domingo, 26 de junho de 2011

BIOGRAFIA: Frances Ridley Havergal (1836-1879)

Imagem cedida por: http://www.cyberhymnal.org/bio/h/a/v/havergal_fr.htm


 [Hinos da Harpa 88, 92, 102, 193, 296, 383, 425, 452], filha do pastor anglicano William Havergal, músico e hinista. Aos três anos ela já sabia ler, aos quatro começou a memorizar os versículos da Bíblia, aos sete escrevia poesias, quando seus versos começaram a surgir nos periódicos religiosos ingleses. Apesar de nunca ter boa saúde, isto não impediu de obter sua educação fomal, aprender vários idiomas europeus, além do grego e hebraico, podendo ler tanto o Antigo como o Novo Testamento nas línguas originais. Sua extraordinária memória permitiu ainda decorar todo o Novo Testamento, os Salmos, Isaías, e os profetas menores. Aos 14 anos de idade teve uma profunda experiência com Deus. Descreveu com estas palavras: Ali mesmo entreguei minha alma ao Salvador, e desde este momento os céus e a terra me pareciam brilhantes. Todos os seus hinos refletem a alegria desta experiência de entrega e consagração. Seu dom não se restringia apenas na capacidade em escrever hinos, mas também compunha música. Seus temas foram fé, consagração e serviço e a segunda vinda de Cristo. Certa feita orou: Que as minhas mãos sempre se movam com presteza e com amor. Em outra oportunidade afirmou: que meus pés velozes corram ao serviço do Senhor. Foram orações totalmente sinceras da sua parte.
  

Em agosto de 1878, Frances escreveu para uma amiga: “O Senhor me tem mostrado mais um passo, e, claro, tomei-o com deleite extremo”. Referia-se neste caso, à oração que havia escrito onde se lia: Minha prata e ouro toma. Por isso, tomou a decisão de encaminhar todos os seus ornamentos à Sociedade Missionária da Igreja, ficando apenas com duas peças, a saber, um medalhão com o único retrato da sobrinha e um broche que guardara como lembrança dos seus queridos pais. Ao todo foi encaminhado quase cinquenta peças. Como escreveu Edith Brock Mulholland no livro HCC-Notas Históricas, se os hinos contassem, “De tudo que compõe o nosso ser, talvez o mais difícil de consagrar dia após dia seja a nossa vontade. A vida de Frances Havergal demonstra que esta oração estava sempre nos seus lábios. Como Frances, somente conseguiremos consagrar ‘nosso ser inteiro quando nossa vontade estiver entregue ao nosso Senhor. Então descobriremos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus’”. (Rm 12:2).
  Musicista nata, de personalidade agradável, Frances Havergal era possuidora de uma voz aprazível e bem treinada, o que levou a ser procurada como concertista. Com sua notável inteligência e extraordinária memória, teria sido muito natural ser atraída para uma carreira secular. Entretanto, toda a sua vida se caracterizou pela santidade espiritual. Foi chamada de a poetiza da consagração. Diziam que ela nunca escrevia uma única linha, sem que, primeiramente, ficasse em fervente oração. 

Depois disso, transferia os créditos da composição a Deus: Creio que Deus sugere um pensamento, e me sussurra uma ou duas linhas musicais, então eu olho para cima, agradeço alegremente a Deus e vou em frente. É assim que os hinos vem pra mim.  Muitos dos livros de Frances Havergal, como ela era conhecida, tinham como tema preferido o prazer em confiar e servir ao Rei Jesus. “Como somos felizes em tê-lo como nosso Rei”, escreveu.Temos absoluta certeza de que Ele subjuga todas as coisas a Si próprio, ao Seu reino. Somos tão felizes em seguir a sua palavra e entregar tudo nas Suas mãos, pedindo que seja nosso Rei, para Ele que estabeleça seu trono de paz na nossa vida tumultuada e dividida, orando para que todos os nossos pensamentos sejam submetidos gentilmente à Sua vontade.  Foi nesse clima que em 1878 ela escreveu “TRUEHEARTED, WHOLEHEARTED, FAITHFUL AND LOYAL” (Verdadeiro, sincero, fiel e leal), seremos a Ti, por Tua graça, Rei da nossa vida. 

Nessa época, Frances desconhecia que seu trabalho para o Rei, aqui neste mundo, estava chegando ao fim. No ano seguinte, a saúde dela ficou terrivelmente abalada. Tinha apenas 42 anos de idade e estava muito ocupada. Não era apenas o seu ministério como escritora que estava em plena atividade, mas ela também estava viajando muito, empenhada na promoção do cristianismo e trabalho missionário. Entretanto, ela tinha consciência da sua debilidade física. Num determinado domingo, em abril de 1878, quando caminhava para a igreja, Frances virou-se para a sua irmã e disse: Marie, cheguei à conclusão de que seria ótimo ir para o céu.  Um mês mais tarde suas forças se esvairam. Quando o médico chegou ela o deixou atônito quando perguntou: “Acha que eu tenho uma chance de ir embora?” Seus parentes que estavam ao lado da cama ficaram perplexos com sua atitude. “Se eu estiver partindo, é bom que seja verdade”, dizia. 

Pouco tempo depois ela olhou para cima, sorrindo e afirmou: “Como é esplêndido estar à entrada das portas celestiais! Estou perdida em meio a tanta maravilha! Nem ao menos uma palavra, sequer, das Suas boas promessas, deixaram de se cumprir!”. Em seguida, Frances levantou o olhar e fixou firmemente, como que estivesse vendo o Senhor. Por um período de tempo que durou aproximadamente dez minutos, pudemos contemplar, como se fosse ao vivo, o encontro dela com O Rei, descreveu Maria, seu semblante era tão feliz, como se ela já estivesse conversando com Ele! Então, ela tentou cantar, porém, após uma doce e linda nota aguda – ELE … – a voz foi sumindo, ao mesmo tempo em que seu irmão orava ao Senhor, entregando sua alma nas mãos do Redentor, enquanto ela passava para a eternidade. 

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