quarta-feira, 29 de junho de 2011

História do Apóstolo Mateus (doze Homens e uma missão)

Imagem cedida por: http://www.osdezmandamentos.com.br/estudos/estudos_2.html

Mateus

"Partindo Jesus dali, viu senta­do na coletaria um homem chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu."
Mateus 9.9

A importante Cafarnaum, na Galiléia, é apontada pela tradição como a localidade de origem desse discípulo, cujo nome verda­deiro era Levi (Mc 2.14), sendo Mateus (ou Dom de Jeová), seu nome apostólico. As variantes Matias e Matatias, indicam que era um nome relativamente comum entre os judeus naqueles tempos.
O apóstolo Mateus era filho de Alfeu e provavelmente irmão de Tiago, o menor (conf. Lc 6.15). Como morador de Cafarnaum, Mateus teve repeti­das oportunidades de ver os sinais que Jesus operou durante o tempo em que ministrou naquela relevante cidade da Galiléia. E provável que o impacto desse testemunho tenha contribuído para sua resoluta decisão de abandonar tudo e seguir o Mestre, quando foi assim desafiado (Mt 9.9-15).
Ao contrário de alguns outros discípulos, Mateus não havia sido seguidor de João Batista antes de sua vocação cristã e, como é de se supor pela natureza da profissão que exercia, deve ter vivido uma vida nada piedosa até então.

Uma profissão indigna
Como coletor de impostos, Mateus estava incumbido da cobrança de taxas tanto dos que cruzavam o Mar da Galiléia como dos que transitavam pela importante estrada de Damasco, que cortava os domínios do tetrarca Herodes Antipas, passando pelas estratégicas Cafarnaum e Betsaida Julias.
Nos tempos apostólicos, a Palestina encontrava-se direta (no caso da Judéia) ou indiretamente (no caso da Galiléia) submetida ao domínio romano.
Os impostos arrecadados por Roma eram de duas espécies: os tributos que recaíam sobre propriedades {tributum agri) ou sobre pessoas {tributum capitis), e os vectigalia, abrangendo todos os outros ingressos do Estado. O tributum capitis aparece na discussão de Mt 22.15-22, quando Jesus é pro­vocado pelos fariseus, com a pergunta

"Dize-nos, pois, que te parece? É licito pagar tributo a César, ou não?"

Dentre os vectigalia interessa-nos destacar sobretudo o portorium, termo téc­nico que indica o imposto sobre o trânsito de mercadorias através do território romano, correspondente a três tipos de imposto moderno: o alfandegário, recebi­do na fronteira de uma província ou Estado; de consumo, recebido à entrada ou saída de uma cidade e o pedágio, ou seja, o pagamento pelo trânsito em determi­nados lugares como, por exemplo, em algumas estradas. O termo bíblico errone­amente traduzido por publicano geralmente se aplica aos portitores, ou seja, os cobradores do portorium.
Os verdadeiros publicanos (lat. publicanus) eram, na realidade, membros da reduzida casta oligárquica que habitava a capital imperial. Res­ponsáveis pela arrecadação dopublicum, a renda tributária do Estado, os publicanos formavam sociedades anônimas com pomposos dividendos.
Durante o período republicano - que ofici­almente durou ate' 27 a.C. - os publicanos do­minaram a arrecadação do "publicum", a renda tributaria do Estado, função esta que - deve-se anotar - foi pouco a pouco sendo absorvida pelos futuros imperadores, ávidos pela absolu­ta centralização de poder.
Formavam os publicanos uma sociedade encabeçada por um diretor, o magister societatis, representado nas províncias por um vice-diretor, o pro magistro, que, por sua vez, tinha à disposi­ção um grande número de empregados. Dentre os que lhes estavam sujeitos destacamos os submagistri (gr. arcbitelontes), os quais coordena­vam a coleta de impostos nas muitas províncias do império. Suspeita-se que Zaqueu (Lc 19.1-10), pertencia a esta categoria. Finalmente, subordinados aos submagistri, estavam osportitores (gr. telontes), que, como dissemos, encarregavam-se da cobrança ào portorium. Sobre estes, recaía a difícil tarefa do contato com a população na coleta fiscal. Embora não passassem de subalter­nos, o povo os conhecia como publicanos. Mateus era um deles.
Mesmo em Roma, os publicanos, tanto em níveis superiores como infe­riores, eram sempre tratados com muita desconfiança, sendo constantemen­te comparados a gatunos e oportunistas. Alguns escritores romanos como Cícero, Terêncio, Tito Lívio, Suetônio e Quintiliano expressaram juízos se­veros sobre eles.
No caso de Israel a discriminação contra os submagistri eportitores chegava a patamares extremos. Como funcionários a serviço da dominação estrangeira, eram considerados traidores nacionais, apóstatas, gentios e pecadores (Mt 18.17). Eram de tal maneira desprezados pelos judeus que nem mesmo seus dízimos e ofertas eram aceitos nas sinagogas. Os escritos rabínicos traçavam juízos duríssimos contra eles, por considerá-los não apenas impuros, mas transmisso­res de impureza por sua mera presença. No dizer do teólogo italiano Giovanni Canfora, essa lógica obedecia um raciocínio muito simples.

"Enquanto cobradores, os publicanos eram os agentes da dominação es­trangeira, isto é, dos pagãos; e por estes serem impuros, impuros eram também os publicanos."

Nas Escrituras, especificamente no Novo Testamento, os cobradores de impostos são freqüentemente associados a pecadores (Mt 9.10-13), meretrizes (Mt 2131-32) e pagãos (Mt 18.15-17).
A questão do pagamento de impostos assumira proporções nacionais em Israel (conf. Mt 17.24-27). Era a própria evidência da opressão estrangeira; uma ferida aberta no seio do sentimento cívico do povo judeu, no qual causava a mais profunda indignação, tornando-se a centelha de ignição de insurreições nacionalistas que culminaram no surgimento de movimentos radicais como o dos Zelotes e Gaulanitas. Teudas e Judas, o Galileu (At 5-36) são alguns exemplos do tipo de sentimento que esta prática dominadora provocou entre os judeus.
Diante de semelhante panorama, não é difícil entender porque os fariseus e doutores da Lei se mostravam profundamente escandalizados com Jesus e seus discípulos, ao vê-los em companhia de Mateus e seus camaradas (Lc 5-30).

"Murmuravam, pois, os fariseus e seus escribas (...) perguntando: Por que corneis e bebeis com publicanos e pecadores?"

Mateus, como de resto todo cobrador de impostos, pela corrupção com que estava acostumado mediante freqüente recebimento de propinas e extorsões, de­via ser um homem abastado. A festa dada por ele a Jesus e seus companheiros (Mt 9.11-12) sugere alguém cujas posses o elevavam consideravelmente acima da média da população local. Dentro dessa perspectiva, as parábolas da pérola de grande preço e do tesouro escondido (Mt 13.44-46), só por ele registradas, talvez reflitam parte de seu próprio testemunho de conversão.
Sua humildade e simplicidade como cristão podem ser percebidas em pequenos detalhes, se compararmos as narrativas dos evangelhos sinópticos. E, por exemplo, o único que, nas listas apostólicas, se apresenta como "Mateus, o publicano" (Mt 10.3), enquanto os outros evangelistas suprimem este adjetivo, por demais degradante. Por outro lado, é em Lucas e não em Mateus que tomamos conhecimento que ele "deixou tudo" para seguir após seu Mestre e que "lhe ofereceu um grande banquete em sua casa" (compare Mt 9.9-10 com Lc 5: 27-29).
No que tange à capacitação pessoal, Mateus deve ter sido o mais instruído de todos os discípulos. Além de hábil escritor, como coletor de impostos certamente possuía razoável conhecimento nas áreas de matemática e conta­bilidade. Considerando-se a região onde exercia seu ofício, Mateus com cer­teza dominava o grego, o latim e o aramaico. A notoriedade alcançada por seu evangelho foi ressaltada por eminentes autores patrísticos como, por exem­plo, Jerônimo {Os Pais Nicenos e Pós-Nicenos, p. 362).
"Mateus, também chamado Levi, apóstolo e ex-publicano, compôs um evangelho de Cristo, a princípio escrito na Judéia em Hebraico (aramaico), visando os que creram, dentre os da circuncisão. Esta obra, no entanto, foi mais tarde traduzida para o grego, embora não nos seja conhecido seu autor. A versão em hebraico foi preservada até o dia de hoje na Biblioteca de Cesaréia, cuja coleção foi tão diligentemente reunida por Panfílio."

Mateus visto pelas lendas da tradição cristã
A última menção que temos do evangelista no Novo Testamento en­contra-se em At 1.13, em que participou da vigília que antecedeu ao Pente -costes. Segundo o testemunho de Clemente de Alexandria, acredita-se que Mateus tenha permanecido na Judéia por pelo menos mais quinze anos após a ascensão de Cristo, testemunhando do Senhor aos seus compatriotas que, na época, ainda eram maioria na Igreja. O mesmo autor alexandrino ainda nos informa que o apóstolo era dedicadamente vegetariano, restringindo suas refeições a sementes e nozes.
Embora Irineu afirme que Mateus dedicou-se ao ministério entre os judeus, não nos informa se esse exercício limitou-se aos termos da Palestina ou se es­tendeu-se aos judeus da disper­são, espalhados por quase todo o mundo ocidental.
Dentre todas as narrativas tra­dicionais ligadas ao apostolado de Mateus, talvez nenhuma sobre­puje em fantasia e imaginação à encontrada no apócrifo Atos de André e Mateus, assim referido por William Barclay, em seu The Master’s Men (p. 66-68).


"O apócrifo Atos de André e Mateus que, mais tarde, foi traduzido   para   a   língua anglo-saxã, descreve o envio de Mateus aos antropófagos, os quais teriam arrancado seus olhos e o lançado numa prisão por 30 dias para, ao cabo deles, o devorarem. Porém, aconteceu que, ao vigésimo sétimo dia, o apóstolo foi resgatado por André que ali chegara após escapar miraculosamente de uma tempestade marítima.
Mateus, então, teria retornado aos antropófagos e operado milagres entre eles, suscitando o ciúme do rei. Assim, tomaram-no novamente e, cobrindo-o com papiro embebido em óleo de golfinho, derramaram sobre ele betume e enxofre, cercando-o com estopa e madeira, numa fogueira rodeada por doze imagens de deuses nativos. Contudo, o fogo ateado tornou-se em orvalho e as chamas que restaram voaram na di­reção dos ídolos metálicos, derretendo-os todos. Finalmente, o fogo tomou a forma de um dragão que perseguiu o rei até o interior de seu palácio, envolvendo-o de tal maneira que não podia se mover. Mateus, então, repreendendo o fogo, orou e ali mesmo expirou. O rei conver­teu-se, vindo a tornar-se sacerdote, e o apóstolo partiu ao Céu em com­panhia de dois anjos."

Existem diversos relatos que vinculam o ministério de Mateus a lugares como Pérsia, Partia, Macedônia e Etiópia. Conquanto não se possa precisar a localização geográfica da referida Etiópia, é justamente esta região o ponto de convergência de grande parte das narrativas que tratam das missões evangelísticas de Mateus. Sócrates em sua História Eclesiástica (I, 19) afirma que essa região foi o próprio centro de seus esforços na difusão do Evange­lho. O tradicional Perfetto Legendário confirma essa tradição ao mencionar a incrível campanha missionária empreendida por Mateus no Egito e na Etiópia. Ali, honrosamente recebido na casa do eunuco batizado por Filipe (At 8.27-39), o apóstolo teria enfrentado dois feiticeiros locais que mantinham a po­pulação em submissão, afligindo-a com estranhas enfermidades deflagradas a partir de seus encantamentos. Desafiando-os para um confronto espiritual, Mateus os derrotou, libertando o povo da terrível opressão e disseminando rapidamente a fé cristã naquela região.
Bem alicerçadas ou não, o fato é que as lendas sobre a remota cristianização da Etiópia atravessaram toda a Idade Média. No séc. XII, o bispo Otto de Freising, escreveu sobre a coragem de um lendário rei cristão da Etiópia, Presto João (ou Presbítero João), e suas lutas vitoriosas contra os muçulma­nos. Com o recrudescimento das cruzadas, as narrativas sobre esse persona­gem imaginário foram sendo cada vez mais incrementadas. Na segunda metade do séc. XV, no raiar dos grandes descobrimentos marítimos, o navegador português Afonso de Paiva foi incumbido pelo rei de Portugal de penetrar no norte da África à procura do lendário soberano, com quem os portugueses nutriam a esperança de se associar na reconquista de Jerusalém. Paiva faleceu no Egito sem atingir seu objetivo; entretanto, seu amigo de aventuras Pero de Covilhã, ao voltar de sua epopéia marítima até a índia, retomou a missão e atingiu a Etiópia em 1493, encontrando ali um rei cristão de nome Alexan­dre, além de grande número de cristãos coptas. Embora a descoberta tenha incentivando as missões católicas portuguesas para a Etiópia ao longo do sécu­lo seguinte, o estado miserável em que se encontravam os fiéis etíopes enterrou definitivamente a lenda sobre Presto João.
Outros relatos contam que Mateus teria ressuscitado, no Egito, o filho do rei e operado a cura de sua filha leprosa. Esta princesa, de nome Efigênia, tornou-se a dirigente de uma comunidade de virgens dedicadas ao serviço divino. Se este relato for preciso, podemos estar diante de uma das mais antigas menções de monasticismo comunal feminino de que temos notícia.
São muito freqüentes as lendas que retratam Mateus evangelizando reis, príncipes e outras autoridades políticas. E possível que sua formação cultu­ral, assim como sua experiência burocrática, o tenham capacitado para a anunciação da mensagem do evan­gelho entre os cidadãos de proeminência daquela época.

A morte de Mateus
Embora os registros de Heracleon e Clemente de Alexandria afirmem que Mateus expirou em idade avan­çada, de morte natural, são muitas as narrativas que apontam para um fim de carreira coroado por um doloroso martírio. Anna Jamerson em seu Sacred and Legendary Art (p. 142-3), resume assim o assunto.

"São Mateus permaneceu vinte e três anos no Egito e Etiópia. Diz-se que teria perecido no nonagésimo ano da era cristã, sob o reinado de Domiciano, não se sa­bendo ao certo quais as Circunstâncias que envolveram sua morte. De acordo com lendas gregas Mateus teria morrido pacificamente, embora a tradição da Igreja Orien­tal diga que o apóstolo sofreu martírio, por lança ou por espada."

O Dr. Edward Goodspeed em seu livro Mathew, Apostle and Evangelist explica que, com o decorrer dos séculos, as lendas acabaram confundindo as narrativas a respeito do apóstolo e de Matias, o personagem de Atos. Segundo Goodspeed, a semelhança entre os nomes no hebraico compro­meteu seriamente qualquer tentativa atual de se precisar o verdadeiro fim do ex-coletor de impostos.
Não obstante, existem outros escritos que conectam a execução de Mateus ao Sinédrio de Alexandria, um corpo de anciãos que representava os inte­resses da classe judaica naquela cidade egípcia. Acredita-se que um certo Mathai", julgado e condenado à pena capital por essa instituição durante a segunda metade do primeiro século seja, na realidade, o apóstolo Mateus. Tal possibilidade deve ser considerada, já que Mateus, por essa época - de acordo com várias tradições — exercia seu ministério no Egito, após longa jornada missionária na Etiópia.

As narrativas tradicionais que localizam a morte de Mateus na Etiópia também são numerosas e não podem ser desprezadas. Entretanto, se to­marmos esse caminho, teremos de enfrentar, novamente, a difícil tarefa de identificar um termo cuja precisão geográfica nos é totalmente incerta na atualidade. Chamava-se Etiópia a várias regiões da Antigüidade. A Etiópia africana nos é conhecida por ainda hoje designar, basicamente, a mesma região referida na Antigüidade; entretanto, havia uma certa Etiópia Asiáti­ca, localizada ao sul do Mar Cáspio, próxima do reino dos partos e corredor de muitas rotas comerciais. Levando-se em conta as lendas acerca do Evan­gelho de Mateus em hebraico achado na índia e os registros — como o de Ambrósio, por exemplo - acerca do ministério de Mateus na vizinha Pérsia, é bem possível que a Etiópia enfocada nas narrativas tradicionais seja uma alusão a essa região asiática que, assim, figuraria entre os prováveis sítios do martírio de Mateus.

Os restos mortais de Mateus
A tradição católico-romana identifica um monge de nome Atanasias como o descobridor das relíquias de Mateus. Ele as teria entregue a João, bispo de Paestum que, posteriormente, as conduziu a Salerno, na Itália, em 1054 A.D. Nessa milenar cidade italiana erigiu-se, logo após sua conquista em 1076 A.D., uma catedral com o propósito de abrigar os supostos restos mortais do apóstolo. A consagração do santuário foi realizada em 1084 e, conquanto tenha sido construído a partir da tumba do apóstolo Mateus, o edifício foi dedicado à Virgem Maria.
Arturo Carucci, autor do guia do museu arqueológico da Catedral de Salerno nos dá maiores detalhes sobre o que se crê ser o local de repouso de Mateus.

"Um afresco, ao lado do balcão central, mostra João, bispo de Paestum, recebendo Atanasias, o monge que encontrara os restos de Mateus. Em um outro vemos Gisolfo I ordenando ao abade João que busque o corpo do evangelista em Capaccio e o traga a Salerno. Acima das poltronas do coral há uma lembrança do traslado dos restos mortais de São Mateus. Nela podemos ver retratada a procissão que acompanhou o envio do corpo do apóstolo até a Igreja.
No centro da cripta está a tumba de São Mateus, com cerca de dois metros de profundidade, encimada por um rico altar de duas frentes, feito em mármore e coberto por uma ampla abóbada em forma de guarda-chuva, finamente adornada, a qual encerra duas estátuas de bronze re­presentando o evangelista, uma para cada frente do altar. Ambas foram obra de Michelângelo Naccarino, em 1606."

Mensurar a contribuição que esse ex-coletor de impostos conferiu à cau­sa do evangelho é tarefa quase impossível. Desprezado por seus compatrio­tas - especialmente pelos líderes religiosos - em função de seu ofício, Mateus rendeu-se incondicionalmente ao evangelho deixando para trás, como vi­mos, uma vida bem mais confortável que a média de seus contemporâneos galileus. A convivência pacífica ao lado de radicais como Simão Zelote, o discípulo cujo passado fora marcado por uma ideologia diametralmente oposta à sua, evidencia a restauração que se processou no coração do futuro evangelista.
Por fim, seu ardor missionário, bem destacado pela tradição, o constran­geu a despojar-se de seus próprios interesses e lançar-se mundo afora, con­duzindo a mensagem de Cristo diante de situações freqüentemente hostis. O texto canônico denominado O Evangelho Segundo Mateus constitui sua única obra literária preservada pelo tempo. Esse documento, embora tão precioso para a Igreja ao longo dos séculos, não representa senão uma fração dos memoráveis feitos que o apóstolo empreendeu em prol dAquele que o resgatou das trevas para a Sua gloriosa luz.
O Dr. McBirnie en­cerra de maneira hon­rosa sua biografia sobre o evangelista (op. cit., p.182):
"Mateus foi, por cer­to, um talentoso es­critor e um ardoroso discípulo, dotado, provavelmente, do melhor preparo intelectual dentre os doze. Sua formação o equipou devidamente para testemunhar àqueles que ocupavam posições de autoridade e o tornou um vaso escolhido para escrever o Evangelho que leva seu nome."
FONTE: Doze homens e uma missão / Aramis C. De Barros. - Curitiba : Editora Luz e Vida, 1999.

2 comentários:

  1. sandro.peregrino@hotmail.com15 de maio de 2013 16:29

    eu acredito que mateus fez muito mas do que isso
    nao e lenda nao e verdade esses homens andarao com jesus

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  2. eu creio que Mateus não e lenda mais verdadeiramente um apostolo de cristo que deixou sua tradição e sua posição para fazer o que o metre mandou.

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