor que Joás? Enquanto seu tio Jeoiada viveu, ele se mostrou muito dedicado ao serviço de Deus e tomou sobre si o encargo de reparar a casa do Senhor (II Reis 12:2, 7). Mas neste caso não foi nada mais senão o resultado de uma boa educação durante o tempo em que o seu bom tutor viveu, pois, quando ele morreu Joás revelou que era apenas um lobo enjaulado, logo depois caindo na idolatria.

Em suma, a conversão não consiste em iluminação, ou con¬vicção, ou mudança superficial, ou reforma parcial. O apóstata pode ser um homem iluminado (Hebreus 6:4), e um Félix pode ficar espavorido sob condenação (Atos 24:25), e um Herodes pode fazer muitas coisas (Marcos 6:20). Uma coisa é alvoroçar o pecado somente por convicções; outra coisa é crucificá-lo pela graça da conversão. Pelo fato de terem a consciência atormentada pelos pecados, muitos têm em alta conta o seu caso, confundindo miseravelmente a convicção com a conversão. Entre estes inclui-se Caim, o qual poderia ter passado por convertido, andando pelo mundo, para cima e para baixo, como um homem enlouquecido, sob a fúria de uma consciência culpada, até que ele a sufocou, dedicando-se à construção e aos negócios. Outros imaginam que, devido haverem deixado seus caminhos devassos, as más companhias e alguns prazeres em particular, e havendo-se transformado em pessoas sóbrias e civilizadas, são agora verdadeiramente convertidos. Esquecem-se de que há uma enorme diferença entre ser santificado e civilizado. Esquecem-se de que muitos procuram entrar no reino dos céus — não estando longe dele e chegando bem perto do cristianismo — e, contudo, deixam finalmente de alcançá-lo. Enquanto são dominados pela consciência, muitos oram, ouvem, lêem e reprimem os pecados deleitáveis; mas tão logo que ela se aquieta eles voltam a pecar novamente. Quem poderia ser mais religioso que os judeus quando a mão do Senhor pesava sobre eles? No entanto, antes que passasse a aflição, já haviam se esquecido de Deus. Vocês podem ter abandonado um pecado incômodo e haver escapado da torpe corrupção do mundo, sem contudo haverem mudado a sua natureza carnal.

Vocês podem pegar uma massa grosseira de chumbo e moldá-la na mais graciosa forma de uma planta, depois na forma de um animal, e então na forma e feições de um homem, mas continuará sendo chumbo o tempo todo. Assim, um homem pode passar por várias transformações — da ignorância ao conhecimento, da irreverência à delicadeza, e finalmente a uma aparência de religião — e durante esse tempo todo ser carnal, irregenerado, e sua natureza permanecer a mesma.

Ouçam então, pecadores, ouçam para que vivam. Porque se iludirem, fundamentando suas esperanças sobre a areia? Sei que será tarefa difícil àquele que tentar arrancar as suas esperanças infundadas. Só pode ser desagradável para vocês, como também o é para mim. Faço isso como um cirurgião que, com o coração pesado, tem que cortar o membro gangrenado de seu querido amigo, porque é necessário fazê-lo. Mas, entendam-me, amados, estou apenas derrubando a casa arruinada (pois, caso contrário, ela vai desmoronar-se rapidamente e soterrá-los sob suas ruínas) para que eu possa construí-la bela, forte e firme para sempre. A esperança do ímpio perecerá (Provérbios 11:7). 

Não seria melhor, ó pecador, deixar que a Palavra de Deus o convença agora enquanto é tempo, deixando de lado suas falsas e enganadoras esperanças, ao invés de permitir que a morte abra seus olhos tarde demais e você se ache no inferno antes que possa arrepender-se? Eu seria um pastor falso e infiel se não advertisse a vocês que se não tiverem edificado suas esperanças sobre terreno melhor que aqueles já mencionados, então ainda estão em pecado. Deixem falar a consciência. O que querem apresentar em sua defesa? É que usam a vestimenta de Cristo; que ostentam o nome de Cristo; que são membros da igreja visível; que têm conhecimento dos princípios religiosos; que são civilizados; que cumprem as tarefas religiosas; que são justos em seu procedimento; que têm a consciência atormentada pelos pecados? Declaro-lhes, da parte do Senhor, que tais argumentos jamais serão aceitos no tribunal de Deus. Tudo isso, embora seja bom em si mesmo, não vai provar que são convertidos, e, portanto, não será suficiente para sua salvação. 

Oh, atentem para isso e tomem a decisão de voltarem rápida e completamente. Examinem seus corações, não descansem até que Deus tenha completado a obra em vocês, pois devem ser pessoas diferentes ou estarão perdidos. Mas se essas pessoas não são convertidas, o que dizer dos profanos? Estes, talvez, dificilmente leiam ou escutem este discurso, mas se há algum deles que o esteja lendo ou ouvindo, precisa saber — da parte do Senhor que o fez — que está longe do reino de Deus. Se é possível que aquele que faz companhia às virgens prudentes ainda pode ficar de fora, não será, então, muito mais provável que aquele que faz companhia às loucas seja destruído? É possível alguém ser sincero em sua conduta e não ser justificado diante de Deus? O que será de você, então, ó homem miserável, cuja consciência lhe diz que é falso nas suas transações e na sua palavra? 

Se os homens podem ser iluminados e levados à prática externa dos deveres sagrados, e ainda assim se perderem por não serem convertidos, o que será de vocês, ó famílias miseráveis, que vivem sem Deus neste mundo? O que será de vocês, miseráveis pecadores, em cujos pensamentos Deus raramente está — vocês que são tão ignorantes que não podem orar, ou tão descuidados que nem se preocupam com isso? Oh, arrependam-se e sejam convertidos, afastando-se dos seus pecados pela justificação. Refugiem-se em Cristo, a fim de obterem a graça perdoadora e renovadora. Entreguem-se a Ele, para andarem com Ele em santidade, caso contrário jamais verão a Deus. Oh, se dessem atenção aos conselhos de Deus! Em nome dEle, admoesto-lhes mais uma vez. 

Atentem para a minha repreensão. Abandonem a insensatez e vivam. Sejam sóbrios, justos e piedosos. Lavem as mãos, pecadores; purifiquem os seus corações, ó vocês de duplo ânimo. Cessem de fazer o mal, aprendem a fazer o bem (Provérbios 1:23 e 9:6; Tito 2:12; Tiago 4:8; Isaías 1:16-17). Mas se continuarem, morrerão.

FONTE: www.josemarbessa.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Obedeça!! – Martinho Lutero (1483-1546)

Imagem cedida por: http://www.verdadeonline.net/abaixo-1.htm

"Deus vos aperfeiçoou em todo bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém. (Hb 13. 21) .

Se você pudesse converter o mundo inteiro, ressuscitar mortos, leva a si e a todos os demais homens ao céu e operar toda sorte de milagres, você não deveria quere nada disso sem ter colocado à vontade de Deus em primeiro plano e submetido essa sua vontade à vontade dele, reduzindo-a a nada e dizendo: "Querido Deus, isso e mais isso me parece bom; se for de tua vontade, que se faça; se não for, o assunto está encerrado".

Na vida de seus santos, Deus, freqüentemente, impede que se faça essa boa vontade, para impedir que, através da sua bela aparência, se instale a falsa, traiçoeira e má boa vontade e para que aprendamos que nossa vontade, por melhor que seja, é incomparavelmente menos importante do que a vontade de Deus.
Razão porque uma boa vontade menos importante deve simplesmente dar lugar ou, em submissão, desaparecer diante da incomparável boa vontade de Deus. Há, ainda, outro motivo por que nossa boa vontade deve ser impedida: para que seja aperfeiçoada. Pois Deus, certamente, só impede que se faça uma boa vontade para que se torne mais perfeita.

Agora, ela se torna mais perfeita no momento em que se submete e conforma à vontade divina (que é, também, a que impede que nossa vontade se faça). E isso dura até que a pessoa fique bem entregue, livre, sem vontade própria, e não se importe com outra coisa senão esperar que seja feita a vontade de Deus. Veja, isso se chama verdadeira obediência.
FONTE: www.josemarbessa.com

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A MORTE DE LÁZARO Robert Murray McCheyne (1813-1843)

Imagem cedida por: http://ministeriobeth.wordpress.com/2011/08/10/ressurreicao-de-lazaro-8-passos-para-o-milagre/


Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo.

Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela” (João 11:1-4).

A doença rodeia o homem - não poupa famílias, ricos ou pobres. Algumas vezes o jovem, outras, o velho; alguns às vezes, no vigor de seus dias, são prostrados em um leito de doença. “Lembrai-vos dos que sofrem adversidades, como sendo-o vós mesmos também no corpo”.

As razões pelas quais Deus envia doenças são variadas:

1) Para alguns ela é enviada para a conversão da alma. Às vezes na saúde a Palavra não toca o coração. O mundo é tudo. Sua formosura, seus prazeres, seus encantos, cativam sua mente. Deus às vezes lhe leva a um leito de enfermidade e lhe mostra o pecado do seu coração, a futilidade dos prazeres mundanos e dirige a alma a buscar um lugar seguro de descanso, por toda a eternidade, em Cristo. Ó feliz enfermidade, que dirige a alma a Jesus! (Jó 33; Sl. 107).

2) Outras vezes é para a conversão de amigos. Quando os covenanters vão para a batalha, eles se ajoelham e oram: “Senhor, tome o maduro e poupe o verde”. Deus, porém, às vezes não faz isto nas famílias. Ele elimina a criança que ora, a criança que em alguns casos é ridicularizada e em outros casos admirada, para que o resto possa pensar, mudar e orar.

3) Às vezes é um olhar de desagrado, um julgamento. Quando as pessoas incrédulas continuam em seus pecados, contra a luz da Bíblia e os avisos dos pastores, Deus às vezes os reprova e eles subitamente ficam debilitados. “O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio”. (Pv. 29:1). “Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem”. (1 Co. 11:30).

4) O outro caso é o que está diante de nós agora - um filho de Deus doente para que Cristo seja glorificado nele.



I - O caso - a pessoa:

“Estava, porém, enfermo um certo Lázaro”. Lázaro era evidentemente um filho de Deus e apesar disso estava doente. Como ele obteve essa graça não nos é dito. Seu nome não é mencionado antes. Se nos é permitido supor, é provável que Maria tenha sido a primeira da família a conhecer o Senhor (Lc. 10), depois talvez Marta, deixando os seus muitos afazeres, sentou-se também aos pés de Jesus; e as duas influenciaram seu irmão Lázaro a vir também. Em todo o caso, ele era um filho de Deus. Pertencia a uma família cristã. Todos na sua casa eram filhos de Deus - eram um por natureza e um pela graça. Família feliz a de Betânia, indo lado a lado para a glória! Mesmo assim o braço da doença alcançou aquela casa - Lázaro estava enfermo. Ele era amado por Cristo de maneira especial: “Eis que está enfermo aquele que Tu amas”. “Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro”. “Lázaro, o nosso amigo, dorme”. Como João, o discípulo amado, assim também Jesus tinha um amor peculiar por Lázaro. Não posso dizer porquê. Ele era um pecador, como qualquer outro homem; mas, talvez quando Jesus lhe lavou e renovou, Ele lhe deu mais de Sua semelhança do que a outros crentes. Uma coisa é certa - Jesus o amava, e apesar disto, Lázaro estava doente.

Aprenda a não julgar as pessoas por causa da aflição por que passam. Os três amigos de Jó tentaram provar-lhe que ele deveria ser um hipócrita e um homem muito mal, porque Deus o estava afligindo. Eles não sabiam que Deus aflige Seus próprios e queridos filhos. Lázaro estava doente, o mendigo Lázaro estava cheio de chagas e Ezequias estava doente, caminhando para a morte; e apesar disto todos eram peculiarmente amados por Jesus.

Os filhos de Deus não deveriam duvidar de Seu amor quando são afligidos. Cristo amou Lázaro particularmente, e apesar disto Ele o afligiu com muitas chagas. Um cirurgião nunca dirige seus olhos tão carinhosamente sobre seu paciente como quando está colocando o bisturi, ou quando examina o ferimento a fundo. É assim também com Cristo; Ele inclina seu olhar mais ternamente sobre os seus quando os está afligindo. Não duvide do santo amor de Jesus por sua alma quando Ele pesa Sua mão sobre você. Jesus não amava menos a Lázaro quando o afligiu, pelo contrário, o amava mais - “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Pv. 3:12).



II - O lugar:

“De Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta”. Betânia é uma cidadezinha afastada aproximadamente duas milhas de Jerusalém, num desfiladeiro atrás do Monte das Oliveiras, rodeada de árvores e muito agradável. Mas tinha uma graça ainda maior aos olhos de Cristo - era a cidade de Maria e sua irmã Marta.

Provavelmente as pessoas em Jerusalém conheciam Betânia como sendo a cidade de um rico fariseu, ou algum nobre ostentoso; mas Jesus conhecia aquela cidade como a cidade de Maria e sua irmã Marta. Provavelmente elas moravam numa cabana humilde, embaixo da sombra de uma figueira; mas aquela cabana era querida para Cristo. Com freqüência, quando Ele ia ao Monte das Oliveiras, a luz que emanava da janela daquela cabana alegrava seu coração. Muitas vezes talvez, Ele tenha sentado sob sua figueira falando-lhes do reino de Deus. Seu Pai amava aquela residência, pois lá habitavam justificados. E os anjos sabiam disso muito bem; noite e dia eles ministravam lá para três herdeiros da salvação. Não é de admirar que Ele chamava o lugar de “a aldeia de Maria e de sua irmã Marta”. Este era seu nome no céu.

Hoje ainda é assim. Quando as pessoas pensam em nossas cidades, elas a chamam da cidade de algum rico mercador, ou de um grande político; não a cidade de nossas Martas e Marias. Porém, talvez algum pobre sótão onde um eminente filho de Deus habita, dê àquela cidade seu nome e interesse na presença de Jesus.

Prezados crentes, quão grande é o amor de Cristo por você! Ele conhece a cidade que você mora - a casa em que habita - o quarto onde ora. Muitas vezes Ele está à porta - “Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim” (Is. 49:16). Como o noivo que ama o lugar onde sua noiva habita, assim Cristo sempre diz: Lá habitam àqueles pelos quais morri. Aprenda a ser como Cristo sobre este assunto. Quando um comerciante olha o mapa do mundo, seu olho se volta aos lugares onde seus navios estão; quando um soldado o faz, ele olha para os antigos campos de batalhas e cidades fortificadas; mas um crente deve ser como Jesus - deve amar os lugares onde os crentes habitam.



III - A mensagem:

1) Elas “Mandaram-lhe, pois, dizer”. Este parece ter sido o primeiro recurso que utilizaram quando a doença veio. Elas não cogitavam que um problema físico não merecia Sua atenção. Ele havia lhes ensinado que “uma coisa era necessária” e Maria havia escolhido a boa parte que não poderia lhe ser tirada; mesmo assim, elas bem sabiam que Jesus não desprezava o corpo. Elas sabiam que Ele tinha um coração que sofria por todo tipo de angústia; e por essa razão elas mandaram dizer a Jesus. Isto é o que você deve fazer: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl. 50:15). Lembre-se que não há aflição grande demais para levar a Ele e também nenhuma tão pequena: “Antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” (Fp. 4:6). “Lança o teu cuidado sobre o Senhor” (Sl. 55:22).

O que quer que seja, leve a Jesus. Alguns crêem em Cristo com suas almas, mas não com seus corpos - para sua salvação, mas não para sua saúde, porém, Ele gosta de ser chamado em nossos pequenos problemas.

2) O argumento: “Eis que está enfermo aquele que Tu amas”. Se uma pessoa do mundo tivesse sido enviada para Cristo, ela poderia ter dado um argumento muito diferente. Ela poderia dizer: Aquele que Te ama está doente. Aqui porém está alguém que creu no nome de Cristo. Que confessou-O diante do mundo, sofreu reprovação e escárnio por amor a Ele. Marta e Maria sabiam melhor como pleitear com Jesus. O único argumento estava no Seu coração: “Está enfermo aquele que Tu amas”:

Ele o amou com um amor eletivo. Gratuitamente por toda a eternidade Jesus o amou;

Com um amor atrativo. Ele o arrancou de debaixo da ira de Deus, de servir o pecado;

Com um amor perdoador. Ele o atraiu para Si e removeu todos os seus pecados;

Com um amor sustentador. “Quem pode encorajar-me além de ti?”.

Ele por quem morreste; ele o qual escolheste e mantiveste até agora - “está enfermo aquele que Tu amas”.

Aprenda a suplicar para Cristo, queridos crentes. Muitas vezes você não recebe, porque não pede de forma correta: "Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites." (Tg. 4:3). Muitas vezes você pede orgulhosamente, como se fosse alguém; desta forma, se Cristo lhe atendesse estaria somente nutrindo suas cobiças. Aprenda a deitar nas cinzas e suplicar somente por seu amor gratuito. Tu me amaste não por alguma coisa boa em mim:

“Apesar de não haver nada bom em mim, fui escolhido;

A fugir da ira, fui despertado;

Ao lado do Salvador escondido;

Pelo Espírito santificado”.

3) Uma santa delicadezana oração. Elas colocaram o assunto a seus pés, e o deixaram lá. Elas não disseram: Vem curá-lo; vem rápido Senhor. Elas sabiam do Seu amor - elas acreditavam na Sua sabedoria. Elas deixaram o caso em Suas mãos: “Senhor, está enfermo aquele que Tu amas”. “E veio ter com Ele grandes multidões, que traziam coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os puseram aos pés de Jesus, e Ele os sarou” (Mt. 15:30). Elas não pediram, mas deixaram sua miséria suplicar por elas. “Antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus” (Fp. 4:6)

Aprenda que insistência na oração não consiste tanto na veemência do pedido, mas na veemência da fé. Aquele que crê mais no amor e poder de Jesus, obterá mais na oração. Na verdade, a Bíblia não proíbe que usemos todos os nossos argumentos e supliquemos por dons específicos, tal como a cura de amigos. “E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva” (Mc. 5:23). “E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar” (Mt. 8:8). Ainda lá há uma santa delicadeza na oração, que alguns crentes sabem como usar. Como estas duas irmãs, coloque o assunto aos pés de Jesus, dizendo: " Senhor, está enfermo aquele que Tu amas".



IV - A resposta:

1) Uma palavra de promessa: “Esta enfermidade não é para morte”. Esta foi a resposta imediata à petição. Ele não foi, Ele não curou, mas enviou-lhes uma palavra capaz de fazê-las feliz. “Esta enfermidade não é para morte”. Imediatamente o mensageiro correu, cruzou o Jordão e antes do sol se pôr ele entra sem fôlego em Betânia. Ansiosas as irmãs correm para ouvir quais as novas de Jesus. Boas novas! “Esta enfermidade não é para morte”. Doce promessa! Os corações das irmãs estão confortados e sem dúvida elas falaram desta alegria para o doente. Mas ele se torna cada vez mais fraco e a medida que olhavam, através de suas lágrimas, para a pálida face do seu irmão, elas quase vacilaram na fé. Mas Jesus disse e Ele não pode mentir; se não fosse assim, Ele nos diria. " Esta enfermidade não é para morte". Enfim, Lázaro dá seu último suspiro ao lado de suas irmãs que choram. Seu olhar é vago, sua face é fria, ele está morto; mas Jesus disse: “não é para morte”! Os amigos se reúnem para carregar o corpo e levá-lo ao sepulcro na rocha; e quando as irmãs voltam da tumba, sua fé está extinta, seus corações estão mergulhados em tristeza. O que Ele quis dizer com “não é para morte”?

Aprenda a confiar na Palavra de Cristo não importando qualquer que seja a circunstância. Vivemos em dias de trevas. Cada dia as nuvens se tornam mais pesadas e baixas. Os inimigos da Igreja estão mais obstinados. A causa de Cristo está ameaçada em todos os lugares. Mas nós temos a doce Palavra de promessa: “Esta enfermidade não é para morte”. Tempos mais sombrios ainda virão. As nuvens romperão e inundarão nosso país com uma enxurrada de infidelidade e muitos estarão como Maria, com o coração enfraquecido. A Palavra do Senhor falhou? Não, nunca! “Esta enfermidade não é para morte”. Os ossos secos de Israel viverão!

2) A explicação: “Mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. Alguns poderão perguntar: Por que Lázaro estava doente? Resposta: Para a glória de Deus. Cristo, por meio disso, de forma clara, tornou conhecido:

Seu surpreendente amor para com os seus, quando Ele chorou à entrada da sepultura;

Seu poder de ressurreição. Ele mostrou ser a ressurreição e a vida quando clamou: "Lázaro, vem para fora". Cristo foi muito mais glorificado então, do que se Lázaro não tivesse adoecido e morrido.

1) Assim é em todo sofrimento do povo de Deus. Às vezes um filho de Deus diz: Senhor, o que queres que eu faça? Eu pregarei, ensinarei e farei grandes coisas para Ti. Às vezes a resposta é: Sofra por minha causa.

2) Isto revela o poder do sangue de Cristo, quando concede paz numa hora de angústia, quando produz alegria na doença, pobreza, perseguição e morte. Não se surpreenda se sofrer, mas glorifique a Deus.

3) Nos concede graça que não podia ser vista em tempos de saúde. É o pisar nas uvas que produz o doce suco da vinha; assim também a aflição conduz à submissão, separação do mundo e o descanso completo em Deus. Use as aflições enquanto você as tem.

Observação:

Covenanters - Os membros da Igreja da Escócia que assinaram o Pacto Nacional Escocês de 1638, que os obrigava a manter a Igreja da Escócia como foi organizada durante a Reforma, isto é, presbiteriana. Eles participaram em combate armado em obediência ao pacto assinado. 

FONTE; www.ministeriocaminhar.com.br/

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Evangelho e a Mordomia - Donald Whitney

Don Whitney é professor de Espiritualidade Bíblica e Deão Associado do Southern Baptist Theological Seminary de Louiville; Don obteve seu doutorado em ministério pelo Trinity Evangelical Divinity School e está completando seu segundo doutorado na área de Espiritualidade Cristã, pela universidade da África do Sul. É autor de vários livros e artigos e serve como professor convidado e preletor em seminários e conferências. É casado com Caffy e o casal tem uma filha, Christine. Don mantém uma página na internet: www.BiblicalSpirituality.org.

Mordomia é o cuidado e a administração daquilo que pertence a outro. Embora sempre falemos sobre as coisas como "nossas", a realidade é que tudo que temos e tudo que somos pertence a outro – a Deus. Como disse o apóstolo Paulo: "Que tens tu que não tenhas recebido?" (1 Co 4.7). Portanto, foi de Deus que recebemosnossa vida e o tudo que há nela; e somos responsáveis por isso. Temporariamente – ou seja, até que Deus os exija de nós – somos mordomos desses dons.


Embora a mordomia seja frequentemente associada ao dinheiro, ela tem sido descrita memoravelmente como que incluindo o nosso tempo, talentos e riqueza. Mas a mordomia não diz respeito apenas a sermos bons administradores de nossa agenda, nossas habilidades e nossas coisas. A disciplina da mordomia bíblica nos chama a usar todas essas coisas da maneira como o Senhor quer, a empregá-las para a sua glória. No entanto, ninguém pode ser um mordomo no sentido bíblico se, antes disso, não entende o evangelho – a história do que Deus realizou por meio da vida e da morte de Jesus Cristo.


O evangelho cria mordomos


O evangelho é infinitamente mais do que um ingresso para o céu. É uma mensagem que muda não somente o destino da pessoa na eternidade, mas também seu coração e sua mente aqui e agora. O evangelho transforma mais do que o relacionamento de uma pessoa com Deus; também transforma o relacionamento de uma pessoa com todas as outras coisas.


Essa é a razão por que as evidências mais confiáveis de que uma pessoa se converteu é que ela começa a buscar maneiras de usar seu tempo, talentos e dinheiro no serviço do evangelho. Quando uma pessoa começa a usar diligentemente seus recursos para servir e propagar o evangelho, isso é um testemunho do valor que ela coloca no evangelho e do fato de que ela valoriza o Deus do evangelho acima de todas as coisas.


O pecado nos torna egoístas e desperdiçadores de tudo que temos e tudo que somos. Mas "a luz do evangelho da glória de Cristo" (2 Coríntios 4.4) nos ajuda a perceber que conhecer a Deus é infinitamente mais importante e mais valioso do que guardar o tempo e o dinheiro para nós mesmos. O evangelho nos faz achar prazer espiritual em usar essas coisas para atender às necessidades de outros e capacitá-los a ouvir o evangelho e a voltarem-se para Cristo. Chegar a conhecer a Cristo por meio do evangelho nos leva, por um lado, a avaliar nossos recursos e, por outro lado, a avaliar a alma das pessoas. Leva-nos também a dizer com o apóstolo Paulo: "Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma" (2 Co 12.15).


Mordomos precisam de disciplina


A disciplina para administrar nossos recursos de maneira intencional, norteada pelo evangelho e que glorifica a Deus não vem plenamente formada com a habitação do Espírito Santo – tem de ser cultivada. A mordomia tem de ser uma disciplina, pois sempre há algo mais clamando por nossos recursos. Sem disciplina, as melhores intenções de usarmos nosso tempo, talentos e dinheiro para o evangelho serão vencidas pelas circunstâncias e pelas emoções do momento, resultando em incoerência ou, pior, em negligência no uso mais eficiente de nossos recursos para o evangelho.


Em um sentido, a disciplina da mordomia é central a todas as outras disciplinas espirituais. Se não desenvolvermos um uso teocêntrico de nosso tempo, por exemplo, não nos engajaremos coerentemente nas disciplinas pessoais, como a oração ou o alimentar-nos da Palavra de Deus, nem participaremos com fidelidade das disciplinas espirituais interpessoais, como a adoração ou a comunhão coletiva.


Uma das passagens clássicas sobre mordomia é a parábola de Jesus a respeito dos talentos (Mt 25.14-30; Lc 19.12-17). Nessa parábola, o senhor recompensou aqueles que administraram bem os recursos que entregara ao cuidado deles e puniu aquele que não fez isso. Embora haja mais coisas que poderíamos aplicar dessa parábola, um fato evidente é que aqueles que foram considerados mordomos fiéis foram intencionais – disciplinados – em usar para seu senhor os recursos que ele lhes confiara temporariamente. Deus tem prazer na mordomia exercida com disciplina – e não com negligência – daquilo que lhe pertence.


O que é essa mordomia exercida com disciplina? É usarmos os nossos dons espirituais para servir a Deus em nossa igreja local. É designar uma parte de nosso dinheiro para a igreja cada mês, antes de pagarmos outras contas, para que o uso de nossos recursos seja coerente com as prioridades que mais valorizamos.


A disciplina entra no âmbito da mordomia porque é tão fácil desperdiçarmos nosso tempo, dissiparmos nossos talentos e sermos negligentes no uso de nosso dinheiro. No entanto, até o uso mais escrupuloso de nossos recursos é indigno sem o evangelho, pois é somente por meio do evangelho que recebemos tempo eterno no céu, talentos glorificados e o mais rico dos tesouros – Deus mesmo.

FONTE: http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=368 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Zelo de Lutero na Reforma (1521-1529)

Imagem cedida por: https://apdsji.wordpress.com/2009/10/25/frase-de-martinho-lutero/


OS DESORDEIROS DE ZWICKAU
Voltemos agora a Lutero, a quem deixamos no solitário castelo de Wartburgo, entregue à tradução da Bíblia. Du­rante a sua permanência ali não havia ninguém que pudes­se cabalmente levar por diante a obra que ele tinha em­preendido na Alemanha; e este pensamento - porque ele estava a par de tudo quanto se passava fora do castelo - fa­zia-o estar ansioso e agitado, e por fim levou-o a voltar a Wittenberg. Melanchton era tão instruído como ele, e, sem dúvida, não era menos firme na sua devoção pela causa que ambos defendiam, mas era muito brando e pacífico para o rude trabalho que Lutero tinha começado, e não pa­recia estar em condições de poder dirigir o movimento re­formador naqueles tempos tumultuosos. Havia ali também André Carlostadt, um doutor em Wittenberg, bastante versado nas Escrituras Sagradas, mas com algumas idéias erradas na sua teologia, e além disso arrojado demais para se poder confiar nele como chefe. Os seus atos eram tão imprudentes que quando em Zwickau se levan­tou um grupo de homens com o fim manifesto de abolir su­mariamente tudo que não estivesse expressamente prescri­to na Bíblia, ele aplaudiu esse procedimento, e colocou-se à frente deles. Imagens, crucifixos, missas, vestes sacerdotais, confissões, hóstias, jejuns, cerimônias, decorações de igrejas - tudo estava para ser imediatamente varrido pela destruição; e todo o cristianismo se devia revolucionar, pe­las influências combinadas do Evangelho e da espada.
Lutero logo que teve conhecimento disto, escreveu de Wartburgo aos amotinadores, dizendo-lhes que não apro­vava o seu procedimento, nem se poria ao lado deles neste caso. "Tinha sido", dizia ele, "empreendido sem termos, com muito atrevimento e violência... Acreditem-me, eu conheço bastante o Demônio; só ele podia fazer as coisas deste modo, para trazer vergonha sobre a Palavra". As suas advertências foram porém inúteis; as medidas que ele propunha eram muito brandas e moderadas para os inconoclastas de Wittenberg, e foram por diante com as suas inovações.

VOLTA DE LUTERO PARA WITTENBERG
Tendo aumentado o tumulto, Lutero fechou os olhos ao próprio perigo, e, saindo do seu esconderijo, partiu para Wittenberg. Foi em vão que o príncipe lhe fez ver o perigo a que ele se expunha, e lhe mostrou a qualidade do inimigo que tinha no duque Jorge, por cujos territórios havia de passar. "Uma coisa posso dizer", escreveu ele, "se as coi­sas estivessem em Leipzig como estão em Wittenberg, para ali mesmo me dirigiria, ainda que chovesse duques Jorges durante nove dias, e que cada um deles fosse nove vezes mais feroz do que este. Portanto direi a Vossa Alteza (apesar de Vossa Alteza saber muito bem), que vou a Wit­tenberg sob uma proteção muito mais forte do que a de Vossa Alteza".
Ao chegar a Wittenberg em março de 1522, Lutero co­meçou uma série de sermões, oito ao todo, sobre os fanáti­cos de Zwickau, nos quais tratou dos diferentes assuntos com um tato pouco vulgar. Estes sermões constituem um tesouro, e foram admiravelmente adaptados à ocasião a que se destinaram. No seu estilo vigoroso e picante fez-lhes ver o deplorável fim a que um tal excesso de zelo levaria sem dúvida o povo; disse-lhes que lhes faltava caridade, sem a qual a sua fé de pouco valia; que sabiam melhor fa­lar das doutrinas que lhes eram pregadas, do que pô-las em prática; e que não tinham paciência e estavam prontos de mais a sustentar os seus próprios direitos. "Neste mundo", disse ele, "não se deve fazer tudo aquilo a que se tem direi­to, mas antes renunciar o próprio direito, e considerar, pelo contrário, o que é útil e vantajoso para os nossos irmãos. Não imagineis que aquilo que "deve ser" "há de ser" forço­samente, como estais fazendo, para que não tenhais de res­ponder por aqueles que tendes desencaminhado pela vossa liberdade pouco caridosa". Estes sermões tiveram o efeito desejado. A agitação apaziguou-se, seguindo-se-lhe o sos­sego e a tranqüilidade. Os estudantes voltaram pacifica­mente aos seus estudos e o povo, às suas casas; e o príncipe não pôde deixar de reconhecer que Lutero tinha feito bem em sair de Wartburgo.

TRADUÇÃO DA BÍBLIA
Em seguida a isto continuou com a tradução da Bíblia, sendo muito auxiliado na árdua tarefa pelas revisões críti­cas de Melanchton. Poucos meses depois o Novo Testa­mento estava pronto, e em setembro de 1522 publicado. Foi recebido pelos seus compatriotas com muito entusias­mo, e teve de publicar uma segunda edição no espaço de dois meses, e em dez anos nada menos de cinqüenta e três edições se tinham publicado só na Alemanha! Então foi adicionado também o Velho Testamento. O povo alemão tinha agora uma Bíblia completa na sua própria língua, e isto contribuiu mais para a consolidação e propagação das doutrinas reformadas do que todos os escritos de Lutero juntos.
A Reforma estava agora assentada na sua verdadeira base - a Palavra de Deus. Até aqui falara Lutero. Agora é o próprio Deus que fala ao coração e à consciência dos homens. A sua Palavra era agora acessível a todos, e a Roma papal tinha recebido um choque do qual nunca se poderia restabelecer completamente. Pouco depois foi dirigido ao papa, por um concilio de bispos católico-romanos, um me­morial sobre o assunto: "O melhor conselho", disseram eles, "que podemos dar à sua santidade é que devemos em­pregar todos os esforços para se evitar a leitura do Evange­lho em língua vulgar... O Novo Testamento é um livro que tem dado mais ocasião a maiores distúrbios, e estes distúr­bios têm quase arruinado a nossa igreja. Na verdade, se prestarmos séria atenção às Escrituras e as compararmos com o que geralmente se encontra nas nossas igrejas, ver-se-á uma grande diferença entre umas e outras; e que a doutrina do reformador é inteiramente diferente da nossa e em muitos respeitos diametralmente oposta a ela". Era as­sim que Roma se julgava a si própria; e que o poder da Pa­lavra era reconhecido por aqueles que praticamente nega­vam a sua autoridade.

PROGRESSO DA REFORMA
No entanto, a Reforma continuava a ganhar terreno, e o interesse que o primeiro ato de Lutero tinha despertado não diminuía com o decorrer do tempo. O povo em toda a parte escutava a Palavra com prazer, chorando muitas ve­zes de alegria ao ouvir as boas-novas. Em Zwickau e Ana-berg, as multidões ávidas rodeavam os púlpitos dos refor­madores, e escutavam-nos dias inteiros; e quando Lutero pregou o seu primeiro sermão em Leipzig aquela grande multidão de gente caiu de joelhos e bendisse a Deus pela Palavra que seu servo tinha o privilégio de falar. Os folhe­tos e os sermões do reformador eram levados de cidade em cidade; os vendedores ambulantes levavam-nos às aldeias mais distantes, e os navios transportavam-nos de porto em porto, introduzindo-os em todos os países onde houvesse homens bastante instruídos para os receber. Três anos de­pois do começo da Reforma, houve um viajante que com­prou algumas das obras de Lutero em Jerusalém.


OPOSIÇÃO DE ROMA
Roma, como se pode supor, não descansava no caso, e fulminava os reformadores com as suas maldições numa cólera vã. "Heresia! Heresia!" ouvia-se por toda a parte, enquanto as excomunhões se multiplicavam e os editos reais se publicavam em número cada vez maior. Alguns pregadores do Evangelho foram presos, torturados, quei­mados, mas isso de nada servia: a Bíblia estava nas mãos do povo, e a resistência era inútil. As mulheres mais sim­ples estavam sentadas ao pé das suas rocas, com as suas Bíblias no regaço, e confundiam os monges que vinham discutir com elas. Tinha-se levantado uma nova ordem de coisas, mas o poder que tinha produzido estes efeitos não provinha do homem. Era um poder que até ali tinha forças - para esmagar, e era poderoso para destruir as fortalezas do inimigo.
A Reforma estava ainda em começo quando rebentou a guerra dos camponeses, que lhe fez sofrer um grande atra­so. Era o seu chefe um fanático chamado Tomás Münzer, homem que tinha tomado parte notável nos motins de Wittenberg, durante a reclusão de Lutero ao castelo de Wartburgo. Depois disso estabeleceu-se em Mulhausen, e empreendeu a sua grande obra (como ele lhe chamava) de derrubar o "reino pagão" e de exterminar os ímpios.

REVOLTA DOS CAMPONESES DA ALTA ALEMANHA
Os camponeses oprimidos ouviram-no com alegria, e correram às armas. Lutero, a princípio, foi ao encontro de­les com a Palavra de Deus e com razões moderadas; mas quando se insurrecionaram abertamente, então escreveu contra eles, e chamou-lhes de ladrões e assassinos. As províncias da Alta Alemanha estavam agora mergulhadas em anarquia e confusão. A plebe, estimulada por um êxito temporário, e furiosa com a lembrança da injustiça e opressão que tinha sofrido, precipitava-se para aqui e aco-K lá, queimando e destruindo palácios, igrejas, conventos, até que por fim foram vencidos em Frankenhaussem pelo príncipe de Hesse, e totalmente derrotados. O seu ato te­merário de rebelião não lhes serviu de nada, e quando vol­taram para as suas casas, viram que com ele tinham au­mentado seus males. Condenar sem distinção todos aque­les que tivessem tomado a mais insignificante parte no movimento, era agora a política do partido papal; e daí to­dos os males provenientes da guerra dos camponeses foram injustamente atribuídos à influência da obra de Lutero. A Reforma não sofreu pouco por causa dessa falsa acusação.

MOVIMENTO DIVERGENTE
Por essa época apareceram os anabatistas, assim cha­mados por sustentarem a doutrina de que o batismo devia ter lugar por imersão, e que os que tivessem sido batizados na infância deviam ser novamente batizados.
Os chefes deste movimento asseveravam que eram eles os verdadeiros reformadores, e anunciavam que o reino de Cristo estava prestes a manifestar-se. Tinham, porém al­guns excessos: achavam que deveriam ter todas as coisas em comum, e que não deviam ser obrigados a pagar dízi­mos nem tributos... Eles aumentavam em número, e apre­sentavam uma vida muito rigorosa, assim como uma gran­de coragem na morte de mártires, quer seja por meio de fogo ou de água. O movimento continuou a aumentar, ape­sar da perseguição, até o martírio dos seus principais che­fes.

O CONSELHO DE SPIRES
Pouco mais ou menos por este tempo os três mais pode­rosos príncipes da Europa, Henrique VIII da Inglaterra, Carlos V da Alemanha e Francisco I da França, uniram-se com o papa para a supressão dos perturbadores da religião católica e para se vingarem dos ultrages que tinham sido feitos à "Santa" Sé. Para esse fim foi convocado em Spires um Conselho de nobres, no ano de 1526, a que presidiu o príncipe Fernando, irmão do imperador. Foi lida aos príncipes reunidos uma mensagem imperial ordenando que fosse prontamente cumprido o edito de Worms contra Lutero. Mas isso não deu o resultado com que os amigos do papismo tinham tão ardentemente contado; e, em vez de entregarem o reformador à mercê de Roma, o Conselho submeteu ao imperador os seguintes itens: que eles fariam todos os esforços para aumentar a glória de Deus e manter uma doutrina em conformidade com a sua Palavra, e da­vam graças a Deus por ter feito reviver no tempo próprio a verdadeira doutrina de justificação; que não permitiriam a extinção da verdade que Deus lhes tinha revelado ultima­mente.
Confiante, apesar da derrota, o imperador três anos mais tarde reuniu um segundo Conselho na mesma cidade. Os seus modos eram coléricos e despóticos, mas os nobres que defendiam a Reforma estavam tranqüilos e resolutos. Naqueles tempos estas qualidades eram muito necessá­rias. Ninguém esperava a inflexibilidade dos nobres, e a presença de um tal espírito entre eles era um novo elemen­to no Conselho alemão. Até ali o imperador tinha tido fama de exercer um poder absoluto, mas ia ter lugar uma crise na história da Reforma, e aquilo por que lutavam os nobres não tinha sido reconhecido pela política humana. Foi isto que o imperador não compreendeu.

ORIGEM DA PALAVRA "PROTESTANTE"
Fernando presidiu novamente a este Conselho e, sen­tindo que estava iminente uma crise, recorreu a medidas desesperadas. Usando da autoridade que ele ali represen­tava, ordenou imperiosamente a submissão dos príncipes alemães ao edito de Worms. A sua conduta foi mais carac­terizada pelo atrevimento do que pela sabedoria, e só ser­viu para agravar o sentimento que já existia. Para dar uma saída ao negócio, publicou-se um decreto resumindo as or­dens do imperador, que os fidalgos católicos assinaram.
Foi aquele um momento de ansiedade para Lutero e a Reforma, mas o grupo reformador teve forças para susten­tar a luta no Conselho. Sem receio da altivez de Fernando, e impassíveis às ameaças dos bispos, uniram-se em um grupo e no dia seguinte levaram seu protesto contra a deci­são da assembléia. E foi o começo do protestantismo, e do Período de Sardo na História da Igreja.

FONTE: História do cristianismo / A. E. Knight [e] W. Anglin. – 2ª ed. - Rio de Janeiro : Casa Publicadora das As­sembléias de Deus, 1983.

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